Taxa de permanência diária: R$ 38,

Aluguel de máscara + snoquel + nadadeira: R$ 15,

Aluguel de colete salva-vidas: R$ 5,

Aluguel de buggy: R$ 150,

Aluguel de máquina subaquática: entre R$ 50 e R$ 70,

Van: R$ 3,

Ônibus: R$ 2,

Táxi Buggy: ROUBO! (mesmo a gasolina sendo carérrima)

Fernando de Noronha















Esqueça todas as fotos, vídeos e comentários que você já viu, ouviu e leu sobre Noronha. Pessoalmente, o paraíso é muito, muito mais fantástico. Formada a partir de um vulcão, a ilha é uma explosão tão grande de vida, que se torna impossível esquecer por um minuto aonde está. Tudo ali é cartão postal. E eu fiz parte da paisagem.






Planejamento. Férias. Diversão.

Eu acho curioso quem tem como lema “deixa a vida me levar”. Eu adoro planejar, me organizar, esperar. Adoro marcar os dias que tenho unha, depilação, sobrancelha, aniversários de amigos, casamentos e, principalmente, viagens. Quando essas são marcadas então, fico olhando pro calendário igual cachorro olha pra galeto de padaria. Até babo.


Quem não me conhece pode até achar estranho e precipitado eu soltar do nada: Vamos pra Buenos Aires? “Daqui 2 semanas tem promoção no shopping. Que tal irmos no sábado?” O carnaval em Salvador sai este ano? Pô, tô louca pra conhecer Cumuruxatiba, vamos? Que tal um cineminha domingo? Precisamos combinar a ida pra Disney e depois NY. Vamos em novembro? “Novembro é muito frio!”, responderam. Quero ver as luzes de Natal! E por aí vai. Infelizmente nem sempre consigo concretizar todos os planos… ok, não vou precisar de análise por conta disso. Também não deixo de fazer algo de última hora porque não estava na agenda, claro.


O que mais adoro planejar são passeios e viagens. Na verdade, eu já embarco antes de ir. Gosto de procurar as melhores passagens e ver se casam com os dias e horários; adoro pesquisar diárias nos hotéis, pousadas e albergues; adoro combinar se vamos de carro, ou de bus; ler sobre o local, as pessoas, descobrir eventos ou lugares escondidos. Dificilmente deixo de pesquisar sobre o lugar antes de ir.


Essas férias estão sendo amorosamente programadas desde outubro e já tenho tudo certo. A mala estava sendo pensada desde metade de janeiro e já está arrumada desde o começo desta semana. Em dezembro marquei horário em 2 salões diferentes para as mechas e cauterização. Tive que procurar uma nova manicure porque a minha operou a nareba e não pôde me atender. Eu não vou com as unhas horrorosas, porque Gabi cedeu o horário que ela tinha hoje, às 8h, pra mim. Obrigada!


Vou passar uns 20 dias fora e voltarei no começo de março, se Deus quiser. Como sempre, tenho grandes planos para essas férias. Não sei se conseguirei escrever durante este tempo, mas não me abandonem. Estou planejando contar tudo aqui. Ou melhor, quase tudo. Beijos, me liga.

Troller - Você sabe quem é o motorista?


Já tinha postado este vídeo há um tempo e estava curiosa para saber como a marca ia aproveitar essa grande oportunidade. O resultado está aí.

Campeonato de Surf em Noronha - não contavam com a minha astúcia

“Noronha é para ir de casal. Solteiro não tem graça. Não tem balada!”.


Não sei quantas vezes ouvi isso desde que programei a viagem com meu amigo e fiel escudeiro Carlos. É como dizer que só tem solteiros no carnaval de Salvador. Pois eu fui com a Marcela e o Jônio, um casal divertidíssimo, e muitas vezes eles chegaram em casa depois de mim. Acho que isso depende de cada pessoa e do propósito. Mas como não sou hipócrita e muito menos besta, é claro que eu não vou me incomodar em esbarrar com uns solteiros interessantes dando sopa. E é bem capaz disso acontecer mais vezes do que eu esperava. Vou chegar no dia da premiação do Campeonato Mundial de Surf organizado pela Hang Loose. Campeonato Mundial de Surf em Fernando de Noronha... (suspiros)

Carnaval: Não chega nunca?

Os dias estão se arrastando. A impressão que tenho é que o Coelhinho da Páscoa vai chegar e o Rei Momo não.

Fernando de Noronha – Contagem regressiva desde outubro

Primeiro seria só o carnaval em Olinda, com uma esticadinha de 7 dias a Pipa e Natal. Mas eis que veio uma bela conversa com amigo Carlos sobre as datas e locais.


Carlos: Hanna, você não pode tirar suas férias antes do carnaval e voltar depois?

Eu: Se o motivo for bom, claro.

Carlos: Acha que Fernando de Noronha é bom o bastante pra você?


E assim Fernando de Noronha começou a virar uma possibilidade muito, muito tentadora. Depois de arrumarmos uma ótima agente, a viagem foi tomando forma, diárias, passagens, planos e empolgação. Achei o pacote com um preço honesto. Anote aí: passagem aérea com saída de Natal + 5 dias + 4 noites + café da manhã + traslados = R$ 1.380,00, em suaves 5 parcelas sem juros. O sonho é a perder de vista.


Ps. Na volta conto tudo e dou algumas dicas com riquezas de detalhes para os futuros turistas.

Pinto no lixo

Este ano a turma que vai para Olinda será bem maior do que o ano passado. Além do amigo Carlos, Flavinha, Karine e Cássio, vão 2 cariocas e mais 2 capixabas, que ainda não conheço. Feita a contagem, Flavinha sugeriu fazermos um bloco:


Eu: Bloco... mas vamos usar o que?

Flávia: Ahhh, penso em comprar uma chita pra mandar fazer um short e todo mundo vai de camiseta branca.

Eu: Chita? Camiseta branca? Hummm...

Flávia: Que foi, Hanna?

Eu: Ahhh... é legal... mas não tem glamour...


Flávia morreu de rir, mas ficou pensativa. Dias depois ela teve outra idéia, ainda melhor do que essa.


Flávia: Hanna! Já sei! Vi umas perucas coloridas que podemos comprar! São curtinhas, com franja!

Eu: Jura? Vamos ver esta semana mesmo!


E lá fomos nós para loja de fantasias aqui em Vila Velha. Imagine 2 crianças curiosas num playground. Foi muito pior, ou muito melhor. Já fazia tempo que não me divertia tanto. As tais perucas são lindas de viver e fiquei louca de indecisão na hora de escolher entre as cores: vermelha, azul, prata, preta, laranja, lilás e verde. O grande problema é que estavam fechadas e a mulher não queria abrir de jeito algum. Flávia, corajosa, catou logo a azul flúor. Acabei escolhendo a vermelha num tom assim... digamos que se um carro quebrar, posso colocá-la para sinalizar o local. Vim pra casa em cólicas para me ver ruiva. Sabe que ficou divertido? As outras perucas escolhidas foram a prata e a lilás.


Compramos também confetes e, para os meninos, levamos chapéus de presidiários e algemas. Depois de quase uma hora de risadas e dinheiro saindo do bolso, avistei um par de orelhinhas marrons. Gente, era um arquinho disfarçado de leão, com uma “jubinha” feita de lã, gravatinha e tudo mais. Coisa mais fofa! Fui correndo falar com minha amiga:


Eu: Flávia, olha isso!

Flávia: Ahhhh, que linduuuu!

Vendedora: Tem outros bichos também. Tem gatinha, coelhinha, onça, zebra...

Meu olho brilhou.

Eu: Domingo, vamos de Mulher Maravilha. Segunda, tem nosso bloco e peruca. Terça, vou de Melindrosa e vocês de Pedrita. E sábado???

Fávia: Sábado, vamos de nós mesmas.

Eu: Ahh, não! Temos que comprar!

Flávia (já com o zoológico ensacolado nas mãos): Você bota muita pilha errada...


Resultado: gastamos mais do que pretendíamos e rimos mais do que imaginávamos. Foi uma conta positiva.


Oh yeah, baby! Homens não!

Dia desses passei a tarde trabalhando no atendimento com os ótimos Rafa e Ana. Conversa vai, conversa vem, o assunto descambou para a diferença dos sexos. Eu e Ana falando como as mulheres são maravilhosas, quando o Rafa soltou:

- Que nada. Mulher é fingida! Na hora do sexo vocês fingem que tão gozando!

Olhamos uma para a cara da outra, sem entender nada. Mas ele continuou.

- É isso mesmo. Mulher finge! Homem não pode fingir orgasmo!

- Homem já é um bicho fingido! Vai dizer que querem fingir nisso também? - eu soltei sem nem pensar.

Depois de muitas gargalhadas, mudamos de assunto. Cada um que me aparece.

Disfarçada de Macacão Adidas

Ontem fui para o sol com protetor 30 no colo e rosto, e 8 no resto do corpo. Não, nem precisa falar nada. Eu sei. Resultado: acabei ficando manchada, claro! E me ardendo. Algumas partes, estou rosada. Outras, vermelho camarão. Outras, branco neve. Pior de tudo é nunca queimar por igual e sempre parecer estar usando um macacão vermelho da Adidas com aquelas listras brancas laterais. Como é difícil um bronzeado uniforme, meu Deus.

Quem dá suas passadas aqui pelo Dez Dedinhos já percebeu a presença constante de bichos. As estrelas de hoje são:

Sarué: que foi confundida com um rato de esgoto, coitada, e levou 1 pescoção. Logo depois os meninos perceberam que além de não ser rato, ela ainda era mãe e tinha uma renca de menins grudunhados na pança. Os pirralhos são bem nojentinhos, mas...

Lagarto: já tinha ouvido falar dele. Ver mesmo, só vi uma vez e achei o bastante. Eu tinha acabado de atravessar a rua quando ouvi uma movimentação no mato. Apressei o passo e logo depois ele saiu, todo metido de onde eu tinha acabado de passar. Era bem grande. Daria para fazer uma bela bolsa.

Cachorro: nunca ouvi esse cachorro dar 1 latida. Pensei até que fosse mudo. O Fred é a coisa mais fofa do mundo. Educadinho e carinhoso, deixou saudades quando o Rafa levou para casa.

Leão X Caçador. O que passa pela cabeça do babaca?

Dia bonito, ensolarado, perfeito. Por que essas pessoas não estão numa praia dando uns mergulhos, velejando, construindo castelos de areia, chupando picolé ao invés de estarem vestidas de Indiana Jones, andando quilômetros, suando feito porcas, para atirar em pobres (nem tão indefesos) leões? Por quê? Por quê?! Eles, por acaso, vão perturbar as pessoas dentro de casa? Metem as patas na porta e rosnam: “queridos, cheguei!”? Só se for a dupla diabólica de “a Sombra e a Escuridão”. Faça-me o favor! Num caso de caçada, sou a favor do leão jantar todo mundo.


Imagine o cara em questão neste vídeo. Aposto que o filme da vida dele virou um curta que começou na hora que o Rei deu o pique até o desfecho da aventura. Na verdade, deve ter pensado algo do tipo:


“Porra! Acertei! Acertei o bicho! Eu sou foda! Ihhh, caiu! Ha-Ha! Quem é o rei agora, heim? Chupa, molengão! Tarzan perde! Ha-Ha-Opa, opa!... que merda é essa? O leão tá... o leão tá levantando? Não pode ser. Ele tá... o bicho tá de pé. Ele tá olhando pra cá! Ai meu Deus! Ele tá vindo? Fudeu! Ele tá vindo pra cá!!! Atiraaa! Atira! Atira no FDP! Ele tá correndo muito! Caraaaaalhooooo!!! Bem que minha mulher falou pra gente passar as férias na praia! Deve ser praga daquela maldita! Fudeu! Atira! Ai meu Deus! Ninguém acerta? Tá todo mundo com olho no cu! Ele tá vindo pra cima de mim! Com mais 4 pessoas aqui, e o desgraçado me escolhe! Sou mesmo azarado! Vai, pega a baranga! Ela tá mais na frente! Pega a desgraçada! Ai meu Deus! Ele é maior do que pensava! Vou morrer! O que eu tô fazendo aqui nesse fim de mundo? Alguém acerta esse FDP! Acerta ele! PQP! Ai meu Deus! Vou morrer! Vou morrer! Morri! Morri! Não morri? Não acredito! Meu braço tá aqui!? Graças a Deus! Graças a Deus! Leão dos infernos! Vai se fuder! Atira, isso! Bota o FDP pra correr! Uhuuuu! Eu sou foda! Que sortudo! Eu sou foda! Quem é o rei agora, heim? Só um arranhàozinho! Chupa, molegão! Vai virar tapete! Bora, gente! Vamos atrás de outro! Adoro a adrenalina das caçadas!”


Ps. Desculpem se mostrei todo o meu lado estivador neste texto, mas não consigo imaginar o cara pensando outra coisa.

Balanço de Fim de Ano: fecha a conta e passa a régua.

Acho complicado fazer um balanço de final de ano. Conversei com várias pessoas, li alguns blogs e o resultado foi bem variado. Depois me peguei pensando: o que faz um ano ser O ano? Ou melhor, o que faz um ano ser positivo? A conquista de uma casa? A compra ou troca do carro? Um amor? Um casamento? Uma paixão? A viagem dos sonhos? Perder peso? Fazer lipo e colocar silicone? Ter um puta aumento? Um filho planejado? Conseguir o emprego dos sonhos? Continuar no emprego dos sonhos? Ganhar na mega-sena? Estar com a saúde em dia? Ter as pessoas que ama ao seu lado? Qual a prioridade?


E o que faria um ano ser desastroso? Será que um fato muito doloroso invalida todos os acontecimentos ótimos e promissores? No final das contas, até que ponto a gente se apega mais aos problemas, em vez de valorizar as bênçãos? Acabei pensando nisso por um bom tempo depois de comemorar, muito feliz, a virada de ano. Fiquei surpresa ao me pegar lamentando por não ter conseguido alcançar alguns desejos, mas logo dei um chega pra lá no chororô.


Pô, 2009 teve um saldo muito positivo e nem as poucas perdas diminuíram o meu lucro. Eu amo viajar e passei um carnaval divertidíssimo em Olinda, conheci Recife, algumas praias do nordeste, Rio de Janeiro e Paraty. E antes de estourar a champa, já estava fazendo novos planos para as férias e os próximos dias de folia, que estão bem próximo (só conto depois), em lugares que sempre quis visitar. Troquei de carro sem precisar fazer dívidas. Pintei minha casa por fora. Entrei e saí da academia 3 vezes, mas agora tô firme e forte (ok, já disse isso antes, mas agora é para valer). Comecei a fazer inglês, e estou amando. Resolvi uns problemas familiares. Continuo na agência que adoro trabalhar. Tenho meus amigos das antigas que sempre me deixam renovada. Ganhei 2 novos amigos que pretendo ter para sempre. Estive saudável. E o grande e principal motivo: ter perto de mim mamãe, vovó e titia, felizes, unidas e com saúde para dar e vender. Claro que estaria melhor ainda se fosse uma das ganhadoras da Mega da Virada. Feliz Ano Novo!

Feliz Natal!

Achei um site sensacional da DM9, onde você pode montar uma mensagem de Natal e mandar para os amigos. Achei a ideia muito legal, personalizei a minha e enviei para os mais queridos. O resultado está aqui. Divirta-se. Ah, e um Natal maravilhoso para você e a todos que ama.


O Tio da Guarita

Desde que vim trabalhar aqui, observava o senhorzinho da guarita. Baixinho, moreno claro, gordinho, corcundinha e os poucos cabelos que lhe restam são brancos. Apesar da cara de enfezado, eu logo simpatizei com ele. Nossa relação começou quando passei a buzinar toda vez que o via. Eu fazia Bi-Bi e ele acenava. Até que um belo dia, quando estava indo embora com o Luan e o Rafa, passei por ele no caminho. Ele também estava partindo. Não pensei 2 vezes. Parei o carro e ofereci:

- Carona?

- Se dasse, nóis vai, né? – respondeu ele com uma voz engraçada, coisa de desenho animado. Apaixonei.

Desde então, ele passou a descer comigo e a me chamar de Donana. Dia desses ele me deu umas mangas que tinha recolhido no chão. Sabia que essa relação ia me render bons frutos.


Papo entre marcianos

Os homens são realmente criaturas do outro mundo. Passo a maior parte do meu dia cercado por 3 espécimes fascinantes (ok, nem sempre são assim. Muitas vezes despertam meu lado Jack, O Estripador). 6ª feira, depois de dar um chilique porque eles transformaram a sala numa bateria de escola de samba, eu acabei gargalhando ao escutar, aturdida, a seguinte conversa:

T: Sabe, eu queria ter conversando mais com o meu pai antes dele morrer...

Antes que eu começasse a ficar deprimida diante da confissão, o B. soltou a seguinte frase num tom completamente desprovido de paciência:

- Porra, T, vai se fuder. Não vem com essa lamentação agora, não heim! Que fase!

Todo mundo relaxou e a paz voltou a reinar na criação. Às vezes é uma delícia sair de Vênus e ficar entre os marcianos.


Neymara Carvalho, Bodyboarder: a única mulher a conquistar 5 títulos mundiais em um esporte individual.

Não tem para as cearenses, cariocas, espanholas, hawaianas, taitianas, ninguém. A pentacampeã de bodyboarding é capixaba, da Barra do Jucu. Com 33 anos, casada, mãe de Luna, raçuda, talentosa, campeã em 2003, 2004, 2007 e 2008, Neymara acaba de conquistar mais um Circuito Mundial, deixando para trás as tetracampeãs mundiais Glenda Kozlowski e Sthephani Petersen. A proeza aconteceu nas Ilhas Canárias, Espanha, e trouxe muito orgulho para nós, da terrinha. É isso aí, garota!

Brincadeira de criança, como é bom, como é bom!

Esse final de semana fez um calor terrível. Os dias estavam lindos, azuis, sem uma nuvem para ofuscar o sol por segundos que fossem, e quase não ventava. E eu, ao invés de correr para a praia, não fui. Passei longe do mar e da piscina que adoro ir. Não me pergunte o motivo que não sei dizer. Simplesmente estava sem vontade. Aí ontem, depois de assistir O Iluminado e suando bicas, lembrei dos longos banhos de mangueira que tomava quando era criança, enquanto a empregada lavava o quintal. Uma delícia. Me peguei relembrando aquela época, relembrando quando eu não me importava com o ridículo de fazer guerra de água nos dias de calor, ou quando transformava o sabão que Dona Antônia jogava no chão em patins, e saía deslizando de um canto ao outro no quintal. Quando dei por mim, já estava na porta munida de balde, detergente, pano, toalha e rodo. Vovó não entendeu nada e perguntou aonde eu estava indo:

- Vou lavar o carro!

- O que deu em você?

- Calor, vó!

Ela continuou com cara de interrogação. Assim que eu abri a torneira, mamãe já estava do meu lado também.

- Também estou com calor!

Foi sensacional. Parece coisa de gente louca, mas nos divertimos muito lavando o carro, conversando, rindo, molhando as pernas uma da outra, enfim, sendo bobocas. Quase uma hora depois, subimos, totalmente revigoradas e refrescadas. Só lamentamos o fato de não termos um muro, ou teria rolado fácil um chuveirinho cafona e ridículo na mangueira. Pensando bem, melhor não. A essa altura ia pagar de Garota da Camiseta Molhada. Mais do que lavar o carro, demos um banho na alma.


Uma vez Flamengo! Sempre Flamengo!

Eu vi o jogo. E nem dei azar para o time, apesar do gol de desempate ter acontecido quando dei uma saidinha da sala. Eu xinguei, me descabelei, gritei, esperneei, chorei e berrei: É Hexa! É Hexa!


Faço tudo pelo meu gato






O nome dele é Kiko, tem quase 10 anos e é um siamês lindo de viver. Apesar de ser meio arisco, é conhecido e adorado por toda a vizinhança. E foi esse carinho todo que salvou a vida dele.

Um belo sábado à noite, a vizinha telefonou falando que achava que o Kiko estava preso num bequinho em cima do telhado dela. Eu agradeci, mas não dei muita atenção. Afinal, ele é um gato. Todo gato que se preze sobe em telhados. Se subiu, ia descer. No domingo, quando eu acordei perto da hora do almoço, não tinha nem sinal do bicho. Comecei a ficar preocupada e liguei pra vizinha. Ela disse que estava me telefonando há um tempão e ninguém atendia. Explicou que ele tinha ficado calado durante a noite, mas que estava miando horrores naquele momento. Eu e mamãe saímos correndo e quando ele reconheceu as vozes fez um escândalo ainda maior. Ela explicou que um de seus filhos chegou a subir para ajudar, o que foi pior porque Kiko se assustou e acabou entrando ainda mais no tal bequinho. E agora? O que eu ia fazer? No desespero liguei para os bombeiros. Ridículo, mas liguei. A previsão era de 5 horas. 5 horas!? Com o calor que fazia, ele ia virar churrasquinho de gato.

O miado era uma súplica, de tão desesperado que ele estava. Meu coração apertou. Decidi subir. Mamãe ficou apavorada com a idéia porque meu medo de altura nunca me deixou subir nem em árvores, quanto mais num telhado. Graças a Deus era o telhado (colonial) da garagem, não era tão alto. Em compensação, ao invés do carro, tinha renca de espetos e apetrechos usados para fazer churrasco. Tudo muito pontiagudo. Animador. Se despencar, morrerei empalada, pensei. Imaginei o que um ator de filme de ação faria ali. Louca, né, mas imaginei exatamente isso. Fui para baixo dele e me toquei que as telhas se apoiavam na madeira e eu ia ter que me apoiar entre o começo de uma e o final da outra. Botei uma escada e demorei um século para passar para o telhado. Tremia mais do que vara verde. Quando finalmente consegui, resolvi que seria mais prudente ir engatinhando. Imagine a cena: eu, de 4, na porcaria do telhado pré-histórico carregando um pouco de água e ração para atiçar a força de vontade do gato desentalar. Com muito sacrifício e ralada, cheguei ao tal bequinho. E era inho mesmo. Não sei o que deu na cabeça do imbecil se espremer ali. A vontade era de largar ele lá e ir pra casa. Pelo jeito eu não tinha um gato, eu tinha um burro. Para conseguir sair, ele ia precisar voltar de ré, e não retorcer o corpo, como estava fazendo. Quando ele me viu, só faltou gritar “help help”. A raiva passou e eu voltei a ficar angustiada. Eu chamava, pedia para ele voltar, jogava um pouco da ração e nada. Depois de uns 15 minutos, ele finalmente entendeu o que tinha que fazer, o problema é que tinha um pedaço com muito cimento grosso na parede e ele não conseguia mais passar depois daquele ponto. Aí ficou paradinho, cansado, nem miava mais. E eu aos prantos, chamando sem parar, me perguntando como aquela criatura conseguiu passar ali antes? Foi quando avisei um pedação de cano velho. Cheguei a ver uma lâmpada acendendo em cima da minha cabeça. Engatinhei até o canão, peguei e consegui quebrar um pouco do chapiscado. Kiko ficou todo assustado, mas não tinha forças para fazer mais nada. Uma eternidade se passou quando consegui alargar um pouco do beco. E não é que deu certo? Nem Lara Croft teria feito melhor. Mas foi difícil ele se animar a fazer outra tentativa. Acho que estava tomando fôlego porque abaixou as patinhas da frente, botou o rabo pro alto, deu impulso enorme e voltou de uma vez só. Eu agarrei tão forte que ele deve ter me achado parecida com a Felícia. Quando ele saiu, o povo gritou comemorando. Que povo? Obviamente juntou uma galera para ver a cena constrangedora. Mas o que me deixou danada da vida foi perceber uma máquina digital na mão de uma moça desconhecida. A vaca deve ter registrado tudo. Se você abrir o youtube, ou um site com o título resgate no telhado, algo parecido, tem uma grande chance de ver minha cara apavorada e chorosa. Se essa lástima acontecer, por favor, não me conte. A ignorância é uma benção.


Filme sobre a Bruna Surfistinha? Por quê?

Bruna Surfistinha ajuda em alguma grande causa social? Virou médica, ou uma bem-sucedida profissional que não tenha ligação com sexo? Escreveu roteiros interessantes como a Brooke Busey (Diablo Cody,de Juno)? Não. Se tivesse seriam 2 extremos e poderia ser uma trajetória de vida interessante. Mas ela nem passa perto disso. Então por que alguém faria um filme sobre a vida dela? A tal Surfistinha só é a ex-prostitura que mantinha um diário virtual, muito do mal escrito, sobre os programas que fazia. Só. Ponto. Ah, não, esqueci. A Surfistinha também é a pessoa que teve a sorte de ganhar pais de coração quando não teve a mãe de sangue. Ela foi adotada, uma das maiores demonstrações de amor pelo próximo, por uma família que também oferecia do bom e do melhor, como ótimos colégios. Mas ainda assim, ficou revoltadinha, abusou das drogas, roubou quem a acolheu, caiu na vida e virou puta. Afinal de contas, os pais eram rígidos e botavam limites e regras, o que falta às crianças e adolescentes de hoje. Essa é Raquel Pacheco, a tal Bruna. E ela não faz mais nada do que continuar ganhando dinheiro as custas dos programas que fazia. A diferença é que os novos financiadores da boa vida dessa mulher agora são os leitores dos livros que ela lançou. Sei que a maioria comprou (e compra) para pegar dicas sobre sexo, mas francamente, dicas sobre sexo você encontra na internet, revistas e conversando com amigas. Agora, para completar, tem um filme sobre a vida dela estrelado pela Débora Secco, que falou de boca cheia no Fantástico do último domingo que é um pouco da Raquel Pacheco também. Ou seja, é um pouco da garota de programa que só fez lambança nos últimos anos. Isso é bonito? Eu não li nenhum dos livros, só entrei no blog UMA vez há séculos para saber quem era a fulana, mas são os atos que definem as pessoas. Entendo o drama de mulheres que passam fome e acabam se prostituindo para sustentar os filhos, por exemplo. Mas uma garota que teve uma vida regada a oportunidades, roubar os pais e fazer programas para ter um bom padrão de vida? Nem tem a desculpa que era para pagar a faculdade. Para mim é caráter zero. Que belo exemplo para as meninas mais novas “Se deu certo com ela, por que não dará certo comigo?”. Vou reformular a pergunta que fiz logo no começo. Ao invés de “Por que alguém faria um filme sobre a vida dela?”, questiono: “Por que alguém veria um filme sobre a vida dela?”. O único filme que poderiam produzir sobre a Surfistinha seria um pornô, que ela também já fez. Moça de família, né? O problema é que família até cachorro tem. Do meu suado dinheiro ela não verá um tostão. Não vou ajudar a engordar a conta dela. Ela que arrume um emprego, ou volte a fazer programas.

Final de semana de 3 dias

Este post está atrasado 1 semana porque ainda dependo da caridade alheia para escrever fora da agência. Meu PC continua quebrado e meus amigos (Rafa e Tony) do trabalho se compadecem da minha pessoa e me emprestam os notes. Hoje estou com um fofo, tão pequeno que poderia ter sido usado pelo Frodo.

Queria ter postado logo na 3ª feira, pós-feriado para falar exatamente sobre feriados. Toda vez que tenho uma folga na 6ª ou 2ª feira, ou seja, toda vez que tenho um final de semana de 3 dias, eu fico ainda mais convicta de que nosso calendário deveria ser mudado. Bem que poderíamos ter uma semana de 8 dias, com 5 dias levando chibatadas e 3 lindos, deliciosos e perfeitos dias de pernas para o ar. Já pensou? Mais dias para acordar tardão, para sair de um cinema e entrar em outro, mais tempo para ler um livro esparramada no sofá comendo brigadeiro de colher. Com 72 horas livres, daria para viajar mais, escrever mais, namorar mais, encontrar mais amigos, pegar mais frelas. Os pais poderiam ficar mais com os filhos e os cursos de final de semana seriam mais proveitosos.

Se por acaso precisar trabalhar no sábado, tudo bem, ainda restariam 2 dias coçando. Os feriados poderiam até ser abolidos, com exceção do carnaval, Natal e reveillòn, claro. E o melhor, com os meses regulando em 35, 36 dias, o ano passaria a ter uns 413 dias (é isso mesmo?) e demoraríamos mais a fazer aniversário novamente. Seria o paraíso.