Até o Garfield ia gostar dessa segunda-feira.
Chiclete com Banana - Voa Voa
Minha cabeça já está em Salvador. Só falta o corpo subir no avião e vestir o abadá.
Doce e melancólica
Adoro este filme. Adoro esta música. Revi na sexta-feira e prestei mais atenção na letra traduzida. Fiquei melancólica. Mas tudo bem, porque a melancolia é um jeito romântico de ficar triste, como diria Mário Quintana. Triste sim, mas sem perder a poesia do momento, sem se arrepender do que foi bom, sem medo de querer mais enquanto a vontade existir.
Tradução: http://letras.terra.com.br/roxette/71062/
Ps. Não é "love". Mas não me pergunte qual outra palavra substitui.
Papo de família
Ela: É... já tem tempo que você não me procura mais.
Ele: Também, você não se esconde.
A sala foi abaixo com tantas gargalhadas.
NASA informa: Fim do mundo está próximo
"Os astrônomos a apelidaram de "Nuvem do Caos" porque ela dissolve tudo o que encontra em seu caminho incluindo cometas, asteróides, planetas e estrelas inteiras. Sua direção é a Terra. A notícia foi publicada no site do tablóide norte-americano "Weekly World News" com a seguinte manchete: O mundo tem o direito de saber! O buraco negro do qual a nuvem foi expelida se encontra a 28 mil anos luz da Terra. Descoberta pelo laboratório de raios X Chandra da NASA, estação espacial norte-americana, a nuvem de poeira cósmica tem a largura de 10 milhões de milhas e foi comparada a uma nebulosa ácida que se move em nossa direção perto da velocidade da luz. A data estimada para sua chegada é: 1º de junho de 2014 às 9h15min. A boa notícia é que esta descoberta confirma muitas idéias da física teórica. A má notícia é que a aniquilação total de nosso sistema solar é iminente, anunciou Albert Sherwinski, astrofísico da Universidade de Cambridge. Os peritos acreditam que a "Nuvem do Caos" é formada por partículas que se criaram muito próximas a um buraco negro e que teriam sofrido distorção e mutilação devido a tal proximidade. No ano passado o eminente físico Stephen Hawking revisou sua teoria sobre os buracos negros reafirmando que nada pode escapar ao seu poderoso campo gravitacional. Imagine nossa Galáxia como uma bela carta escrita à mão. Agora imagine que um copo de água foi derramado sobre esse papel. As letras se dissolvem na mancha que se espalha. É exatamente isso que a "Nuvem do Caos" faz com tudo o que encontra pela frente, exemplifica Sherwinski. Gigante destruído Segundo o tablóide norte-americano "Weekly World News", para evitar o pânico, a NASA declinou de tornar a descoberta pública, mas Sherwinski pôde ver imagens impressionantes da nuvem destruindo um asteróide gigantesco. É como assistir a um gigante sendo destruído por um jato de ácido?, argumentou o cientista. Ele explica que esse fenômeno é produzido quando um par de elétrons e prótons está no horizonte do evento de um buraco negro. A intensa curvatura do espaço-tempo desse buraco negro pode causar a queda dos prótons dentro dele enquanto os elétrons escapam. Essas partículas se transformam na "Nuvem do Caos" que mutila tudo o que toca. Se continuar sua trajetória ela, eventualmente, reduzirá nossa galáxia ao estado de caos absoluto, o mesmo que existiu antes do nascimento do universo, adverte o astrofísico. Alguns cientistas dizem que a única esperança para a salvação da humanidade seria a construção de uma "Arca Espacial" dentro da galáxia de Andrômeda, a 2.1 milhões de anos luz de distância da Terra. Nós não estamos aptos a salvar toda a população, mas talvez, os melhores e mais brilhantes, observou o cientista de foguetes britânico David Hall quando questionado sobre a aplicabilidade de tal projeto. Grandes dimensões Segundo ele, mesmo que tal nave pudesse ser construída a tempo, evacuar a Terra seria uma tentativa infrutífera se a teoria sobre a origem da "Nuvem do Caos" estiver correta. De acordo com Sherwinski, o buraco negro no centro de Andrômeda é aproximadamente 15 vezes o tamanho deste em nossa própria galáxia. Essa tentativa seria o mesmo que sair da frigideira e saltar direto no fogo, analisa Sherwinski . Um oficial sênior da Casa Branca que pediu para ficar no anonimato, disse que os conselheiros do sistema super secreto da presidência estão buscando alternativas rápidas."FONTE:http://www.nasa.gov/
A pergunta: tinha que ser justamente num domingo???
Carnaval Salvador! (faltam 08 dias)
Acho que vou ter um troço quando ouvir essa música no meio do Trio Elétrico.
Gabi, Marcela e Jônio: faltam 08 dias ;o)
We Are The World of Carnaval
Ah, que bom você chegou
Bem-vindo a Salvador
Coração do Brasil
Vem, você vai conhecer
A cidade de luz e prazer
Correndo atrás do trio
Vai compreender que a baiano é
Um povo a mais de mil
Ele tem Deus no seu coração
E o Diabo no quadril
We are Carnaval
We are, we are folia
We are, we are the world of Carnaval
We are Bahia
Apê Salvador!
Eu já estava me preparando pra chegar mais cedo à praia mais próxima ao circuito pra reservar os 2 coqueiros mais frondosos e pendurar minha rede. Porque a essa altura do campeonato, achar um apê legal, bem localizado, que não custasse um fígado (ANTES do carnaval até que vale uma boa grana) e que agradasse a mim, Gabriela, Marcela e Jônio... ia ser difícil. Mas eis que surgiu o Murilo, nosso amigo baiano TUDO de ótimo, que tem um amigo baiano dono de um apê que é o nosso número. Depois de muito procurarmos, esse cantinho caiu como um abadá do Camaleão em nossos corpichos loucos para saculejarem atrás do T. Rex. Conseguimos fechar ontem por um preço honesto e simpatia que só os criados na Bahia têm. Vamos ficar na Pituba por R$ 1.500,00, 3 quartos com 1 suíte, roupa de cama e banho e microondas na cozinha. Agora só falta a gente chegar!!! Tira o pé do chão, meu Rei!!!!!!!!!Ps. Murilo, quero agradecer publicamente as 2874 visitas que fez, os 4783 telefonemas que deu, as 58475 fotos que tirou e por servir de intermediador no aluguel com o Valério. Valeu mesmo!
Fones + microfone: eu tenho os meus.
Raio X
Onde tudo se vê
Tudo se mostra
Tudo preto no branco
Esfumaçado em volta
Que não se sabe onde
Começa o desejo
Onde termina o sentimento
Onde os dois se embolam
Ou se repelem
O certo é apagar a luzinha
Dependurar o negativo
Esquecer dos termos que assustam
E lembrar da nuca florida
Ganhando tantos beijos, mordidas e lambidas
Que ao invés de desbotar
Acenderam ainda mais as cores dali
Se for pra mostrar o peito desnudo
Que seja com o meu encostado no seu
Ambos modificados
Ávidos por novidades
Sob mãos curiosas e afoitas
Que preferem ler em braille
Seria melhor a radiografia
Se saliva e suor corressem da chapa
Contando a história das curvas percorridas
Dos caminhos reencontrados
Sem mapas ou bússolas de ouro
Gemidos e sussurros como únicos guias
Mais fácil ver o exame
Com olhos fechados
Com pernas entrelaçadas, confusas e certeiras
Com beijos longos, ritmados
Descompassando os corações
Com abraços sufocantes
Que revigoraram nossos corpos
Com faces vermelhas de sangue
Da mesma fonte
Que pulsava em nossos sexos
Cada marca impressa analisada
As pintas da pele, do vestido de onça
Meu ronronar no banco dianteiro
Que virou caça no espaço traseiro
Abatida a disparos do desejo
Entregando os pontos
Materializando o sonho
E delirando com a realidade
Radiografia danada
Tentou mostrar tudo preto no branco
Sem esfumaçados
Sem dissimulados
Mas fui em busca de combinar nossas cores
Que de tão cintilantes
Me tiraram os pés do chão
E os estenderam ao lado dos seus
Sem noção do racional ou sentimental
Sem receio de me mostrar
Como um Raio X
Quem não muda um pouco quando está em uma viagem? Eu fico mais leve, mais independente. Às vezes faço coisas que nunca faria, como me jogar numa Tirolesa em São Francisco Xavier, quando estive em SP no ano passado para comemorar meu aniversário com meus amigos lindos: Thiago, Aguinaldo, Hugo, Alexandre e a Vilma. E é muito bom mudar mesmo. Quando estou em SP eu me jogo de cabeça em quase tudo. E isso é bom demais!!! Lá eu ganhei até festinha surpresa com direito a coroa, flores, poemas e lágrimas. Foi a maior emoção! Obrigada, meninos. Vocês são TUDO!!!Brasília
Gostei muito da infinidade de barzinhos e lugares agradáveis que tive o prazer de conhecer. As pessoas também são bonitas e os poucos que conheci foram simpáticos. Essa minha nova viagem foi bem diferente da anterior, em 2003. Diferente em todos os sentidos. Não fiz muito turismo, mas mesmo assim fui a lugares interessantes. Só sei que agora, neste exato momento, gostaria de entrar num túnel do tempo e estar lá novamente. Queria que AGORA fosse o começo da madrugada do sábado passado. Estaria voltando da Creperia... devagar... sem o cinto de segurança e serpenteando pelas tesourinhas daquela cidade sem esquinas, mas que tem um imã poderoso.
Olá. Xau.
Queijo baiano
Arraial M’Ajuda
Que champanhe que nada. A bebida do meu reveillon foi como eu me senti no Parracho: colorida, alegre, descontraída e doce. Muito doce. Alguns lugares têm esse poder de transformação. É como se batesse num liquidificador vários sentimentos que nos fazem vibrar, acrescentasse gelo para dar aquele friozinho na espinha e derramasse tudo de uma vez num copo, fazendo uma espuminha que fica por alguns segundos sobre o lábio superior e é tirada com um passar sensual e despreocupado de língua. O que me fez tão bem? Talvez as tendas brancas que refletiam as luzes coloridas dos coqueiros. Ou a areia que me colocava em contato direto com a natureza. Tinha também a visão desconcertante dos vizinhox cariocax. Quem sabe a mistura do axé, rock e eletrônico? Os belos corpos bronzeados, com certeza, contribuíram um bocado. Assim como os shows da Ivete e do Asa. Mas o ponto alto da viagem foi a turma incrível que me acolheu de última hora: Gabriela, Elane, Rúbia, Patrícia, Renato e Marden. Depois de driblar o engarrafamento de kombis, chegamos no Parracho faltando apenas 5 minutos pra contagem. Depois de chorar por uma eternidade pendurada no pescoço da Gabi, dei graças a Deus por tudo de bom que aconteceu na minha vida e me senti pronta para receber os primeiros minutos que engatinhavam na minha direção com muita alegria e esperança. E com a promessa de aprender inglês logo depois do carnaval. Reveillon
Se eu não voltar a escrever até domingo, já deixo aqui o meu Feliz Ano Novo a vocês. Que tudo se realize... no ano que vai nascer... muito dinheiro no bolso... saúde pra dar e vender! :o)
Natal
Meu avô não gostava de sair de casa, mas amava reunir a família. Sempre pedia a vovó para comprar mimos para todos. Armávamos uma grande árvore e era uma farra procurar nossos nomes nos embrulhos. Eu acreditei em Papai Noel de verdade até os 7 anos. E por conveniência até os 10. Depois não funcionou mais. Mas o clima de fantasia era muito bom e hoje em dia acho o máximo ver o brilho nos pequeninos esperando a chegada do Bom Velhinho. Amo ver a cidade toda iluminada. Quer dizer, as cidades que vejo pela TV, porque a decoração da minha não inspira ninguém. Um dia ainda passo as festas de final de ano em NY. Tenho certeza de que aquele monte de luzes coloridas vai acender o meu lado garota e vou pendurar uma meia na lareira. Quem sabe, né?
(na verdade tinha um monte de outras coisas pra escrever, mas ando sem tempo).
Conversa no ônibus
Senhora: Aonde já se viu? Um apartamento de 5 milhões.
Motô: É um triplex. São 3 andares, tudo com muita segurança, mas é muito dinheiro.
Senhora: Eu nem sei quantos zeros tem isso.
Motô: Nem se eu tivesse esse dinheirão todo, eu gastava assim. É um absurdo.
Senhora: E você pensa que esse povo é feliz? Duvido.
Motô: Também acho. Aposto que vivem infelizes. Não podem andar sem segurança. É tudo fechado.
Senhora: Também acho que Silvio Santos não é feliz.
Motô: O Gugu também não deve ser feliz ganhando tanto. Nem pode sair pra rua.
Senhora: Aposto que nós somos muito mais felizes do que eles. Eles nem devem conhecer os vizinhos.
Motô: Pois é. Minha mulher vive trocando receitas com as vizinhas. Emprestam açúcar quando necessário.
Senhora: Eu também vivo pegando coisas com a Dona Fulana do andar de cima. E ela nunca me negou.
Motô: E os ricos vivem seqüestrados também.
Senhora: É mesmo, né? É um tal de seqüestrar gente rica.
Motô: Eu acho que ser rico só tem desvantagem.
Aí chegou meu ponto e eu desci. Eu gosto de gente otimista, que só vê o lado bom das coisas.
Vídeo de estudante vira comercial
Nick Haley criou um comercial caseiro para o iPod Touch, da Apple usando a música “Music is My Hot, Hot Sex, da banda brasileira Cansei de ser Sexy. Nick disse que se inspirou em um verso que diz “my musics is where i’d you to touch”. O vídeo foi colocado no youtube e teve milhares de acesso e comentários entusiasmados. Da internet para a TV foi um click e Nick foi convidado a trabalhar no projeto junto com os criativos da TBWA/Chiat/Day e o novo filminho estreou nos EUA, Europa e Japão. Nick foi pago como um profissional de publicidade, mas ninguém revelou o valor. A Apple também vai financiar seus estudos na universidade de Leeds, na Inglaterra.
Vamos quebrar tudo!
Personagens de ficção são bem interessantes. Quando ficam nervosos, eles destroem tudo o que encontram pela frente. Derrubam luminárias, arremessam jarras, rasgam roupas, quebram copos, depenam travesseiros, é uma coisa. Eu sempre achei esses ataques engraçadíssimos. Até a ala pobre acaba com tudo na hora da raiva. E olha que eles nem têm empregados para limpar e nem grana pra repor os pertences. São pessoas desapegadas, né? Imagine se na vida real a gente pudesse pirar o cabeção? Eu já tinha mandado pro saco um monte de bugigangas que minha avó insiste em exibir pela casa. Um briga com o namorado? As 3 mesinhas de vidro da sala iam virar zilhões de caquinhos. O cliente não aprovou nenhum dos 270 textos que fiz? As vaquinhas que povoam a cozinha iam ganhar asas e voar pela janela. Perdi a promoção de passagens aéreas? Os relógios de parede não iam ter mais um minuto de vida. Meu salário não chegou ao final do mês? Nem Hulk conseguiria rasgar tantos paninhos de crochê que “enfeitam” móveis. O Lula ganhou pra presidente? Transformaria os pratinhos da parede em alvos para os bibelôs de porcelana. Mamãe saiu no carro sem avisar? Ia botar os copos de requeijão na conta do Papa. Masssssss... como não posso nem chegar perto dos pratos duralex mais velhos do que o vento sul, só me resta continuar atirando no chão minhas canetas, quando param de escrever. É só o que me resta da liberdade de expressão.Como ficar bêbada com poucos ml de álcool
Fui visitar uma amiga na casa de praia da família e ela me contou que no dia anterior, ao dar um mergulho, tinha entrado água em seu ouvido. Como tem o tímpano perfurado, acaba tendo dores de cabeça quando isso acontece. Aí, usou uma técnica milenar da família Baiocco, que eu acho estranhíssima. Ela colocou álcool na tampa da vasilha e jogou no ouvido. A mãe diz que a água evapora mais rápido. Depois de algum tempo, ela começou a se sentir mal. Ficou tonta, lerda, falando enrolado, como se estivesse de porre. O primeiro pensamento “a pressão despencou”. Chamaram o cunhado, que é médico. Depois de saber da história, ele deu o parecer:
- Sabrina, você está bêbada!
- Heinnn?
A explicação foi a seguinte: quando a gente bebe, o álcool vai pra corrente sanguínea e só depois chega, diluído, ao labirinto, que fica no ouvido. Como ela tem o tímpano perfurado, o álcool foi direto pra lá, sem escalas. E ela ficou muitcho loca.
Eu achei uma alternativa interessante para quem tem um rombo no tímpano, vontade de ficar alegrinho, mas está sem grana no bolso.
RE.VERB – O show
Quinta-feira passada foi o 3º show da banda dos meus amigos, Reverb. Foi no Teacher's Pub e conseguiu ser ainda melhor que o primeiro. Eu fiquei muito orgulhosa pelo desempenho de cada um. Bem, eu confesso que não entendo muito das partes técnicas: se alguém desafinou nesse ou naquele instrumento ou se entrou antes ou depois, essas coisas. Pra mim, o que vale é o carisma e o que uma apresentação desperta em mim. E posso dizer que me senti orgulhosa de falar pra todo mundo que aqueles eram meus amigos. Os caras com quem eu trabalho. Que eles são talentosos, esforçados e que, acima de tudo, estão começando de maneira digna e despretensiosa, com um repertório de personalidade e empolgante. Parabéns meninos. Vocês são TUDO!!! Guitarra: Tony e Patrick
Baixo: Sergio
Bateria: Tito
Convidado (vocal): Max
...e a verdade vos libertará.
Burning Man


O quê: Evento indefinível (veja box anexo). Acontece anualmente, desde 1986, e dura uma semana, culminando na queima do "homem", uma estátua de madeira de 15 metros de altura.
Onde: Deserto de Black Rock, Nevada, Estados Unidos.
Quando: Entre fins de agosto e começo de setembro.
Porquê: As histórias divergem quanto ao motivo da queima do homem. Seu idealizador e coordenador se chama Larry Harvey.
Quanto: O ingresso varia de 65 a 140 dólares, dependendo da antecedência com que é adquirido.
Como: É preciso levar todos os itens necessários para sua sobrevivência pessoal no meio do deserto. O cupom de entrada diz em letras bem grandes: "Você está assumindo voluntariamente o risco de morte ou danos graves ao comparecer a este evento." Ao partir, é preciso levar absolutamente tudo embora, deixando o local no mesmo estado em que foi encontrado.
Quem: Mais de 20 mil pessoas participaram do Burning Man este ano. http://www.burningman.com/

Nossa correspondente especial, Lenara Verle, conta como foi sua primeira e inesquecível experiência no Burning Man:
De Portland, Oregon, até Black Rock City, Nevada, são nove horas de viagem, ou doze se você estiver dirigindo uma kombi de acampar ano 69. Adicione a isso mais umas doze horas se a kombi quebrar no meio do caminho, como foi o nosso caso. Mas cada uma das horas vale totalmente a pena. Durante o passeio a paisagem vai se transformando de uma floresta de coníferas a uma savana com arbustos aqui e acolá. Passamos por cidades cada vez menores e estradas cada vez mais estreitas, culminando em estrada nenhuma. Black Rock City é na verdade um pedaço de deserto no meio do nada, sem água, eletricidade, e quase nenhuma forma de vida durante 358 dias do ano. O chão não deixa nada a dever ao triângulo das secas, e é carinhosamente chamado de "playa" pelos participantes do evento. Sobre ele é erguida a estrutura de uma verdadeira cidade, com a quinta maior população do estado de Nevada durante os 7 dias de duração do Burning Man - um gigantesco acampamento em forma de lua crescente, com ruas e praças, e a imensa estátua de madeira e neon do "homem" ocupando o espaço central. Após passar o portão de entrada e receber meu "guia de sobrevivência no deserto", segui para o endereço onde meus amigos estariam acampados – 2:15, logo depois de Júpiter. Antes de perguntar "que raio de endereço é esse?", é preciso levar em conta que um dos objetivos do Burning Man é o de quebrar convenções: assim, as ruas radiais a partir do centro são numeradas como horas em um relógio, e os círculos que se espalham levam o nome dos planetas do sistema solar. Logo após a desorientação espacial inicial pensei: como faço agora para marcar o tempo, se as horas já estão sendo usadas para fins de localização? A resposta, óbvia após o primeiro dia é: quem precisa de relógio afinal de contas? Subitamente, um mundo novo se descortina, e coisas imprescindíveis como dinheiro, carro, roupas e banho diário tornam-se totalmente supérfluas. Em compensação, damos mais valor às coisas realmente importantes como água, protetor solar, bastões fluorescentes e um bom papo com pessoas que nunca vimos antes.
O ponto central do festival é a diversidade. É praticamente impossível encontrar uma definição para o evento. Um participante orgulhoso pode chamá-lo de "comunidade experimental temporária", e um repórter deslumbrado de "campo de nudismo misturado com circo de aberrações povoado por malucos e ravers". Cada um tem uma visão diferente, e você pode inventar a sua própria, usando o box abaixo ou a imaginação.No Burning Man encontram-se mais coisas exóticas e diferentes por centímetro quadrado do que o cérebro humano pode absorver. O resultado é uma overdose dos sentidos, agravada pelas poucas horas de sono que fatalmente se seguem. Como dormir com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo? Cada um dos milhares de acampamentos temáticos merece uma visita de pelo menos um dia. Em um lugar você pode escrever seu pedido ao deus do fogo, em outro fotografar a sua vagina para a posteridade, ou controlar luzes piscantes em um arco na areia, passear de camelo, mandar mensagens para o espaço, dançar até amanhecer, andar de avião pelado, ser psicanalisado, entrar em um concurso de fantasias, dar e/ou receber massagens, tomar sorvete, levar choques elétricos, participar das mais variadas seitas, práticas alternativas, aulas, rituais e festas. Tudo isso sem nenhum tipo de transação monetária. A doação e o escambo imperam na playa, um oásis no meio do país mais consumista do planeta.Após o deslumbramento e ansiedade, vem a vontade de ser um verdadeiro "participante" do evento, e não um mero espectador. De sair em busca de novos amigos e de um lugar aconchegante no meio do sol escaldante e das tempestades de areia ocasionais. Convenientemente, bem no finzinho do lado "quieto" da cidade (menos barulhento seria uma descrição mais apropriada) se esconde a Bianca’s Smut Shack. Uma grande tenda coberta por lençóis coloridos, com dezenas de sofás macios e almofadas, uma pista de dança com DJs se revezando durante as 24 horas do dia e garçons voluntários oferecendo sanduíches de queijo grelhado recém-feitos acompanhados da frase "Bianca te ama".Bianca’s é o que pode se chamar de "lar" no meio do deserto. Seus organizadores, auto-intitulados "trolls", levantam fundos o ano inteiro para poder doar comida, bebida, divertimento e abrigo aos participantes do Burning Man durante uma intensa semana. O clima de doação é tão contagiante que quando vi estava pilotando o fogão no turno da madrugada até o sol nascer, e servindo drinques para os freqüentadores da maneira mais original possível: esguichando suas goelas com uma imensa pistola de água. Ninguém parecia se abalar, e porquê deveriam? A maioria deles vestia máscaras esdrúxulas, ou apenas uma camada de tinta brilhante e nada mais. No Burning Man, o surreal é a norma, não a exceção. Difícil mesmo é se readaptar ao mundo "normal" depois que tudo acaba. Muitos relatam terem suas vidas mudadas por "insights" súbitos no meio da playa deserta. Outros verificam uma felicidade generalizada por meses. Quase todos voltam nos anos seguintes, com mais idéias mirabolantes para acampamentos temáticos e instalações artísticas. Para eles, o Burning Man é sempre uma experiência nova e inesquecível.
O dia-a-dia no deserto
No Burning Man tambem há espaço para aquelas coisas tão triviais do nosso cotidiano:
Este site também é muito legal: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=119
Disparidades da nossa justiça – 05/12/2007

LINHARES: 35 pais são presos por não pagar pensão.
Vários pais foram presos em Linhares por não pagar a pensão alimenticia dos filhos. Os pais foram levados para a delegacia da cidade que está superlotada. A polícia está atrás de outros 28. A decisão é da justiça.
BRASÍLIA: Conselho de Ética arquiva duas denúncias contra Renan Calheiros.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha, determinou hoje o arquivamento da 4ª e da 5ª representações contra o senador Renan Calheiros, que renunciou ontem à Presidência da Casa.
* Alguém poderia ensinar Braile pra justiça, pelo amor de Deus?
Idade
TUNAI - FRISSON (DUO)
Eu adoro essa música. Achei umas versões mais incrementadas, mas acho que em alguns casos a simplicidade tem muito mais a dizer.
Não é uma delícia estar numa fase romântica? :o)
Chuva
Uma das evidências mais fortes que deixamos a infância de lado é perder o gosto de pegar, andar, dançar, cantar na chuva. Aquela chuvinha gostosa que nos acompanhava na volta do colégio, no quintal de casa ou nas brincadeiras com os colegas da rua. Eu adorava levantar bem o rosto, entreabrir os olhos e tentar distinguir as gotinhas que iam cair diretamente sobre mim. Mesmo com a duração de um milésimo de segundo, aquele momento parecia poético, como se estivesse em câmera lenta. Era uma delícia ficar ensopada e nem ligar se a roupa de baixo ia marcar porque a única preocupação era ver de qual blusa ia sair mais água, quando torcida. Estranhamente a água do mar ficava mais quente e, por causa disso, era muito legal quando estava na praia e o sol dividia o céu com uma boa chuva de verão. A gente se molhava duplamente e de uma vez só.Até uma tempestade que deixava a rua no escuro virava uma festa, quando não ia passar um programa bacana na TV, claro. Era só começar a sucessão de raios e trovões para separar algumas velas e esperar a luz ir embora. A partir daí, entrava em cena a imaginação que transformava as mãos em pássaros, coelhinhos, aranhas, cachorros e outros seres que, graças a Deus, não existem.
A chuva só não era bem-vinda quando ameaçava estragar passeios ao Parque Moscoso ou algum piquenique. Mas isso era fácil de resolver. As crianças envolvidas tinham a missão de desenhar um sol na calçada para o astro rei mandar as nuvens pro espaço. Se o passeio fosse no final de semana e o tempo estava cinzento, a gente desenhava todos os dias, por precaução. Havia também uma coisinha que eu amava fazer na chuva, e já não era mais criança: beijar. Nossa, beijar na chuva é TUDO. Acho que a saliva misturada com a chuva torna os movimentos da boca e língua mais sensuais, sei lá. Só beijando pra sentir. Mas preste atenção: tem que ser na chuva. Água do chuveiro não vale. Acaba de me ocorrer uma idéia. Se o beijo é bom, imagino então como seria um vucu-vucu enquanto São Pedro lava a casa. Ui! Aí, a gente cresce, fica mais racional, ponderado e chato. Diz que uma chuvinha é boa pra abaixar a poeira e, ao mesmo tempo, reza pra não inundar a cidade. Compra uma sombrinha pequena pra levar sempre dentro da bolsa, mesmo com um céu azul, pra não correr o risco de estragar o cabelo ou pegar um resfriado. Pelo menos o gosto pelo beijo encharcado eu ainda não perdi.
Engenheiros do Hawaii - Refrão de Bolero
Para escutar ao pé do ouvido... :o)
Eu que falei:
"Nem pensar"
Agora eu me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão...
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como refrão de bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser...
Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar...
Num bar!
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro...
Anna, teus lábios são
Labirintos, Anna!
Que atraem os meus
Instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante
Sempre me engana
Eu que falei:
"Nem pensar"
Agora me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão...
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como refrão de bolero
Eu fui sincero como não se pode ser...
Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar...
Num bar!
Anna, teus lábios são
Labirintos, Anna!
Eu sigo tua pista
Todo dia da semana
Eu entro sempre
Na tua dança de cigana...
Anna!
Teus lábios são labirintos
Anna!
Que atraem os meus
Instintos mais sacanas
E teu olhar sempre distante
Sempre me engana
Eu sigo tua pista
Todo dia da semana...
Todo dia, todo dia ... da semana
Eu sigo tua pista
Todo dia da semana
Anna!
Gêmeas
Retalhos do show


Quem quiser me sacanear, que sacaneie agora ou cante para sempre os sucessos dele comigo. Eu gosto do Roberto Carlos. Pronto, falei. Não sou fã igual a minha mãe, mas adoro as letras, tão poéticas e românticas. Sim. Eu também sou romântica. E é lógico que não ia perder o show de sexta-feira, patrocinado pela Garoto. Principalmente porque eu tenho um primo TUDO de ótimo que trabalha lá, Cicico. Na verdade nem é um primo, é um irmão mesmo. Convivemos desde sempre e ele arrumou 3 convites lá pra casa e fomos todas: eu, mamãe e vovó.Chegamos cedo, conseguimos umas cadeiras estratégicas em frente ao palco, pegamos uns brindes, tomamos o sorvete que a Fábrica distribuiu para todo mundo. Roberto Carlos estava atrasado, mas nos divertimos com as companheiras da frente e a alegria da arquibancada que não cabia mais ninguém, de tão lotada. Em um momento, a geral começou a gritar: “cadeira, cadeira”. Era para uma senhora bem idosa, praticamente avó da Dercy Gonçalves. A produção agiu rápido e colocou a tiete na área VIP. Ela já foi vizinha do cantor, em Cachoeiro. Legal!
Pouco depois, o Rei deu o ar da graça. Agradeceu à Garoto, disse que era ótimo voltar pra casa e cantou “Quando eu estou aqui”. Depois, veio a minha música preferida: “Como é grande o meu amor por você”. Ele estava perfeito, brincou dizendo que a terapia estava dando certo e voltou a cantar “Negro Gato” e outras que tinha cortado do repertório. Um determinado momento, ele tocou piano e dedicou uma música a Maria Rita. Eu torci o nariz e comentei com mamãe que achava isso meio chato... até ele começar a cantar... a letra era linda e calou a minha boca. 2 horas depois, ele se despedia cantando a oração “Jesus Cristo” com muitas vozes já saudosas.
“Vá lá na frente pegar uma rosa”, falaram em coro minha mãe e avó, quando eu já levantava pra ir embora. A cena não era animadora: um bando de mulher histérica se acotovelava lá na frente. Mas pra quem está acostumada a ver show de rock perto do palco e pular em micareta, aquelas fãs eram fichinha, pensei, até começar a andar. Elas me empurraram, pisaram no meu pé. E senhoras, viu? Quando consegui ultrapassar a trincheira, uma rosa veio na minha direção. Nem bem tentei pular quando uma tiete afoita subiu no ar, me deu um trompaço e agarrou a rosa. A seleção de vôlei perdeu uma grande jogadora. Quase fui parar do outro lado do Álvares. Um horror! Mas eu não me fiz de rogada. Sacudi as pétalas que caíram no meu ombro e parti pro outro lado, onde ele estava distribuindo mais flores. Me espremi entre a mulherada histérica e o palco, fiquei na ponta dos pés e estiquei os braços, gritando: Robeeeeeeertoooooooooo, Robeeeeeeeerrrrrrrrtooooooooo” e rezando pra nenhuma câmera registrar o vexame. Aí ele se abaixou um pouco e entregou a rosa na minha mão!!! Foi TUDO!!! Se eu sorrise mais, minha cara partia ao meio. Voltei para os braços da minha avó e mãe toda descabelada e quase faltando um dente, mas com a rosa em punho. As carinhas que elas fizeram acabaram com as dores dos pisões. Banda Re.verb
Os ensaios começaram na agência. Eu sempre adorei as músicas e os músicos. O único incômodo era o estúdio improvisado bem na sala ao lado. Nem caixa de ovo tinha. Olha o desespero! Depois de muita vela queimada, mudaram de mala, cuia e cavaquinho, ops (é uma banda de rock), mala, cuia e guitarra, pra garagem. Aí sim, ficou muito melhor de curtir o som dos meus meninos. Uma noite, quando quando ensaiavam, alguns vizinhos do prédio ao lado pediram várias músicas. Estavam fazendo o 1º show e nem se deram conta. Agora estão ainda mais chiques, mais profissionais. Deixaram a garagem e aceleraram para um estúdio de verdade. Não é por serem meus amigos, mas eles estão tocando demais e no palco eles crescem horrores. Eu fiquei muito impressionada quando vi a apresentação. E muito orgulhosa também. Marquem aí na agenda esse show. Vai ser O rock!!! E tenho certeza de que vai ser ainda mais TUDO do que o anterior.Repertório:
YOU (Radiohead) * PAIN LIES RIVERSIDE (Live) * ALL ALONG WATCH… (U2) * LIKE A STONE (Audioslave) * CREEP (Radiohead) * STAY (U2) * FAKE PLASTIC TREES (Radiohead) * BETTER MAN (Pearl Jam) * PLUSH (Stone Temple Pilots) * ENTER SANDMAN (Metalica) * EXIT (U2) * MACHINEHEAD (Bush) * MEGALOMANIAC (Incubus)
Ps. Estou tentando convencê-los a incluir Cherish, da Madonna. Não estou obtendo sucesso. Nem alegando que o Renato Russo já gravou também. Agora deixo esse pedido público.
Niver de Elane - Frase da festa
Ontem foi o aniversário de Elane. Além da ótima comida, bebida e chance de comemorar mais um ano de vida com minha companheira gloss, foi uma festinha que reuniu amigos e me aproximou de alguns outros. A frase da noite que entrou pra história foi da Rúbia: “Velho só vinho e whisky.” Ela parece saber das coisas. Piadinha pra começar a semana
Durante a visita a um hospital psiquiátrico um dos visitantes perguntou ao diretor: - Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?
Respondeu o diretor:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher , um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Entendi - disse o visitante. - uma pessoa normal usaria o balde , que é maior que o copo e a colher.
- Não - respondeu o diretor - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria ?"
Isso não é do meu tempo
Eu já ouvi isso algumas vezes de amigos mais jovens quando falava sobre algum livro, artista, filme, peça de teatro, seriado antigos. Ou mesmo algum fato histórico. Aí, ao invés do maldito inculto ficar calado e tentar aprender alguma coisa, não. Ele solta um “ihhhhhh... isso não é do meu tempo” e ri alto, cheio de deboche. Eu respondo na hora sem dó, nem piedade: “nem do seu tempo, nem da sua cultura, né?”. Troco um gato por uma vaca
Pior de tudo é que nada será feito. É nessa hora que nós, os consumidores, podemos dar o troco. Não comprando mais leite e falindo a empresa desses safados. É o que estamos fazendo aqui em casa. Agora só entra leite em pó. Espero que nenhum espertinho resolva adulterá-lo também, adicionando giz à mistura. É melhor nem dar a idéia. Acho que vou trocar o Kiko por uma vaca.
Este feriado deixou de ser Vital

Algum capixaba reparou como o dia está lindo? Céu aberto, azul, ventinho gostoso, sem cara que vai chover? É CLARO que está assim. Afinal, este ano não vamos ter o Vital na cidade. Para quem não sabe, Vital é nosso carnaval fora de época que atrai turistas de todo o país. E quase todo ano chove. Parece até finados. Em 2006, a essa hora, eu tava na agência fungando horrores por conta de um resfriado feio e também muito agitada, cantarolando as músicas do Chiclete com Banana. Minha tia sempre vinha pra cortar meus abadás. Eu, Elane e Gabriela, minha companheira inseparável de micareta, estávamos arrumando garrafinhas pra levar o Jonninho. E tinha mais: reza. Muitas orações para que parasse de chover. Chovia horrores. Pensei até que Noé fosse oferecer a barca pro Bel se apresentar. Pior que o novo lugar da festa era uma porcaria. Além de menor, era fechado, acumulava água em diversos pontos, tinha lama na entrada e tinha ainda minha gripe. Quando chegamos, eu não parava de espirrar e tossir. A garganta pulsava mais do que as saídas de som do trio elétrico. O vento era cortante, fazia um frio do cão e meu corpo só começou a parar de tremer depois de umas 3 músicas e muito Jonninho deslizando garganta abaixo. Mas mesmo com tantas chateações, nos divertimos muito. Muito mesmo. E pasme: no sábado, quando consegui levantar da cama, a gripe tinha ido embora! Sim, sim. Eu tava curada. Acho que o vírus passou tanto perrengue comigo, que resolveu partir de mala, cuia e cavaquinho. À noite foi a mesma coisa. No domingo o tempo melhorou um pouco e eu e Gabi confessamos: “é... ano que vem, a gente volta”. Mas não voltamos porque o Vital acabou. Na verdade, o Vital a que estávamos acostumadas e que pulava há uns 10 anos, já vinha definhado. O Vital perto do mar, com muita pista pela frente. O Vital sem confusões, com segurança para quem estava dentro e fora dos blocos. O Vital com infra-estrutura, coisa que os organizadores deixaram de lado há muito tempo. E assim, o Vital foi minguando... minguando... e foi riscado do calendário de festas do ES. E São Pedro este ano resolveu não lavar a casa. O dia tá lindo de viver. E eu podia estar cortando meus abadás, cantarolando “Diga que valeu” e me preparando para outro Vital Gloss. Saco.
Muitas emoções no salão
Quem DANÇA seus males espanta
Hoje quero ouvir de tudo. Tudo o que faça meu corpo mexer, vibrar, falar, mesmo que involuntariamente. E ele quer discorrer numa linguagem universal, intergaláctica.



