Modelitos de festa

Começou a temporada de festas no mundo publicitário capixaba. Ontem fui a mais uma. Comida da boa, muita bebida, bandinha mais ou menos e 4 tipos de convidados: os simplinhos, os bem arrumados, os mal arrumados e os completamente equivocados.

A rainha dos foras

Essa sou eu, muito prazer. É impressionante a quantidade de furos que eu já dei. Mas não se tratam de "furinhos", não. Em algumas ocasiões foram verdadeiros Grand Canyons. Por várias vezes eu desejei que o chão se abrisse e me engolisse inteira. Infelizmente isso nunca aconteceu e eu continuo por aí, uma Serial Mancada.

***


Reunião de família na casa de um tio. Conversa vai, conversa vem, começa a sessão de piadas. Claro que eu desfiei as minhas, todas de humor negro. O povo rindo muito, se divertindo com as mazelas alheias. Aí resolvi contar uma do aleijadinho: o aleijadinho que não tinha nem os braços, nem as pernas; resolve ir à praia com os amigos. Lá pelas tantas, depois de beberem todas, os amigos colocam ele numa poça d'água e vão jogar futebol. Só que a maré vai subindo... subindo... subindo... o aleijadinho, coitado, desesperado, começa a gritar, gritar, gritar e nada dos amigos ouvirem. Quando a água já cobria a ponta do nariz, ele avistou um homem que andava por ali. Pensou: "agora eu me salvo!" E desandou a balançar a cabeça pra lá e pra cá. O homem, muito bêbado, viu ele se sacudindo na água. Pegou ele com todo o cuidado e o jogou ainda mais para o fundo:
- Vai tartaruguinha, vai...

Quando acabei de contar, já às gargalhadas, reparei que só eu estava rindo. Na hora em que parei, ouvi até grilos, de tanto silêncio. Olhei pra vovó e ela balançou negativamente a cabeça pra mim. Logo ao seu lado estava minha tia, que perdeu a perna há um século, segurando a bengala e tentando levantar da poltrona. Foi horrível.

***

Sa, irmã de um amigo, passou num concurso federal e foi trabalhar numa cidadezinha do interior, Aracruz. Eu já conhecia o pedaço e falei super bem de lá. Tanto que ela me chamou para ficar na casa dela durante a festa da cidade. Lá fui eu, junto com outros amigos, fazer um programa rural. A noite prometia. Ia ter um "baile" dos bons e estávamos todos animadíssimos. A dona da casa dizia a todo o momento que ia se acabar de dançar, beber e beijar na boca; porque ainda não era conhecida nas redondezas. Afinal, a promotora de uma cidade tão pequena não pode se dar a esses desfrutes. E lá foi Sa, toda faceira, de salto alto, rebolativa. Dançou horrores e tomou todas. No outro dia, acordamos na maior ressaca, inclusive ela. Enquanto tomava café da manhã, às 12h, Sa passou por mim andando com dificuldade no passo: tá fundo, tá raso, tá fundo, tá raso. Eu, engraçadinha:
- É, Sa! Se acabou mesmo, heim? Nem tá andando direito! – e dei uma gargalhada.
Grilos.
- Anna, é que a Sa tem um problema sério na perna – respondeu Marcela.
- ...
Grilos.
- Gente, eu nem vou tentar consertar. Foi mal, Sa – falei num fio de voz.
Claro que vim embora logo depois do café.

***

9h. Estava indo pra agência, que ficava no 5ª andar, com o Fabiano. Na porta do elevador, tinha uma Sirigaita parada.
- Oi, geeeentem.
- Oooooooooi – falou Fabiano, que não pode ver uma mulher.
- Que bom que chegaram. É que eu tenho medo de entrar no elevador sozinha.
Ô dó. Eu medi a Zinha da cabeça aos pés. Salto alto, saia jeans – modelo abajur de piriquita – cinto e blusa de alcinha com estampa de onça (que nem estava na moda). Além de baranga, era cafonérrima.
Olhei para o Fabiano e ele só faltava pular no decote da mulher. Eu ri. Ela saiu no 3º andar e subimos gargalhando do medo da moçoila. Os colegas da agência estavam sentadinhos pelo corredor porque alguém tinha esquecido a chave. Um deles me deu o lugar no sofá e eu sentei ao lado da nova estagiária, contando da Zinha.
Eu: Gente, a essa hora da manhã! Aquilo não era uma blusa, era um sutiã disfarçado! E de onça! Quem, a essa hora da manhã, vai usar uma estampa de onça??? Onça a essa hora??? Quem??? Nem tá na moda! Tem que ser muito cafona mesmo, viu?
Fabiano: Anna, pára! – e apontou para a estagiária.
Quando eu olhei, a menina estava... com uma saia de onça! Praticamente uma Juma Marruá.
Eu: ...
Grilos.
Eu: Ahhhhhhhhhhh... tô arrasada! – e soltei uma gargalhada.
O povo riu muito, muito com a situação, inclusive eu. Ela ficou sem graça, coitada.

Madonna no Brasil em 2008. Será?

Tour Sticky & Sweet. Será que depois de 15 anos, a Madonna realmente vai voltar ao Brasil? Espero que sim. Lembro como se fosse hoje: eu e minha amiga Lucrécia, enfiadas num ônibus de excursão, loucas de expectativa para conferir ao vivo, o espetáculo que essa mulher é no palco. Eu adoro dançar ao som da Madonna. É isso que ela é: dançante e contagiante.

Confesso que já fui muito mais fã dela, mas se ela vier realmente, tenho certeza de que aquela empolgação toda do primeiro show voltará. Pena que as notícias estejam tão desencontradas, o que me deixa desconfiada de que não passa de pegadinha para nos iludir. Ainda bem que tive o prazer de conferir a primeira apresentação. E na primeira fila.

A passagem de Madonna pelo Brasil, 1993

Ela estava rodando o mundo com seu THE GIRLIE SHOW e eu não poderia perder a apresentação no Brasil. Arrumei uma excursão e viajei, escondida da minha família, para o Rio. Fui uma das primeiras a entrar no Maraca e logo ouvi a voz dela. Não acreditei no que vi: a Material Girl estava no palco ensaiando! Muito branca, de short jeans e bota preta, ela passava em cima dos bailarinos deitados a poucos metros de mim. Feliz da vida, vi o restinho do ensaio que está nesse vídeo. Nossa, foi demais ver aquelas pessoas gritando e saber que eu era uma delas. Eu tava muito perto, gente!

Logo depois um cara pulou de pára-quedas dentro do estádio. Isso mesmo. Passou um aviãozinho e só vimos um paraquedista se aproximando. Veio, veio, veio e pimba, no gramado (não lembro se o campo estava coberto). A galera aplaudiu e gritou muito. Não era ninguém fazendo propaganda e lembro que tiraram o cara rapidinho. Vai ver ele não gosta de enfrentar filas e furou em grande estilo. O mais engraçado foi um casal que estava do meu lado. Um calor do cão e os dois vestidos de freiras. O detalhe é que eles apareceram várias vezes na televisão. Ainda bem que eu não dei as caras, afinal de contas, o povo lá de casa nem imaginava que eu estava na muvuca. A Madonna tinha acabando de lançar Na Cama com Madonna e aquele livro escandaloso. O comentário geral era que teria até sexo grupal no palco (ai, ai). Então fiz isso: disse que ia ali e fui lá. Esse povo atrasado atrasa é a vida da gente.

O show foi demais. Com dezenas de bailarinos, modelitos lindos e palco gigante, o espetáculo possui ares teatral, com performances bem coreografadas e a presença marcante da Madonna em todos os momentos. Nunca tinha ido ao Maracanã e foi lindo vê-lo lotado, musical e muito lindo. Totalmente inesquecível.

Saber e não fazer, ainda não é saber.

"Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos o que prometemos, o fio da nossa acção que deveria estar concluído e amarrado em algum lugar fica solto ao nosso lado. Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente, ficamos amarrados às nossas próprias palavras. Por isso os nativos têm o costume de "pôr as palavras a andar" que significa agir de acordo com o que se fala; isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao caminho onde há harmonia e prosperidade."

in pequenarussa.blogspot.com

E esses fios soltos também se embolam nas pernas de quem caminha por perto. Achei isso tão perfeito.

Novo visitante



Depois dos macacos, da caranguejeira, da cobra e dos milhões de calangos que circulam diariamente pelo jardim da agência, semana passada apareceu outro bicho por aqui. Batizamos ele de briefing porque vivemos perguntando pro atendimento:
- Cadê o briefing?

Atendendo a pedidos: Maria Paula ficou com Ferraço

Quem viu Duas Caras sabe do que estou falando. Quem não viu, eu explico: no começo da novela, Adalberto se fez passar por bonzinho para dar um golpe na pequena órfã. Na mesma noite em que enterrou os pais, Maria Songa Monga perdeu sua virgindade, e todo o seu bom senso, para um cara que tinha acabado de conhecer. Fugiu, casou e passou o recibo de otária quando fez dele o seu procurador. Logo depois, o espertalhão vendeu todos os bens da Maria Burra, deixando apenas um herdeiro manipulador no bucho, que ele não sabia existir, ou era capaz de esperar o moleque nascer para comercializar também.

Corta. Passagem do tempo. 10 anos depois, Maria Vingadora chega ao Brasil e encontra Adalberto, que mudou a cara e o nome para Ferraço. Ela faz um escândalo, Ferraço manda matá-la, mas os capangas não conseguem. Ao descobrir que tem um filho, resolve envolver a criança de tal modo que tornasse impossível a Maria Desorientada denunciá-lo. Passa dezenas de capítulos falando que o guri é insuportável, o que está cheio de razão. Essa foi, basicamente, a história principal.

Que desfecho esperar de uma trama assim? No mínimo que a Maria Tonta ficasse mais esperta depois de tanto perrengue. Mas não. Ela terminou o folhetim nos braços do Ferraço, numa praia paradisíaca. Porém, o mais chocante pra mim foi descobrir que a novela só teve esse final porque milhões de pessoas pediram. E olha que Aguinaldo Silva não deixou dúvidas quanto ao caráter do personagem. Nem precisava abrir sindicância, CPI, contratar detetives, recorrer a testemunhas, ou a mães de santo. Tava tudo preto no branco. Ele era o vilão da vez. E mesmo assim, depois de tudo isso, as pessoas torciam pelo casal! Alguém, por favor, pode me explicar esse fenômeno? Melhor: desenhar? Porque palavra alguma vai me convencer de que isso faz sentido. Por que ele é bonitinho? Por que é rico? Por que é carismático? Por que ele colocou o nome dela na boca do sapo?

Sei que estou sendo repetitiva, mas é para ver se consigo digerir esse absurdo pois não se trata apenas de uma novela. Trata-se da capacidade preocupante de discernimento que esses brasileiros possuem: a de uma ameba.

Para a reconciliação não ficar muito constrangedora, o autor foi obrigado a dar uma melhorada na imagem do Ferraço. Ele começou a gostar do filho, demonstrou amor pela Maria Enganada a ponto de tomar um tiro no lugar dela.

Agora ficou mais fácil de entender porque tantos políticos corruptos voltam ao poder mesmo quando são envolvidos em escândalos de impitchaman, prisões, falcatruas, desvios, superfaturamentos, envolvimentos com tráfico e por aí vai. Em sua grande maioria, os brasileiros assistem a tudo de camarote, batem palmas e torcem para que esses vilões da vida real transformem-se em mocinhos. Acham que vale a pena reeleger aqueles que roubam, mas fazem; como se fosse um ato de boa vontade. Ou nos políticos bonitões, com caras de bons moços. Existem também os que vivem fazendo churrascos para a classe trabalhadora, da qual, evidentemente, ele nunca vai fazer parte. Outros confessam suas safadezas, se dizem arrependidos e se lançam com ícones da verdade. Mas não adianta. Brasileiro não se emenda. Basta o sujeito ter carisma e uma boa conversa, que vai haver sempre mais uma chance, mais uma esperança.

Voltando à novela, sabe o final que eu gostaria de ter visto? O Ferraço ferrando de novo a Maria Esperançosa. Queria que ele fizesse o pentelhinho do Renato detestar a mãe, que por sua vez ficaria gorda, varizenta, com o cabelo pichaim e casada com o chato do deputado paquito. Só para o povo largar de ser besta e aprender a nunca mais torcer para uma criatura comprovadamente mal caráter. Pelo menos na ficção.

5 anos em 5 horas

Uma mulher de 34 anos gasta um rim no salão para ter os cabelos parecidos com uma modelo que viu na revista. Depois de quase 5 horas parecendo um fio desencapado com tanto papel alumínio na cabeça, existe coisa pior do que se achar mais feia com o resultado? Existe. Se achar mais velha. Voltei correndo 4 dias depois e desfiz tudo, ou melhor, quase tudo. Ufa.

Paulista por 7 dias

Nunca tinha chegado tão cedo, às 19h. Sabia que ia pegar um congestionamento monstro, mas não imaginava que ele começaria antes mesmo de sair da calçada de Congonhas. Centenas de pessoas aguardavam lá fora, em duas filas quilométricas, a entrada e saída dos táxis. Não estou exagerando. Cada fila tinha, no mínimo, 100 pessoas. Já no final da que considerava ser menor, comecei a mandar torpedos para meus amigos: Thiago tentava falar com uma taxista conhecida; Hugo estava em reunião e só recebeu a mensagem bem depois. Torci para que os motoristas encarnassem o Airton Senna e diminuíssem o meu tempo de impaciência. Pouco depois percebi uma movimentação do outro lado da rua. Eram os passageiros inteligentes que programaram com antecedência sua entrada na cidade. O táxi chegava, o motorista gritava o nome e a pessoa entrava, suspirando de alívio por não ser uma idiota inocente. Fui observando o movimento e me aproximei de um carro parado:
- Você está livre?
- Não. Espero por Fulana.
- Ahhh...
Cabisbaixa, voltei para linha de trás, querendo me açoitar por não ter pensando nesse transtorno antes. Minutos depois, uma voz chama:
- Renata! Renata!
O táxi andava devagar.
- Renata! Renata!
Outros nomes foram gritados, mas só um ecoava em meus ouvidos: Renata, Renata. Olhei para um lado, olhei para o outro e nada da Renata. Foi mais forte do que eu. Quando dei por mim estava correndo com o braço levantado, arrastando a malinha, berrando feliz e sem qualquer vestígio de escrúpulo:
- Sou eu! Sou eu!
Depois de jantar fui para A Lôca, um inferninho underground super conhecido em SP. O lugar me lembra uma caverna, com uns objetos de tortura e um banheiro unisex. Mas eu adoro a energia das pessoas. Todo mundo descolado e simpático, aberto a conversas e interessado em conhecer gente nova. O melhor dia é quinta-feira, em que há uma grande mistura musical e maior leque de opções sexuais. O mais engraçado é ouvir “você é lésbica ou hetero?” ao invés de “qual o seu nome?”. É que além de mim, do Thiago e do Hugo, sempre tem muito S lindo dando pinta por lá. A noite só acabou quando o sol estava alto. Mais, eu não conto.

Sexta-feira

Como andava meio enferrujada, passei a sexta-feira a beira da morte de tão cansada. Só saí para jantar e mais tarde conheci um pub pertinho de casa, o Barnaldo Lucrécia, onde comemoramos o aniversário da Vilma. A Vilma, aliás, foi uma grande companheira nesta viagem. Valeu!
O lugar é acolhedor, com 2 andares, mesas juntinhas, música de primeira qualidade e muita gente interessante que se deleitava com a presença uma das outras. Mais, eu não conto.

Sábado








Fui ao Ibirapuera ver a exposição do Star Wars. A mostra não é grande, mas quem disse que tamanho é documento? Logo na entrada, ouvimos o tema musical magistralmente composto para a saga e fomos transportados para o mundo que George Lucas concebeu. O mais legal foi saber que as roupas, as maquetes e, principalmente, o sabre de luz, foram usados realmente nos filmes. Tirei muitas fotos, para o desespero do Thiago, que ficou preocupado da bateria acabar sem que o Darth Vader fosse devidamente registrado. Me deu a maior vontade de ver os filmes novamente.

Antes de cair na balada paulista, eu saboreei um jantarzinho delicioso feito pelos Mestres Cucas: Aguinaldo e Hugo. Enquanto eles cozinhavam, eu me divertia com o papo e com o vinho aberto para o molho. Ainda bem que o molho não levava muito da bebida de Baco.

Quase rolando depois da comilança, lá fomos nós para a Smoove, onde o repertório era recheado dos anos 80. Mesmo não gostando da cara do povo, eu dancei muito com nossa turma, até porque foi a primeira vez que o Gui conseguiu sair junto e quando conheci a Karla, uma amiga show dos meninos. O resto? Nem te conto.

Domingo

Acordamos tardão e fomos almoçar numa cantina italiana. Mesa grande, amigos famintos e uma boa comida regada a ótima conversa, sorrisos fartos, risadas, causos apimentados e carinho. Assim passei boa parte da tarde no domingo: me sentindo em família.

À noite fui ao teatro ver Miss Saigon. Mesmo sendo uma história meio batida com encontros e desencontros, o musical é um escândalo de lindo e consegue ser surpreendente. Eu fiquei fascinada com os bailarinos, as vozes, as músicas, os efeitos, os figurinos, as mudanças no palco. É imperdível.

Depois de comermos pizza, me recusei a ir para casa dormir. Afinal, no outro dia meu destino seria Santos e não queria perder meu resto de domingo. Resultado? Fui sozinha para A Lôca e dancei a noite inteirinha. São Paulo me assim: independente. Mais, eu não conto.

Segunda-feira

Enfim conheci o neném da minha irmã de coração, a Lucrécia. O nome dele é Tiago, nasceu dia 30 de abril com 4 quilos. O moleque é muito fofo, dorme bem e come melhor ainda. É muito especial ver um casal tão querido como a Luka e o Osmar realizar o sonho de ter um filho. Foi um dia maravilhoso. Conversamos muito, vimos fotos, relembramos nosso passado e pensamos no futuro. Pena que tive que vir embora logo no outro dia, com o coração na mão, mas a certeza de que ela e Osmarito serão ótimos pais.

Terça-feira


Vim de Santos depois do almoço com a intenção de ir direto para casa. Mas mudei de idéia no metrô ao lembrar que ainda tinha uma exposição para conferir: “Direito à memória e à verdade – A Ditadura no Brasil”. Fui direto para a Estação Pinacoteca e gostei muito do que vi.




Alguns painéis enormes contavam a época mais barra pesada do Brasil. Olhando para trás, é difícil visualizar nosso povo sendo caçado, exilado, humilhado, torturado e morto para segurar a soberania de um governo absurdamente equivocado, corrupto e truculento.


Gostei muito da segunda parte, onde as celas serviram de cenário para fotos, letras de música e poesia. Só acho que os cubículos deveriam ser mais reais, com marcas de sangue, unhas, buracos e todo o horror que as pessoas que passaram por aqueles lugares deixaram gravadas na história.





Comemoramos novamente o aniversário da Vilma. Agora com direito a bolo maravilhosamente feito pelo Gui, bola de soprar, parabéns e muita gargalhada. A festança aconteceu na cozinha, ampla e convidativa, e teve a participação de amigos dos amigos. Depois se estendeu para o resto da casa, mais precisamente para o quarto do Alê, que está mais para boate e pronto para receber todas as ramificações da grande família Paraíso.

Mas como a noite é uma criança e eu adoro uma boa diversão, fui com o Aguinaldo, a Karla e o Maurício para minha despedida em grande estilo: D.Edge. A boate é bacanérrima! Tem luz piscando por tudo quanto é lugar, um bom canto de poltronas em U. Mesmo não curtindo música eletrônica a noite inteira, eu gostei de lá. A D.Edge é estilosa. Foi uma boa pedida para terminar a noite. Pena que os outros amigos não puderam ir.

Declaração de amor aos que me apresentam SP até hoje

Depois que escrevi minha declaração de amor a São Paulo, relembrei alguns momentos especiais que passei por lá. Eles só foram possíveis graças aos meus amigos: Thiago, Aguinaldo, Hugo e Alexandre. São eles que cuidam para que meus dias sejam elétricos, culturais, alegres e muito felizes. E o grande responsável por isso é o Thiago, meu irmão lindo, que abriu as portas da Avenida Paulista para mim e que, agora, me leva ao Paraíso, junto com os outros meninos. Gui, o cara mais alto astral que conheço. Como eu gosto de você! Hugo, meu guia por caminhos antes nunca trilhados. Alê, o caçula da casa. O grande responsável pela minha alimentação nas viagens anteriores. Obrigada por tudo, queridos.

Declaração de amor a São Paulo

“Você tem um namorado em SP?”
“SP? De novo? Aposto que arrumou uma paixão por lá.”

Sempre ouço isso quando vou a São Paulo. A verdade verdadeira é que eu me apaixonei instantaneamente desde a primeira vez que botei meus pezinhos 34 na Terra do Nunca. Culto. Estiloso. Musical. Cosmopolita. Gastronômico. Surpreendente. Agitado. Charmoso. Interessante. E que sempre me deixa extasiada. Como não ser arrebatada por um lugar assim? Eu amo São Paulo. São Paulo me excita. Me faz sentir mais viva. Mais livre. Mais leve. São Paulo me arrebata com sua diversidade cultural. Me esquenta com sua vida noturna. Me empolga com o desfile de suas várias tribos. E nessa passarela todo mundo faz parte do espetáculo, inclusive os turistas, que são convidados ao palco, interagem, quase nunca em monólogos. São Paulo acolhe. Inclui. Instiga. São Paulo é um horizonte tão colossal que abre outros. Os meus nunca mais foram os mesmos depois do primeiro contato. E nunca tornarão a ser.

Férias em SP – Preciso de dicas.

Estarei de férias a partir de segunda-feira e vou quinta-feira, literalmente, para o Paraíso. É nesse bairro de São Paulo que moram meus amigos lindos e responsáveis pelos dias incríveis que eu passo na Terra da Garoa.

Como das outras vezes, estou procurando o que fazer nesta viagem, mas agora não fiz grandes achados. Alguém pode me ajudar? Agradeço também aos que indicarem Casas Noturnas freqüentadas por gente que, ao menos, já tenha saído da faculdade. Não quero correr o risco de ser chamada de Tia na balada.

Dia 15 – 5ª feira (à noite): A Lôca.
Dia 16 – 6ª feira (dia): Exposição sobre a Ditadura Militar na Estação Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa - (noite): Festa não sei aonde.
Dia 17 – Sábado: Exposição sobre Star Wars, no Ibirapuera. (noite): não sei.
Dia 18 – Domingo (dia): Não sei o que fazer. (noite): Miss Saigon, no teatro. (+ à noite): não sei.
Dia 19 – 2ª feira a 3ª feira: vou a Santos
Dia 20 – 3ª feira (noite): não sei.
Dia 21 – 4ª feira: Viagem de volta.

De Casas Noturnas, conheço: Laterna, Bubu, The Hall, Clube Glória, Bar Barô, Geni e All Black.

Ajuda, gente!

Para não perder negócio

O pai de uma amiga é dono de um bordel. Logo no começo do empreendimento, um conhecido dele perguntou:
- E se não der certo?
- Eu como o estoque.

Viciada nele

Ele é como uma droga. Agora ela tem certeza. Só agora reconhece o vício. Ela achava que podia parar quando bem entendesse. Que era mais pele. Que depois de tanto tempo, os beijos famintos não alimentariam os antigos sentimentos. Seria somente daquela vez e pronto. Mas não há meio termo para viciados. O torpor era forte, e antigo. Anos se passaram. Ela esquecera sua intensidade. Infelizmente, como sob efeito de drogas, ela nunca consegue ser totalmente ela perto dele. As gargalhadas que os sacodem pela Internet ou pelo telefone ficam mais fracas pessoalmente. É estranho. Ele também sente a diferença, ela sabe. É frustrante. Eles têm muito em comum, várias coincidências os intrigam. Discordam, igualmente, em dezenas de opiniões. É normal. Se o encontro fosse constante, ela não seria arrebatada facilmente. Ele seria real, não inventado. Não imaginado. Não ansiosamente aguardado. Ela só pula quando sente firmeza em suas asas. Com ele, esqueceu até do pára-quedas. Devia ter desconfiado. Ela ainda deseja que ele vire uma droga de farmácia, daquelas que curam. Resultado dos alucinógenos. Mas agora ela consegue enxergar o vício. Agora ela o leva a sério. Porque jamais quis ter uma overdose. Nem agora, nem nunca.

Pé Picolé


Meeeeeeengooooooooooooooo!
Mengooooooooooooooooooooooooooo!!!
Meeeeeeeeeeeeeengoooooooooooooooooooooo!!!
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!!!

Fiquei muito feliz com o resultado do jogo de domingo. A alegria só não foi completa porque não pude ver o jogo todo. Por quê? Porque sou pé frio. Na verdade, pé gelado. Quando o jogo começou, eu fiquei irritada com o gol que não saía. E, quando saiu, me deixou histérica, já que foi contra o meu time do coração.

- Mãe. Quer ver? Eu vou sair da sala e o Flamengo vai empatar.
- Então vai.
3 minutos depois:
GOLLLLLLLLLLLLLL DO FLAMEEEENGOOOOOOOO!!!
- Você está proibida de voltar à sala.

Só me restou ir para o quarto ler e torcer para que mais gols viessem. Graças a Deus vieram. E a cada um, eu corria aos gritos pra sala ver como tinha sido.

***

Resolvi conferir o desempenho da nossa capixabinha no SOLETRANDO do Caldeirão do Hulk. Nunca tinha visto a pequena em ação. E a bichinha é boa mesmo, mas ela não contava com a minha torcida. O que aconteceu? Ela soletrou eremitário com H!!!

Andréia Schwartz - ela quer ser prefeita.

“Quero trabalhar para acabar com a exploração infantil e a violência contra a mulher. Também quero trazer o turismo para o ES, que está sendo conhecido internacionalmente agora, por minha causa”. Essas palavras foram da tal capixaba envolvida no escândalo que ajudou a derrubar o ex-governador de NY. Os americanos dizem que ela era cafetina. Ela jura que a boa grana foi através de amizades importantes. Uhum, seeei. Lá em casa isso tem outro nome. Alguém avise a essa senhora que não queremos grigos interessados em turismo sexual.

Andréia parece ter tomado gosto pelos cargos públicos. Segundo a reportagem de A Tribuna, ela está em negociação com um partido e pode até ser candidata a prefeita de um município do estado. Poderia escrever páginas e mais páginas sobre o absurdo que Andréia pretende fazer: levantar a bandeira da violência contra a mulher, logo ela, que ganhou muito dinheiro vendendo o corpo de várias. Como nos EUA o buraco é mais embaixo, o pé de meia que ela fez, furou. Mas do jeito que nossa política é uma putaria, é bem capaz dela ganhar a eleição.

Dodói, mimir, papar.

Pode me chamar de anti-romântica, mas quando um cara diz que está dodói, eu quase fico doente. E aquele homão que na hora do almoço fala afinando a voz: “vão papar?”. Ahhhhh, pelamorDeus! Eu só não perco o apetite porque tenho hipoglicemia e estou sempre faminta. Minha amiga Fernanda diz que tem vontade de gritar “Fala igual a homem, porra!”. Ela é muito sutil.
Tá certo que a gente fica meio bobo quando está ao lado de alguém querido, mas charminho tem limite. Algumas coisas deveriam ser deixadas lá atrás, na infância. Tudo bem que em alguns momentos... fofos... assim por dizer, falar como criancinha seja até... fofo. Cria aquela sensação de guti guti, com demonstrações abertas de carinho e amor pelos pais. Porque ninguém volta a ter 6 anos de idade perante um caso recente. Para que esse fenômeno seja desencadeado, os dois devem estar cercados por uma áurea de muita intimidade, por favor. O engraçado é que esses retornos ao passado deveriam acontecer quando o casal estivesse bem juntinho, aconchegado nos braços um do outro. Entretanto, o telefone é um curioso passaporte para maioria dos enamorados voltar no túnel do tempo. Eu confesso que acho bonitinho e também já dei minhas miadas via Telemar, Embratel, Oi, Claro... cof, cof, cof.
Enfim, tem que haver algumas regras básicas para essa peculiar maneira de comunicação. Por exemplo: esse denguinho só fica liberado depois de um certo tempo de compromisso ou com o seu animal de estimação. Mas nunca, em hipótese alguma, diga algo como “pesta atenção”, “vochê faizi ipoca pa gente”, "pega ága pa mim” ou ainda “pimeilo axim”. Como eu já disse antes, o normal é a gente ficar meio bobo e não meio burro. O lance gostosinho é o tom da voz, a melodia no ponto certo. E não os erros berrantes que os coitados dos pais tanto lutam para corrigir quando a gente é pequeno. E espanta essa encarnação do Cebolinha pra bem longe.
Nossa, eu tenho pesadelos só de imaginar o resto da minha vida ao lado de um homem que vai mimir ao invés de dormir.

Rasante da cegonha

Logo depois do carnaval, eu sonhei que a namorada de um amigo tinha engravidado dele. Ele me ligou desesperado porque não tinha sido planejado e não estava nada feliz. Depois de alguns dias, encontrei com ele no MSN e contei de sonho. Acho que ele ficou meio impressionado. O fato é que nas 3 semanas seguintes, 3 amigas me contaram que acabaram de descobrir que estão grávidas. Simone, que já namora há um tempão o grande amor da vida dela; Paola, que tinha mais um rolo do que um compromisso; e a Rose, que está separada do marido e teve uma recaída de uma noite. Todos os nenéns vão chegar perto do final do ano, mas existem também os que já vão nascer por esses dias. Um, na verdade, até já deu o ar da graça, o Gabriel, filho do meu amigo Marcos. Terça-feira, dia 22 de abril, nasce a Alice, filha do Rafael, amigo e colega de trabalho e no final do mês nasce o Tiago, filho da Lucrécia, minha irmãnzona há quase 20 anos. É muita novidade para um ano só. 2008 é mesmo o ano de renovação. Parabéns a vocês, meus amigos. Que esses pequenos venham cheios de saúde e proteção divina.

A próxima vez que eu tiver um sonho assim, cuidado você, que faz parte do meu círculo de amizade e ainda não está preparado para ter seu filho.

E para as mamães e papais acalmarem seus bebês quando estiverem chorando muito, vejam essa matéria que passou no Fantástico. Quase um milagre.

Dica: Dedinhos na Beleza


Você sabe como prevenir o famigerado Bigode Chinês? Não, infelizmente uma boa depilação não resolve o problema. Bigode Chinês é aquela linha de expressão que temos ao redor da boca e que vai ficando cada vez mais marcante com o passar do tempo. Minha dermatologista deu uma boa dica para tardar o aparecimento delas: dormir de barriga pra cima. Quando dormimos de lado, ou de bruços, além de imprensarmos/amassarmos uma banda do rosto no travesseiro, a outra sofre a ação da gravidade e fica arriada. Comece a prestar atenção nessa mutação noturna. Se a gente não cuidar, ao invés de chinês, o bigode pode virar uma mistura do Magnum com o Pai Mei.