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A montanha russa das ladeiras
Voltando ao assunto fantasia, os outros amigos de viagem, Carlos e Cássio, foram deles mesmo. Não quiseram saber nem de uma mascarazinha. Nada. Eu acho muito pior. A amiga Karine foi mais ou menos fantasiada. Ela tratou de comprar um chapéu de pirata, botou um pretinho básico e arrasou. E olha que achou até um Jack Sparrow igualzinho ao do cinema. O cara estava muito, muito parecido. Impressionante.
A outra fantasia eu usei na terça, fui de Melindrosa. Como o calor estava insuportável, fiz um par de tranças e lá fui eu, toda brejeira, ao lado da Karine – de abelha – da Flávia, do Carlos, da Clarissa e da Sim (carioca e chinesa, vizinhas de quarto no albergue), sem fantasias.
Foram tardes sensacionais, com amigos impagáveis e momentos inesquecíveis. Mais, eu não conto. Só deixo algumas fotos, que vou postando aos poucos. Afinal, são mais de 600 e estou escolhendo a dedo.
Ps. Na 4ª feira fui com Amigo Carlos, Flávia, Karine e Cássio para Maragogi, Porto de Galinhas e Recife. Aguarde mais histórias.
Amigo Carlos: eu já conheço essa pessoa há anos, mas só agora passamos tanto tempo juntos. Ele foi um grande companheiro de viagem. Divertido, engraçado, companheiro e dono de uma língua ferina, ele esteve sempre ao meu lado na alegria e na tristeza. Carlos foi comigo até quando queria tomar o tal do caldinho de feijão (dentro de um copo de “prástico”) contendo azeitona, ovo de codorna e aquele camarão que é vendido na praia dentro daquelas bacias enormes carregadas nas cabeças dos nativos. Isso que é prova de amizade.
Cássio: conheci em Olinda, amigo da Karine. Acho que é a criatura mais falante que já conheci na minha vida. Encostou perto dele, pronto! Já pegou amizade. É ótimo de simpático, animado, piadista, galanteador e topa qualquer diversão. Ele foi o responsável por nos levar de lá para cá e daqui para lá quando alugamos o carro depois do carnaval. O homem parece que tem um GPS no corpo. Cássio, amei te conhecer.
Karine: É sempre complicado passar muitos dias ao lado de quem a gente nunca viu na vida, por isso, tratamos de nos adicionar no MSN e saber um pouquinho mais de cada uma. Conheci poucos dias antes de viajar, mas alguns amigos me falaram que ela era ótima! Foi uma grata aventura viajar com essa advogada, sempre tão prática e objetiva. Ela bem que me avisou do que se tratava o Galo da Madrugada, mas eu não dei ouvidos. Subimos e descemos ladeiras juntas, trocamos impressões e muitas gargalhadas. Ela já conhecia um bocado de gente do albergue e isso atraiu pessoas legais como a Clarissa, a carioca que foi pra lá sozinha.
Flávia: essa eu já conhecia meio que de vista, mas nunca tínhamos conversado de verdade. Nem no MSN chegamos a bater papo antes do carnaval. Mas já tinha sido avisada de que se tratava de uma pessoa engraçadérrima, com tiradas espirituosas e irreverentes. A Flávia é assim, perturbada, graças a Deus. Identificamos muitas afinidades, jeito de pensar e de lidar com acontecimentos. Isso sem falar que ela também saiu vestida de Mulher Maravilha no bloco “Enquanto isso, na sala de justiça”. Olhava para ela e não me sentia tão ridícula. Que bom.
Um homem bateu na minha porta...
Em uma das ladeiras que circulei, vi um amontoado de gente que não arredava o pé de onde estava. Fui abrindo caminho até me deparar com essa cena. O Flash e o Homem Espermatozóide pulando corda. Flávia bem tentou me convencer a tentar. Achei mais sensato apenas ver. Vai que algum engraçadinho filma e coloca no youtube? Tem gente pra tudo.
1 homem. 12 irmãos. Pais criativos.
Eu estava conversando com amigo Carlos e a Flávia no Galo da Madrugada, quando ouvimos esse moçoilo falar os nomes dos 12 irmãos. Cada um mais “interessante” do que o outro. Saquei minha câmera e pedi para ele repetir, o que fez muito animado. Pena que o som não tenha ficado bom.
Já no Rio, e sem consegui engolir nada, andei de lá para cá tentando achar o meu portão de embarque, que descobri ser no setor internacional. Meu voo ia atrasar umas 2 horas porque estava vindo de Buenos Aires e algo aconteceu por lá. Bem, se eu não estivesse a beira da morte, teria gostado embarcar num avião cheio de hermanos, que inclusive, eram bem interessantes. Todos desceram em Salvador. Mas tentando preservar as minhas energias, me agarrei ao meu travesseiro e tratei de tirar um bom cochilo até Recife, sem olhar para o lado.
A parte legal foi ter chegado junto com a Flávia e a Karine, que saíram de Vitória 2 horas mais tarde do que eu. E a parte sensacional foi ter conhecido pessoalmente a Liliana, minha amiga virtual há 10 anos. A primeira providencia que tomei quando comprei a passagem foi avisar a ela que estava arrumando a malinha. Ela foi me buscar no aeroporto e me levou até a entrada de Olinda. Foi ótimo perceber que a amizade e o entrosamento aconteceram também de forma real.
Carnaval 2009 – Oh abre alas, que eu quero passar.
Estou há um tempinho sem escrever e sem visitar os blogs que gosto porque meu PC de casa está um lixo e aqui na agência está meio complicado também. Mas prometo voltar com força total depois do carnaval. E por falar em carnaval e não perder viagem do post, vou contar um pouquinho sobre a minha folia.Eu andava meio desanimada de viajar nos dias do Rei Momo porque depois de um carnaval perfeito em Salvador (2007), o resto vira fichinha. Mas um belo dia, vi que o MSN do meu amigo Carlos dizia que ele ia pra Olinda. Chamei ele num canto e perguntei tudo: onde ia ficar, com quem, quanto e quando. Na mesma semana já tinha decidido para onde iria levar os meus paninhos de bunda.
O esquema de Olinda deve ser mais ou menos assim: os blocos saem durante o dia pelas ladeiras da cidade arrastando uma multidão animada. Muita gente usa fantasia. Inclusive tem um bloco chamado “Enquanto isso, na Liga da Justiça...”, que todo mundo sai vestido de super-herói. Vi umas fotos divertidíssimas do ano passado. E como eu sempre quis usar fantasia no carnaval, claro que eu já providenciei a minha. As minhas, na verdade. Fui a uma rua de comércio popular no centro de Vitória sem saber direito o que procurava. Até encontrar uma vendedora engraçadíssima que desceu metade da loja para eu medir. Em poucos minutos me vi transformada em alemã, Bela Adormecida, abelinha, Chapeuzinho Vermelho (que desisti quando pensei nas piadinhas infames que poderia ouvir), She-ha, cigana, pirata, entre outras. Depois de usar a técnica de eliminação: calor, preço, bizarro; fiquei entre Mulher Maravilha, Coelhinha e Melindrosa. A coelhinha era muito linda, mas o vestido era muito claro e não ia conseguir usar 2 vezes. Optei pelas outras duas, mesmo me achando ridícula de Mulher Maravilha. Sabe Deus se terei coragem de sair do quarto montada daquele jeito. Fora que sempre ouço a mesma pergunta quando falo que vou encarnar a Diana: “mas a Mulher Maravilha tem cabelo preto!”. Esse povo nunca ouviu falar em mechas, não? Que saco. Até cogitei a She-ha, mas fiquei sufocada com aquele troço da cabeça. Aquela “tiara” que parece um par de asas, sabe? Me senti como se eu estivesse imprensada pela porta de um elevador.
Isso será de dia, à noite, vamos para o Recife, onde muitos shows acontecerão. Mas a viagem não acaba com o fim do carnaval. Só que essa parte eu conto somente na volta, dia 2 de março. Beijos e até breve!
Depois do The End - A NOVIÇA REBELDE
Maria custava a acreditar no que via na TV. Depois de tudo o que já tinha passado com Von Trapp e seus filhos, presenciar, mesmo que pela telinha, aquela cena, era uma lástima. A filha 6 estava de queixo caído, emudecida. O Capitão não se mostrava muito perplexo. Pelo jeito, já havia se acostumado à veia artística de seus rebentos. Se alguém podia chamar aquilo de arte. Na verdade, só o filho 2 mantinha alguma ligação à arte verdadeira e estava realmente fazendo sucesso, mas como era um cantor transformista, o Capitão, como ainda fazia questão de ser chamado, renegava sua paternidade até a morte.- Na época, a falecida tinha um caso com o encanador – dizia ele com todo orgulho.
E Maria se segurava para não dizer que Smorfete, o nome artístico do filho 2, era a cara dele, tirando apenas os longos cabelos azuis e litros de silicone dos seios e do traseiro. Afinal, o Capitão sempre foi meio desbundado.
- Mas Maria, por que tanta surpresa? Ela sempre se saiu melhor na dança do que no canto. E lembre-se que a número 7 é a nossa filha. A nossa caçulinha.
- Nossa, não. Eu nunca tive filhos. São todos seus. Os sete.
- Seis. Já cansei de falar que o cabelos de anil não tem nada a ver comigo.
Maria suspirou fundo e mudou o rumo da conversa. Ela queria esquecer o que rolava na TV.
- Será que as números 3 e 5 vêm jantar?
- Acho que não. Parece que o show de hoje vai ser numa pizzaria.
- Desde quando telegrama animado pode ser classificado como show?
- Não deixa de ser, Maria. Afinal, elas se apresentam com uma banda, têm microfone e platéia.
- Sabe capitão... a primeira vez que eu vi a reação das pessoas quando elas saltaram daquela Kombi metidas numa banana inflável, com os músicos disfarçados de macacos, eu pensei que fosse uma pegadinha erótica.
- Por quê?
- As pessoas gritavam: “Olha a sacanagem! Isso é sacanagem das grossas!”.
O capitão imaginou a cena: as filhas tentando cantar parabéns e os adolescentes atirando sorvete e dizendo que elas ficavam melhor numa banana split.
- É... Maria... aquilo não acabou bem. Mas não tão mal quanto a filha 1, né?
- Bem feito. Quem mandou brigar na casa do BBB? Tava querendo ser expulsa mesmo.
- Mas a culpa não foi dela, coitadinha.
A filha 6 olhou surpresa para o pai, mas, como sempre, permaneceu calada.
- Coitadinha? Ela quebrou o nariz da outra lá!
- Quem mandou a sirigaita confundi-la com o irmão e gritar que ela era muito mais gorda e masculina pessoalmente? Agora todo mundo sabe que aquele traveco é da família.
- Pelo menos vão esquecer que o filho 4 resolveu atacar de cover do Latino e mostrou o bunda lê-lê dele pra todo o bairro na Kombi do Telegrama Animado.
De repente Maria ficou imaginando onde eles tinham errado com as crianças. Será que a troca dos nomes pelos números tinha causado algum trauma? Ou será que foi a releitura de Mudança de Hábito para o coral da Igreja? Aquela idéia, definitivamente, não tinha sido boa. Eles foram expulsos da congregação porque o padre achou a coreografia herege. Mas aquilo tinha sido fichinha se comparado ao que a filha 7, a caçula, estava fazendo. Devia ter desconfiado daquelas performaces com as garrafas quando ela dizia que só estava se preparando para um número de mágica.
- Mas o que tem demais, Maria – tinha perguntado o Capitão na época – se a menina quer participar do concurso da Loura do Tchan?
- Não é isso, criatura! Branca daquele jeito, ela quer ser a morena, a MORENA do tchan!
- Nada que um solzinho não resolva. Agora as morenas vão ver como é bom ser falsificada!
E Maria tinha dado graças a Deus pelo mau jeito nas costas que desclassificou a menina bem na hora do concurso. Mas pelo jeito aquela desorientada não tinha limites. Ela estava bem diante dos seus olhos, tendo a ousadia de participar da seleção para a Globeleza. Como ela arrumou aquela cor tizil e o que tornou o cabelo bombril, nunca iria descobrir. Era praticamente um Michael Jackon ao contrário. E o pior de tudo era o modelito.
- Não é possível! - gritou levantando do sofá - ela está usando a roupa de brincar!
- Aquela que você fez com minhas cortinas quando era apenas a babá?
- Sim!
A filha 6 olhava para Maria, para o pai e para a irmã na TV. Ela tinha transformado a roupa em umas faixas. Faixas bem pequenas. E estava realmente esquisita.
- Relaxa Maria. Daqui a pouco você acostuma. Eu mesmo detestei logo que vi as tais roupas, lembra?
De repente a muda deu um grito horrível e berrou apontando pra TV:
- A minha sombrinha rosa desaparecida! - eram as primeiras palavras dela em anos.
A Von Trapp dançarina tinha roubado a sombrinha da filha 6 que todos acharam que tinha sumido. Então, nesse momento, ela passou a misturar samba com algumas coreografias de Mary Popings. A última coisa que Maria pensou antes de desmaiar foi “e ainda dizem que a rebelde sou eu”.
Mercenário

Na carta, a artista diz que seu CD é baseado nas “agonias” de seu relacionamento com Blake. Por este motivo, ele pode pedir milhões de dólares da fortuna dela, por ter sido parte da fase de criação do CD.
Ela também promete escrever várias letras sobre a temporada dele na prisão. Os advogados dele podem dizer que ele é um “fator instrumental” no sucesso dela. Os 2 estão em processo de divórcio atualmente. Ela tem uma fortuna de US$ 16 milhões e ele pode levar até ¼ deste valor.”
Fonte: A Tribuna, 27/01/09
Bem que a Amy podia entrar em contato com a Ana Maria Braga. Vai que a apresentadora toma as dores dela contra o ex-cafajeste, joga uma praga em rede nacional e a Amy tem a mesma sorte que a Suzana Vieira? Tem ex que não é ex. É castigo.
Projeto Bunda Dura

É tão difícil começar a malhar. Tirando os esportes que pratiquei na infância e adolescência como natação, vôlei, basquete e muita queimada na rua e na hora do recreio, eu nunca fui muito chegada a fazer exercícios. Mas agora, 35 anos, sedentária, preguiçosa, lei da gravidade entrando em vigor e alguns modelitos derrapando nos malditos pneuzinhos, não tem mais como fugir da academia. Nem fugir, nem trapacear, como eu fazia na escola nas aulas de educação física.
Professor: Quantas abdominais?
Eu: 100! – e continuava baixinho, com 1 palmo de língua pra fora depois das 5 voltas no campo de futebol e trocentos polichinelos, – 51, 52...
É isso! Agora descobri da onde vem a minha implicância com exercícios de repetição. O trauma é antigo. Sabia que esse blog uma hora ia prestar pra alguma coisa.
Continuando o assunto, eu só entrei umas 3 vezes em academias e nunca esquentei lugar por mais de 3 meses. Mas agora vai ser diferente e eu vou botar essa bundinha para o alto e avante.
O primeiro passo foi escolher a atividade. Natação? Melhor não! Se eu tô me achando fora de forma, como vou colocar um maiô perto das marombeiras de plantão? Só se nadasse com roupa de mergulho. Aeróbica? Minha coordenação motora é péssima e não preciso perder peso, graças a Deus. GAP? Essa é ótima, mas bem puxada para quem fica cansada só de subir as escadas da agência. Pensei também naquela lá da bike que simula subidas, descidas e, no meu caso, quedas também. Se eu fizer a metade do que os professores mandam, eu tombo pro lado.
Acabei decidindo pela musculação, que tenho um pouco mais de intimidade. Intimidade assim, coisa de preliminar ainda. Estamos nos conhecendo melhor e, como todo início de relacionamento forçado, tem seus altos e baixos. Mas desta vez eu não vou pedir pra sair.
Depois da decisão, o momento crítico foi colocar a roupitcha, aquela coisa apertada e gritante: “olha como preciso malhar”. Olhei, olhei, virei pra lá, virei pra cá e a vontade mesmo foi de vestir uma burca. Chegando no centro de tortura, expliquei ao instrutor que eu quero ter o corpo da Juliana Paes, com os retoques do photoshop, claro. Fiz a avaliação física e ele montou a minha série inicial. Foi um choque. Além da malhação super-ultra-mega-hiper intensa, ia precisar de milhões de suplementos porque tenho a estrutura fina. Desisti imediatamente de ser a sósia corporal da Juli e preferi ser eu mesm. Ao menos não tenho aquela quantidade de celulite que a Playboy escondeu (inveja é uma merda). Só fazer uma recauchutagem já está de bom tamanho. E mantendo o tamanho 40, por favor.
Saí do burocrático e fui para o trabalho braçal. O cara ficou com pena de mim e passou uma série bem café com leite, mais do que o normal. Comecei pela esteira, 15 minutos, que passaram rapidamente porque eu estava distraída, lendo uma revista. A revista escorreu, caiu, eu pisei em cima, me atrapalhei e só não despenquei feito uma jaca porque sempre ando segurando na barra. Ótima estréia.
Depois fui para os aparelhos e o instrutor do meu lado, contando junto comigo, e falando: “Vai, mas devagar! Vai que o carnaval tá chegando! Vou ali e volto, e não enrola que eu tô de olho em você!”. Carrasco. E eu fazendo uma força do cão, sentindo o músculo queimar, a lágrima escorrer do canto do olho e louca para pular a contagem.
Quando a série dos aparelhos acabou, fui para os alteres (viu, já sei o nome), que são piores. Porque, pelo menos, no aparelho dá pra se apoiar. Mas os exercícios nos alteres deixam os braços livres e você não tem como disfarçar os momentos de tremedeira quando levanta um peso que ainda está se acostumando. Humilhante. Mas o pior mesmo foi olhar para o lado e ver uma mimosa (vaca malhada) levantando uns alteres com o triplo do tamanho do meu rosinha peso agulha, sem mexer nem a sobrancelha. Ridícula.
A minha série é pequenina e logo eu acabei. Antes de partir, o instrutor perguntou onde eu pensava que estava indo, que ainda tinha os exercícios abdominais. O famigerado abdominal. Ao ver o cochãozinho jogado no chão, eu pensei em tudo, menos em me dobrar ao meio. Ele avisou de novo que “ia ali e já voltava” e eu parei o exercício antes de completar. Fiquei jogada no chão, acabada. Não sabia se doía mais a barriga, o pescoço, as costas, ou a consciência. Ele, me vendo inerte, me perguntou aos berros, de onde estava, se eu tinha certeza de que tinha acabado. Praguejando, eu continuei e terminei a porcaria da série. E tenho feito direitinho desde a semana passada. Se eu senti muita dor logo no começo? Só quando eu respirava. Nada que um dorflex não desse jeito. Mas eu não vou pedir pra sair. Sei que se eu não me cuidar é ladeira abaixo. É agora ou nunca. Me aguardem.
Ninguém explica! Ninguém explica!
Estava no ônibus com meu amigo Gui, em SP, quando passamos em frente a uma construção que me chamou a atenção: - Nossa, Gui. Que prédio legal. É uma escola?
- É o Marista, um colégio bem tradicional.
- Ahhh, sim. Bonitão, heim? Eu estudei no Marista.
- E ficou assim?
Às vezes os amigos falam coisas que a gente não consegue entender...
Vontade própria
Onde preencho minha ficha?


da BBC Brasil
A vaga é para um contrato de seis meses e o salário é de US$ 150 mil (R$ 235 mil) pelo semestre --o que representa pouco menos de R$ 40 mil mensais. Entre as responsabilidades está a coleta das correspondências, alimentar tartarugas marinhas e peixes, limpar as piscinas, observar baleias e mergulhar.
O governo esclarece que o candidato não precisa de qualificações acadêmicas, mas saber mergulhar, nadar e ter espírito aventureiro. "O fato de que o contratado será pago para explorar as ilhas da Grande Barreira Coralina, nadar, mergulhar e viver no estilo de vida de Queensland faz desse sem dúvidas o melhor emprego do mundo", disse o primeiro-ministro interino de Queensland, Paul Lucas.
Marketing
De acordo com a ministra do Turismo de Queensland, Desley Boyle, além da contratação de um candidato apropriado para a vaga, o processo de seleção faz parte de uma campanha de marketing para incentivar o turismo na região.
"Queremos abrir nossas portas para o mundo e convidar um sortudo para viver em Queensland por seis meses e depois contar para o mundo sobre as experiências que teve por aqui", disse Boyle.
Os candidatos devem preencher uma ficha de inscrição e enviar um vídeo de 60 segundos para participar do processo de seleção. Os selecionados participarão de uma entrevista.
"Acredito que o maior risco será que o empregado não vai querer ir para casa no final dos seis meses", disse Boyle.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u488990.shtml
O Segredo
Se conselho fosse bom, a gente vendia. Assim surgiram os livros de auto-ajuda. Eu nunca gostei muito desse tipo de leitura, dessa fórmula de como dar certo, de ganhar dinheiro, blá-blá-blá. Confesso que já li alguns, mas levei fé em poucos. Esta semana comecei a ler "O Segredo" por indicação do meu chefe/amigo, Serginho. Estávamos indo para a festa de um cliente, quando ele e a esposa, Didi, começaram a contar como receberam o livro e fiquei passada com a história. Um conhecido da Didi falou do que se tratava e ela disse que ia comprar. Poucos dias depois, Serginho recebeu um embrulho do Correio e pasme, era o livro. O tal conhecido jurou de pé junto que não mandou, até porque ele não tem a menor idéia de onde eles moram. Eu fiquei meio desconfiada, mas não falei nada. Didi continuou a história:- Aí, Anna, depois de ler, eu fiquei com vontade de ver o filme, que é uma espécie de documentário, mas não achava em locadoras.
- Até que um belo dia, nossa filha estava separando uns DVDs lá em casa, todos sem nome, e quando colocamos um deles para assistir... era "O Segredo"! – completou, Serginho.
Eu, que não acredito em coincidências, fiquei bem interessada e tratei de comprar o livro para dar à minha mãe de Natal.
"O Segredo" na verdade é um alerta de como os pensamentos positivos atraem boas energias, boas pessoas, bons relacionamentos, bons negócios, bons acontecimentos. Ele defende que no momento em que almejamos fervorosamente alguma coisa, o Universo conspira ao nosso favor. E fala mais, que além de querer, a gente tem que sentir como se o desejo já estivesse realizado, visualizar. É como se fosse uma lei da atração. Ou seja, somos praticamente ímãs ambulantes.
Eu ainda não li muito, mas foi o suficiente para me convencer de que tem muita verdade nisso. Comecei a relembrar um monte de episódios ocorridos comigo quando estava muito focada em determinado desejo e, do nada, ele aconteceu. Claro que eu não vou contar com o ovo no fiofó da galinha, mas achei essa linha de raciocínio muito interessante e não custa nada ficar atenta aos pensamentos negativos que tornam as coisas mais difíceis do que parecem. Tenho uma tia que vive se lamentando por doenças. Ela sempre tem uma gripe, uma dor, uma chatice.
Estar bem, feliz, às vezes, é uma questão de treino de começar a ver a vida com outros olhos, valorizar as pequenas conquistas. Acho que esse sim, é o verdadeiro segredo que o livro ensina.
***
Causos Recentes
Tenho vários causos, mas vou contar só o último que aconteceu comigo e o último que ouvi.
Nessa última viagem, eu não consegui comprar passagem sem escala pra SP. A conexão era em BH e estava chovendo horrores por lá. E o medo de não conseguir pousar ou decolar? Eu cheguei cedo para o check-in e fiquei de papo com algumas pessoas na fila. 3 passageiros voariam direto para a Terra da Garoa sem escalas. Na mesma hora pensei "bem podia acontecer alguma coisa, podiam me transferir de vôo, sei lá. E eu podia ir direto pra SP." Já na sala de embarque, distraída na minha leitura, vi um monte de gente reclamando e saindo. Quando percebi o que era, a viagem tinha sido cancelada e a fila para a recolocação estava imensa. Comecei a fazer pensamento firme. Uns 25 minutos depois:
Atendente: Minas?
Eu: Não, vou pra São Paulo e quero muito chegar hoje lá, me ajuda!
Atendente: Humm... deixa eu ver. Nossa, você foi a única que deu sorte, heim? Vou te colocar até na janela, a última. Vai chegar até mais cedo do que chegaria. Boa viagem.
Se eu tivesse lido “O Segredo” antes, seria mais específica. Focaria logo Congonhas, e com um gato do lado.
Causo de amigo
Numa viagenzinha romântica, esse meu amigo sugeriu à esposa que não voltassem para casa naquele dia. Que ficassem num hotel da região para transar muito e fazerem um novo neném. Ela riu e decidiram ficar. Ele não sabe se foi naquela noite, mas o fato é que, depois de 14 anos, ela está grávida novamente. E tomando remédio. Meda.
***
As histórias são muitas e variadas. Tenho um amigo que fica apavorado toda a vez que eu abro a boca. Aposto que você também tem uma pra contar. Agora eu quero ganhar na mega sena acumulada e casar com o Brad Pitt. Ou melhor. Só ganhar na mega sena. O Brad viria com muitos enteados.
Feliz Ano Novo!
Beat Goes On
Esse foi o momento em que consegui me esgueirar e chegar perto da passarela. Ver a Madonna chegando de “calhambeque” na minha frente não tem explicação. Aqui dá pra ver como realmente estava próxima. Mesmo segurando firme a câmera, dá pra ver a agitação dos fãs quando ela se aproxima. E se aproximou muito. Foi demais!
Into the Groove
Essa é das antigas e todo mundo cantou junto. Na minha opinião, o visual mais legal da noite. Adorei as cores vivas, alegres, as ilustrações, os movimentos, os figurinos, as coreografias e o “palquinho” que se deslocava para lá e para cá com a Madonna em cima, brilhando mais do que qualquer iluminação do palco. Diva!
4 Minuts (Tic Tac)
Fiquei meio em dúvida se gravaria esse pedaço porque Madonna estava no palco e eu, na ponta da passarela. Mas ao ver a surpresa que ela tinha aprontado para inserir o Justin no show... foi irresistível. Ela é demais!
Madonna – God Save The Queen

Depois de tanta luta para comprar o ingresso VIP, a ficha realmente só caiu quando eu me vi paradinha na fila do Morumbi, sábado, ao lado do meu amigo Aguinaldo (Gui, para os íntimos) e atrás de centenas de pessoas que tinham chegado mais cedo. Depois de 15 longos anos e muitas turnês mundiais que não passaram por aqui, eu ia ver novamente a Madonna de perto! O estádio estava vazio, mas o palco, a passarela e as incontáveis parafernálias que ainda permaneciam apagadas e inertes já mostravam que aquele show ia ser apoteótico.Gui já tinha ido ao show de 5ª feira e elegeu o lado esquerdo para ficarmos. Foi um ótimo lugar, muito, muito perto da passarela. Se a Madonna tropeçasse, despencava em cima da gente. Ao nosso redor, pessoas engraçadas, ansiosas e comunicativas. Depois de um tempo resolvemos sentar. Só levantamos às 20h, quando o mala do DJ tentou nos distrair antes da Diva dar o ar da graça. Não empolgou. Mas também, faça-me o favor. Fãs enlouquecidos esperavam por Ela e entra um DJ com cabelos lisos e franjinha de cortina. Ihhhhhhh... fooooooraaaaaa!!!... Nem os dançarinos conseguiram nos engambelar. Madonna! Madonna! Madonna! O Morumbi se agitava.
Lá pelas 21h começou a garoar, o que foi bom porque o calor estava ficando insuportável. Quando o atraso já chegava a quase 1:30, eu comecei a fazer umas imagens das arquibancadas lotadas. Queria registrar tudo. Quando concluí o giro de 360º, o palco começou a mostrar que estava vivo, e pulsava. Luzes, cores, movimentos inacreditáveis. A presença de Madonna, antes mesmo aparecer, já era eletrizante e emanava a energia da poderosa estrela que ela é.
Apesar de segurar a câmera firme e forte, eu parecia estar no meio de um terremoto, em alguns momentos. Terremoto, não, mas diante de um furacão que estava pra mostrar toda a sua força. Depois de alguns minutos de imagens psicodélicas e acordes de Candy Shop, a grande caixa luminosa se abriu e Madonna surgiu poderosa, majestosamente sentada em seu trono de rainha e exibindo uma inconfundível pose de puta. Maravilhosa! Delírio, gritos, pulos, lágrimas. O Morumbi cantou a música de abertura do início ao fim, parecia ensaiado. A Diva mostrava o seu poder.
Um espaço perto da passarela se abriu e eu, rata de shows que sou, me esquivei e consegui me aproximar ainda mais. 15 longos anos depois, Madonna se aproximava de mim em seu “calhambeque”. Ela desceu e dançou quase na minha frente. Vi seus olhos, sua boca, seu nariz, seus cabelos, tudo perto. Cara, era a Madonna! Tudo ao vivo, não em closes em revistas ou em vídeos no youtube. Era a Madonna, e estava ali! Foi enlouquecedor! Novo terremoto, eu me agarrei à câmera, mas consegui enquadrar por sorte porque não vi essa cena pelo visor da minha digital. A energia foi demais, transbordante. Chorei.
Muito simpática e sorridente, ela interagiu conosco. Conversou, brincou, instigou. Respodíamos com berros de YES, NO, e centenas de “I Love You!”. Tava na cara que ela estava se divertindo e se emocionando com a inflamada recepção brasileira. Prometeu que não vai demorar a voltar. Sei. Ouvi isso também no Maracanã há 15 anos. Espero que, desta vez, seja verdade.
E assim correu o show. Com alma, com o dedo certeiro de Madonna, com o coração dela. É totalmente coreografado, totalmente tecnológico, totalmente ousado, totalmente perfeito, e foi sem tombos. Só achei que o som deveria ser um pouco mais alto. Algumas vezes ela usava play-back. E daí? A Diva gasta energia dançando por 2 horas, sem muitas paradas, deixa a mulher tomar um pouco de fôlego, gente. Não dá pra esquecer que não é um show comum, do tipo que dá pra virar pro lado e conversar por 2 minutos com um amigo. Time is funny. Ela é a Rainha do Pop, da música dançante. O que faz de Madonna tão especial é ela ser infinitamente maior do que a música que canta, apesar de ter uma boa voz. Ela É o show. Essa é a diferença. Ela é a Madonna.
GAME OVER. 2 horas depois, Madonna sai do palco mandando beijos e berrando “Thank you, São Paulo!”. Além da emoção, tive a certeza de que valeu cada centavo, cada minuto, para ter passado aqueles momentos diante da Diva.
Vou dividir com você algumas fotos. Claro que poderia pegar várias melhores de algum site. Mas não teriam a minha visão do espetáculo. Também fiz alguns vídeos, mas ainda não sei quando conseguirei postar todos. Espero que goste dos que já estão abaixo.
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