Maldita inclusão digital



Juro que é uma das coisas mais toscas que já vi na vida. É tão ruim que é engraçado.

Musa da DR

No lixo alheio ela encontrou Tolerância, uma música da Ana Carolina transformada em dedicatória, ou desabafo. Logo a Ana Carolina! Ela achou tão irônico a cantora ter servido de inspiração que riu alto. Um filminho não tão antigo passou pela sua cabeça. E ele tinha a trilha da Ana Carolina. Logo a Ana Carolina. Ficou pensativa. Recolocou a tampa no lugar. Achou melhor deixar o lixo assim, fechado. Virou as costas e respirou fundo, aliviada. Sentiu os bons ares que o tempo gentilmente havia lhe trazido de presente.

O retorno

Conheci um cara segunda-feira, depois que saí da agência. Thiago. Moreno, da minha altura, tatuado, braços traçados. Simpático até dizer chega. E olha, já tinha um bom tempo que um homem não me deixava com tanta tremedeira nas pernas. Não sei quantas vezes ele me falou "vai, vai. Nào para! Tá quase. Mais uma vez. Vai". E ficamos nessa mais de 1 hora. Fiquei toda dolorida. É... é complicado voltar a malhar depois de 2 meses e meio. Quer saber? Eu acho que odeio esse tal Thiago, meu novo instrutor.

Hora do almoço


Como foi a sua? A minha foi na piscina da agência... bem mais ou menos, né? A idéia é estar menos branquela até o final de agosto. Tomara que São Pedro coopere.

Ps. Repare no fator de proteção do filtro. No fundo eu acho que sou morena.

The book tá na mesa, peaple!

Mim querer surveto.
Viajar, eu, Paraty.
Tolmarrei onti cerveja com anmigors.

Acho que deve ser, mais ou menos assim, que eu falo inglês. Uma lástima. Fiz apenas 1 ano de IBEUV quando tinha uns 11, 12 anos (quase ontem), mas acabei saindo do curso. Agora eu pergunto: gente nessa idade tem que querer alguma coisa? É para pai e mãe insistir, botar pressão. Se eu tivesse feito o curso bonitinho, certinho, hoje em dia estaria arranhando ainda uns 2 idiomas a mais. Bem, como não adianta chorar sobre o leite derramado, passei esta semana procurando uns cursos e decidi pelo FISK. Fui atendida pela secretária, que perguntou como estava meu inglês. Eu expliquei que sei muito pouco e fico meio nervosa quando tenho que falar. Aí, marcou um teste de nivelamento para ver se eu vou para o Básico I, ou o Básico II. Sabe, pelo resultado, devo ir para o nível Fraldinha. As aulas começam no dia 4 de agosto e estou animadíssima. Joel Santana, sai deste corpo que não te pertence.

Amar é sofrer?

Completando o post abaixo, para ninguém pensar que eu endeuso o amor complicado: É claro que o ideal é encontrar e ficar com o seu amor sem precisar enfrentar tanto perrengue, né? Mas acredito no destino. Se tiverem que juntar as escovas de dentes, isso vai acontecer. Acredito também que, mesmo que acabe uma relação, a gente tem que seguir em frente com o coração aberto e a cabeça erguida. E bem erguida para ver se tem alguém interessante passando na área. Depois vocês conversam, se tiverem que conversar.

Encontros, desencontros, reencontros.

Estava louca para contar isso aqui. Na minha tradicional ida ao Convento às 4ª feiras, conheci uma senhora muito simpática na semana passada, enquanto tomava uma água de coco estalando de gelada na lanchonete/lojinha. Eu estava quietinha e, quando olhei para o lado, ela sorriu para mim e eu a cumprimentei também. Um segundo depois, ela já estava na minha mesa, contando que o “velho” dela tinha subido para o Santuário, mas que por causa da artrite, achou melhor ficar por ali mesmo. Uma fofa.

Ela: Ah, mas você é muito simpática. Hoje em dia as moças (ai, como eu adoro isso!) não gostam de falar com gente velha, não.
Eu: Ahh, que isso. A senhora me lembrou a minha avó.
Ela: Você mora aonde?
Eu: Aqui em Vila Velha.
Ela: É católica? Vem sempre ao Convento?
Eu: Sim, todas as quartas.
Ela: Ah, que beleza!
Eu sorri e olhei no relógio. 13:30. Já estava quase na minha hora.
Ela: Você é casada?
Eu: Não.
Ela: Tem namorado?
Eu: Também não.
Ela: Ahhh, mas esses homens não são de nada mesmo. Você tão simpática, tão bonita, sem namorado?
Eu: É, o negócio tá feio... – e dei uma gargalhada.
Ela: Pede pra Santo Antônio.
Eu: Ihhhhhh, Santo Antônio já me passou uma rasteira!
Ela: Olha, não fala assim do Santo não, que é pior.
Eu sorri.
Ela: Mas homem é difícil mesmo. O meu velho, por exemplo, foi difícil da gente ficar junto.

E me contou toda a história. Eles se conheceram na adolescência e logo se apaixonaram. Ele era amigo de um primo dela e acabaram namorando. Depois de um bom tempo em que estavam juntos, o pai dele, militar, foi transferido para o “meio do mato” e eles se afastaram. Afinal, naquela época, até telefone era difícil de encontrar para falar, ela comentou. Passado um tempo, ela casou com outro e teve um filho. E ele, ainda solteiro e sempre lembrando dela, perdeu o pai. Ele voltou com a mãe para Vitória e entrou em contato com ela. Ela falou que quando recebeu a carta dele, quase morreu do coração e só não largou tudo para ver “no que ia dar” porque tinha um filho pequeno e o casamento “até que” era bom. Aí, respondeu negativamente com poucas palavras escolhidas cuidadosamente para não revelar o que sentia. Algum tempo depois, o marido – que era bom, coitado – bateu as botas (ela falou nesses termos). Após um breve período de luto, ela procurou notícias dele e a grande decepção: ele também tinha se casado. Ela ficou arrasada, mas ficou na dela. Até que um belo dia, ela estava fazendo compras e encontrou o casal no supermercado. Quando ele a viu, foi todo-todo falar com ela e ainda apresentou a esposa. Neste momento, ele, com os olhos arregalados, soube que ela tinha enviuvado. Ela saiu baqueada do encontro e ficou ainda mais quando recebeu um telefonema dele (depois fiquei pensando: já tinha telefone aqui naquela época?). Ele queria se encontrar com ela de qualquer jeito. Ela foi firme, falou que não, que uma relação feliz não poderia ser construída na infelicidade de outra pessoa e que atitudes assim voltam para que faz. Ela contou que foi uma das decisões mais difíceis da vida. Aí, pronto. Ele sumiu. Passou anos sem revê-lo. Eis que um belo dia, passeando no calçadão da Praia da Costa quem ela encontra? O velho dela! Sozinho. Viúvo também! E depois daquele dia, eles nunca mais se separaram. Isso já tem 30 anos. Ela deve ter uns 70 hoje.

É claro que, a essa hora, eu já estava com os olhos marejados, né? Adoro histórias de amor! Só fiquei chateada porque estava meio atrasada e acabei não conhecendo o “velho” dela. Na volta para a agência eu lembrei de um monte de amigas que estão casadas com caras que pensavam ter deixado no passado. São provas de que quando o casal tem que ficar junto, ele fica. Não precisa se descabelar porque se a pessoa estiver no seu caminho, não tem desvio que tire. É só não ficar parada feito um 2 de paus esperando. Vou contar resumidamente alguns causos

***

N. conheceu M. logo depois do divórcio. Ela não ficou muito tempo casada e a paixão por M. foi fulminante. Ficaram juntos por 10 anos, mas as brigas foram aparecendo nos últimos anos da relação. Eram ciumentos demais, desconfiados demais, geniosos demais. Terminaram. N. namorou outros e casou mais uma vez. M. também se mexeu. Casou e teve mais um filho. Novamente, os dois se divorciaram dos respectivos pares. 20 anos se passaram desde que terminaram, até o dia em que empurravam o carrinho do supermercado (acho que é um bom lugar para retomar um amor, heim!). N. falou que nem lembrava mais dele e foi uma grande surpresa sentir o coração descompassar com o encontro. Voltaram a sair. Voltaram a namorar. Voltaram a amar. Voltaram a ficar juntos, felizes.

***

Entre namoro, noivado e casamento, F. e B. estavam juntos há quase 9 anos. B. era meio possessivo, não se dava bem com os amigos dela e não aprovava as constantes idas à casa dos pais. Dizia que ela não conseguia se desligar da família e sempre puxava F. para o lado dos amigos dele, do pessoal dele. F. sempre teve problemas em dizer não e ficou acumulando essas mágoas durante anos, até que durante uma briga boba, explodiu. Juntou os paninhos de bunda e se mandou do apartamento deles. B. não entendeu nada. Meses depois, assinaram os papéis da separação e F. partiu para Brasília com um bom emprego, um cantinho legal, amigos animados. 1 ano e pouco depois, ela começou a sentir saudades dele e ficou confusa, afinal, ela tinha colocado o ponto final. Quando soube notícias, B. estava namorando sério outra mulher. F. chorou a noite toda. Durante uma missa, ela (que esperava alguma luz), ouviu do Padre que ali tinha uma mulher separada do marido e não sabia se queria voltar ou não. Mas que era para esperar um pouco porque a hora certa ia aparecer e ela ia voltar para ele. F. ficou espantada. 2 meses depois, B. mandou 1 e-mail dizendo que eles precisavam assinar o divórcio. F. ligou para saber mais detalhes e ficaram numa conversa mole, onde ninguém falava nada, mas os 2 sentiam. No outro dia, B. ligou de madrugada pedindo para ir a Brasília. F. deixou. B. foi. Eles conversaram muito e foram voltando aos poucos. Só depois de 1 mês eles assumiram o compromisso para todo mundo. Isso foi em junho/2007, mas F. só voltou ao ES em outubro do mesmo ano. Agora ela está grávida e terá os gêmeos no início de outubro. Graças a Deus e ao divórcio, F. e B. estão juntos novamente.

***

S. e L. começaram a relação na maior enrolação. Ela estava separada há poucos meses quando conheceu L. num Festival, em 2000. Ficaram. Se reencontraram num show da Ivete em agosto de 2004 e resolveram fazer um test drive, que acabou em abril de 2005 porque ele não queria assumir um compromisso de jeito algum. Vendo que o modelo em questão deixava a desejar no quesito confiabilidade, S. tratou de entregar as chaves e partiu para dar suas voltinhas por aí. L. também rodou durante um bom tempo. Só voltaram a se ver em setembro do ano seguinte, no Shopping. Conversaram um pouco, S. ficou balançada, mas achou melhor não aumentar a quilometragem dele. L. mandou uns torpedos e S. se manteve firme. Não queria nada passageiro com ele. No mês seguinte, o acaso, ou destino (como acredito), fez com que se esbarrassem em outra grande Festa numa cidade do interior. Ficaram. L. ainda veio com um papinho de aproveitar sem compromisso. S., sempre muito sutil, tomou a seguinte atitude: “ou vai, ou racha.”. Foi. Namoraram, noivaram e casaram em julho de 2008. Hoje eles tem um neném lindo e fazem 1 ano de casados daqui a 2 semanas.

***

R. nunca tinha namorado firme. No currículo, apenas sirigaitas. G. era uma moçoila de família, apesar de nada santa. Aos poucos, foram se envolvendo e namoraram durante 5 anos. Ela tinha apartamento próprio, ele tinha um emprego estável. Os dois tinham amor. Tudo se encaixava numa boa e ficaram noivos. Aí começou o problema. R. pirou. De quase babar verde. Com a cabeça cheia de dúvidas, tornou a relação insuportável e eles terminaram. G., mesmo arrasada, tratou de tratar da sua vida e, pouco tempo depois, botou a fila para andar. Namorou firme um ex-professor durante algum tempo. R. voltou ao antigo currículo. O namoro de G. só serviu para mostrar que era de R. que ela gostava. Terminou com o cara. Ligou para R., se encontraram e começaram a se pegar, mas sem compromisso. R. agia superficialmente e G. descobriu que ele estava de caso com uma baranguete, mas tinha certeza de que voltaria a amá-la como antes. Tudo mudou depois de uma noite maravilhosa que tiveram. G. imaginou que a relação ia se ajeitar, mas R. simplesmente desapareceu. G. passou um final de semana miserável, mas serviu para colocar a cabeça no lugar. Prometeu a ela mesma nunca mais passar por isso novamente. Quando R. apareceu, agindo como se nada tivesse acontecido, G. fez a mesma coisa. No final da conversa, ela falou que era melhor terminarem de vez porque gostava muito dele e queria guardar o sentimento bom. Afinal, as atitudes dele poderiam apagar os momentos lindos que passaram juntos. Desengasgada, G. ficou melhor porque sabia que tinha feito tudo o que podia, se ele R. não queria, era problema dele. Tudo aconteceu perto do Natal. Enquanto preparava a ceia, R. ligou. G. foi seca com ele. Dias depois, passando num antro de barzinhos, G. e a amiga recém separada do amigo de R., viram os respectivos numa mesa. Eles também as viram. G. deu meia volta e foi para casa. Desligou o celular e o telefone fixo para não ficar apreensiva esperando uma ligação que poderia não vir. Dias depois R. chama G. para viajar no reveillon. Ela avisa que vai sair da cidade no outro dia. R. pede para G. ligar quando voltar. G. responde que ela não tem mais assunto com ele. Se ele quiser falar algo, que ele ligue. R. ligou, eles se reencontraram, voltaram a namorar. Meses depois G. foi passar 3 meses em Londres, que foi estendido para 6. R. avisou que se ela não voltasse, ele iria buscar. G. voltou. Depois de um tempo sem dúvidas, nem dramas, eles se uniam cada vez mais e G. engravidou. Eles marcaram o casamento, ela perdeu o neném. Eles casaram. Anos depois, nasceu o Pedro, que já está louco para ganhar um irmãozinho. E lá se vão 6 anos e meio.

***

S. e E. se conheciam desde sempre. Todo mundo notava a quedinha, ou melhor, o tombo que ele tinha por ela. Um belo dia, depois de S. tomar um pé na bunda de um namorado que gostava muito, E. deu um chega pra cá meu bem nela. Os amigos adoraram a novidade. Mas aconteceu uma coisa estranha: E. mudou totalmente depois disso. O fato é que S. era rica, mas extremamente desencanada com dinheiro. Dava nervoso de vê-la tão simples. Sempre muito simpática, falava até com os cachorros da rua. Era prestativa, não se metia na vida dos outros. E. não era pobre, nem rico. Era remediado. Trabalhava direitinho, não tinha medo do batente. O problema é que estava cada vez mais arrogante. O rico parecia ele. Passou a virar a cara para todo mundo, adorava expor pessoas ao ridículo com piadinhas sem graça e tinha prazer em usar a palavra corno. Atenda as mudanças do namorado e morta de vergonha, S. vivia chamando a atenção de E. Todo mundo perguntava o que ela ainda fazia com ele, que nem bonito era. S. argumentava que o amava e se sentia segura com ele. Um belo dia, a bomba explodiu. E. descobriu que S. vinha pulando a cerca nos últimos meses dos 5 anos de namoro. Quem conhecia o casal ficou deliciado em ver E. usando um chapéu de touro para abaixar o topete. Ele terminou com ela. A família inteira se meteu na relação. S. ficou arrasada. Nunca vi alguém tão arrependida. E rico quando deprime, viaja. S. passou um tempo nos EUA, mas não sem tentar voltar para E. antes. Depois de alguns meses, S. voltou para casa. Resolveu procurar o ex namorado. Insistiu tanto que E. concordou em conversar com ela. A saudade bateu e ficaram juntos. S. não procurou explicar o que tinha acontecido. Reconheceu a besteira, pediu perdão. Mas E. queria saber a raiz do problema. Foi aí que S. falou o quanto ele tinha mudado em relação às outras pessoas, e como ninguém vive numa ilha, isso acabou decepcionando muito ela. E. ficou aturdido. No decorrer de alguns meses, o casal se encontrou várias vezes e brigou em quase todos os momentos. Era uma relação de amor e ódio. Contudo, o amor falou mais alto do que o orgulho e eles voltaram. E. demorou a confiar em S. novamente. E S. demorou a ter certeza sobre a personalidade de E. Alguns meses depois, as dúvidas foram resolvidas e eles se casaram. Estão juntos, felizes, há 6 anos, tem um filho e já querem outro. Eu vivo falando para S. que o melhor presente que E. já ganhou, foi aquele par de chifres. Impressionante como as pessoas mudam quando passam pelo inferno.

Difícil

eu: hahahah
bem, to partindo. acho q n vou parar aí. to com dor de cabeça
18:00 gg: ahhhhhh
vem
tem doce
eu: vou chegar em casa e ligar logo la pra Kit em Paraty. aí depois te ligo.
gg: kkkkkkkkkkkk
eu: é? doce?
de q?
gg: sim
creme doce
gelado
eu: entao, eu vou
hahahah
gg: lkkkkkkkkkkkkkkkk
nada como saber comprar as pessoas
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
eu: to chegando. bj
18:01
hahaha
gg: bjo

Doce Deleite

Domingo vou ao teatro ver o Gianne (que, para mim, é um dos homens mais lindos do mundo) ao vivo e a cores. Se, por acaso, eu sumir do blog por uns tempos é porque fui presa por invadir o camarim dele depois do espetáculo.

Mas eu me mordo de ciúmes

5ª feira passada eu vi um dos melhores episódios da Grande Família: O Rei e Eu, com o Roberto Carlos. A história girou em torno do concurso que a Nenê ganhou para ir ao show e ainda entrar no camarim do Roberto. Mas nem tudo foi lindo. O prêmio só dava direito a um convite, o que deixou Lineu morto de ciúmes. Quando Mendonça quis saber o motivo de tanta dor de cotovelo, Lineu desabafou. Revelou que Nenê sempre disse que o único homem que ela trocaria o Lineuzinho era o Roberto Carlos. Com o tato que lhe é peculiar, Mendonça fala algo como: “eu te entendo, Lineuzinho. Eu também já fui corno”.

Vendo de fora, a situação de sentir ciúmes de um artista parece totalmente mentirosa, mas não é. Eu vi o programa com a minha avó e nós rolamos de tanto rir porque meu avô morria de ciúmes do Roberto Carlos e do Sílvio Santos. Juro! Quando o Roberto estava em cena, ele saía da sala e rosnava: “Vai ficar aí, vendo a velha?”. Vovó fingia que nem era com ela. Se isso acontecia de noite, quando ela entrava no quarto, ele estava deitado de costas para ela. Genioso.

Imagina então o tormento de toda semana ter um domingo? O dia em que o Silvio reina na TV? Lembro que era o dia em que ficava bem emburrado. Só melhorava mais o ânimo quando o Fluminense ganhava algum jogo. E ficava ainda mais contente quando era contra o meu Flamengo. E vovó lá, cantando: “Silvio Santos vem aí, lará, lará, lará! O Silvio Santos fala, ou não fala?”. Clássico.

Depois de um tempo que vovô faleceu, Roberto Carlos perdeu a esposa e ficou um longo período sem se apresentar. Quando voltou, fez o 1º show aqui no ES e no dia do aniversário da minha avó, 10 de janeiro. Naquela época eu estava vendendo o anel (ops, pegou mal) para comprar a pulseira, mas nunca deixaria Dona Linda de fora do babado. Resultado: rapei a poupança e comprei 2 ingressos de cadeira (porque eu sou pobre, mas sou metida) para mamãe levá-la. Elas foram e nada paga a felicidade que vi estampada nas carinhas delas quando saíram. Sim, porque eu fui levar e fui buscar. Se sorrissem mais a cara partia ao meio. Depois desse show, elas foram a outro há uns 2 anos. Nesse, até eu fui e ainda peguei uma rosa vermelha.

Tô lembrando quando o Silvio foi mantido refém em 2001. Desconfio que as coisas para o lado dele só não federam graças a vovó, que rezou até pra santo que nunca nem tinha ouvido falar. Agora só falta arrumar uma caravana para vovó conhecer de perto o apresentador. Mas pensando bem, seria uma caravana da coragem, né? Melhor, não.

Ps. O episódio está abaixo. Vale muito a pena assistir.

O Rei e Eu - 1

O Rei e Eu - 2

O Rei e Eu - 3

O Rei e Eu - 4

Dogville



Longo, lento, louco, lindo. Assim é Dogville, um filme para poucos. Quando eu falo que é para poucos não estou tirando onda de inteligente, ou cult. Mas um filme que tem mais de 3 horas de duração, desprovido de cenários, desenrolar vagaroso e sustentado “apenas” pela beleza, inteligência e complexidade dos diálogos não consegue conquistar qualquer pessoa. Vi Dogville por acaso. 23h, sábado, meio sonolenta. Entre um canal e outro, dei de cara com a produção que mais parecia uma peça de teatro filmada e só não troquei o canal porque já tinha ouvido falar do filme e resolvi conferir se era tudo isso mesmo. Não era. Era muito, muito mais. É um dos filmes da minha vida e possui 2 dos diálogos mais inesquecíveis que já tive o prazer de ouvir. Nicole Kidman brilha neste longa dirigido por Lars Von Trier, também o responsável pela continuação, Manderlay, que ainda não assisti.

Para mim, Dogville mostra que o poder corrompe o ser humano de caráter fraco e índole duvidosa. É o exemplo perfeito do quanto uma pessoa pode ser, ou se tornar, má quando sabe que tem a outra nas mãos, quando sente que está em pleno poder da situação. E pode acontecer aos pouquinhos, sem ninguém se dar conta. Esse comportamento vale para qualquer ocasião: amor, trabalho, amizade (?), sexo, e por aí vai. Dogville, um filme que fala muito, mas só para poucos.

Um poço de perigo

Minha mãe era o cão quando pequena. Minha avó conta uma história muito engraçada de quando ela tinha uns 4 anos. Nessa época, quase todos os vizinhos tinham 1 poço em casa. E na maioria das vezes, esses poços eram tampados por uns pedaços de madeira. Um absurdo total. Esse era o desespero da minha família porque a casa ao lado da minha tinha uma ameaça dessa. Bastava mamãe se aproximar do muro para alguém sair correndo em direção a ela falando:

- Não vai pra lá, minha filha. Aquilo ali é um perigo! É um perigo!

Isso sempre se repetia. Alguém da família mostrava o poço e falava que era um perigo! (com exclamação mesmo). E olha que a Samara ainda nem era conhecida. Até que um dia, mamãe sumiu. Procuraram por todos os lados. Olharam embaixo das camas, dentro dos guarda-roupas, atrás das cortinas e nada dela. Depois de um tempão, começaram a gritar o nome dela pelo quintal até que ela respondeu.

- Tô aqui!
- Aqui aonde, menina?!
- Tô aqui, no perigo!

Ela estava sentada em cima dos pedaços velhos de madeira, exatamente sobre a boca do poço.

Do paraíso ao inferno

Há uma semana que a pressão de vovó está um carrossel. Mas como não subia muito e a consulta era logo nesta 2ª feira, procuramos controlar com os remédios dela e foi dando certo até sábado. De manhã, estava mais ou menos, na hora do almoço melhorou. Ficamos mais tranqüilas.

À noite, fui toda contentinha ao teatro ver “Monólogos da Vagina”, sem maiores preocupações. Consegui relaxar um pouco e me diverti bastante com a peça. Nem estava muito animada, mas como passei perto do Marista (foi no teatro do colégio) e o preço era honesto, parei e comprei pra sessão das 21h, no sábado mesmo, 2ª fileira. Praticamente em cima do palco. Olha, se você ainda não viu a peça, não pode perder. É muito, muito engraçada; divertida até a última lágrima arrancada à base de gargalhadas. Logo que acabou, resolvi melhor ir embora para casa. Quando cheguei, ainda com câimbras nas bochechas, encontro minha mãe toda séria, sobrancelhas franzidas e ar preocupado. Era minha avó, que tinha passado mal.

Com o coração aos saltos, fui ouvindo a história. Logo que saí pro teatro, vovó reclamou que estava sentindo uma baita pressão na nuca e a boca estava ressecada, sintomas básicos de que a pressão está botando pressão na pessoa. Mamãe arrumou os documentos dela e partiram para o hospital. Lá, um médico deu uma injeção na veia, mas não colocou o remédio embaixo da língua, procedimento que sempre fazem. Só sei que a pressão, que estava em 20-9, foi pra 22-9. Fizeram eletrocardiograma (que estava tudo bem, graças a Deus), deram um novo remédio e a pressão cedeu. Quando cheguei em casa, ela estava dormindo. Às 4:40 da madrugada, novo drama. Acordei assustada com ela tentando sentar na cama, sem muito sucesso, e suando bicas. Acendi a luz e a única cor que ela tinha era o roxo da boca. Nem preciso dizer que quase tive um ataque. Acho que por ter tomado 2x o remédio no hospital, ela teve uma queda gigante de pressão. Eu não conseguia medir a pressão porque não ouvia nada, nem conseguia sentir o pulso. E ela ficava meio caindo de lado, não respondia direito, fraca toda vida. Deus que me perdoe, mas pensei até que ela estava tendo um AVC. Só foi melhorar depois de tomar um café bem forte e meio amargo, feito por mamãe horas antes. A melhora foi rápida. Em poucos minutos a cor tinha melhorado. Como ela reclamou de fraqueza, amassei uma banana e coloquei Farinha Láctea e Sustagem. Só depois disso que ela conseguiu dormir.

Ontem, domingo, ela acordou com a pressão normal, mas ainda de ressaca pela oscilação da pressão. Quase não saí de perto dela. Pô, Dona Linda tem 81 anos e é, junto com a minha mãe, a pessoa mais importante na minha vida. Logo que o dia amanheceu, eu, que não preguei o olho o resto da madrugada, agradeci a Deus por mais esta manhã com minha avozinha. Agradeci também por estarmos em casa nesse momento tão complicado. Eu e mamãe temos um acordo: sempre que uma vai sair, a outra fica em casa, para que vovó nunca fique sozinha, tendo a companhia apenas da minha tia (que também é de idade). O dia ontem se arrastou para mim, foi pesado e triste.

Hoje quando ela voltou ao médico, tava a pressão lá, teimosa, em 17-8. Novos remédios foram passados e agora é ficar de olho para ver o efeito.

Quando eu me despedi para vir à agência, ela me deu um apertão tão forte que foi difícil me separar dela. Aí riu e falou que lembrava da brincadeira que eu tinha feito antes dela cair no sono, depois do piripaque.

Ela: Sei lá... parece que eu tô indo...
Eu: Indo pra onde a essa hora? Tá doida? Vai a lugar algum. Vai ficar aqui comigo. Pára com isso.

Ela deu um sorrisinho e logo dormiu. Eu permaneci acordada.

Os cuecas (também) não devem perder

Senhora do Destino

Temos uma nova empregada aqui na agência. O nome dela é Nazaré. Por motivo de segurança tomei 2 providências:

1) Escondi a tesoura;
2) Nunca ousei subir ou descer as escadas quando ela está por perto. E temos muitas escadas por aqui.


Eu, heim, vai que é coisa do nome? Seguro morreu de velho, e não rolando pelos degraus.
A 1ª alternativa era Morro de São Paulo, mas me faltou companhia. A 2ª alternativa era Rio das Ostras – para o Festival Internacional de Jazz – mas me faltou dinheiro. E agora estou aqui, no meu quarto (brigando com meu PC) e o bolso mais vazio. Explico: depois de uns 10 anos sem ver a cor de uma tinta nas paredes, resolvemos pintar a casa. Isso quase aconteceu no ano passado, quando vovó e mamãe, que pensam ser milionárias, chamaram um pintor que deve estar acostumado a trabalhar com gente rica e marcaram de iniciar a empreitada no outro dia! Como que uma criatura que vai mexer com obra não faz uma pesquisa antes? Quando soube do preço, fiz um escândalo e não deu outra: embarguei a obra. Depois de conversar com algumas pessoas, achei um pintor que me apresentou um preço honesto e hoje ele está aqui, deixando a minha casa mais bonita. O problema é que além da pintura, já apareceu mais coisa para fazer.

E além do TUM TUM TUM o dia inteiro, ainda passei algumas horas da tarde dentro de uma loja apinhada de gente, me estapeando com clientes enlouquecidas pelas promoções de roupas de cama, de banho e travesseiros. Depois de muitas negociações com vovó, compramos muita coisa bacaninha. E não é gostei desse meu lado dona de casa?

Amanhã tenho que acordar CEDO para comprar o que faltou. Nossa... consegui até ouvir o sonzinho acalentador do mar agora. (suspiro)

Ps. Agora vou pegar meu cineminha semanal, hábito que acabei deixando de lado por algum tempo. Imperdoável.

Albergue – uma boa alternativa para viajar, sem gastar muito.


Mais um feriado está chegando e quantas vezes você deixou de viajar porque não tinha companhia, ou ficava pesado pagar uma hospedagem sozinha? Ou que a Pousada era muito cara e a grana tava mais curta do que a perna do Frodo? Eu já. E mais de uma vez. Mas depois do carnaval, minha vida mudou. Fui apresentada ao fabuloso mundo dos albergues.

Logo que amigo Carlos avisou que íamos ficar em albegues em Olinda, Porto de Galinhas e Recife, eu confesso que tremi na base. É que sou meio fresca para hospedagens. Não quando fico na casa dos outros. Aí, eu durmo até debaixo do sofá, pode me convidar sem medo (não custa tentar, né? rs). Mas aventuras em lugares distantes da minha casinha, da minha caminha onde durmo com meus 2 travesseirinhos... aí já é outra coisa.

E por me conhecer bem, eu fiquei meio assustada quando soube que teria meu batismo num albergue. Albergue? Ai meu Deus! Nem quando eu era estudante me aventurei num albergue. Sempre pensei neles como território sem lei. E ao contrário da maioria dos adolescentes, eu nunca achei muita graça em lugares bagunçados, passando perrengue sem poder dormir em paz, acordando com pasta de dentes na cara e correndo o risco de ter alguma coisa roubada. É, eu sou chata pra isso. Furdunço só da porta do quarto pra rua, por favor.

Vendo a minha apreensão, amigo Carlos me perguntou se eu estava com medo. Medo, medo, não. Somente alguma preocupação, respondi. E comecei a fazer uma série de perguntas.

Eu: É muito bagunçado?
Ele: Não. É igual a pousada.
Eu: Mas tem café da manhã?
Ele: Tem.
Eu: Tem frigobar?
Ele: No de Olinda, não. Só em Porto de Galinhas.
Eu: Se eu deixar algo na geladeira, vão roubar?
Ele: Olha, eu acho que ninguém rouba nada, não.
Eu: Dá pra fazer comida mesmo?
Ele: Sim, mas tem que ter disposição, né? Mas pode levar seu miojinho. E pára com isso, amiga Hanna, você vai gostar.
Eu: Tá bem... – e acendi uma vela.

E não é que ele tinha razão! Gostei muito de ficar num lugar mais democrático, onde as pessoas costumam conversar na hora do café, saem juntas e ainda reúne gente do mundo todo. Sei lá, tem o clima de descontração de uma casa de praia da mãe do amigo, por exemplo. Mas como se ela estivesse atenta aos excessos. Acho que é mais ou menos isso. E acabei fazendo uma amizade muito bacana com a Clarissa, do Rio. Não me espalhei muito porque, na época, eu estava compromissada.

Cada albergue tem suas peculiaridades. Segue algumas fotos que tirei dos que conheci e as observações e curiosidades. Acho que vale a pena experimentar.

Olinda

O mais legal dos 3. Tem quartos disponíveis para 4 pessoas, que podem ser homens e mulheres misturados (dá pra jogar + 1 colchão no chão), para casal e, se estiver sem companhia, pode ir só e ficar num quarto coletivo de 8 pessoas. Neste caso, é separado em meninos e meninas e tem um armário com chave para cada um. Cada porta leva o nome de um bloco do carnaval. O nosso era “Segura a Coisa”. Ui!

Os quartos não tem nenhum luxo, mas são arejados, limpos, relativamente grandes e banheiro com duchinha!

A cozinha comunitária é bem pobrinha, equipada com pia sem armário, fogão perrengue, talheres e pratos (sujou, limpou) e geladeira mais pra lá do que pra cá. Mas foi lá que matei minha fome uns 2 dias.

Tem 2 áreas de refeições. Uma dentro da “casa”, onde fica a mesa de café e algumas mesas e cadeiras, e do lado de fora, com 2 grandes mesas de madeira, redes disputadas e uma visão da entrada da Pousada e da área da piscina.

Durante o carnaval, os “tios” faziam churrasco todos os dias e serviam com arroz e feijão de corda. O prato custava 7 dinheiros. E olha, eu comia feito um estivador quando chegava da rua, lá pelas 7, 8 da noite.

Em 6 dias de hospedagem, cada um pagou por volta de 500 dinheiros. Ficamos em 5 pessoas, mas antes de acertamos no Albergue, ainda tentamos achar algo em torno de 2.500 realidades. Nada além de uns banquinhos na praça.

Ponto negativo: a internet não estava funcionando e tive que encarar uma mega-fila na lan house para me comunicar com o ex.

Curiosidades: Tinha uma boa espécie masculina desfilando por lá, entre eles 4 franceses e 1 australiano. Este último, por sinal, estava na piscina quando Flávia e Clarissa comentavam sobre a belezura do gato. Depois de tecerem altos elogios, ele falou algo em português fluente. Elas não sabiam onde enfiar a cara.

Porto de Galinhas

Assim como Olinda, o albergue de Porto oferece quartos de casal, para 4 pessoas (misto) e para 8 pessoas (meninos e meninas). Esse último também com armários com chave. Fizemos pouca amizade nesse. Só conversamos um pouco com uma turma de casais cariocas no café da manhã. E no último dia.

O quarto era um luxo! Tinha ar, ventilador, frigobar e um banheiro razoável. Mas como acabei acostumando com a estrutura horizontal e aberta de Olinda, estranhei os apartamentos e a área mínima para tomar o café da manhã, que não era lá essas coisas.

Achei a localização meio escondida também. Quando eu, Flávia e Karine voltamos desacompanhadas da festa que fomos na sexta, confesso que deu medo. Ficamos um tempão sentadinhas na calçada esperando alguém que fosse para o mesmo lado. Não é que um dos casais cariocas que estavam no albergue resolveu voltar naquela mesma hora. Graças a Deus!

Ponto negativérrimo: o gosto e o cheiro da água. Gente, o que era aquilo? Logo que chegamos, eu tinha que escovar os dentes com água mineral, ou era capaz de vomitar. No outro dia, isso melhorou muito e eu comentei a respeito com uma dona de padaria. Ela falou que o albergue deve usar água de poço. Se eu soubesse, teria deixado as torneiras abertas desde a chegada para o poço secar. Era um nojo. Não oferece acesso à internet também. Nos dias de hoje, isso é imperdoável. E eu sem comunicação com Vix.

A diária custou 40 dinheiros para cada um. Ficamos os 5 no mesmo quarto, que era menor do que o albergue anterior.

Recife

Infelizmente tivemos que voltar antes para Recife por conta do dilúvio que caiu em Porto de Galinhas. O albergue de lá é mais ou menos. Eles oferecem quartos de casal, para 4 pessoas (meninos e meninas) e quartos para 8 pessoas, também dividido. Resultado: eu e as 2 amigas tivemos que nos enfiar nesse quarto coletivo e acabei não usando o armário com chave. Explico: a anta aqui esqueceu que teria dias de cigana e levou uma mala gigantesca, com dezenas de roupas que não usou. Ainda bem que por uma noite e o quarto só abrigava, além de nós, mais 2 pessoas.

Por falar em quarto, eu detestei o nosso. Não sei o que faz mais barulho: o colchão ou o estrado. Fora que morri de medo da Flávia, que dormia no andar de cima do beliche, despencar sobre mim de tanto que a estrutura era frágil. Os banheiros são até limpinhos e também tem duchas. Mas por pouco eu não acordei em outro lugar carregada pelos mosquitos. Ainda bem que no meio das muitas inutilidades que levei na malinha rosa, eu coloquei um repelente.

A cozinha até que é boazinha, com fogão, geladeira, tudo certinho. A área da piscina é grande e você pode escolher entre tomar café num “coreto”, ou numa mesona de madeira. Ao lado disso tudo, fica uns sofás e a TV.

A dona do albergue é superantipática e o carinha que trabalha na portaria, cheio de má vontade. Difícil, viu? A parte boa é que oferece acesso a internet, desde que você pague.

Mas para ficar poucos dias, não dói, não. Até porque durante uma viagem, a gente passa menos tempo num hotel do que na rua. A diária também custou 40 dinheiros.

Quem tiver boas dicas e quiser contribuir com o post, fique à vontade. É sempre bom conhecer um pouco o lugar sob o ponto de vista de quem já esteve lá.

Ps. O número de fotos que eu tiro é proporcional a se estou gostando, ou não, da viagem. Quanto mais me agrada, mais meus dedinhos ficam nervosos na máquina. Compare os “rézistros” dos albergues.

Garota TPM

A TPM me derruba mais do que um corte de cabelo mal feito. Ai, queria tanto um bom colo hoje.

Exterminador do Futuro 4



Diversão de 1ª categoria. Que delícia fechar meu final de semana com um filme que cumpriu o que me prometeu. Mas apesar de ter perdido meu fôlego junto com os personagens em vários momentos, foi a “presença” do astro da saga que mais me emocionou. Ai Shw, que saudades de você e o seu “Hasta la vista, baby”. Tinha nada que virar governador?

Reverb – Show de amigos

Eu sempre adorei rock. E passei a gostar ainda mais depois que comecei a trabalhar aqui na agência. O motivo é a Reverb, a banda dos meus chefitos. Não perco um show. Fico lá na frente, tietando, dançando, tirando fotos, gritando Nãoooooooooooooooooo, quando Turra começa a cantar “Please die Ana”, e cantando no meu inglês errado.

Eles começaram há um tempo atrás, pararam, e agora voltaram com força total. Sábado fizeram um showzaço e 5ª feira farão outro no Rock da Tarde, no Festival de Alegre. Neste eu não poderei ir, infelizmente. Abaixo, um pouco do trabalho deles.


Radiohead – Incubus – Pearl Jam – STP – U2 – Silverchair – Radiohead – Jet – Foo Fighters – Blur – Green Day – Bush – Sex Pistols – Metallica – The Strokes

PLUSH



Ps. Esses shows que estão postados aconteceram em lugares diferentes. O de sábado ainda não está disponível.

MACHINEHEAD

SOS Pé na Bunda


Pode reparar na sua caixa de e-mail. É só o cotovelo começar a doer para ela ficar entupida de mensagens auto-ajuda. Todo amigo que lê algo ligado a relacionamentos lembra de você. Relacionamentos fracassados, claro. E geralmente eles, os textos, formam 3 grupos diferentes.

1) Mulher Maravilha
“Incrível, linda, absoluta, inteligente, divertida.” Os textos falam o quanto você é maravilhosa, que ele não te merece, que nem a bocuda da Jolie chega ao seu joanete. Esses e-mails exaltam (e inventam) tão incrivelmente as suas qualidades, que até a sua mãe desconfia. O problema é que o pé na bunda ainda é recente e fica difícil de acreditar nesse monte de confetes com os olhos inchados de chorar e escondidos em olheiras profundas. Pior, ainda vem o pensamento: “se eu fosse tão perfeita assim, ele ainda estaria comiiiiigo”. E mais um lencinho, por favor. Se quiser mandar um e-mail assim para sua amiga descartada, deixe passar um tempinho até ela sentir-se pronta a encontrar um ou outro predicado confiável da lista. Aí, sim, pode fazer efeito e servir de incentivo para que ela voltar a ser o que é de verdade: incrível, linda, absoluta, inteligente, divertida e alegre, acima de tudo.

2) Cachorro, safado, sem-vergonha
“Galinha, coração de pedra, moleque, todos iguais.” Mesmo com uma ponta de graça, os textos são tão carregados de rancor que devem ter sido escritos por alguma noiva deixada no altar. Essas mensagens também primam pelo exagero e se você encontrar mais de 5 exemplos que caracterizem o ex, a culpa não é dele. É sua, que desperdiçou tempo ao lado de tamanha aberração. Ou então, ele coou café na sua calcinha, arregala esse olho. E outra dica: guarde esses e-mails para mais tarde. Eles serão mais divertidos e terão maior utilidade quando sua amiga já estiver a meio caminho de voltar à ativa. É aquele período onde ela está mais propensa a procurar os defeitos, mesmo que não existam, para se sentir melhor. Caso contrário, ela pode pensar: “ele não era assim. Ele era especial. Ele só estava confuuuuuso”. Pronto. Um copo de água, rápido. Ela pode desidratar de tanto chorar novamente.

3) O X da questão
“Não esteja sempre disponível; Não force a solução do problema, criando assim, novos problemas; Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente está mesmo; Estar numa relação é igual a andar de bicicleta. Se parar de pedalar, ela despenca.” Esses conselhos disfarçados de mensagens são mais velhos do que o vento sul. Acredito que Eva tenha sido a precursora. E Eva, vamos combinar, mandava no pedaço. Tudo bem que Adão era meio tanga frouxa, mas Eva devia saber das coisas. Mesmo tendo cara de psicologia barata, essas mensagens servem como puxão de orelha, já que muitas vezes as recomendações dos amigos entram por um ouvido e saem pelo outro. Quantas vezes foram ditas “você está viciada em relações complicadas”. Esse tipo de texto pode ser enviado logo após o pé na bunda, como um tratamento de choque. E antes de mandar, você ainda pode grifar itens como “Não seja a única a fazer tudo, compromisso é uma via de mão dupla. Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer. Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.” E completar em letras garrafais: EU TE AVISEI, EU TE AVISEI!

4ª Feira é dia de rezar no Convento

É bom ter mais a agradecer do que a pedir. Até a próxima quarta, e a próxima, e a próxima, e a próxima...

Ps. Paula, lembrei de você lá nas minhas orações. Fica com Deus.

Voo 447

Pior do que ficar sem notícias logo após os rumores do acidente, é chegar a certeza de que não restam mais esperanças.

Às Favas com os Escrúpulos

Eu amo teatro e não poderia perder uma peça do Juca de Oliveira, direção de Jô Soares e estrelada por Bibi Ferreira e Paulo Gracindo Jr. Às Favas é uma deliciosa crítica à política no Brasil e mostra que os homens eleitos pelo povo podem ser capazes de tudo para manter as aparências. Lá pela metade da peça, a história ganha um tom mais policial, mas sem deixar de lado o humor de fina ironia. Muito bom.

No final, a produção fez uma homenagem a Bibi, que estava fazendo aniversário naquele mesmo dia. Só não foi melhor porque não ganhei um pedaço de bolo, que estava com uma cara ótima.

O Menino do Pijama Listrado




Este filme estava passando em SP quando estive lá em dezembro e fiquei louca para assistir. Acabei não vendo e só agora veio para a província. Antes tarde, né? Pior foi não ter tido companhia para ver esta obra prima. O único amigo que se interessou acabou indo antes de mim. Bem, sábado pude conferir uma nova visão sobre um antigo e monstruoso assunto, que é o nazismo. O filme é maravilhoso, sensível. Imperdível.

Daft Punk - Technologic



A música do dia na agência. As perninhas sacudindo por baixo da mesa e os ombros muito acima da cadeira, atraindo bons fluidos para o final de semana.

Convento da Penha

Sou católica, daquela que reza todas as noites antes de dormir, agradece as bênçãos quando acorda, acende velas e, quando o negócio tá feio, apela para uma boa novena. Tá rindo? As 4 que fiz deram certo. Quem quiser, é só mandar o e-mail que eu repasso com o maior prazer. E essa não precisa distribuir para ninguém, nem imprimir santinhos, como a maioria. Mas não vá desperdiçar o tempo da Santa com bobagens, heim!



Também me interesso por outras doutrinas, como o espiritismo e, quando sinto necessidade, vou num Centro de linha branca para tirar algumas dúvidas que pairam sobre a minha cabeça. Lá só tem entidades do bem. Isso é importante: averiguar se não tem nenhum espírito de porco antes de ir num lugar assim.

Apesar desse catolicismo todo e morar perto da Igreja do meu bairro, não sou muito chegada a missas. Raramente elas me arrebatam. A última que eu fui, o padre recomendou que não víssemos Anjos e Demônios, pode? Uma outra, ele pediu que ficássemos para orar contra a aprovação do Congresso a respeito das pesquisas de células-tronco. Me faltou pouco para levantar o dedinho e perguntar se ele não tinha nenhuma causa honesta para rezar.

A parte chata é que adoro fazer orações dentro da Igreja, mas quando não tem missa, ela fecha mais cedo. Aí, viro uma sem teto. Uma órfã. Agora isso não acontece mais. Desde o começo de abril, quando subi o Convento da Penha a pé com minhas colegas de trabalho, rezando o terço, eu senti uma paz tão grande, que passei a repetir esse ato uma vez por semana. Tudo bem que agora faço o percurso de carro, mas só porque aproveito a hora do almoço das 4ªs feiras para subir. E é sempre maravilhoso.