Antes de cair na balada paulista, eu saboreei um jantarzinho delicioso feito pelos Mestres Cucas: Aguinaldo e Hugo. Enquanto eles cozinhavam, eu me divertia com o papo e com o vinho aberto para o molho. Ainda bem que o molho não levava muito da bebida de Baco.

Quase rolando depois da comilança, lá fomos nós para a Smoove, onde o repertório era recheado dos anos 80. Mesmo não gostando da cara do povo, eu dancei muito com nossa turma, até porque foi a primeira vez que o Gui conseguiu sair junto e quando conheci a Karla, uma amiga show dos meninos. O resto? Nem te conto.

Domingo

Acordamos tardão e fomos almoçar numa cantina italiana. Mesa grande, amigos famintos e uma boa comida regada a ótima conversa, sorrisos fartos, risadas, causos apimentados e carinho. Assim passei boa parte da tarde no domingo: me sentindo em família.

À noite fui ao teatro ver Miss Saigon. Mesmo sendo uma história meio batida com encontros e desencontros, o musical é um escândalo de lindo e consegue ser surpreendente. Eu fiquei fascinada com os bailarinos, as vozes, as músicas, os efeitos, os figurinos, as mudanças no palco. É imperdível.

Depois de comermos pizza, me recusei a ir para casa dormir. Afinal, no outro dia meu destino seria Santos e não queria perder meu resto de domingo. Resultado? Fui sozinha para A Lôca e dancei a noite inteirinha. São Paulo me assim: independente. Mais, eu não conto.

Segunda-feira

Enfim conheci o neném da minha irmã de coração, a Lucrécia. O nome dele é Tiago, nasceu dia 30 de abril com 4 quilos. O moleque é muito fofo, dorme bem e come melhor ainda. É muito especial ver um casal tão querido como a Luka e o Osmar realizar o sonho de ter um filho. Foi um dia maravilhoso. Conversamos muito, vimos fotos, relembramos nosso passado e pensamos no futuro. Pena que tive que vir embora logo no outro dia, com o coração na mão, mas a certeza de que ela e Osmarito serão ótimos pais.

Terça-feira


Vim de Santos depois do almoço com a intenção de ir direto para casa. Mas mudei de idéia no metrô ao lembrar que ainda tinha uma exposição para conferir: “Direito à memória e à verdade – A Ditadura no Brasil”. Fui direto para a Estação Pinacoteca e gostei muito do que vi.




Alguns painéis enormes contavam a época mais barra pesada do Brasil. Olhando para trás, é difícil visualizar nosso povo sendo caçado, exilado, humilhado, torturado e morto para segurar a soberania de um governo absurdamente equivocado, corrupto e truculento.


Gostei muito da segunda parte, onde as celas serviram de cenário para fotos, letras de música e poesia. Só acho que os cubículos deveriam ser mais reais, com marcas de sangue, unhas, buracos e todo o horror que as pessoas que passaram por aqueles lugares deixaram gravadas na história.





Comemoramos novamente o aniversário da Vilma. Agora com direito a bolo maravilhosamente feito pelo Gui, bola de soprar, parabéns e muita gargalhada. A festança aconteceu na cozinha, ampla e convidativa, e teve a participação de amigos dos amigos. Depois se estendeu para o resto da casa, mais precisamente para o quarto do Alê, que está mais para boate e pronto para receber todas as ramificações da grande família Paraíso.

Mas como a noite é uma criança e eu adoro uma boa diversão, fui com o Aguinaldo, a Karla e o Maurício para minha despedida em grande estilo: D.Edge. A boate é bacanérrima! Tem luz piscando por tudo quanto é lugar, um bom canto de poltronas em U. Mesmo não curtindo música eletrônica a noite inteira, eu gostei de lá. A D.Edge é estilosa. Foi uma boa pedida para terminar a noite. Pena que os outros amigos não puderam ir.

Declaração de amor aos que me apresentam SP até hoje

Depois que escrevi minha declaração de amor a São Paulo, relembrei alguns momentos especiais que passei por lá. Eles só foram possíveis graças aos meus amigos: Thiago, Aguinaldo, Hugo e Alexandre. São eles que cuidam para que meus dias sejam elétricos, culturais, alegres e muito felizes. E o grande responsável por isso é o Thiago, meu irmão lindo, que abriu as portas da Avenida Paulista para mim e que, agora, me leva ao Paraíso, junto com os outros meninos. Gui, o cara mais alto astral que conheço. Como eu gosto de você! Hugo, meu guia por caminhos antes nunca trilhados. Alê, o caçula da casa. O grande responsável pela minha alimentação nas viagens anteriores. Obrigada por tudo, queridos.

Declaração de amor a São Paulo

“Você tem um namorado em SP?”
“SP? De novo? Aposto que arrumou uma paixão por lá.”

Sempre ouço isso quando vou a São Paulo. A verdade verdadeira é que eu me apaixonei instantaneamente desde a primeira vez que botei meus pezinhos 34 na Terra do Nunca. Culto. Estiloso. Musical. Cosmopolita. Gastronômico. Surpreendente. Agitado. Charmoso. Interessante. E que sempre me deixa extasiada. Como não ser arrebatada por um lugar assim? Eu amo São Paulo. São Paulo me excita. Me faz sentir mais viva. Mais livre. Mais leve. São Paulo me arrebata com sua diversidade cultural. Me esquenta com sua vida noturna. Me empolga com o desfile de suas várias tribos. E nessa passarela todo mundo faz parte do espetáculo, inclusive os turistas, que são convidados ao palco, interagem, quase nunca em monólogos. São Paulo acolhe. Inclui. Instiga. São Paulo é um horizonte tão colossal que abre outros. Os meus nunca mais foram os mesmos depois do primeiro contato. E nunca tornarão a ser.

Férias em SP – Preciso de dicas.

Estarei de férias a partir de segunda-feira e vou quinta-feira, literalmente, para o Paraíso. É nesse bairro de São Paulo que moram meus amigos lindos e responsáveis pelos dias incríveis que eu passo na Terra da Garoa.

Como das outras vezes, estou procurando o que fazer nesta viagem, mas agora não fiz grandes achados. Alguém pode me ajudar? Agradeço também aos que indicarem Casas Noturnas freqüentadas por gente que, ao menos, já tenha saído da faculdade. Não quero correr o risco de ser chamada de Tia na balada.

Dia 15 – 5ª feira (à noite): A Lôca.
Dia 16 – 6ª feira (dia): Exposição sobre a Ditadura Militar na Estação Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa - (noite): Festa não sei aonde.
Dia 17 – Sábado: Exposição sobre Star Wars, no Ibirapuera. (noite): não sei.
Dia 18 – Domingo (dia): Não sei o que fazer. (noite): Miss Saigon, no teatro. (+ à noite): não sei.
Dia 19 – 2ª feira a 3ª feira: vou a Santos
Dia 20 – 3ª feira (noite): não sei.
Dia 21 – 4ª feira: Viagem de volta.

De Casas Noturnas, conheço: Laterna, Bubu, The Hall, Clube Glória, Bar Barô, Geni e All Black.

Ajuda, gente!

Para não perder negócio

O pai de uma amiga é dono de um bordel. Logo no começo do empreendimento, um conhecido dele perguntou:
- E se não der certo?
- Eu como o estoque.

Viciada nele

Ele é como uma droga. Agora ela tem certeza. Só agora reconhece o vício. Ela achava que podia parar quando bem entendesse. Que era mais pele. Que depois de tanto tempo, os beijos famintos não alimentariam os antigos sentimentos. Seria somente daquela vez e pronto. Mas não há meio termo para viciados. O torpor era forte, e antigo. Anos se passaram. Ela esquecera sua intensidade. Infelizmente, como sob efeito de drogas, ela nunca consegue ser totalmente ela perto dele. As gargalhadas que os sacodem pela Internet ou pelo telefone ficam mais fracas pessoalmente. É estranho. Ele também sente a diferença, ela sabe. É frustrante. Eles têm muito em comum, várias coincidências os intrigam. Discordam, igualmente, em dezenas de opiniões. É normal. Se o encontro fosse constante, ela não seria arrebatada facilmente. Ele seria real, não inventado. Não imaginado. Não ansiosamente aguardado. Ela só pula quando sente firmeza em suas asas. Com ele, esqueceu até do pára-quedas. Devia ter desconfiado. Ela ainda deseja que ele vire uma droga de farmácia, daquelas que curam. Resultado dos alucinógenos. Mas agora ela consegue enxergar o vício. Agora ela o leva a sério. Porque jamais quis ter uma overdose. Nem agora, nem nunca.

Pé Picolé


Meeeeeeengooooooooooooooo!
Mengooooooooooooooooooooooooooo!!!
Meeeeeeeeeeeeeengoooooooooooooooooooooo!!!
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!!!

Fiquei muito feliz com o resultado do jogo de domingo. A alegria só não foi completa porque não pude ver o jogo todo. Por quê? Porque sou pé frio. Na verdade, pé gelado. Quando o jogo começou, eu fiquei irritada com o gol que não saía. E, quando saiu, me deixou histérica, já que foi contra o meu time do coração.

- Mãe. Quer ver? Eu vou sair da sala e o Flamengo vai empatar.
- Então vai.
3 minutos depois:
GOLLLLLLLLLLLLLL DO FLAMEEEENGOOOOOOOO!!!
- Você está proibida de voltar à sala.

Só me restou ir para o quarto ler e torcer para que mais gols viessem. Graças a Deus vieram. E a cada um, eu corria aos gritos pra sala ver como tinha sido.

***

Resolvi conferir o desempenho da nossa capixabinha no SOLETRANDO do Caldeirão do Hulk. Nunca tinha visto a pequena em ação. E a bichinha é boa mesmo, mas ela não contava com a minha torcida. O que aconteceu? Ela soletrou eremitário com H!!!

Andréia Schwartz - ela quer ser prefeita.

“Quero trabalhar para acabar com a exploração infantil e a violência contra a mulher. Também quero trazer o turismo para o ES, que está sendo conhecido internacionalmente agora, por minha causa”. Essas palavras foram da tal capixaba envolvida no escândalo que ajudou a derrubar o ex-governador de NY. Os americanos dizem que ela era cafetina. Ela jura que a boa grana foi através de amizades importantes. Uhum, seeei. Lá em casa isso tem outro nome. Alguém avise a essa senhora que não queremos grigos interessados em turismo sexual.

Andréia parece ter tomado gosto pelos cargos públicos. Segundo a reportagem de A Tribuna, ela está em negociação com um partido e pode até ser candidata a prefeita de um município do estado. Poderia escrever páginas e mais páginas sobre o absurdo que Andréia pretende fazer: levantar a bandeira da violência contra a mulher, logo ela, que ganhou muito dinheiro vendendo o corpo de várias. Como nos EUA o buraco é mais embaixo, o pé de meia que ela fez, furou. Mas do jeito que nossa política é uma putaria, é bem capaz dela ganhar a eleição.

Dodói, mimir, papar.

Pode me chamar de anti-romântica, mas quando um cara diz que está dodói, eu quase fico doente. E aquele homão que na hora do almoço fala afinando a voz: “vão papar?”. Ahhhhh, pelamorDeus! Eu só não perco o apetite porque tenho hipoglicemia e estou sempre faminta. Minha amiga Fernanda diz que tem vontade de gritar “Fala igual a homem, porra!”. Ela é muito sutil.
Tá certo que a gente fica meio bobo quando está ao lado de alguém querido, mas charminho tem limite. Algumas coisas deveriam ser deixadas lá atrás, na infância. Tudo bem que em alguns momentos... fofos... assim por dizer, falar como criancinha seja até... fofo. Cria aquela sensação de guti guti, com demonstrações abertas de carinho e amor pelos pais. Porque ninguém volta a ter 6 anos de idade perante um caso recente. Para que esse fenômeno seja desencadeado, os dois devem estar cercados por uma áurea de muita intimidade, por favor. O engraçado é que esses retornos ao passado deveriam acontecer quando o casal estivesse bem juntinho, aconchegado nos braços um do outro. Entretanto, o telefone é um curioso passaporte para maioria dos enamorados voltar no túnel do tempo. Eu confesso que acho bonitinho e também já dei minhas miadas via Telemar, Embratel, Oi, Claro... cof, cof, cof.
Enfim, tem que haver algumas regras básicas para essa peculiar maneira de comunicação. Por exemplo: esse denguinho só fica liberado depois de um certo tempo de compromisso ou com o seu animal de estimação. Mas nunca, em hipótese alguma, diga algo como “pesta atenção”, “vochê faizi ipoca pa gente”, "pega ága pa mim” ou ainda “pimeilo axim”. Como eu já disse antes, o normal é a gente ficar meio bobo e não meio burro. O lance gostosinho é o tom da voz, a melodia no ponto certo. E não os erros berrantes que os coitados dos pais tanto lutam para corrigir quando a gente é pequeno. E espanta essa encarnação do Cebolinha pra bem longe.
Nossa, eu tenho pesadelos só de imaginar o resto da minha vida ao lado de um homem que vai mimir ao invés de dormir.

Rasante da cegonha

Logo depois do carnaval, eu sonhei que a namorada de um amigo tinha engravidado dele. Ele me ligou desesperado porque não tinha sido planejado e não estava nada feliz. Depois de alguns dias, encontrei com ele no MSN e contei de sonho. Acho que ele ficou meio impressionado. O fato é que nas 3 semanas seguintes, 3 amigas me contaram que acabaram de descobrir que estão grávidas. Simone, que já namora há um tempão o grande amor da vida dela; Paola, que tinha mais um rolo do que um compromisso; e a Rose, que está separada do marido e teve uma recaída de uma noite. Todos os nenéns vão chegar perto do final do ano, mas existem também os que já vão nascer por esses dias. Um, na verdade, até já deu o ar da graça, o Gabriel, filho do meu amigo Marcos. Terça-feira, dia 22 de abril, nasce a Alice, filha do Rafael, amigo e colega de trabalho e no final do mês nasce o Tiago, filho da Lucrécia, minha irmãnzona há quase 20 anos. É muita novidade para um ano só. 2008 é mesmo o ano de renovação. Parabéns a vocês, meus amigos. Que esses pequenos venham cheios de saúde e proteção divina.

A próxima vez que eu tiver um sonho assim, cuidado você, que faz parte do meu círculo de amizade e ainda não está preparado para ter seu filho.

E para as mamães e papais acalmarem seus bebês quando estiverem chorando muito, vejam essa matéria que passou no Fantástico. Quase um milagre.

Dica: Dedinhos na Beleza


Você sabe como prevenir o famigerado Bigode Chinês? Não, infelizmente uma boa depilação não resolve o problema. Bigode Chinês é aquela linha de expressão que temos ao redor da boca e que vai ficando cada vez mais marcante com o passar do tempo. Minha dermatologista deu uma boa dica para tardar o aparecimento delas: dormir de barriga pra cima. Quando dormimos de lado, ou de bruços, além de imprensarmos/amassarmos uma banda do rosto no travesseiro, a outra sofre a ação da gravidade e fica arriada. Comece a prestar atenção nessa mutação noturna. Se a gente não cuidar, ao invés de chinês, o bigode pode virar uma mistura do Magnum com o Pai Mei.

Dívidas que custam um rim, literalmente.

“Nossa... essa blusa custa um rim!!!”
Eu sempre falo essa frase quando vejo alguma coisa carérrima. O problema é que muita gente endividada está levando isso a sério e resolveu negociar a venda de rim, pedaço de fígado, medula e pulmão pela Internet. Alguns pedem 100 mil reais. Pelo menos é o que diz a reportagem que acabei de ler na A Tribuna. É tão patético que li dando gargalhadas.

“Vendo rim, medula óssea, fígado e pulmão. Urgente. Sangue A+. solicito que respondam, exclusivamente, pessoas interessadas de fato e realmente sérias! Por favor! Sou uma pessoa madura, equilibrada e sensata (sensata??????). Lamento tratar desse assunto tão delicado como uma barganha, mas minhas complicações financeiras... enfim... Tenho muita urgência! Estou realmente decidida, então, reitero: contatar somente pessoas interessadas e objetivas...
Sou branca, 32 anos, não fumo, nunca fumei, não bebo absolutamente nada (seja cerveja, licor, champanhe... enfim: qualquer tipo de bebida alcoólica: Não bebo). Alimentação saudável (fibra/legumes/frutas).
Não como carne vermelha há pelo menos 8 anos. Não faço, nem nunca fiz uso de drogas ilícitas. Não tomo nenhuma medicação, nem anticoncepcional. Meu ciclo menstrual é regular. Tenho saúde plena. Sempre fui muito cuidadosa.
Havendo compatibilidade, aceito 60% no acerto e 40% antes da cirurgia. Certamente irei acompanhada para resguardar minha segurança.”

(
Gente, essa mulher não bebe, não fuma, não se droga, não come carne vermelha, não toma remédios, se bobear, nem sai à noite. Aonde raios ela gastou tanto dinheiro para ter que vender partes do corpo? Só pode ser jogando bingo).

A Tribuna: Vi um anúncio sobre venda de rim, é com a senhora?
Nilda: Estou muito interessada em vender. Minha filha de 28 anos e meu filho de 13 anos também querem vender, mas você tem que falar com minha filha, pois é ela quem vai falar os valores.
A Tribuna: Seu filho não é muito novo para vender um rim?
Nilda: Ele quer, mas o preço dele é mais caro, R$ 200 mil. O rim dele é mais forte.

(Se a família tiver um cão, é capaz do pobrezinho também entrar na dança, ou melhor, na faca. Eu não canso de me surpreender com a raça humana).

Mulher simula o próprio seqüestro e ganha recompensa


Que recompensa você daria a uma universitária de 18 anos que tramou e forjou o próprio seqüestro, deixando a família desesperada?

O pai achou essa atitude tão louvável que presenteou a bandidinha com uma grande festa de boas-vindas à liberdade. Disse ainda que Michele se arrependeu e pediu desculpas à sociedade, num ato de humildade. Ela também vai começar um tratamento psicológico porque ainda não se recuperou do trauma que sofreu de passar 5 dias na cadeia, coitadinha.

Já eu, acho que ela deveria passar os próximos 10 anos de detenção previstos na lei em Tucum, mais um bom gelo por parte dos familiares. Afinal, ela não assaltou a carteira do “velho”. Michele pensou, planejou e executou toda a trama com mais 3 amigos aprendizes de marginal. Ela usou a arma mais certeira que possui para conseguir R$ 10.000: o amor da própria família.

Fico imaginando que tipo de educação teve essa tal de Michele. Nem o céu devia ser o limite. Será que ela foi o tipo de criança que se jogava no chão da loja quando queria uma boneca cara? E os pais, ao invés de pegá-la pelo braço e colocá-la de castigo, eles compravam a tal boneca? Quando eram chamados na escola por causa do mau comportamento da filha, eles ficavam contra ou a favor das reclamações dos professores? Se ela chegasse em casa com um brinquedo estranho, procuravam saber da onde tinha vindo? Deixavam que ficasse na TV até tardão porque não tinham saco para colocá-la na cama? Quando passava do horário combinado na volta da boate, eles barravam a próxima saída? Riam e entendiam como inteligência quando ela trapaceava nas contas da mesada para conseguir mais dinheiro no final do mês? “Ahh, minha filha é tão esperta!”

Infelizmente hoje em dia, muitos pais não podem passar o tempo que gostariam com seus herdeiros porque trabalham demais, viajam bastante, fazem diversos cursos, estudam outras línguas e ainda têm o futebol e o salão de beleza. Então aliviam a consciência pesada com presentes, doces e muita vista grossa para atitudes que mereciam algum tipo de punição. Eu não tenho filhos e imagino que deve ser complicado mostrar severidade nesses momentos família, mas isso não é desculpa. Principalmente do jeito que andam os mais jovens ultimamente, achando que podem tudo sem arcar com as conseqüências. O resultado é esse que vemos todos os dias nos jornais: pessoas sem limites, sem caráter, sem respeito e sem medo da justiça.

É toma lá, dá cá.


Aventura numa boate GLS


Quem nunca foi a uma boate GLS não sabe o que está perdendo. É sempre diversão garantida. O alto astral impera e as músicas são de ótima qualidade. Aqui em Vix é meio fraco, prefiro as de SP porque além do divertimento, ainda dá pra conhecer gatos, aparentemente, heteros.
A falecida Next foi a 2ª boate que conheci. Era o show do Edson Cordeiro e os ingressos já estavam esgotados. Eu tinha acordado meio doente, mas não podia perder. Então, me arrumei toda e lá fui eu com meu amigo gay maravilhoso.
Era um galpão enorme, com um balcão comprido, meio sinuoso, onde garçons bem apessoados atendiam com toda simpatia do mundo a multidão que se acotovelava em busca de algo que refrescasse o calor. Estava muito quente mesmo. Aí comecei a analisar as pessoas: tinha muito homem bonito! Mas todos os gatos heteros estavam acompanhados das suas respectivas. Eu olhava e perguntava:
- Esse é?
- É.
- E aquele?
- Também é.
- Mas com você tem certeza?
- Ele está numa boate gay sem camisa.
- Ahhh...


Até que eu avisei “ele”. Lindo e maravilhoso de mãos dadas com uma moça.
- Ele bem podia largar a baranga e ficar comigo.

Meu amigo riu. Neste momento, soou uma sirene. O barulho era alto e estridente. Fiquei sem entender nada. Meu amigo apontou o bar e eu me virei. Fiquei passada. Eram 4 gogo boys de sungão e coturno dançando em cima do balcão. Maravilhosos. Não eram rebolativos, mas dançavam super bem, um colírio para os olhos. A galera foi ao delírio. Muitos tiravam fotos, gritavam, passavam a mão nas pernas dos rapazes. Eu, de longe, me matava de rir. Depois de quase uma hora, o show começou e durou um tempão. Além de uma voz fantástica, Edson Cordeiro é muito simpático. Conversou com as pessoas, agradeceu a presença de todos, falou de Vitória e fez 2 bis. No decorrer da apresentação, notei o tal gato que tinha passado com a suposta namorada na minha frente, sozinho. E ele começou a olhar na minha direção. Trocamos olhares durante um bom tempo e ele veio falar comigo.
- Oi. Tá “goxtando” do show?
- Tô amando – mal acreditando na minha sorte.
- Você é daqui de Vitória?
- Sou. E você é do Rio – pensei: ai meu Deus. E ainda é carioca.
Ele sorriu.
- Meu nome é Marcelo. Qual o seu nome? (notei que ele não tinha voz, como posso dizer, do tipo escorregadia).
- Anna.
- Você está sozinha ou com aquele cara ali (mostrando meu amigo que estava do meu lado).
- Ele é meu amigo.
- Nossa, ele é um gato.
- ...
Fiquei um segundo passada com a revelação e logo depois me deu uma tremenda vontade de cair na gargalhada com a situação. Então, só me restou perguntar:
- Você quer que eu te apresente?
- Não... agora, não.
E saiu. Meu amigo me puxou pra perguntar o que estava acontecendo, eu contei, ele morreu de rir. Ó vida, viu?

***

Toda mulher sabe como é chato encarar uma fila de banheiro em boate. Na Next a fila servia para azaração. Já que estavam todas indo para o mesmo lugar e tinham o gosto em comum, as mocinhas aproveitavam para se conhecer. Estão certas, né? Não pode perder viagem. Mas fiquei meio tensa porque umazinha que estava acompanhada resolveu me paquerar. Me olhava, jogava os cabelos, esses procedimentos básicos que fazemos quando alguém nos interessa. Ela ficou nessa graça até a namorada perceber. Ao invés de brigar com a sirigaita dela, a caminhoneira ficou me encarando com cara feia. Eu só admirava meus esmaltes das unhas dos pés. Meda.

Quando consegui entrar, um mocinho bem delicado se aproximou:
- Nossa, adorei o seu batom.
- Obrigada. Você quer um pouco?
- Ahhh não, querida. Eu fico péééssimo com esse tom.

***

Quando o show acabou, meu amigo viu o tal carioca e foi falar com ele. Os dois foram andando, passaram do outro lado da pilastra e depois os perdi de vista. Achei estranho e imaginei que eles tinham parado. Comecei a me curvar pro lado pra tentar vê-los e flagrei o primeiro beijo gay do meu amigo. Neste exato momento, os dois se viraram pra mim. E eu lá, parecendo que estava tendo uma crise de escoliose, segurando uma garrafinha de água mineral e com sorriso amarelo de tanta vergonha da minha indiscrição.


***

Estava sozinha na área de grande concentração lésbica. Mas como meu amigo disse que “ia ali e já voltava”, achei melhor ficar aonde estava pra não me perder. Além do mais, o lugar tinha uma vista privilegiada dos gogo boys, que voltaram depois do show. Tava distraída vendo a performance quando a mocinha chegou cheia de atitude.
- Oi.
- Oi.
- Você vem sempre aqui?
- Não. Só vim pro show do Edson Cordeiro.
Continuei na minha, como faria se um barangão viesse me cantar no Wall Street, por exemplo.
- Ahhh... você mora aonde?
- Vila Velha – sem tirar os olhos do morenão em cima do balcão.
- Você gosta deles?
- Deles? – apontando pros dançarinos.
- Sim, deles.
- Gosto. E gosto muito. Olha aqueles braços!
Aí ela fechou a cara e saiu. Eu continuei a apreciar os caras. Era bem melhor do que encarar o próprio pé.

Cruzamento de Hidrovias





"Você já viu um rio passar por cima de outro? Pois isto existe, em Magdeburg, Alemanha. O Wasserstrassenkreuz (cruzamento de hidrovias) é um canal-ponte sobre o Rio Elba, que conecta as redes de vias navegáveis das antigas Alemanhas Ocidental e Oriental.A iniciativa fez parte do projeto de reunificação nacional, implementado após a queda do Muro de Berlin. Sua principal função é facilitar o comércio entre as duas ex-nações.O Wasserstrassenkreuz é o mais longo 'viaduto' da Europa, com 918m de extensão. Conecta a parte leste do Mittellandkanal, com o trecho oeste do Elba-Havel-Kanal. A obra, aberta ao tráfego de mercadorias durante todo o ano, consiste numa ponte principal, com 228 m de extensão é subdividida em 3 trechos e um canal com 690 m. A construção demorou 5 anos para ser concluída."

Anjinho X Capetinha

Ela: Eu vou ligar! Eu vou ligar!
Capetinha: Isso, liga logo.
Anjinho: Larga já esse telefone.
Ela: Mas por que eu não posso?
Capetinha: Porque você é mulher. Aposto.
Anjinho: Exatamente, minha filha.
Ela arregalou os olhos, surpresa.
Capetinha: Eu não sabia que você era machista.
Ela olhou feio pro Anjinho.
Anjinho: Eu não sou machista. Sou realista.
Ela olhava pra um, olhava pro outro e voltava a encarar o celular.
Ela: Mas a gente dormiu abraçado.
Capetinha: Tá vendo? O homem não consegue te largar. Ele te ama.
Anjinho: Ele também dorme assim com o travesseiro. Lembra que ele tentou te afofar logo que pegou no sono?
Ela: Teve o convite pra ir ao cinema.
Anjinho: Mas não disse o dia.
Capetinha: Hoje, casal paga meia.
Anjinho: Nem escolheu o filme.
Capetinha: Amanhã sai de cartaz aquele que ganhou o Oscar.
Ela: Ahhh... eu queria tanto ver o Del Toro.
Anjinho: Por que você não vai dar uma volta?
Capetinha: Chama ele pra tomar água de coco na praia.
Ela: A lua está enorme de cheia, nós dois de mãos dadas...
Anjinho: Reparando melhor, acho que vai chover. Pega um livro.
Capetinha: Isso, leia pra ele este trecho “Fernando sempre disse que a maior fantasia dele se cumpriu no dia em que foi chupado por Sister Grace, com ela toda nua, menos pelo arranjo de cabeça de freira.”
Anjinho: Que pecado é esse?!
Capetinha: Nunca leu A Casa do Budas Ditosos?
Anjinho: Quem escreveu isso?
Ela: João Ubaldo Ribeiro.
Anjinho: Pensei que fosse coisa da Bruna Surfistinha.
Capetinha: É uma obra de arte.
Anjinho: Obra do cão, você quer dizer.
Ela: Será que ele ia gostar?
Anjinho: De que?
Ela: De me ouvir ler.
Diabinho: Vá em frente. Sua voz é sexy.
Anjinho: Ele vai pensar que é do Tele-sexo.
Ela: Hummm... não. Eu ia ficar com vergonha.
Diabinho: Manda um torpedo.
Anjinho: Torpedo é pra mensagens curtas.
Diabinho: Manda um e-mail.
Ela: Ele tá sem Internet em casa.
Anjinho: Graças a Deus!
Ela: Por que você não faz alguma coisa pra ele me querer muito?
Anjinho: Sou um Anjo, não um Cupido.
Diabinho: Tá vendo que má vontade?
Ela: Mas me fala. Que mal há em uma garota ligar para o cara que está a fim?
Anjinho: Teoricamente não tem nada demais. Seria até natural.
Ela: Então? A gente já se conhece há anos. Já ficou junto algumas vezes...
Anjinho: Mas na prática é outra história.
Diabinho: Ele vai te achar decidida.
Anjinho: Ele vai te achar é uma oferecida, na pior das hipóteses.
Ela fez cara de choro.
Anjinho: A homaiada torce o nariz para mulher que liga no dia seguinte. Acha que é, ou carente, ou problemática, ou pegajosa.
Ela: Mas eu não sou nada disso!
Capetinha: Claro que não! Você é normal. Ele vai entender que você só apareceu porque gosta dele. Só isso. Sem estresse.
Ela: Você acha mesmo?
Anjinho: Será o Benedito que você acredita em tudo o que te falam?
Capetinha: Você é muito negativo. Eu sim, dou bons conselhos.
Anjinho: Se conselho fosse bom, a gente vendia.
Capetinha: De onde você acha que veio aquela galinha com farofa?
Anjinho: Agora deu pra fazer despacho!? Não acredito!
Ela: Mas o dízimo também está em dia. Religiosamente.
Capetinha: Da próxima vez vamos dividir essa verba direito, com justiça. A cidra tava meio passada.
Ela: Gente, vamos nos concentrar no assunto? O que eu devo fazer?
Anjinho: Como eu ia dizendo... fica na sua. Você nunca correu atrás de ninguém. Por que isso agora?
Capetinha: Tem sempre uma primeira vez.
Ela: Eu gosto dele de verdade.
Anjinho: Se isso está cegando você, ao menos abra os ouvidos. Não telefone e, se ele demorar muito a ligar, seja seca, para ele aprender a te dar valor. Porque ele fica por aí, né? Com a mulherada toda no pé. Ele tem que saber que você é diferente.
Ela: Trocando em miúdos. Eu quero ficar com ele, mas tenho que fingir que não quero.
Anjinho: Não é fingir. É acreditar nisso, criatura!
Ela: Tenho que fazer joguinho.
Anjinho: Não bote palavras na minha boca.
Capetinha: Ahá! Jogatina é comigo. Tem gente que aposta até a alma.
Anjinho: Seu coisa-ruim dos infernos!
Diabinho: Eu faço o meu trabalho e você faz o seu. E sem ofensas, faz o favor.
Ela: Espera aí. Eu tô achando isso muito estranho. Você – olhando pro Capetinha do lado esquerdo – não era para tentar me afastar do gato?
O Capetinha deu de ombros, desanimado.
Ela: E o senhor – olhando pro Anjinho, do lado direito – não era pra mandar eu ouvir meu coração? O amor não vence tudo?
Capetinha: Desisto. Ela é toda sua.
Ela: Quer saber? Pra mim chega. Não quero mais saber dele! Nem de vocês dois.
O Anjinho também deu de ombros, mas estava irritado. Era cada vez mais difícil manter-se fiel à própria natureza para cumprir a meta do mês. Ainda bem que a cidra era de péssima qualidade.

Salvador, Estréia do Camaleão - Domingo - Barra/Ondina

Mesmo depois de tanto tempo, eu ainda me arrepio ao ver isso. Relembrar aquele momento é demais. Não consigo me imaginar passando carnaval em outro lugar ao não ser Salvador. Se Deus quiser, ano que vem estarei lá, linda e loura.

“Eu fui atrás de 1 caminhão,
Fazer meu carnaval
E o carnaval é feito no coração
Gostei, Chiclete é emoção
E naquele ano eu me tornei camaleão.”

Hoje, aqui na agência, a gente tá com a macaca.


Foto: Erika Faria (a parte em que ela coagiu os bichinhos não foi mostrada para não haver problemas com o Ibama).

Convento da Penha

Este ano, o Convento da Penha completa 450 anos de existência. O lugar é o ponto turístico mais visitado do ES e quem tem o privilégio de conhecer entende o porquê de tanta procura. Além da fantástica vista, o lugar fica no meio da Mata Atlântica, o que fortalece a sensação de paz já na subida do morro. O engraçado é que mesmo morando tão perto e passando do ladinho da entrada 4 vezes por dia, eu não vou ao Convento há mais de 1 ano. O que é imperdoável para alguém que gosta tanto de lá. Amanhã é o Dia de Nossa Senhora da Penha, a padroeira do estado. E pretendo fazer algo que nunca fiz antes: subir o Convento a pé, sozinha, rezando, agradecendo as muitas bênçãos que tenho recebido e pedir outras.

Como qualquer construção antiga, o Convento tem várias histórias e mistérios.

“Patrimônio histórico e religioso, o Convento da Penha foi fundado em 1558 pelo Frei Pedro Palácios. Frei Pedro passa a morar em uma gruta aos pés do morro que hoje abriga o Convento da Penha. Junto a ele ficavam seus animais, uma imagem de São Francisco e um quadro de Nossa Senhora trazido da Espanha. Certo dia o quadro desapareceu e depois de muita procura foi encontrado no alto do morro no meio de duas palmeiras. Reza a lenda que, por três vezes, o painel de Nossa Senhora apareceu no alto do Morro, sinalizando ao Frei onde deveria ser construída a sua Capela. O Convento fica a 154m de altitude e está cercado pela Mata Atlântica. Seu interior preserva séculos de história. Quadros do pintor paulista Benedito Calixto retratam as diversas fases e as agressões estrangeiras sofridas pelo Convento. Do alto do morro, tem-se uma bela vista das cidades de Vitória e Vila Velha, estado do Espírito Santo/BR. É o patrimônio religioso, histórico e turístico mais importante do Estado do Espírito Santo. É tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN).”

Mais notícias:
http://gazetaonline.globo.com/emmovimento/capa/capa.php

Parentes próximas

Depois da Mulher Filé, Mulher Melancia, Mulher Samambaia, agora brotou a Mulher Morango. Os nomes até podem mudar, mas pra mim é tudo parente da trepadeira.

Arraia pula dentro de barco e mata mulher

Dia 20 de maio uma arraia pulou para dentro de um barco na Florida Keys e atingiu uma mulher com o seu ferrão, fazendo com que ela caísse no convés e morresse, afirmaram autoridades da Flórida, nos Estados Unidos. As informações são da Reurters.
"Foi um acidente bizarro", afirmou Jorge Pino, um agente da Comissão de Preservação dos Animais Selvagens do Estado. A mulher e sua família estavam no barco na costa da cidade de Marathon. Uma grande arraia pulou da água e bateu na vítima e, de alguma maneira, o ferrão penetrou no corpo dela, o que fez com que ela caísse e batesse a cabeça no barco, disse Pino. Mas ainda não sabemos exatamente o que causou a sua morte. A mídia local especula que o ferrão tenha ficado preso no pescoço da mulher. Arraias são comuns em águas quentes ou tropicais e geralmente podem ser encontradas perto de recifes de corais. De acordo com o Museu de História Natural da Flórida, os ferrões desses animais podem ser venenosos.”
(fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2696443-EI8141,00.html)

Credo, parece uma cena do filme Premonição, aquele que o cara dorme na poltrona do avião, antes da decolagem, e sonha com o acidente. Se a coitada não morresse com o ferrão, não escaparia da queda.

Breve carreira de uma Dama de Honra

Quando eu era menina, sempre quis ser daminha. E podia ter levado alianças muitas vezes. Tinha o perfil de uma excelente Dama de Honra. Era uma criança linda, com cabelos louros e sedosos que batiam na cintura, levemente cacheados nas pontas. O sonho de qualquer cabeleireiro e o meu, atualmente. Não era magrela, nem cheinha. Os olhos, grandes e castanhos, não ficavam afundados em olheiras profundas, como agora. Poderia ter abrilhantado inúmeros casamentos, sido o centro das atenções (antes ainda da noiva), fotografada, elogiada, essas coisas. Eu tinha tudo para decolar, se minha estréia não tivesse sido um desastre. Aos 4 anos, entrava pela primeira vez com as alianças de Vera, amiga da minha mãe (ok, ok... tive um bom QI). Minha vó disse que eu comecei bem, andando devagar e sorridente, como foi ensaiado. Até que no meio do caminho, me deu uma maluquice e eu rodei a cestinha que vinha carregando tão delicadamente no dedinho. As alianças se soltaram e voaram pelo ar, uma para cada lado. E eu continuei andando, impassível com a confusão. Os convidados das redondezas começaram a procurá-las ainda antes da noiva passar, mas elas pareciam ter caído num buraco negro. Vera e o futuro marido só descobriram o sumiço na hora da bênção do padre e desconfio que as lágrimas seguintes não eram só de felicidade. No final deu tudo certo: o casal usou um par emprestado dos padrinhos; as verdadeiras apareceram depois que a igreja ficou vazia; eu não fui desconvidada para a festança e minha mãe não perdeu a amiga. Só que minha fama se alastrou e nunca mais fui convidada para ser daminha. Fiquei falada. E olha que nem tinha internet naquela época, o spam foi boca a boca mesmo. Se fosse hoje em dia, era capaz até da cena estar no youtube, em câmera lenta e tudo mais.

Jaspion Brasileiro - O sítio de Apika

Eu adorava o Spectroman, mas o Jaspion também me divertia horrores. E continua sendo o motivo de muitas gargalhadas com esse clone brasileiro. Imperdível, principalmente para quem curtia o herói.

Salva pelo intercâmbio

Ano passado eu participei de um concurso onde tinha que encaixar a frase: "Genalva, vem me buscar que eu estou odiando" em um texto. Não ganhei, mas gostei de ter escrito.

Genalva estava deitada confortavelmente no divã, contando como se sentia depois dos meses de intercâmbio. Estava calma.
- Você me parece muito bem, Genalva.
- Pois é, doutor. Depois de todos esses meses, eu sobrevivi à Vivian.
- E ela conseguiu tirar a carteira de motorista? – perguntou rindo.
- Ainda não. Mas pelo menos parou com aquela história de me ligar no meio da madrugada, berrado "Genalva, vem me buscar que eu estou odiando."
Doutor Tertuliano sorriu.
- O senhor sabe que aquela diaba se aproveita de mim desde os primeiros passos. Quando eu comecei a andar, ela se apoiava nas minhas costas e me empurrava como se estivesse num voador.
- E você sempre amortecia as quedas.
- Toda vez.
- Eu pensei que isso já estivesse esquecido – falou doutor Tertuliano, pigarreando. Genalva pareceu não ouvir.

- Pra andar de bicicleta foi a mesma coisa. A diferença é que Vivian ia na frente, guiando, e eu atrás, escorando com os pés. Quantos tombos, meu Deus – olhava os joelhos, procurando alguma cicatriz – e ainda botava a culpa em mim. Dona Alva ficava pra morrer.
- Você se sente culpada por isso, Genalva?
- Culpada pela falta de coordenação motora da Vivian ou pela cegueira da Dona Alva?
- Pensei que gostasse da Dona Alva.
- E gosto. Ela nunca me tratou como a filha da empregada.
- Você se sente a filha da empregada?
- Eu sou a filha da empregada que estudou com a filha do patrão. O senhor acredita que apesar da letra G ser longe da letra V, a Dona Alva sempre dava um jeito de nos colocar na mesma turma? Vivian só tirava nota boa quando eu estava por perto.
- Mas e no intercâmbio?
- Na Austrália? Na verdade eu fui pra garantir a sobrevivência dela, que só sabia o significado de "the book is on the table" por causa de um funk aí.
- Ela nunca levou nem um curso a sério?
- Só o de pompoar.
- Errr... hum...
- Mas foi lá que começou a minha alforria. Toda vez que ela me ligava exigindo: "Genalva, vem me buscar que eu estou odiando", eu passava dois dias sem traduzir nada pra ela. E sempre que ela fazia essa graça eu aumentava o tempo de greve.
- Mas se ela não sabia inglês, como se virava?
- Uma vez ficou seis dias sem conseguir voltar pra casa.
Doutor Tertuliano estava estático.
- Mas pra ela tomar jeito mesmo tive que aplicar um tratamento de choque.
- Parou de traduzir de vez?
- Não... eu traduzia tudo. Tudo errado – disse, com um sorrisinho cheio de maldade.
Doutor Tertuliano deu alta a Genalva nesse mesmo dia.

Casamento de Gabriela e Momô

Hoje, depois de 6 anos de namoro, Gabi e Momô (na verdade, o nome do noivo é Gilberto, mas eu também o chamo de Momô. Eu e todos os amigos dela, coitado.) trocaram alianças no Projeto Santa Clara, na Ponta da Fruta. A cerimônia foi íntima. Só os mais chegados foram convidados e me diverti muito com os amigos da F2GG, a última agência que trabalhei. Ela estava linda, com seu modelito sequinho e charmoso, e seus óculos brancos. Ficou um luxo! Ela entrou ao som de From this moment e eu fiquei muito emocionada. Sempre choro em casamentos, principalmente se for de uma amiga tão querida. Parabéns aos recém-casados. Que vocês sejam muito felizes e sempre me convidem para os deliciosos lanches que Gabi sabe fazer.


De véu e grinalda?
Não dou muito valor a rituais, mas alguns me são muito caros, como casar de branco (ou outra cor), buquê, alianças, dama e pajem, padre (ou outra autoridade religiosa), lágrimas, músicas, convidados, padrinhos, tudo nos conformes.
Não sei o porquê do fascínio, talvez pela entrada triunfal da noiva em seu traje de princesa, que me lembra os contos de fadas, mas sem a presença das bruxas, por favor. Pode ser pelo fato de representar fisicamente a mudança radical de solteira para casada. Ou simplesmente por caminhar vários minutos sendo o total centro das atenções, deslizando majestosa pelo tapete vermelho, com direito a trilha sonora e tudo mais. É que além de leonina, eu sou filha única e neta única (tudo bem, tenho 2 irmãs, mas não fomos criadas juntas). Na verdade, muito me agrada estar presente na casa de Deus num momento tão importante da minha vida. Não que o casal junte as escovas não tenha a mesma bênção do Pai, mas eu quero estar cercada fisicamente dessa força espiritual. O fato é que o meu casamento vai ser assim, só vou dispensar a “Ave Maria” da entrada. Mas é porque meu Tio Valter não canta mais em cerimônias. Pensou que fosse por que?

Assalto ao carro-forte: meninos, eu vi.

Cada dia odeio mais os bandidos. Hoje, por volta das 9:05 da manhã, vinha eu atrasada pra agência, quando reduzi a velocidade da minha furrequinha porque vi o sinal fechar. Quando estava quase parando, percebi uma movimentação das pessoas na calçada à minha direita. Achei estranho. No mesmo momento, ouvi uns “POU POU”, pensei: “caramba, rojão a essa hora?”. Quando virei pra frente percebi uma fumaça no ar e um homem apontando um FUZIL pra outra rua: “Meu Deus, é tiro! É uma arma de verdade!”. Era um assalto ao carro-forte parado ao lado do Unibanco. E estava muito perto de mim, na outra faixa de pedestre. As pessoas gritavam, se abaixavam na rua, corriam. Uma cena horrível, que só deveria existir no cinema. A ficha caiu, engatei a ré, mas o imbecil que estava atrás do meu carro devia estar mais em choque do que eu, que via tudo de camarote, na primeira fila. Buzinei e o cara saiu em zig zag, como se nunca tivesse dirigido rapidamente em marcha ré na vida. E eu atrás dele. Peguei uma linha reta e só parei na outra esquina, que fica bem distante. Graças a Deus a Av. Champagnat, uma das mais movimentadas de Vila Velha, estava muito tranqüila e alguém segurou os carros no outro sinal. Os POU POU POU não paravam! Enquanto as pessoas dali queriam estar a quilômetros de distância, outras da rua transversal corriam pra ver o que estava acontecendo. Depois de dirigir alguns metros, comecei a tremer e tive que encostar o carro. Estava tão nervosa que comecei a chorar e liguei para o Tony, avisando que ia demorar. Nem sei como ele conseguiu me entender. Logo depois, li no Gazeta Online sobre o assalto, onde uma senhora de 74 acabou morrendo com um tiro de fuzil nas costas, quando entrava no Unibanco. Os bandidos? Fugiram. Por mim amarrava uma pedra no pescoço de cada um e jogava na baía de Vitória. Ou melhor, usava a mesma arma pra dar um "teco" na cara, só pra estragar o velório.