11ª parada - Mirante do Boldró
A última parada do Ilhatour para vermos o Pôr do Sol. O local tem até uma infra, mas preferimos sentar na pedra, bem em frente aos Dois Irmãos para ver o dia acabar. Agradeci a Ele por estar ali, em plena 2ª feira. Pena que o sol foi encoberto por fofas nuvens e babou o evento.
Nota: Ao nosso lado, uma cena despertou um dos pecados capitais: a inveja. Um casal sorridente esticou uma canga no chão, sentou, abriu uma bolsa e pegou 2 taças de champa. Carlos:
- Hanna! Olha ali que coisa mais linda!
- Putz... que tudo! Não creio que vão abrir uma champa.
- Ai, fiquei com inveja.
- Eu também!
E abriram mesmo. Carlos tirou 2 fotos até a mulher nos flagrar. Não foi só a gente que ficou com uma invejinha. Várias moças acompanhadas olharam a cena de rabo de olho. Aposto que pensaram:
- Alfredo nunca teria uma idéia romântica dessa.
12ª parada – Pousada do Bita
O dia foi tão perfeito que eu estava elétrica. Fiquei na rede conversando com Marlene, cunhada de Bita, dono da Pousada, durante um tempão enquanto lutava com os nós dos cabelos. Contei tudo e ela acompanhava atentamente o relato, rindo das minhas palhaçadas. Quando cheguei no quarto, Carlos tirava um cochilo. Mais tarde, ele me salvou a vida quando tive um piripaque. Isso também merece um post exclusivo de agradecimento.
Noronha - Dicas de Passeios
Alguns passeios são obrigatórios, como o Ilhatour, barco, Atalaia e aquasub.
Ilhatour: fizemos 13 paradas e conhecemos diversas praias de Noronha. Foi ótimo porque soubemos onde voltar depois.
Barco: o passeio de barco é TUDO! Margeia o Mar de Dentro e tem uma parada para mergulho.
Aquasub: você agarra uma pranchinha e é puxado por uma lancha. Aí, devidamente equipado com máscara, snorquel e nadadeiras, você pode ir até o fundo e voltar, ou apenas enfiar a cara dentro da água e ver tudo sem fazer nem um esforço.
Atalaia: só pode ser feito com um guia. Tem 2 trilhas: a longa, que tem uns 5 quilômetros, 2 deles sobre pedras, e 3 paradas para mergulhos; e a curta, com uma caminhada de uns 15 minutos e um mergulho de meia-hora num berçário de peixes. É demais.
Apesar de agendar os passeios na chegada, nem tudo foi como planejado. De dezembro a março, o mar fica muito agitado e vira o paraíso dos surfistas. Para piorar a situação de pessoas como eu, que se atrapalham até em marolinhas, entrou um swell e virou tudo de pernas pro ar. Até o flutuante do cais foi arrasado. Vários passageiros dos cruzeiros não puderam desembarcar e voltaram sem botar os pés na ilha. O último passeio de barco foi o meu e, por pouco, não foi cancelado. Na verdade, só não aconteceu porque já tínhamos partido, graças a Deus! Imagina ir a Noronha e não ver a ilha do mar?! Infelizmente, o aquasub não sobreviveu a virada da maré e o passeio morreu na praia, com o flutuante do Porto. Droga.
Carlos e eu demos uma ajeitadinha nas malas, olhamos o mapa da Ilha, vestimos a roupinha de banho e partimos para o restaurante mais próximo, o Flamboyant. Depois batemos perna pela Vila e chegamos até a Praia do Cachorro. O caminho é irregular e enjoado para pessoas que viram o pé, como eu. Um buggy ali seria ótimo. Vimos a Administração, a Igreja, umas lojinhas, e uma escadaria com o mar lá embaixo nos esperando.
Chegamos à famosa Praia do Cachorro. Vários degraus à nossa frente, iam 3 surfistas. Quando chegamos, frustração: muita pedra e quase nenhuma areia. “Essa não é a minha praia...”, pensei. Os surfistas já estavam deslizando no mar. Me deu uma vontade de saber surfar também. Carlos, totalmente a vontade, já estava molhando as pernocas e acenava para mim. Foi aí que vi as mabúias. Foi ódio a 1ª vista. Depois eu conto delas.
Vimos escrito em algum lugar: Praia da Conceição – Praia do Meio, e resolvemos seguir uma trilhazinha que beirava o mar. Andamos, andamos, andamos e andamos. Saímos na estrada, andamos mais um pouco e avistamos as praias: LINDAS! Resolvemos ir 1º na Conceição, e, para chegar, nos equilibramos sobre pedras negras, lisas e eu quase me espatifei. Sem jeito mandou lembranças. Ficamos um tempo por ali e não gostei muito das ondas, que quebram fazendo espuma desde muito antes da margem. Conceição é a praia que se estende aos pés do Morro do Pico. Gente, onde se vai, o Pico tá lá, visível. Chega a ser indecente ser tão presente.
A maioria das pessoas pensa que tudo em Noronha é caro. Bem, caro é, mas ninguém precisa vender um rim para ficar uns dias na ilha. Basta se programar. Meu pacote custou R$ 1.380,00(em suaves 5 parcelas no borrachudo) com o vôo saindo de Natal. Como o nordeste era meu destino e eu ia morrer numa grana até lá, nem contei a passagem Vitória-Natal. Aliás, comparando com a saída do Recife, Natal é muito mais negócio porque indo pela TRIP você chega mais cedo, por volta das 12:30, e volta mais tarde, por volta das 16:30. Confie em mim: qualquer minuto a mais em Noronha, vale muito a pena.
Quando chegar, providencie logo os passeios para os próximos dias. Eu e Carlos deixamos tudo agendado com a Blue Marlim (81.3619-0007). Quando fomos embora, recebemos um folheto de um concorrente que tem valores menores. Se o profissionalismo é o mesmo, não sei. A Blue Marlim foi ótima, mas acho que vale a pena perguntar a um nativo sobre a Central de Passeios Noronha (81.3619-0498).