Na volta eu sempre confiro se a vela que eu acendi antes de subir continua queimando, firme e forte. E desço feliz, por ter estado num lugar em que me sinto mais próxima de Deus e do meu lado bom.
Tirei essas fotos ontem, o dia estava maravilhoso e fui acompanhada por 3 amigos da agência. Mais abaixo, vou contar uma história do Convento da Penha. Eu acho muito bacana. Espero que você goste.
Convento da Penha – Lenda?
As duas garrafas de pró-seco estalavam na geladeira quando S. botou o filhote no berço e começamos o tour pela casa. O apê está uma graça e quando ficar tudo pronto, será um belo lugar para viver feliz com a família.
Neném dormindo e marido dando aula, nos jogamos na poltronona com 3 lindas taças com Kir Royal na mão, belisquetes na bandeja e assuntos proibidos para menores e homens na ponta da língua. É sempre uma delícia jogar conversa fora com amigas queridas, falar o que der na telha sem a preocupação de medir palavras. A semana começou perfeita para mim. Está se refletindo até agora, graças a Deus.
Mas a parte engraçada aconteceu quando eu e a G. já tínhamos partido, meio altinhas, para casa. S., que tinha preparado a mamadeira enquanto ainda tomávamos sorvete, resolveu não acordar o moleque do sono profundo para a alimentação noturna. Na verdade, ela estava desesperada para se jogar na própria cama. Claro que isso não poderia dar certo. Às 2:55 da madrugada, ela acordou sobressaltada com o choro da criança. Levantou rápido, pegou a mamadeira, que já estava pronta, mas quando parou ao lado do berço, as bolinhas do pró-seco subiram e tudo rodou. O pai, que dormia o sono dos sóbrios, teve que ser chamado. S., aliviada, foi fazer um xixizinho antes de se entregar novamente a Morpheu, mas a tontura não passava. Resultado, no caminho para a cama tinha algo, algo existia no caminho para a cama – mas nunca saberemos do que se tratava porque S. não lembra – ela só lembra de abrir os olhinhos e ver o apoio da TV. Sim, minha amiga estava deitada no chão, debaixo do móvel. Como ela rolou até lá, é outro mistério. Aí, o pai vem correndo com o filho num braço, a mamadeira no outro e os olhos esbugalhados. Além de cuidar do bambino, ainda teve que tomar conta dela. Mas depois que o neném dormiu novamente, o pai passou a cuidar só da mãe, que por abstinência alcoólica ficou chapada com 2 garrafinhas de pró-secco.
Detalhe: ela já queria deixar outro encontro marcado para a próxima 2ª feira. Achamos mais sensato prolongar o prazo, ou corremos o risco do marido achar que somos péssimas companhias.
Barraco no Morro
A agência onde eu trabalho fica num dos lugares mais lindos do ES, o Morro do Moreno, que tem vista privilegiada da baía de Vitória e casas maravilhosas. Sem meias palavras, só tem rico por aqui. Gente cheia da grana, bufunfa. Mas dinheiro nunca foi sinônimo de educação. Infelizmente não temos só os simpáticos macacos como vizinhos. Ao nosso lado mora uma cobra. E das venenosas mesmo. A mulher é insuportável e desde que viemos para cá, ela sempre tem alguma reclamação a fazer.Já reclamou de uma vez que nosso portão abriu sozinho durante a noite. Ele estava com mau contato e, às vezes, abria e fechava por conta própria. Era todo cheio de vontades. Ao invés da infeliz nos alertar, ela veio chorar as mágoas, falando que a casa dela tinha ficado desprotegida com o NOSSO portão aberto. Já cuidamos do gatinho dela que apareceu por aqui. O coitado miava feito um condenado e era impossível que ninguém ouvisse de lá. Trouxemos comida, demos água e dengo. O bichano até dormia no sofá! Depois de umas 2 semanas, ela perguntou à Paula (esposa do Turra) se tinha aparecido um gato aqui. Paula falou que tinha um gato aqui, sim. E ela insinuou que estávamos mantendo o gato dela em cativeiro. Paula logo falou que ninguém tinha roubado o gato, não. E que não sabia como ela ainda não tinha ouvido os miados dele.
Outra vez foi quando ela berrou aqui na nossa janela que o som estava muito alto e o filho pequeno estava dormindo. O referido barulho vinha do incrível alto-falante de um minúsculo PDA. Ao invés de aprendermos a lição e só trabalharmos com a bendita janela fechada, não. A gente gosta de sofrer. Mais uma vez, a vizinha barraqueira teve a nossa atenção com seus gritos insuportáveis. Turra estava passando pelo corredor e veio saber do que se tratava.
Cobra: O “Seu” Sergio tá aí?
Turra: Não. Posso ajudar?
Cobra: É que tá vindo muito barulho daí.
Turra: Daqui? Onde?
Cobra: É a banda de vocês. Tá vindo muito barulho e aqui tem criança.
Turra: Mas a gente não ta ensaiando ainda. É a banda do vizinho da frente.
Silêncio. Grilos.
Cobra: Ah... erh...
Todo mundo rolando de rir aqui.
Cobra: Nossa... é de lá? Mas parece que vem daí...
Turra: Então, como eu estava falando, o ensaio é do vizinho. O nosso estúdio ainda nem está pronto.
A revolta foi geral. Lembramos de quando mudamos para cá. Ouvíamos Psy, Trance e vários sons que não tinham letras o dia inteirinho! O filho mais velho fazia altas festas porque os pais não estavam em casa. E com a piscina vivia cheia, não era apenas o barulho que incomodava. A inveja também. Os malditos se acabando durante os lindos dias de verão, e a gente no lerê, lerê.
Mas aí, os pais voltaram para casa e as festas acabaram. Bons tempos, aqueles. Éramos felizes e não sabíamos.
Eis que, semana passada, na hora do almoço, durante uma partida de sinuca muito bem disputada entre os meninos, a louca começou a babar verde. Infelizmente eu perdi o barraco, mas ouvi vários relatos. Segurem aí.
- Seu Sergio! Seu Paulo! Seu Sergio! Seu Paulo!
Do jeito que ela gritava, os meninos contaram que parecia que tinha ladrão em casa e ela pedia socorro. Rafael, com o taco de sinuca na mão, foi acudir. Só faltava o giz atrás da orelha.
Rafa: Pois não?
Cobra: O que é isso?! Tem muito barulho aí! É um absurdo, aqui tem criança dormindo e vocês ficam aí, gritando e xingando. Esse lugar parece um, um... um boteco!
Rafa: Minha senhora, se a senhora pedisse com educação, com certeza a gente tinha controlado mais. Até porque estamos aqui dentro de casa, não tem janela e nem dá pra saber que o som vai até aí.
Turra (chegando): O que está aconteceu?
Cobra: Vocês tão sempre fazendo barulho! Eu não agüento mais tanta confusão vinda daí! É só gritaria! Baixaria! Vocês xingam muito! Aqui Parece um, um, um boteco! Não tem educação, bla, bla, bla.
Turra: Pera lá. Aqui ninguém xinga, não. Somos todos evangélicos.
O povo ria horrores. Berger pedia para fazer um bundalelê pra ela.
Cobra: Vocês incomodam muito. É porra pra lá, é porra pra cá! Buteco, bla, bla, bla.
Turra: E a senhora é muito mal educada, porque quando fica aí, gritando que com seu marido, xingando, chamando ele de frouxo, e safado, discutindo em voz alta, eu tenho que ouvir daqui, né? Eu não tenho que ouvir a sua vida conjugal aqui! E isso me incomoda muito! Não dá, não!
Cobra (desconcertada): Mas eu não brigo todo o dia, não! A gente só discute uma vez por mês!
Berger, a esta altura, estava sendo segurado pelos outros meninos porque queria abaixar as calças para ela e fazer um giroscópio com o biláu.
Turra: E tem mais. Quando você não está em casa, seu filho faz festa aí! E bota som lá nas alturas e agora eu tenho que ouvir também Britney Spears e Kelly Key e ainda tenho que ficar vendo ele se pegando com outros homens.
1 segundo de silêncio de uma Mãe que é a última a saber da opção sexual do filho.
Cobra: Se, se, se ele tá se agarrando, incomoda vocês aí?
Turra: Incomoda, sim. E tem mais. Aqui ninguém vai diminuir o barulho, não. Chama o disque-silêncio e manda medir o barulho, que o boteco vai continuar. – e entrou.
Quando acabei de saber da história, estava com os olhos esbugalhados.
Eu: Turra!!!
Turra: Eu não falei pra ofender o cara, não. Cada um faz o que bem entender da vida. Mas eu tinha que me vingar da mulher. Eu falei pra deixar a mulher puta.
Eu: Será que ela sabia?
Turra: O que?
Eu: Sei lá, que o filho dela é gay?
Turra: Sei lá. Só sei que ela deve ter ido dar uma batida no quarto dele. E na verdade, eu nunca vi ele se pegando com ninguém, não. Mas já vi pegação de homem, sim!
Esses são os caras que eu convivo todos os dias. Politicamente incorretos. Incorretíssimos. Graças a Deus.
Meu grande arrependimento foi não ter ido ao Maracanã ver meu Flamengo ser campeão com o amigo Carlos. Ele bem que avisou, me chamou e eu fiquei lerdando. Quando resolvi que ia, não tinha mais ingresso. E foi pouco para deixar de ser sonsa. Na hora que vi os pênaltis e a emoção dos torcedores pela TV, quis cortar os pulsos. Eu tinha que estar lá!
Mas o mais interessante foi o povo em si. Os cariocas são demais. Ou melhor, são demaixxx. Eita gente despojada, simpática e cheia de atitude. E os Meninos do Rio... eles tem um calor... que provoca arrepio... sei lá, entende? Tem até carioca com cara de gringo. O passeio que fizemos depois do almoço em Ipanema, quando uma pista é fechada, me deixou vesga. É muita saúde num lugar só.
Resultado: gostei tanto que nem trouxe minha roupa de cama da casa do meu amigo e anfitrião, Fernando (que foi perfeito em todos os detalhes, obrigada!). Já está lá me esperando para uma próxima visita. Que será bem próxima mesmo, se Deus quiser. Mais, eu não conto.
Quando vale a pena
Sinal do dia
“Possíveis desencontros na vida amorosa. Para quem está procurando um par, é bom ficar na espera, sem avançar. Procure deixar de lado suas mágoas e reclamações. Use roupas coloridas e vá à rua se distrair. Assim você vai dar um reforço na sua autoestima.”
Já tô indo. Já tô indo. :o)
Silvio, força na peruca.
Fato: eu adoro o Silvio Santos, mesmo sem acompanhar há anos os programas que ele apresenta. O que mais me chama atenção é a presença de espírito, inteligência e senso de oportunidade desse cara que veio do nada. É o jogo de cintura de quem já foi mergulhado numa piscina em pleno palco e ainda saiu dançando. Sem contar a piadinha do bambu, claro. Mas agora acho que ele mereceu o que a peste da Maysa fez em rede nacional. Ô menina insuportável e feia. E tem gente que acha a falta de educação dela uma coisa engraçada. O Silvio não deu gargalhadas desta vez, né, Silvio.
Dê atenção a quem você ama
Você anda trocando seu amor ou amigos por horas na frente da TV ou internet?
Eu, como romântica incurável, prefiro apostar no beijo que acordou a Bela Adormecida, por exemplo. Logo que o bonitão do Felipe soube que Aurora estava em perigo, ele partiu em direção ao castelo e nem tomou conhecimento do dragão que estava querendo melar o romance.
A Branca de Neve é outro exemplo e, nesse caso, deve ter sido um beijo de desentupir pia para arrancar o pedaço da maça entalado na goela. Quem mandou não mastigar muitas vezes antes de engolir a comida como a mãe ensinou. Ah, esqueci, ela foi criada pela Madrasta.
Mas uma que, por pouco, não morreu na praia foi Ariel. O bofe demorou tanto a beijar a moça, ou melhor, a Pequena Sereia, que a bruxa Úrsula veio das profundezas do oceano, enganou o Príncipe com a pose sirigaita de ser, e quase leva a melhor. Isso, como a história do sapo, também acontece bastante.
Enfim, hoje é o Dia do Beijo. O que você ainda está fazendo aqui? Lendo estas bobagens? Beije bastante. Beije com amor, com desejo e com vontade de se perder entre lábios, línguas, suspiros, gemidos. Matem a sede na saliva, como dizia o Poeta. E viva um conto de fadas.
Feito artesanalmente
Tem gente que acha beijo na boca mais intimo do que sexo. A verdade é que depois que ele ficou banalizado, até as prostitutas de filmes liberaram as bitocas pros clientes. Não se fazem mais Damas da Luz Vermelha como antigamente. Eu acho que o carinho mais íntimo de todos é o abraço. Eu adoro abraçar. Abraços longos, sem pressa de acabar. Abraços apertados, de quebrar costela. Abraços curtos, depois dos beijinhos de “oi”. Abraços que vêm do nada e despertam desejos. Abraços que vem porque há o desejo. Abraços disfarçados de dança, em ritmos frenéticos ou lentos. Abraços para confortar. Abraços para proteger. Abraços por impulso. Abraços coletivos entre amigos ou por uma causa. Abraços no travesseiro quando bate a solidão, ou para tornar uma lembrança mais física.
Pode reparar, a primeira coisa que as pessoas fazem para comemorar um jogo ganho, uma aprovação num concurso, uma grande conquista, é com um abração. São abraços quase insanos que não cabem nos braços e juntam corações, alegrias. Juntam almas e sensações.
Outra vantagem do abraço é que ele pode ser trocado entre pessoas do mesmo sexo sem nenhuma vergonha ou preocupação de ficar com fama de sapata ou viadinho.
Um beijo no rosto pode ser dado a qualquer um, mas um abraço, não. Fica aquela coisa querendo que acabe logo, meio rígida, desengonçada. É um contato grande para ser trocado com alguém que não gostamos muito. Eu já dei um beijinho numa pessoa que estava querendo matar. Confesso que foi uma atitude meio Judas, meio filha da puta, mas foi inevitável e difícil, porque sou muito transparente. Mas um abraço ali não ia rolar. Nunca ia suportar aquela proximidade.
Por isso fiquei tão impressionada com este vídeo. Abraços no meio da rua em um completo estranho segurando um cartaz. Alguns foram engraçados, mas muitos foram emocionantes e verdadeiros. Abraços verdadeiros em um desconhecido nos dias de hoje! Este fenômeno, realmente, eu não consigo explicar. E o mais engraçado: fiquei tão comovida que cheguei às lágrimas e me deu a maior vontade de abraçá-lo também. Ai, tá me dando uma vontade enorme de abraçar alguém. Ei, você aí, me dá um abraço aqui?! :o)















