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Sabe aquele carnaval que você brincava quando era criança? Aquele que você fantasiava antes mesmo de vestir sua fantasia e se divertia, com uma pontinha de inveja, vendo a criatividade alheia? E a festa era sempre de dia porque você ainda não tinha idade para dormir tardão. Esse é o carnaval de Olinda. É uma volta à infância em imenso estilo. É o sobe e desce pelas zilhões de ladeiras que serpenteiam a cidade e servem de palco para muita irreverência, maluquices e gargalhadas de pessoas com vários sotaques, culturas e objetivos diferentes. Essa matinê de gente grande é aquecida mais pela multidão do que pelo sol escaldante, o que não impediu muita gente de usar roupas pesadas e totalmente fechadas como o Flash e o Homem Espermatozóide que vi pulando corda, literalmente.
Foi para esse carnaval que eu fui. Para o carnaval que me fez levar na mala a Mulher Maravilha e a Melindrosa. Para os shows do Recife antigo eu acabei desanimando e preferi ficar em casa dormindo, recarregando as baterias para a festa que começava ainda antes do almoço. Tudo bem que meus amigos vão dizer que eu não poderia ter perdido. Até concordo com eles, mas outros carnavais virão e, quem sabe, eu deixo de ser tão café com leite.
Ps. Cenas dos próximos capítulos: praias!
Foi para esse carnaval que eu fui. Para o carnaval que me fez levar na mala a Mulher Maravilha e a Melindrosa. Para os shows do Recife antigo eu acabei desanimando e preferi ficar em casa dormindo, recarregando as baterias para a festa que começava ainda antes do almoço. Tudo bem que meus amigos vão dizer que eu não poderia ter perdido. Até concordo com eles, mas outros carnavais virão e, quem sabe, eu deixo de ser tão café com leite.
Ps. Cenas dos próximos capítulos: praias!
A montanha russa das ladeiras
Só fui começar a curtir Olinda no domingo e não queria perder mais tempo. O problema foi liberar a Mulher Maravilha que habita em mim no bloco “Enquanto Isso, na Sala de Justiça...”. Eu olhava para aquela roupa e não conseguia me ver saracotiando dentro dela. O meu alívio foi ter a Flávia como irmã. Sim, amiga Flávia também foi de Mulher Maravilha. Na verdade, ela me ligou da loja e eu só faltei falar: “Se você não comprar nada, te mato!” Adorei saber que íamos idênticas. Praticamente irmãs siamesas. Depois relaxamos e aproveitamos horrores cada minuto de Diana. As duas completamente ridículas e felizes. Claro que o Joninho também ajudou nesse processo. Que Joninho? O Walker. Outros amigos preferiram o Pau do Índio. É a valorização do produto nacional, gente. Essa bebida de nome tão singelo é uma mistura que nem quero imaginar do que se trata. Um português que estava no meu albergue tomou e ficou alucinado. O homem pulava, corria, gargalhava, se jogava na piscina, pegava a comida dos outros, se jogava na piscina de novo. Fiquei com mais medo dele do que do Pau. Do Índio.
Voltando ao assunto fantasia, os outros amigos de viagem, Carlos e Cássio, foram deles mesmo. Não quiseram saber nem de uma mascarazinha. Nada. Eu acho muito pior. A amiga Karine foi mais ou menos fantasiada. Ela tratou de comprar um chapéu de pirata, botou um pretinho básico e arrasou. E olha que achou até um Jack Sparrow igualzinho ao do cinema. O cara estava muito, muito parecido. Impressionante.
A outra fantasia eu usei na terça, fui de Melindrosa. Como o calor estava insuportável, fiz um par de tranças e lá fui eu, toda brejeira, ao lado da Karine – de abelha – da Flávia, do Carlos, da Clarissa e da Sim (carioca e chinesa, vizinhas de quarto no albergue), sem fantasias.
Foram tardes sensacionais, com amigos impagáveis e momentos inesquecíveis. Mais, eu não conto. Só deixo algumas fotos, que vou postando aos poucos. Afinal, são mais de 600 e estou escolhendo a dedo.
Ps. Na 4ª feira fui com Amigo Carlos, Flávia, Karine e Cássio para Maragogi, Porto de Galinhas e Recife. Aguarde mais histórias.
Voltando ao assunto fantasia, os outros amigos de viagem, Carlos e Cássio, foram deles mesmo. Não quiseram saber nem de uma mascarazinha. Nada. Eu acho muito pior. A amiga Karine foi mais ou menos fantasiada. Ela tratou de comprar um chapéu de pirata, botou um pretinho básico e arrasou. E olha que achou até um Jack Sparrow igualzinho ao do cinema. O cara estava muito, muito parecido. Impressionante.
A outra fantasia eu usei na terça, fui de Melindrosa. Como o calor estava insuportável, fiz um par de tranças e lá fui eu, toda brejeira, ao lado da Karine – de abelha – da Flávia, do Carlos, da Clarissa e da Sim (carioca e chinesa, vizinhas de quarto no albergue), sem fantasias.
Foram tardes sensacionais, com amigos impagáveis e momentos inesquecíveis. Mais, eu não conto. Só deixo algumas fotos, que vou postando aos poucos. Afinal, são mais de 600 e estou escolhendo a dedo.
Ps. Na 4ª feira fui com Amigo Carlos, Flávia, Karine e Cássio para Maragogi, Porto de Galinhas e Recife. Aguarde mais histórias.
Essa foto foi tirada depois do carnaval, mas como costumo citar as pessoas que participaram disso ou daquilo, acho legal apresentá-los e falar um pouquinho de cada um. É o mínimo que posso fazer depois de tantos dias felizes ao lado deles. Da esquerda para a direita:
Amigo Carlos: eu já conheço essa pessoa há anos, mas só agora passamos tanto tempo juntos. Ele foi um grande companheiro de viagem. Divertido, engraçado, companheiro e dono de uma língua ferina, ele esteve sempre ao meu lado na alegria e na tristeza. Carlos foi comigo até quando queria tomar o tal do caldinho de feijão (dentro de um copo de “prástico”) contendo azeitona, ovo de codorna e aquele camarão que é vendido na praia dentro daquelas bacias enormes carregadas nas cabeças dos nativos. Isso que é prova de amizade.
Cássio: conheci em Olinda, amigo da Karine. Acho que é a criatura mais falante que já conheci na minha vida. Encostou perto dele, pronto! Já pegou amizade. É ótimo de simpático, animado, piadista, galanteador e topa qualquer diversão. Ele foi o responsável por nos levar de lá para cá e daqui para lá quando alugamos o carro depois do carnaval. O homem parece que tem um GPS no corpo. Cássio, amei te conhecer.
Karine: É sempre complicado passar muitos dias ao lado de quem a gente nunca viu na vida, por isso, tratamos de nos adicionar no MSN e saber um pouquinho mais de cada uma. Conheci poucos dias antes de viajar, mas alguns amigos me falaram que ela era ótima! Foi uma grata aventura viajar com essa advogada, sempre tão prática e objetiva. Ela bem que me avisou do que se tratava o Galo da Madrugada, mas eu não dei ouvidos. Subimos e descemos ladeiras juntas, trocamos impressões e muitas gargalhadas. Ela já conhecia um bocado de gente do albergue e isso atraiu pessoas legais como a Clarissa, a carioca que foi pra lá sozinha.
Flávia: essa eu já conhecia meio que de vista, mas nunca tínhamos conversado de verdade. Nem no MSN chegamos a bater papo antes do carnaval. Mas já tinha sido avisada de que se tratava de uma pessoa engraçadérrima, com tiradas espirituosas e irreverentes. A Flávia é assim, perturbada, graças a Deus. Identificamos muitas afinidades, jeito de pensar e de lidar com acontecimentos. Isso sem falar que ela também saiu vestida de Mulher Maravilha no bloco “Enquanto isso, na sala de justiça”. Olhava para ela e não me sentia tão ridícula. Que bom.
Amigo Carlos: eu já conheço essa pessoa há anos, mas só agora passamos tanto tempo juntos. Ele foi um grande companheiro de viagem. Divertido, engraçado, companheiro e dono de uma língua ferina, ele esteve sempre ao meu lado na alegria e na tristeza. Carlos foi comigo até quando queria tomar o tal do caldinho de feijão (dentro de um copo de “prástico”) contendo azeitona, ovo de codorna e aquele camarão que é vendido na praia dentro daquelas bacias enormes carregadas nas cabeças dos nativos. Isso que é prova de amizade.
Cássio: conheci em Olinda, amigo da Karine. Acho que é a criatura mais falante que já conheci na minha vida. Encostou perto dele, pronto! Já pegou amizade. É ótimo de simpático, animado, piadista, galanteador e topa qualquer diversão. Ele foi o responsável por nos levar de lá para cá e daqui para lá quando alugamos o carro depois do carnaval. O homem parece que tem um GPS no corpo. Cássio, amei te conhecer.
Karine: É sempre complicado passar muitos dias ao lado de quem a gente nunca viu na vida, por isso, tratamos de nos adicionar no MSN e saber um pouquinho mais de cada uma. Conheci poucos dias antes de viajar, mas alguns amigos me falaram que ela era ótima! Foi uma grata aventura viajar com essa advogada, sempre tão prática e objetiva. Ela bem que me avisou do que se tratava o Galo da Madrugada, mas eu não dei ouvidos. Subimos e descemos ladeiras juntas, trocamos impressões e muitas gargalhadas. Ela já conhecia um bocado de gente do albergue e isso atraiu pessoas legais como a Clarissa, a carioca que foi pra lá sozinha.
Flávia: essa eu já conhecia meio que de vista, mas nunca tínhamos conversado de verdade. Nem no MSN chegamos a bater papo antes do carnaval. Mas já tinha sido avisada de que se tratava de uma pessoa engraçadérrima, com tiradas espirituosas e irreverentes. A Flávia é assim, perturbada, graças a Deus. Identificamos muitas afinidades, jeito de pensar e de lidar com acontecimentos. Isso sem falar que ela também saiu vestida de Mulher Maravilha no bloco “Enquanto isso, na sala de justiça”. Olhava para ela e não me sentia tão ridícula. Que bom.
Um homem bateu na minha porta...
Em uma das ladeiras que circulei, vi um amontoado de gente que não arredava o pé de onde estava. Fui abrindo caminho até me deparar com essa cena. O Flash e o Homem Espermatozóide pulando corda. Flávia bem tentou me convencer a tentar. Achei mais sensato apenas ver. Vai que algum engraçadinho filma e coloca no youtube? Tem gente pra tudo.
1 homem. 12 irmãos. Pais criativos.
Eu estava conversando com amigo Carlos e a Flávia no Galo da Madrugada, quando ouvimos esse moçoilo falar os nomes dos 12 irmãos. Cada um mais “interessante” do que o outro. Saquei minha câmera e pedi para ele repetir, o que fez muito animado. Pena que o som não tenha ficado bom.
Fui com o amigo Carlos e a Flávia, toda contentinha e me diverti muito no começo. Ri horrores das pessoas sem noção, tirei fotos e até fiz um filminho de um cara falando os nomes dos 13 irmãos que ele tem. Pena que o som ficou ruim e acho que não dará para ouvir bem. Mas como alegria de pobre dura pouco e a multidão era muito "sei lá, entende?", até a Flávia, que já conhecia o Galo de outros carnavais, ficou meio desesperada para ir embora. Visto pelas câmeras da TV, no conforto da sua casa, o maior bloco do planeta pode até parecer convidativo. Da próxima vez eu recusarei o convite.
Meu carnaval não começou nada bem. Acordei passando mal e rezei para conseguir chegar ao Rio sem batizar a sacolinha do avião. Deus ouviu e me poupou do vexame. Fez o drama acontecer antes, no momento em que todo mundo atravessava o portão de embarque do aeroporto. Imagina o meu desespero. O povo entrando no avião e eu verde no banheiro. A minha fantasia era de Mulher Maravilha, não de Hulk. Mas fiquei melhor depois de ter chamado, gritado, berrado o “raoul”. Parecia até a garotinha do Exorcista. Graças a Deus nesse meio tempo conheci a Patrícia, que ia no mesmo voo e também estava mal das pernas. Ela viu que eu nunca mais voltava e foi me dar 1 help. Me senti mais segura. Ela foi meu Anjo da Guarda na viagem.
Já no Rio, e sem consegui engolir nada, andei de lá para cá tentando achar o meu portão de embarque, que descobri ser no setor internacional. Meu voo ia atrasar umas 2 horas porque estava vindo de Buenos Aires e algo aconteceu por lá. Bem, se eu não estivesse a beira da morte, teria gostado embarcar num avião cheio de hermanos, que inclusive, eram bem interessantes. Todos desceram em Salvador. Mas tentando preservar as minhas energias, me agarrei ao meu travesseiro e tratei de tirar um bom cochilo até Recife, sem olhar para o lado.
A parte legal foi ter chegado junto com a Flávia e a Karine, que saíram de Vitória 2 horas mais tarde do que eu. E a parte sensacional foi ter conhecido pessoalmente a Liliana, minha amiga virtual há 10 anos. A primeira providencia que tomei quando comprei a passagem foi avisar a ela que estava arrumando a malinha. Ela foi me buscar no aeroporto e me levou até a entrada de Olinda. Foi ótimo perceber que a amizade e o entrosamento aconteceram também de forma real.
Já no Rio, e sem consegui engolir nada, andei de lá para cá tentando achar o meu portão de embarque, que descobri ser no setor internacional. Meu voo ia atrasar umas 2 horas porque estava vindo de Buenos Aires e algo aconteceu por lá. Bem, se eu não estivesse a beira da morte, teria gostado embarcar num avião cheio de hermanos, que inclusive, eram bem interessantes. Todos desceram em Salvador. Mas tentando preservar as minhas energias, me agarrei ao meu travesseiro e tratei de tirar um bom cochilo até Recife, sem olhar para o lado.
A parte legal foi ter chegado junto com a Flávia e a Karine, que saíram de Vitória 2 horas mais tarde do que eu. E a parte sensacional foi ter conhecido pessoalmente a Liliana, minha amiga virtual há 10 anos. A primeira providencia que tomei quando comprei a passagem foi avisar a ela que estava arrumando a malinha. Ela foi me buscar no aeroporto e me levou até a entrada de Olinda. Foi ótimo perceber que a amizade e o entrosamento aconteceram também de forma real.
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