Hoje é o Dia Internacional da Luta Contra a AIDS

Uma época atrás, conversando com uma conhecida que é ginecologista, ela contou que uma patricinha de 18 anos, moradora de um bairro classe AAA de Vitória, foi fazer uns exames mais detalhados porque tinha transado pela 1ª vez com o namorado. Ele, igualmente classe AAA e quase da mesma idade, não levou o “capote” e ela, com vergonha de pedir, deixou pra lá. A médica, conhecida da família, não sabe porquê cargas d’água resolveu pedir também o HIV. Resultado do exame: positivo.

Mesmo que seu parceiro tenha transado com apenas 2 ou 3 pessoas diferentes, essas 2 ou 3 pessoas podem ter ido pra cama com mais umas 2 ou 3 outras pessoas... e por aí vai. No final das contas, o resultado pode ser negativo pra você. Ou pior, positivo. Camisinha não é tão ruim assim, gente. É só usar com KY. Fica aqui a dica.


Ps. Se a pessoa nem sugere usar com você pela 1ª vez é porque não deve usar com ninguém. Ou você acha que são os seus belos olhos? Pense nisso.

“Eu vi a cara da morte, E ela estava viva”

Lembro como se fosse hoje. Anos 80. Doença misteriosa que atacava principalmente os gays, prostitutas, hemofílicos e usuários de heroína. Muitos ídolos, meus ídolos, atores, cantores, intelectuais e tantos outros definhavam a olhos vistos. Alguns negavam. Outros fizeram questão de aparecer e dizer que tinham contraído o maldito HIV. Queriam alertar sobre o surgimento do mal que nascia num dos momentos de maior prazer do ser humano: o sexo. Foi um corre-corre. Nessa mesma época, eu soube que camisinha não era apenas uma blusa pequena, mas um escudo contra a ameaça que não tem cura. Infelizmente a geração mais jovem prefere ignorá-la. Talvez por não terem acompanhado o surgimento da doença e sua verdadeira face, a grande maioria prefere contar com a sorte. Os coquetéis mudaram a cara da AIDS. Mas ela ainda existe. E não é bonita.

6º sentido

Eu sempre paro o carro no mesmo lugar quando vou pra agência. Displicentemente longe da calçada – os meninos falam que meu corsinha ano 20 é uma guarita – e sob uma frondosa árvore. Mas nessa 2ª feira, quando ia estacionar, aquela árvore que sempre protegeu meu carro do sol me pareceu ameaçadora. Na mesma hora pensei “já tá chovendo há tanto tempo... vai que acontece alguma coisa e esse troço cai?”. Dei ré e parei mais distante. Fiz isso também na terça e quarta. Ainda bem, porque ontem na hora em que estava indo embora, vi um objeto não identificado entre as rodas dianteiras. Era um pedaço considerável de galho que tinha se soltado e, pela posição, deve ter passado a um centímetro do capô. E não é exagero, já que o galho se partiu em 2 e um dos pedaços estava embaixo da placa, exatamente. Isso foi um puxão de orelha para confiar sempre na minha intuição, que é fortíssima, mas às vezes ignorada. Eu acredito que quanto mais as pessoas ficam abertas a ela, mais ela se desenvolve. Obrigada, Meu Deus.

Na Natureza Selvagem



Temos um objetivo e fechamos os olhos para todos os sinais que aparecem pelo caminho. Deixamos a determinação se transformar em obsessão. Ninguém, nem nada, possui tanto valor quanto concluir a jornada que traçamos. Não percebemos que alguns objetivos servem apenas para nos colocar em estradas que vão desembocar em outros nortes. Lugares onde devemos chegar, onde somos esperados. Mas nem sempre a arrogância em terminar o que começamos nos deixa enxergar os atalhos, curvas e retornos que imploram a serem seguidos. Quantas vezes o fim chega com o final feliz que procuramos?

Na Natureza Selvagem é baseado numa conhecida e emocionante história real. Brilhantemente dirigido pelo Sean Pen e estrelado por Emile Hirsch. Imperdível.

Quer saber de uma coisa?

Tem gente que ama fazer brincadeirinhas sem graça. Uma tiradinha aqui, outra tiradinha ali, só pra encher o saco. Não curto essas provocaçõezinhas porque não faço com ninguém. Algumas pessoas revertem a situação e deixam o engraçadinho em maus lençóis. Eu não consigo. Quando me sinto desrespeitada por piadinhas, minha vista escurece e quase sempre meu raciocínio é cortado. Não quero reverter a situação. Só quero mandar a pessoa tomar no cu. E mando. Bem fina.

Vovó Zona

Com mais ou menos 1.50 de altura, 80 anos, pele branca, bochechuda, grandes olhos castanhos e cabelos curtos prateados encaracolados, Dona Linda é um sucesso por onde passa. Muito fofa e prestativa, minha avó adora mimar, conversar e tomar conta das pessoas, mesmo de estranhos. Mas não se metam a besta com ela. Dia desses, ela estava no supermercado com 2 latinhas de leite condensado para um pudim, quando percebeu que as filas estavam gigantes, inclusive a do caixa para idosos, deficientes e grávidas. Só que essa última tinha gente de todo o tipo, menos a quem se destinava. Então, sorridente e com seus passinhos curtos, ela foi pedindo licença e ficou do lado esperando a vez de ser chamada pela moça do caixa, quando uma adolescente falou bem alto.

- Ei, a fila é lá atrás.
- Minha filha, você sabe ler?
- Sei.
- Então, leia aquela plaquinha ali, ó. – disse apontando para o local onde informava quem tinha a preferência do caixa.

A menina ficou toda sem graça, muita gente riu alto e vovó tomou seu lugar de direito. Fiquei ainda mais orgulhosa dela. Chupa, garota!

Lambada, a dança proibida lá em casa.



Mesmo com o nome péssimo, os dançarinos feios e as roupinhas cafonérrimas que o Kaoma se apresentava, eu adorava dançar lambada e gastar a sola do sapato rodopiando pra lá e pra cá, mas sem a sainha curta rodada que mostrava a calcinha e mantendo uma distânciazinha que impedia o esfrega-esfrega fatal. Coisa de centímetros. Acredite que isso é possível e não compromete a performance em nada. Lambadeira sim, mas com dignidade.

Aí, um belo dia uma amiga me ligou pra dizer que tinha arrumado um professor de lambada que ia dar as aulas em casa e pediu pra ser aqui, onde tem um bom espaço para todas as voltinhas necessárias.
- Flávia, quem me dera. Não sabe como meu avô é? Se meu vovô sonhar, só sonhar, Flávia, que eu danço isso, ele me mata! Tá louca?
- Mas seu avô chega tarde todo dia. Ele não vai ver.
- É? Mas se algo acontecer e ele chegar antes? Bem na hora em que eu estiver dançando? Nem quero pensar! Não. Aqui, não.
- Droga. Tem que ser aqui em casa, então. Pior que meu pai também não gosta. Espero que ele nunca esteja em casa. Ainda bem que ele chega tarde direto.

Mesmo as aulas não sendo na minha casa, eu fiz parte da turma de 6 amigas que ficaram craques em todos os passinhos. Quer dizer, em quase todos. A parte que o cara me jogava pra lá, depois me puxava e que eu tinha que ir e voltar fazendo movimentos circulares com a cabeça pra jogar os cabelos como se fossem as hélices de um helicóptero, não dava certo de jeito algum. É muita coisa pra controlar de uma só vez. Minha coordenação motora não permite. Depois de várias cabeçadas e um quase ataque de labirintite, o professor desistiu de mim. Saco. Mas fora isso, eu até que dançava direitinho.

Pagamos 15 aulas e sempre era uma festa quando estávamos lá, dançando. Eu ainda acho o ritmo contagiante e delicioso. Claro que não é música pra se ouvir. É música pra se dançar. E pra quem gosta de dançar junto. Só sei que falava tanto nas aulas que, no último dia, mamãe e vovó resolveram ir conferir como a bambina delas estava se saindo. Mas foi preciso uma operação de guerra. Vovô tinha chegado mais cedo aquele dia e estava azedo. Inventamos uma história de que tinha uma apresentação no meu colégio e elas tinham que ir. E lá fomos nós pra casa da minha amiga. Antes de sair, ainda encontramos um colega de vovô que veio trazer umas notas da TEXACO. Cumprimentamos rapidamente e saímos apressadas e sorridentes.

Essa noite a mãe da Flávia tinha feito um lanche especial porque todas as outras mães também tinham aparecido para o último dia. O professor estava sorridente e a aula durou mais tempo do que o combinado. Em meio a tantas conversas e gargalhadas, o comentário geral era que nenhum dos pais sabia que as filhas estavam ali, nem o próprio dono da casa, que nunca tinha hora pra chegar do trabalho. Depois de uns comes e bebes, o professor tirou as mães para dançar. Até vovó deu umas voltinhas. Então chegou o momento da dona da casa arrasar. Na hora em que a mãe da Flávia estava no meio da sala, meio encaixada no cara, com a cabeça virada para trás e quase encostada no chão, no rimo do "thanran, thanran, thanran, tharan", a porta se abre e aparece o marido. As mudanças na cara foram impressionantes. Parece que ele ia fala “boa noite”, e mudou pra “Que porra é essa?” e acabou num “Eu mato alguém!” Não sei como o professor não largou ela no chão. E pra piorar ainda mais a situação, o pai da Flávia era o homem que tinha ido à minha casa entregar as notas da Texaco para o meu avô. Só que estava tão chocado com a cena, que nem me viu direito. Vovó balbuciou um "Meu Deus". Vi que a outra porta estava aberta para entrar mais vento e nem quis saber se teria que apartar alguma briga. Puxei as duas e saímos de fininho pelos fundos. Nem quero imaginar se isso tivesse acontecido aqui no meu quintal com meu avô. Era divórcio na certa e retirada do testamento. Tá certo, vá lá. Não tem testamente, mas se tivesse, ele tiraria.

Depois de umas horas, a Flávia ligou falando que o bicho tinha pegado lá e que num determinado momento, ele comentou:
- E aquelas 3 que saíram por trás? Quem eram? Eu acho que conheço.

Só sei que não fomos descobertas por um triz e, principalmente, porque a mãe da Flávia roubou todas as atenções. Graças a Deus. Depois de um tempo, fui a Arraial D´Ajuda e coloquei todo o meu conhecimento em prática. Não fiz feio com nenhum dos nativos que me tirou pra dançar. Ano que vem eu quero fazer dança de salão. Os argentinos que se cuidem.

+ um pouquinho de Lambada

Ilhada na ilha de Vitória

Domingo último eu passei um tremendo sufoco em Vitória. Fui visitar o meu amigo Fernando, que virou carioca, e saí da casa dele debaixo de uma chuva torrencial que inundou avenidas, alagou bairros e me deixou apavorada ao perceber que não conseguiria voltar pra casa tão cedo porque meu corsinha sedan infelizmente não existe na versão anfíbio. Depois de cruzar vários pontos críticos, atravessar canteiros e quase ser atropelada por um caminhão caindo aos pedaços, consegui chegar muito perto da 3ª Ponte. O problema é que esses poucos metros tinham virado, praticamente, um mar. Via a hora de Noé passar por ali oferecendo carona. O jeito foi achar um lugar seguro, desligar o carro e esperar a água baixar. Já eram quase 22h quando me toquei que uma amiga morava na área e fiquei toda contentinha. Era só ligar pra ela, deixar o carro onde estava e dormir por lá. Uma idéia genial! Liguei. Chamou, chamou e nada, nada. Ninguém atendia o bendito telefone. Depois de muita luta, ela acabou me ligando no celular.
- Gisele! Graças a Deus! Tô aqui pertinho da sua casa, ilhada. E essa água não vai descer tão cedo. Posso dormir aí?
- Anna, pode. Se eu conseguir chegar em casa.
- Não vai me dizer que você está na rua?
- Tô aqui perto do Boulevard.
- PQP! Então volta no mesmo pé porque você não vai conseguir chegar em casa nunca. O negócio tá feio!
Ela voltou pra casa da sogra e eu fiquei arrasada com a situação. Meia-noite era pouco pra eu conseguir chegar em casa. Aí comecei a conversar com um casal muito simpático que estava do meu lado. Eram engraçados e isso ajudou o tempo passar. Eles estavam tendo um briga divertida porque ela não queria ter saído de casa aquele dia e ele perturbou tanto as idéias dela, que ela acabou indo. Depois de muito tempo sentados contando causos, eu lembrei de perguntar os nomes deles. Não acreditei quando ouvi a resposta dele à minha pergunta. Só podia ser um aviso. Na mesma hora eu falei:
- Gente, vamos tentar voltar e pegar a Av. Leitão da Silva? Eu acho que a água daquele cruzamento já baixou.
- Será? Tava meio feio.
- Mas se tiver baixado mais, a gente atravessa e pega a Beira Mar. É só um pedacinho!
Depois de muita ponderação, resolvemos ir. Realmente não era mais um Oceano Atlântico. Já tava mais pro Amazonas, e sem a pororoca. Eles pararam o carro do meu lado e achamos melhor esperar alguma cobaia atravessar primeiro. E não é que um Voyage conseguiu chegar ao semáforo? Passamos também e paramos do outro lado. Chamei um guardinha que apitava histericamente.
- Ei! Ei! Depois desse pedaço tem mais alagamentos?
- Não. SE a moça (adorei o moça) conseguir passar, vai ser fácil chegar à 3ª Ponte. Mas SE conseguir. A moça é que decide.
Fiquei insegura. A tal parte alagada me pareceu muito mais ameaçadora depois de tantos SÉS que o tarado do apito falou. Pensei que SE o carro parasse, ia morrer numa grana na oficina, que nem acabei de pagar o último serviço. Eu ainda estava com cara de interrogação quando ouvi a buzina do carro do casal.
Ele: E aí, vão?
Eu: ...
Ele: Vamos. A gente vai conseguir.
Eu: Vamos...
Ele: Quem vai na frente?
Eu: Vocês, claro!
Graça riu.
Ele (rindo): E por que?
Eu: 1º que eu tô num Corsinha 1.0 e vocês estão num Corolla. 2º que com esse nome, você tem que ir é na frente mesmo!
Eles gargalharam e foram. Quando mergulharam no alagado eu vi no que ia me meter. O Corolla tinha água pelo pára-choque. Engatei a 1ª, acreditando que o nome do cara era um sinal de que tudo ia dar certo e fui, acelerando. Quase imediatamente a água fez a luz do farol ficar mais fraca. No meio do caminho o carro engasgou 1 vez, 2 vezes; eu acelerei mais, rezando alto, agarrada ao volante:
- Me ajuda, Senhor! Me ajuda, Senhor! Me ajuda, Senhor! – até conseguir sair, graças a Deus.
Foram os 4 ou 5 metros mais longos de toda a minha existência. Mais à frente, vi o Corolla parado e o casal sorridente que torceu para o meu carro não morrer afogado, literalmente. Me despedi agradecendo a consideração e desejando uma boa volta para casa.
- Tchau, Anna. Vai com Deus.
- Tchau, vocês também!!!
E tenho muito o que agradecer a Ele por ter colocado aqueles 2 no meu caminho. Graça e Moisés. Moisés. Como não ia conseguir atravessar aquele mar com um sujeito chamado Moisés indo na frente? E tem gente que não acredita em sinal.

Psicologia infantil


Criança é uma delícia. Não sou de ficar apertando bochechas por aí, mas curto uma pessoinha esperta e bem educada. As pestinhas eu passo. E com um bom passa-fora.

Copa do Mundo de 94. Asfaltos pintados, pessoas alegres e eu tendo que estacionar meu carro a quilômetros da casa de uma amiga para não atrapalhar os desenhos que os nativos estavam fazendo nas ruas. Ao abrir a porta, me deparei com uma gangue mirim de 6 pestinhas. Deviam ter idades entre 7 e 9 anos. A menorzinha logo tomou a dianteira:
- Você não vai passar! Você não vai passar! – com as mãozinhas na cintura e a cabeça de lado.
Eu parei, surpresa com a singela abordagem.
- Éééé, a rua tá pintada! Você não vai passar! – a gordinha acrescentou.
Eu olhei pra Gelisa, do meu lado. Ela riu, sabendo da minha enorme paciência com tipinhos malcriados.

- Se você passar, ó (fechou uma mão e bateu com a outra em cima, fazendo o delicado gesto de tá f*) – falou novamente a menorzinha.
Meu queixo caiu. Não acreditava no que estava vendo pouco acima da minha linha da cintura. Os coleguinhas rolavam de rir. Como só gosto de criança mal educada com uma maçã na boca saída do forno, resolvi acabar com a farra.
- Sua mãe sabe que você faz isso na rua? – eu falei, tranqüilamente.
Como um milagre, as risadas acabaram. Ela abaixou a cabeça. Um dos garotos saiu de fininho.
- SABE, GAROTA? – falei alto e ela teve um sobressalto. Os outros estavam com os olhos arregalados.

Ela fez não com a cabeça, sem olhar pra mim, mirando os pés.
- Eu não falei nada! – desertou a gordinha, ao sair correndo.
- Pois eu vou à casa de vocês agora e eu vou contar pra cada mãe! Seus mal-educados! – falei, enquanto batia a porta do carro e avançava pra cima deles.
Os insuportaveizinhos saíram em disparada. Acho que eles estão correndo até agora. Pestes.

Pega-pega



Para começar bem a semana, nada melhor do que ver uma brincadeira de pega-pega. Vale a pena ver.

DEPOIS DO THE END – A Fantástica Fábrica de Chocolate

- Não moça. Pela última vez, não existem chocolates Willy Wonka Zero.
- Nem com menos calorias?
- Não. São todos iguais.
- Calóricos e engordativos.
- Exatamente.
- Bem, então... nada feito – e a mocinha, espremida numa calça jeans e barriga de fora, saiu batendo a porta de vidro com sininhos.
O dono da lojinha passou a mão pela careca, tentando domar o topete que ele ainda acredita existir. Estava nervoso.
- Agora me fala, Deuclídes. Pra que essa tábua precisa de chocolate Zero? Você viu as costelas? Dá até pra fazer um reco-reco.
- A moda agora é Zero, seu Agenor. As pessoas comem, comem, comem e, pra aliviar a consciência, pedem um refri Zero, um doce Zero, uma palhaçada Zero.
- Eu já falei isso pro Wonka e sabe o que ele me respondeu?
Deuclídes sacudiu a cabeça.
- Que prefere ter um Rei Momo como garoto propaganda do que fazer doces Zero.
- Que isso, seu Agenor!
- Pois é. Disse que altera o sabor, mas me pareceu outra coisa. E sabe do que mais? Isso não pode continuar. Eu vou ligar pra reclamar.
Deuclídes arregalou os olhos enquanto seu Agenor sacudia o telefone como se o coitado fosse a goela do Wonka.
- Ele já tem dinheiro o suficiente para as três próximas encarnações. E o meu mal dá pra esta.
No segundo toque, para a surpresa de seu Agenor, uma mocinha atendeu.
- Boa tarde... – disse seu Agenor, inseguro, imaginando onde estaria o Ompa Loompa telefonista – é da Fantástica Fábrica de Chocolate?
- Sim, quem está falando?
- Aqui é Senhor Agenor.
- Em que posso estar ajudando, Sr. Agenor?
- Eu quero falar com o Wonka. Pode passar o ramal?
- Ah, mas isso eu não posso estar fazendo.
- Por quê?
- Porque o Sr. Wonka não está querendo atender qualquer um.
- Quem é você? – disse intrigado.
- Eu sou a esposa dos Ompa Loompa. Estou querendo dizer, de um deles.
O queixo de seu Agenor caiu.
- Os Ompa Loompa têm esposas? Têm irmãs, tias, mães? – disse embasbacado.
- Claro que têm mães. Está achando que eles brotam da terra? Ou melhor, do chocolate? – a moça começou a ficar irritada – Eu sempre estive sabendo que a gente nunca representou nada pra eles. Mas isso já está sendo demais.
- Não, Dona Ompa... – e parou, sem saber do que chamar a mulher.
- Está querendo saber saber? – perguntou aos berros. – Vou estar te passando pro todo poderoso. Tomara que você seja um desses repórteres fofoqueiros.
Seu Agenor tomou um susto tão grande que deixou o fone cair no chão.
- O que foi seu Agenor? O Sr. está pálido – perguntou Deuclídes.
- Deuclídes! Existem mulheres Ompa Loompa. Pega a extensão – e fez sinal de silêncio porque, no mesmo instante, um homem atendeu a ligação.
- Wonka falando.
- Sr. Wonka! Os Ompa Loompa têm esposas?
- Você é jornalista? – perguntou, apreensivo.
- Não, eu sou...
- Menos mal – cortou Wonka, aliviado. – Não sei até quando vou conseguir abafar esse assunto. Como soube?
- A Ompa, quer dizer, a mocinha que atendeu a ligação deixou escapar – disse seu Agenor, meio sem graça. – Como isso aconteceu?
- Você acha que os Ompa Loompa brotam da terra? Ou melhor, do chocolate? – disse Wonka, impaciente.
- É... não... hum... – disse sem saber o que dizer, seu Agenor.
- Sempre pensei que fossem clones... – disse Deuclídes, se intrometendo na conversa. – ou, sei lá, Gremlins do chocolate...
- Antes fossem, antes fossem. Mas eles têm mães, irmãs, tias e... – Wonka baixou o tom de voz. – sogras.
- O que?! – seu Agenor não conseguia acreditar.
- Sogras. Os Ompa Loompa têm sogras. E elas sabem um monte de musiquinhas. Uma para cada situação. Todas criadas na hora.
- Pobres Ompa Loompa – disse seu Agenor, com amargura.
- E o pior você não sabe – falou Wonka, com um fio de voz.
- O que pode ser pior do que uma sogra repentista? – assustou-se Deuclídes.
- As esposas.
- São iguais às mães? – seu Agenor apertou o fone na orelha.
- Elas são iguais a eles.
- Deus é mais! – gritou de pavor, Deuclídes, ao imaginar a versão Ompa Loompa de saias.
- E agora resolveram que não querem mais ser.
- Totalmente compreensível. Totalmente compreensível – afirmou seu Agenor.
- Você não entende?! – Wonka estava realmente apavorado. – Agora elas querem ser diferentes. Ter cabelos diferentes, roupas diferentes. Fazer tatuagem, botar piercing. Algumas querem até dirigir e usar salto alto. Várias estão na enfermaria com os tornozelos torcidos.
Seu Agenor começou a sentir pena do Wonka.
- Os Ompa Loompa não conseguem mais trabalhar em paz. Elas reclamam que eles nunca conversam. Querem atenção! São carentes e barraqueiras. Minha produção nunca foi tão baixa.
- E o Charlie? – quis saber Deuclídes.
- O que tem Charlie? – perguntou na defensiva.
- Ele não é seu braço direito? – continuou.
- O problema é que sou canhoto – disse desgostoso.
- Então, ele não está ajudando? – insistiu Deuclídes.
- O Charlie está num spa – respondeu a contra-gosto.
- Mas ele sempre foi tão magricela – disse seu Agenor.
- E nem parecia ser guloso – completou Deuclides.
- Ele não era de comer muito. Até o dia em que leu uma reportagem: "Chocolate substitui o sexo". Antigamente não tinha mulher na fábrica. E o Charlie em plena adolescência – disse, pesaroso.
- Ele deve estar uma bola – falou Deuclídes, com um risinho maldoso.
- Então tá, Sr. Wonka. Mais sorte pro senhor – disse seu Agenor, querendo acabar o papo. Estava começando a ficar deprimido.
- Pera aí. Quem tá falando? – perguntou Wonka.
- Aqui é seu Agenor, da lojinha da esquina.
- Ah sim, seu Agenor. Mas por que o senhor ligou?
- Eu gostaria de saber, Sr. Wonka, quando vai começar a fabricar doces Zero.
O silêncio do outro lado da linha foi tão grande, que seu Agenor pensou que a ligação tivesse caído.
- Sr. Wonka?
- Nunca, Seu Agenor! Eu NUNCA vou fabricar doces Zero. Primeiro porque as Ompa Loompa estão loucas pra que isso aconteça. Muitas estão engordando e pensam que vão ficar iguais ao Charlie. Até já espalhei fotos dele pela empresa. Algumas já foram embora.
Nesse momento, o sininho da porta tilintou e outra magrela de barriga de fora entrou na lojinha. Dava pra ler "Zero" piscando na testa.
- Segundo, - Wonka continuou – vai que o próprio Charle se anima a voltar e, no desespero, se engraça com alguma delas?
Seu Agenor estava paralisado. Aquele era um caso perdido. Não sabia se odiava mais as Ompa Loompa ou aquele maldito umbigo que implorava por baixa caloria. Ficou muito irritado com o Wonka, depois que ela pediu um chocolate Zero. Nem reparou que desligou o telefone na cara dele.
- Por que você não pára de fazer doce e leva um desses, heim? – quase implorou seu Agenor, com um sorriso.
- Moço, eu não faço doce – falou com voz fina, antes de sair batendo a porta de vidro com sininhos – e, se fizesse, seria um doce Zero.



Ps. Se você gostou do estilo, tem outro aqui: http://dezdedinhos.blogspot.com/2008/07/depois-do-end-et-guerra-dos-mundos.html

Proposta para perdoar traficantes no Natal

“O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária vai submeter a Tarso Genro e ao Lula a proposta que contém mudanças nas regras o indulto natalino de 2008, inclusive uma que prevê o perdão para traficantes que não pertençam a organizações criminosas.

O indulto de Natal é o perdão definitivo de penas concedido pelo Presidente da República a condenados, sob preenchimento de determinados requisitos. A medida é diferente da saída temporária, em que alguns detentos saem das penitenciárias nos períodos de festas e precisam retornar a prisão.

Após cumprirem um período da pena, eles seriam libertados dentro de uma perspectiva de desinternação progressiva. “A idéia é soltá-los do sistema penal e alocá-los dentro do Sistema Único de Saúde”, disse Shecaica – Presidente do CNPCP. Mulheres que tenham filhos com necessidades especiais e pessoas com doenças graves, como os tetraplégicos, possuem tratamento prioritário para concessão do indulto.”
Fonte: A Tribuna, 27/10/2008

Brasileiro é um povo estranho. É difícil conseguir prender os bandidos que devem ser presos e, quando conseguem, querem soltar antes do tempo. Livrar a cara do traficante que prefere atuar como freelancer é uma vergonha. É mostrar que o crime vale a pena, porque a pena é pequena. Claro que existe uma diferença entre os que agem sozinhos dos que integram o crime organizado, mas isso deveria ser decidido na hora do julgamento e não depois. Acha que esse tratamento não é um alívio para os que estão de fora, com medo de serem pegos?

Outro ponto é a saída temporária. Essa nossa justiça dá muita folga pra esses bandidos, viu. Onde já se viu condenado sair da prisão pra comer Chester, ou ovinhos da Páscoa em casa. Quer passar Natal com a família? Pára de roubar e vai arrumar o que fazer, vagabundo.

E daí que a detenta tem filho com necessidades especiais? Que pensasse nisso antes de entrar para o mundo do crime e deixasse o coitado órfão.

A pessoa tem alguma doença grave ou mais de 60 anos? Na hora de fazer o mal feito, isso não pesou, pesou?

Se comportar de maneira correta não deveria ser um favor, já que se comportou tão mal antes de ver o sol nascer quadrado.

Claro que existem bandidos e bandidos, e que eles deveriam ser tratados de formas diferentes, sempre pensando na reabilitação. Reabilitação. O que é muito diferente de fechar os olhos para o que já aconteceu e achar que o caminho certo é dar uma colher de chá antes da pena acabar. No meu entender, a impunidade é um dos principais motivadores àqueles que pensam em passar para o lado negro da força.

Sim, eu ODEIO bandidos. Odeio muito. Eles me tiram tão do sério que há anos atrás eu dei um soco num moleque do meu tamanho quando ele tentou me assaltar na saída do banco. Ele puxava minha bolsa de lá, eu puxava de cá. Ele puxava pra cá, eu puxava pra lá. E as pessoas passavam, olhando, acovardadas. Fui me emputecendo, emputecendo até que explodi e acertei ele do lado da orelha. Do jeitinho que meu primo me ensinou. Ao invés de acertar em linha reta, eu bati de lado, que fica mais forte. Ele tomou um susto, cambaleou e saiu correndo. E eu xingando até a última geração dele. Foi uma maluquice, mas na hora eu nem pensei.

Eu acharia ótimo se os verdadeiros culpados por crimes bárbaros tivessem uma pedra amarrada no pescoço e fossem atirados aos tubarões, para servir de exemplo. Incluindo aí, os malditos políticos corruptos que estão acabando com o nosso país e cooperando para aumento do número de meliantes. E nem adianda me olhar torto. Cadeia é para homens, e não para animais.

Macaquices


Estas fotos tem 1 mês. Mas estes vizinhos da agência continuam aparecendo até hoje. Agora, além dos tradicionais biscoitos, passei a trazer também bananas. A turma deve ter mais de 30 saguis. Na 2ª foto, repare nos que estão nas árvores. São lindos, mansos e muito educadinhos na hora de pegar a comida.

Varejo hardcore

Os clientes acham que só o comercial extremamente agressivo de varejo aumenta o consumo. No meu caso, eu estou sendo consumida por ele! Até o último pingo de criatividade e dignidade!! Tô com medo da luz se apagar e nunca mais acender!!! Tô com medo de enfiar exclamações em tudo quanto é texto!!!!!!! Tô com medo de escrever “preços no chão” para vender um Mitsubishi que custa quase 200 mil reais. Tô com medo de colocar “é só amanhã” para divulgar uma peça de teatro que ainda nem estreou. Tô com medo de olhar para o céu à noite e ver splashes no lugar de estrelas. O negócio tá feio. E a tendência é só piorar.
Um briefing institucional pelo amor de Deus! Um briefing institucional por caridade!!!

A ocasião faz o ladrão?

Há umas semanas, eu me diverti muito vendo A Grande Família. O episódio mostrava a atriz Juliana Alves, a Mulher Gerimun, trabalhando na casa da Nenê e Lineu. Com roupas de menos e abundância de mais, a moçoila rebolava enquanto varria e esbanjava sensualidade na hora lavar a louça. Ou seja, deixou a mulherada de cabelos em pé. O mais engraçado mesmo foi a reação dos homens. O Agostinho, contrariando todas as expectativas, foi quem mais detestou a contratação porque anteviu a confusão que uma mulher fruta dentro de casa poderia render. E rendeu, claro.

Depois fiquei pensando que mulher teria coragem de colocar uma empregada daquela dentro de casa, perto do marido e dos filhos. Não se trata de insegurança, falta de confiança no seu homem ou preocupação com a cria. Mas seguro morreu de velho. O mundo já anda de pernas para o ar. Ninguém mais respeita aliança no dedo da mão esquerda. Tá cheio de sirigaita por aí que só de saber que o cara é casado, fica toda ouriçada. A verdade é que há tentação espalhada por todos os lugares e tudo o que a gente menos precisa é ter uma maçã apetitosa bem debaixo do nosso nariz diariamente. Se a ocasião faz o ladrão, não tenho certeza. Mas eu que não vou deixar minha carteira aberta por aí. O que você pensa sobre isso?

As bonitas que me perdoem. Mas feiúra é fundamental. Lembram da Sienna Miller? Eu nunca contrataria uma empregada, ou babá com 1% de potencial. Vai que ele tem uma fantasia com secretárias do lar. Uma amiga me contou que a empregada dela usa um short minúsculo e blusa decotada. É baranga, mas tá mais exposta do que umbigo de pirigete. Se fosse comigo ela estaria trabalhando de burca, pra lagar de ser besta.

E você, homem, que está lendo isso e me achando insegura, desconfiada ou maldosa, o que acha da sua mulher contratar um jardineiro como um desses caras lindos aqui abaixo? Imagina um sujeito desses, com os braços de fora, suados, peles curtidas pelo sol desfilando pelo seu quintal e, talvez oferecendo uma rosa vermelha de pétalas enormes a Dona Encrenca? Mas você se garante. Não ia ligar, né? Uhum... sei...








Meninas, foco! O que vocês acham de colocar uma empregada "bem nutrida" pra trabalhar dentro de casa? E vocês, meninos?

Menino invade zôo e alimenta crocodilo com animais raros.

"Um garoto de 7 anos invadiu um zoológico na Austrália, matou diversos animais e alimentou outros vivos a um crocodilo durante uma conturbada série de matanças capturada pelas câmeras de segurança do zôo.

O ataque aconteceu semana passada. Durante 35 minutos, o menino matou brutalmente 13 animais no centro de répteis da cidade australiana de Alice Springs. Em um dos casos, ele bateu em um lagarto diversas vezes com uma pedra até o animal não resistir mais. Além disso, o garoto ainda alimentou um crocodilo com diversos animais vivos que jogava na jaula do réptil de 3 metros, chamado Terry.

As imagens do circuito interno de televisão do centro mostram o garoto sorrindo enquanto assistia o crocodilo atacar um lagarto de língua azul.

Apesar de ter sido levado à polícia, o menino não pode ser preso pois é menor de idade. Mas o diretor do centro, Rex Neindorf, quer processar os pais do garoto, que, segundo ele, deveriam estar controlando o filho naquele momento.

“Estou desolado pela idade do menino, pelos estragos que ele fez e por ninguém querer se responsabilizar”, disse Neindorf à imprensa local. Se fosse na minha época de criança, ele levaria um bom chute no traseiro, afirmou o diretor” inconformado.

Neindorf disse que 10 répteis, 1 tartaruga, 4 lagartos de língua azul, 2 dragões-barbudos, 2 diabos-espinhosos foram jogados para Terry, o crocodilo de 200 quilos.

Além disso, mais três lagartos foram encontrados mortos em seus viveiros.
“Será difícil substituí-los. Muitos eram raros e maduros”, lamenta o diretor.

O menino foi interrogado pela polícia, mas se manteve calado. Os policiais afirmaram que não têm a menor idéia do que pode ter motivado o ataque."


Ainda tem gente que acha que o ser humano nasce bom e se transforma depois. Eu discordo. Acredito que já nascemos com índoles que podem ser mais ou menos desenvolvidas de acordo com a criação. Mas esse menino é muito novo para fazer o que fez. Imagina quando for mais velho? Na boa? Uma criatura assim me causa medo. Por mim, poderia ter caído e enchido a pança do Terry no momento em que jogava alguma vítima indefesa. Porque mexer com o jacaré, o mosntrinho não mexeu, né?


O sonho de Ícaro

Deus não lhes deu asas físicas porque sabia que as da imaginação fariam com que eles alcançassem vôos cada vez mais altos. A sensação de liberdade que o parapente transmite é irresistível também aos apreciadores que permanecem em terra firme, hipnotizados pelas manobras embaladas pelo vento e pelo colorido que adorna o azul do céu como divertidas e inquietas estrelas diurnas.

Ver os pilotos planando sobre aquela paisagem deslumbrante antes do grande encontro que reuniu os feras do esporte perto das nuvens, me fez entender exatamente porque Ícaro sucumbiu à tentação de voar cada vez mais alto.

Castelo – o reino do parapente


Passei este último final de semana em Castelo, uma cidade do interior do ES, para ver de perto o final da Copa Mundial de Parapente, ou melhor, Paragliding World Cup. Às 10 da manhã de sábado, fui de carona com o Sardinha – "amigo" da minha amiga Juliana – até a rampa de decolagem. Fiquei extasiada. Debaixo de um sol escaldante, mais de 100 sacolões coloriam ainda mais o verde do gramado e mostravam que algo de vibrante estava para acontecer. E aconteceu.

Foi empolgante ver os pilotos reunidos para receber as instruções de vôo, acertar os GPS’s, vestir roupas apropriadas, esticar os parapentes no chão, prender o selete nas costas e, finalmente, fazer a corridinha para ganhar o céu de Castelo. As decolagens foram rápidas e alguns pilotos saíram quase juntos, o que deixou a rampa vazia em pouco tempo. O único probleminha foi um piloto metido a passarinho que, mesmo sem muita habilidade, quis aparecer mais do que os outros e acabou enroscado numa árvore de galhos finos. Foi o mais fotografado do dia. E só não despencou porque Deus não quis.

A prova durou umas 3 horas e o GOL – lugar combinado para a aterrissagem – ficava a uns 65 km da rampa. E lá fui eu, com a Juliana ao volante, resgatar alguns pilotos, inclusive o dono do carro, Sardinha.

Além de me divertir muito com o campeonato, gostei conhecer Castelo, com suas ruas largas e bem cuidadas e berço das ótimas pessoas que tive o prazer de conhecer, como o Anderson, a Paola, a Roberta, o Sidney (piloto carioca) e os pais e irmãos da Juliana, colega de trabalho e aspirante a amiga. Esta, por sinal, foi uma hostess perfeita e me acolheu com muito carinho e atenção. Obrigada por tudo, gente.

By Mila Neri: Sonoplastia, edição, efeitos especiais.

Curiosidade parapentista - Recorde em Distância Livre

Sardinha (Rafael Saladini), Frank Brown e Marcelo Prieto (Cecéu), conquistaram em 2007 o Recorde Mundial de Distância livre. Foram 31 dias investidos em Quixadá, Ceará/Brasil. 3 recordes importantes batidos, 2 sul-americanos e 1 mundial de distância livre. 4 vôos muito importantes (397 km, 414 km, 398 km e 461 km). Mais de 3.000km voados e mais de 8.000km rodados pelo resgate.

Eu fiquei passada quando o Sidney contou esse feito do nosso trio de brasileiros na hora do almoço. Nunca imaginei que alguém pudesse voar uma distância tão longa num parapente. Tô até pensando em combinar com o Frank, heptacampeão brasileiro, capixaba e gato, pra ver se ele me leva a SP em dezembro para o show da Madonna. Com certeza seria muito melhor do que ir pela GOL. Ele poderia até me deixar no Morumbi, sem fila, sem estresse. Pensando bem, melhor não. Do jeito que sou desastrada, é capaz de eu errar a área VIP e despencar em cima da Lôra.

Clube da Luluzinha

Meninas, há muito tempo eu não via uma concentração tão grande de homens interessantes. Homens, homens, sabem? Aquela coisa saudável, descontraída e o jeito atrevido de quem pratica esporte radical. E vieram em bandos de várias partes do mundo com seus sotaques deliciosos. Deu até vontade de aprender a voar também.

Trilha sonora às avessas

Ela não queria admitir. Depois de tanto tempo, o final de semana tinha sido meio morno sentimentalmente, apesar de quase terem colocado fogo nos lençóis. Mas ele não era só um pau para ela. Os abraços não eram longos. Não rolou conchinha. Não se davam as mãos em todos os lugares. Os banhos não eram juntos. E o primeiro deles aconteceu depois da primeira transa. Ele foi jogar fora a camisinha e logo ela ouviu o chuveiro. Foi uma ducha de água fria. Ela tentou enxergar o que estava dando errado e só descobriu quando começaram a última transa do reencontro. Ele não tinha estado todo ali, completamente entregue, como ela. Em alguns momentos parecia que a distância era proposital. Ela não queria um pedido de namoro. Só não queria ter que pedir que ele a segurasse por mais tempo e a apertasse em seus braços.

No momento em que se engoliam, ela foi surpreendida por este filminho que desfocou a boca carnuda masculina e os olhinhos pequenos. Ela se lembrou da música que ele comentou que adorava e cantou no carro. Era “Boa Sorte”, a última da Vanessa da Mata. O problema é que ela preferia “Se quiser eu vou te dar um amor, desses de cinema...”. O coração dela apertou e aconteceu algo que ela nunca pensou que fosse acontecer quando estivesse enroscada nele. Ela brochou.

Madonna Mia, eu sou VIP!!!


Conseguir o ingresso que eu tanto queria para o show da Diva foi uma saga.

Parte 1: Gabriela ficou até às 3 da madrugada de 2ª feira, brigando com o site para tentar 3 VIPs. Conseguiu comprar 1 pista pro Fernando e na nossa vez, o site deu problema e não veio a senha para a retirada dos ingressos.

Parte 2: Como não tivemos uma posição sobre a maldita senha, mesmo os valores tendo sido debitados, eu me desesperei e entrei em contato com o maior fã que a Madonna tem no mundo: Aguinaldo, que ia pra fila na 3º feira, às 17h e tinha combinado de pagar a um cara para guardar o lugar durante a madrugada. Mas aí tinha outro problema, a grana. Ou melhor, a falta dela. Não ia dar tempo de depositar e ele ir buscar no banco. Entrou em cena o Hugo. Passei um óleo de peroba na cara e mandei um e-mail perguntando se ele poderia me emprestar a pequena fortuna. Rapidamente, ele respondeu que CLARO! O Gui comprou ingressos para todos, mas os VIPs já tinham acabado também pro Morumbi. Tristeza geral, mas arquibancada garantida.

Parte 3: Ligaram para Gabriela e avisaram que a compra foi efetuada, mas não deram uma posição sobre a data. Fiquei em dúvida entre o Maracanã, na pista com alguns dos meus melhores amigos, e o Morumbi, na arquibancada lateral com meus 2 grandes amigos em SP e as melhores chances de curtir o show com menos aperto e mais visibilidade.

Parte 4: Gui me ligou pra avisar que tinha cadeira lateral pra vender. Um lugar melhor ainda de ver o show, com exceção da área VIP, claro. Isso me fez decidir pelo show em SP. Afinal, sabe Deus quando poderei ver a Madonna novamente.

Parte 5: Logo depois de comprarmos as cadeiras laterais, o Gui soube que iam voltar a vender VIPs nessa 6ª feira. Ficamos em dúvida sobre o que fazer. E se fosse mentira? E se ficássemos sem nada? Mas uma fonte pra lá de confiável (obrigada!) nos informou que ontem poderíamos tentar comprar nossos VIPs! Depois de muitos interurbanos, torpedos, e-mails e velas acesas, o Gui conseguiu os ingressos que tanto desejávamos! Comprou nossos VIP’s!!!

Quase morri de tanta felicidade, que só não foi completa porque a Gabi, o Fernando e o amigo Carlos não irão também. Agora tenho que ver as passagens aéreas. Aquela idéia de vender um rim nunca me pareceu tão tentadora.

VIP, VIP, UHA! VIP, VIP, UHA! :o)


Ensaio sobre a cegueira



Desta vez, o dilúvio veio em forma de um véu espesso, branco e leitoso, que desceu sobre os nossos olhos e nos mergulhou no mais profundo desespero. A onda de cegueira branca deixou claro que os instintos mais obscuros da natureza humana podem vir à tona diante das terríveis tragédias, que separam os fortes dos fracos. Os bons dos perversos. Os bravos dos covardes. Os generosos dos egoístas. Ter o brilho de um dia constantemente nublado sobre os olhos nos mostra que poucas vezes enxergamos o que realmente importa. E que essa cegueira sempre esteve presente.

Saramago, depois de ver o filme.



Não sou de comentar sobre os filmes que assisto porque sempre os vejo com o coração e algumas pessoas podem não entender meu conceito de bom e ruim. Me sinto mais à vontade de expor minhas opiniões nas conversas ou e-mails trocados com meus amigos. Mas acabei de ver este vídeo e não me segurei: o Saramago emocionado e feliz, ao lado do Fernando Meirelles, também emocionado, ansioso e feliz. Agora tô aqui, com os olhos cheios d’água. Eita sensibilidade danada.

Reparou naquilo?

Não existem homens melhores para trabalhar do que os que trabalham comigo. Quando nós, mulheres, aparecemos com um cabelo diferente, eles reparam. Quando estamos mais arrumadinhas, eles reparam. Qualquer coisa que saia do normal, eles reparam. E elogiam. Eu até já trouxe umas roupas pra cá, só pra saber a opinião deles. São os melhores termômetros que existem. Eles são sinceros. Eles têm bom gosto. E eles não são gays.

Maternidade: dá licença?

O presidente Lula aprovou a lei que prorroga a licença maternidade opcional em 2 meses. Agora, algumas mães poderão tomar conta em tempo integral de seus bebês por 6 meses, que serão muito longos para os respectivos chefes e muito curtos para se afastar de casa e deixar o filho por conta da babá ou da tia da escolinha. Mesmo não sendo mãe, eu imagino como isso deve ser delicado. E imagino mesmo porque moro em cima de uma creche e já presenciei muitas despedidas regadas a lágrimas. É de cortar o coração.

O fato é que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, inovador e competitivo, e esse benefício do governo pode emperrar diversas portas que vêm sendo abertas por nós, mulheres, com muito esforço no decorrer das últimas décadas. Porque mesmo mostrando um nível de escolaridade e capacitação mais elevado do que os nossos colegas de cuecas, ainda ganhamos menos e somos preteridas para assumir determinados cargos em diversos setores. Imagine ficarmos afastadas durante metade do ano com o pau quebrando, reuniões sendo feitas, mudanças na economia, clientes importantes saindo e entrando, a corda passando de pescoço em pescoço e o empregador ainda ter despesas com essa ausência. Claro que isso se aplica a mulherada que precisa mostrar serviço para se manter no emprego.

Já que os médicos afirmaram que o tempo perfeito para amamentação é de 6 meses, por que não tirar as férias para passar o 5º mês em casa e combinar do pai planejar as férias para passar o 6º mês trocando as fraldas e dando o leite retirado pela mãe? Eu não sou feminista e isso não é discurso de quem gosta de queimar sutiã, mas eu fico injuriada quando só a mãe assume a responsabilidade de cuidar do filho. E se teve a criança sozinha, tenho certeza de que é, ou virou, uma mulher mais forte e sabe dar ainda mais valor ao emprego que tem. Ela vai reconhecer a importância de manter o trabalho hoje para construir o futuro da família que acabou de aumentar.

E tem um outro ponto. A Patrícia Saboya, senadora responsável pelo projeto, justificou que o impacto nos cofres públicos dessa nova medida, será recompensado pela redução de doenças na infância graças a uma melhor alimentação. Esse raciocínio só não vale para os filhos das empregadas domésticas e pelas funcionárias de empresas de micro, pequeno e médio porte, já que não serão contemplados com o benefício. Ou seja, no caso das domésticas, que ganham em média 1 salário mínimo e estão entre as que mais precisam do SUS, a criança vai continuar “gastando” os recursos do país. Essa lei não deveria ser ao contrário, então? Privilegiar a classe mais pobre, que é carente de saúde, e vive passando perrengue nos corredores dos hospitais? Para variar, outra lei que pode causar mais confusão do que solução.

Me dá o prazer dessa dança, vai...



Homem que sabe dançar é tudo. O Anderson sempre anima a mulherada toda vez que a Banda Black Set se apresenta. Bonito, malhado na medida certa e com cara de bom moço, ele é a prova viva de que um homem pode ter um gingado sensual e ser muito, muito hetero. E você sabe o que dizem de um homem que dança bem, né? Ui!

Esse vídeo vai virar a sua cabeça. A pessoa fraca aqui acabou de comprar uma câmera e pensou que filminho era igual a foto: que tinha um comando para virar para todos os lados. Tsc, tsc, tsc.

Diga o seu signo, que o zodíaco dirá quem tu és.


Eu sou leonina e acho o horóscopo um assunto fascinante. Não sou do tipo que acredita nas previsões diárias dos jornais, apesar de sempre dar uma olhadinha, sem compromisso. O que me atrai e me seduz é ver como os perfis dos signos quase sempre combinam com as personalidades dos seus nativos. Serão fatos, coincidências, ou será que, ao acreditar nisso, as pessoas absorvem inconscientemente algumas características dos seus signos? Em alguns casos, podem se comportar como manda o figurino do seu astro e usá-lo para justificar certas atitudes? Afinal, sou MEIO mandona porque sou leonina, é mais forte do que eu quando deixo escapar um rugido mais intimidador na hora em que menos se espera. Faz sentido jogar a culpa no Grande Gato? "Eu sou metódica mesmo, mas isso é coisa de virginiana"; "eu mudo sempre de idéia, mas quem de gêmeos não muda?"; "sou um pouco desligado, mas é normal num pisciano". Esses exemplos foram dados porque, junto com aquário, são os signos que eu mais conheço.

A parte chata é quando você deseja ter aquela atitude e sentimento tão nobres e corajosos quanto os astros dizem que deveria, e eles não aparecem. E os astros não mentem jamais. Pelo menos não deveriam. Começam os questionamentos interiores: "eu sou uma mulher de leão! Como pude agir daquele jeito?". Vai ver o ascendente esteja influenciando, e você pode ter o azar dele ser uma péssima influência. E nem pense em mandá-lo pra China porque eles têm um horóscopo próprio e pode haver um conflito sério entre os signos. Quem sabe a numerologia dá uma forcinha ao zodíaco, se incorporar o W, K e Y ao nome, como fizeram com o alfabeto? Ok, talvez trocar o C pelo K também dê o mesmo resultado. Por falar em trocar... ahá! Já sei quem o possível culpado: Plutão. Sim, Plutão, aquele dissimulado, que por anos enganou toda a humanidade se fazendo passar por planeta. Um disfarce assim não poderia ficar impune. Aliás, como fica isso para os nativos de escorpião?

Agora que já fiz dividi algumas dúvidas, vou falar no que acredito de verdade. Para mim, as pessoas realmente possuem a maioria dos traços específicos dos seus signos e absorvem alguns que desejariam ter naturalmente, mas que nem sempre estão presentes de maneira espontânea. Em alguns casos, de tanto achar que são capazes disso ou daquilo por causa do signo, elas incorporam a característica à sua personalidade e conseguem se impor à situação como gostariam, como se interpretasse um papel melhorado de si mesma. E de tanto fazer o chamado interno, essa personagem virá à tona facilmente quando você precisar e enviar um SOS silencioso. Até o dia em que vocês se tornarão apenas uma criatura.

Causo astrológico

Eu tenho grandes amigas e amigos leoninos. Foi com duas delas que passei um feriadão em Arraial D'Ajuda há muito tempo. Os namorados não foram. Foi o perfeito Clube da Luluzinha. Em uma das noites, fomos bater perna em Porto e paramos numa barraquinha de um nativo sorridente que vendia bijous. Além das lindas pulseiras, colares e brincos com ótimos preços, o cara ainda era muito engraçado e simpático. Ficamos quase uma hora conversando com ele, rindo, contando de Vitória e ouvindo histórias engraçadas sobre a terra da lambada. Depois de negociar o preço dos mimos que escolhemos, ele virou pra gente e falou:

- Vocês três são leoninas, não são?
- Como você sabe? – perguntamos em coro, com os olhos arregalados.
- Tá na cara. Vocês são um pouco diferentes umas das outras, mas tá na cara que são todas leoninas.

Não lembro muito bem, mas parece que ele estudava os astros e outros assuntos do gênero. Foi bastante para ficarmos mais 1 hora encostadas por lá. Vai dizer que foi coincidência?

Inquilinos silenciosos

6ª feira, encontrei Janete e D. Fulana, que moram aqui na minha rua. A D. Fulana colocou a casa dela para alugar há meses e ainda não conseguiu arrumar um inquilino. Ela falava sobre isso quando Janete chegou.

D. Fulana: É... tá cada dia mais difícil... nem sei o que fazer...
Eu: Calma, é difícil mesmo.
Janete: Pois é, já é complicado e você dificulta ainda mais!!!
Eu: Por quê?
D. Fulana (emburrada): Porque eu e meu velho somos de idade e moramos na casa de cima, né? Não queremos muito barulho, então, não quero saber de churrasco, festa, nem de criança.
Janete: E a outra imposição?
D. Fulana (vermelha): E se for casal, só pode se for casado no papel. No papel! Dá licença que tenho que ir – saindo apressada.
Janete (sussurando): E, pelo jeito, se trepar não pode gemer.

Caímos na gargalhada. Cada uma que me aparece.

Cartão postal

Hoje o dia estava perfeito. O céu azul adornado por poucas nuvens e um mar tão incrivelmente lindo, que saquei minha câmera e tirei uma foto. Mas só uma, a que me fez ver a paisagem se transformar em cartão postal. Quando voltei à agência, perguntei se tinham reparado na cor e na tranquilidade do mar, mas todos acharam que estava tudo na mesma. Será que eles não conseguiram enxergar, ou será que eu estou vendo tudo mais colorido e vibrante esses últimos dias? Ahhh... em alguns momentos vida é tão mais bela.

* caminho da agência para casa.

Show da Madonna - Charge



Acabei de ver esse vídeo enviado pela Rê e adorei. Só não gostei do fundo de verdade. Ó céus, será que eu conseguirei ir?

Políticos Despertadores

Eu detesto esta época do ano. Candidatos sorridentes, horário político na TV, bandeiradas nas ruas, comícios, mentiras, panfletos enfiados pelas janelas dos carros e as MALDITAS TOPICS que estão me acordando às 8 horas da madrugada no final de semana. Isso é hora de zanzar pra lá e pra cá com jingles do tipo “Nem todo político é honesto, mas JosuÉÉÉÉÉ”? E logo no finde, quando eu gosto de dormir tarde e de acordar mais tarde ainda. Se conseguem perturbar agora, imagine depois. Nesses, eu já sei que não vou votar.

Nossos atletas nas Olimpíadas

Eu fico para morrer com a nossa mídia cobrindo as Olimpíadas de Pequim. O Brasil até agora só ganhou 1 ouro e 5 bronzes e os repórteres parecem achar tudo lindo e maravilhoso. Claro que os atletas que conseguiram suas medalhas merecem mais do que parabéns. São os melhores e, pelas entrevistas que vi, não contaram com grandes incentivos por parte do governo. Eu acho irreal um país grande e diversificado como o nosso ter tão poucos vencedores num evento que reúne a elite do esporte mundial.

Enquanto nos EUA e na própria China, o esporte tem um lugar de destaque na educação dos seus jovens, o Brasil os larga ao Deus dará. O primeiro adversário que os atletas pobres têm que enfrentar é a falta de recursos para praticar a modalidade sonhada. Esse é o concorrente mais implacável que pode existir, principalmente no começo dos treinamentos. Quantos corredores já desabafaram que tiveram que correr descalços atrás de patrocínios para conseguir calçar um tênis descente? Quantos outros vão e voltam a pé da academia porque não têm grana da passagem? Há ainda os que saem do país porque o nosso Gigante Pela Própria Natureza não tem um berço esplendido que oferece um treinamento de campeão. Porque não basta ser bom de muque para virar um boxeador consagrado. Tem que treinar. Tem que se dedicar. Tem que ter uma dieta balanceada. Tem que ter paz para viver do esporte com dignidade.

E os atletas que foram e só conseguiram ganhar tapinhas nas costas? Alguns eu respeito e sou muito solidária aos que demonstraram toda a sua frustração por não corresponderem às expectativas da nação, e as próprias, obviamente. Eu quase caí da poltrona quando o Diego Hypólito se desequilibrou no ÚLTIMO salto. Ele, o Tiago Camilo, o João Derli e outros, que não lembro os nomes, me deixaram comovida com suas lágrimas por não conseguirem a premiação que tanto correram atrás. Confesso que chorei junto com todos eles e não acho que tenha faltado competência ou que amarelaram. São humanos e, portanto, suscetíveis a erros.

Mas e o discurso da Joana Maranhão, a nadadora que ficou numa das últimas posições e estava toda feliz e saltitante?

"Tem campeão olímpico que não está tão feliz como estou hoje. Precisava mostrar para mim mesma que era capaz de fazer novamente um tempo tão bom quanto esse", (ela conseguiu igualar um tempo anterior. O problema é que existem muitas outras com marcas superiores. E sim, eu sei dos problemas enfrentados pela Joana, mas não alivio esse comentário ridículo).

É, com certeza o Phelps não deve estar mais contente do que ela. Que absurdo esse comentário. Se a nadadora não consegue acompanhar as feras do esporte, paciência, mas dizer que está felicíssima por ter chegado até ali é ser muito medíocre. Até ali aonde? Em Pequim? Ela foi a passeio? Ahhh, pelo amor de Deus. É se contentar com nada. A Daiane dos Santos é outra que tem talento de sobra, mas sentimento de menos quando perde. “É, não deu, né? Fazer o que? O negócio é continuar treinando e blá, blá, blá”. Ou melhor: foda-se. Esse comportamento é típico de muitos brasileiros que pregam que o importante é competir. Porcaria nenhuma. Tudo bem que não quero ninguém cortando os pulsos porque fracassou, mas daí se conformar tão facilmente, não dá. O importante é entrar para ganhar com garra e alegriae, só focado nisso – e apoio técnico e psicológico – vamos formar atletas vencedores.

***

Claro que a educação vem em 1º lugar, mas eu acho que o esporte e a cultura são os meios mais eficientes para atrair e colocar nossas crianças, adolescentes e jovens no caminho certo, além de descobrir talentos. Por que o projeto em abrir as escolas todos os finais de semana para atividades envolvendo competições, teatro, intercâmbio, leitura e outros eventos que afastam os jovens da rua e da bandidagem não vira logo lei? Acho que a saída é o governo, as igrejas, as empresas privadas e as famílias juntarem forças para uma iniciativa assim sair do papel.

Nadia Comaneci



Já que estou falando sobre olimpíadas, não poderia deixar de dividir este vídeo sobre a única ginasta nota 10 da história. Muita gente fala que se fosse hoje em dia, ela não ia conseguir porque o grau de exigencia aumentou muito. Mas o que importa de verdade é que ela marcou a história dos jogos olímpicos e isso, juíz algum vai tirar dela. Aplausos.

Presente que é um poema

Acabei de ganhar um presentinho de aniversário muito fofo de um cara incrível. Um amigo meio desnaturado, mas que tem todo o meu coração e admiração. Obrigada, L.

"A gente olha os olhos dela
E não se espanta com aquele espanto
De olhos vivos de vida.

A gente a abraça e sente
Um calor de cobertor quentinho.
E uma vontade que dá
De ficar ali pra sempre,
Num abraço infinito.

A gente ri porque o sorriso
É parte dela, é o vírus dela
Que contagia a gente.

Pra ela,
A gente conta tudinho
E fica leve das coisas ruins
E satisfeito das boas.

A gente conta porque ouvir
É ciência dela, é remédio dela,
Que faz bem pra gente.

E quando ela escreve?
É uma conversa com a gente,
É em casa que a gente se sente.

Pererê, parará,
É bate papo, não é chato,
Parece que é só pra gente,
Mas é pra todo o mundo.

Ela é a Anna
É a Anna Querida.
É muito bom ser amigo
Da Annokas Christina."

Show da Ana Carolina

Não sei o que foi melhor no show de sábado. Ver a Ana Carolina ao vivo, pela 1ª vez. Vê-la da 1ª mesa, com todo conforto. Ganhar os ingressos e ainda levar amigos. Sou pobre, mas sou bem relacionada.

Ana Carolina - Ela mexe o pandeiro

E vai rolar a festa

Comemorar aniversário entre pessoas queridas é uma delícia. Ainda mais se tiver um show especial da banda formada por amigos que tocaram especialmente para essa comemoração, a re.verb. Mas eu não fui a única a soprar velinhas. A Paula e o Berger (que não soprou, literalmente) também eram aniversariantes e fizemos a maior festança no Teachers Pub. Infelizmente algumas pessoas não puderam ir. E as que compareceram, muito obrigada pela presença e pelo carinho. Foi tudo!

Anna’versariante do dia

É hoje! É hoje! Adoro fazer aniversário. AMO! É bom ganhar parabéns e chamegos de pessoas queridas. Hoje vou fazer um programinha light com minha família. Já amanhã... ah, amanhã... ;o)

O convitinho foi feito pelo meu amigo e chefe, Alexandre. Os amigos gostaram e eu também.

Convites

É tão gostoso preparar convites para comemorações. Criei este, com arte do meu grande amigo Thiago, para meu aniversário de 31 anos. A festança foi ótEma.
Ps. Mas não me chame de Anninha, please.

Um pouco do meu trabalho

Acabei de fazer uma limpeza nos meus arquivos antigos e encontrei um texto gostoso que fiz para o catálogo de um ex-cliente, Cobra D’Água, que é uma marca de susfwear vendida em todo o país. O MKT tinha definido que não queria nada focado na estação outono-inverno. Queria algo atemporal para o conceito da sua coleção, que era o rock, nome que nós, capixabas, usamos para dizer que vamos para a balada. Daí a criação concebeu o Estação Brasil, dividido em 5 linhas e os textos viajando entre as roupas, página por página, o que explica o porquê de alguns serem mais curtos do que os outros.

Linha Masculina D’dágua
Comigo não tem tempo ruim. Não tem tempo frio nem quente que me desanime de botar o pé na estrada e sair para o rock o ano todo. Minha onda é mergulhar nas praias, no rio 40º, no rio que parece mar, dropar de costa norte a sul, mas sem dar as costas para o resto do país. O meu rock tem o clima do Brasil.

Linha Masculina Street
O meu rock é a energia do frevo, o eletrônico, o forró arretado, a micareta. É a mistura do tutu, moqueca, tucupi e vatapá. Mistura de climas, de terras, de festas. Da serra ao mar, do serrado à chapada, rockear é o verbo, sem destino é o mais correto. Para levantar o astral, mochila nas costas e montanha acima. Altos esquemas e um cobertor de orelha para me esquentar. A temperatura vai subir.

Linha Feminina D’água
Para quebrar o gelo, troco o cobertor pelos Lençóis, mas sempre com aquele friozinho na espinha. Desço de rafting pelo velho Chico, conto as estrelas do céu e pego as do mar, relaxo no engarrafamento de jangadas, faço ski bunda em dunas brancas e danço a chuva das 2 horas antes do pôr-do-sol no Chuí. Estou aqui e ali, sou um e plural.

Linha Feminina Street
Peito aberto, lenha na fogueira e mando brasa na festa de São João, da Uva, do Vinho, da Cerveja. Rodo pelos Rodeios. Adoro ver a briga vermelho-azul dos bois, a briga do rio com o mar e ver a vida cor-de-rosa dos botos.

Linha Juvenil
Pé-de-moleque é bom, desde que ninguém pegue no meu. Rockear no shopping, no papo-furado, na hora do recreio e no shape irado do skate. Torço para dar sol, para o Guga ganhar e para o beach soccer bater um bolão. De tanto gostar do rock, fiquei cobra no assunto. Quem fica parado cria teia de aranha. O negócio é sair, agitar e marcar presença pelos lugares que passar.