Para escutar ao pé do ouvido... :o)
Eu que falei:
"Nem pensar"
Agora eu me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão...
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como refrão de bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser...
Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar...
Num bar!
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro...
Anna, teus lábios são
Labirintos, Anna!
Que atraem os meus
Instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante
Sempre me engana
Eu que falei:
"Nem pensar"
Agora me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão...
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como refrão de bolero
Eu fui sincero como não se pode ser...
Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar...
Num bar!
Anna, teus lábios são
Labirintos, Anna!
Eu sigo tua pista
Todo dia da semana
Eu entro sempre
Na tua dança de cigana...
Anna!
Teus lábios são labirintos
Anna!
Que atraem os meus
Instintos mais sacanas
E teu olhar sempre distante
Sempre me engana
Eu sigo tua pista
Todo dia da semana...
Todo dia, todo dia ... da semana
Eu sigo tua pista
Todo dia da semana
Anna!
Engenheiros do Hawaii - Refrão de Bolero
Gêmeas
Retalhos do show




Chegamos cedo, conseguimos umas cadeiras estratégicas em frente ao palco, pegamos uns brindes, tomamos o sorvete que a Fábrica distribuiu para todo mundo. Roberto Carlos estava atrasado, mas nos divertimos com as companheiras da frente e a alegria da arquibancada que não cabia mais ninguém, de tão lotada. Em um momento, a geral começou a gritar: “cadeira, cadeira”. Era para uma senhora bem idosa, praticamente avó da Dercy Gonçalves. A produção agiu rápido e colocou a tiete na área VIP. Ela já foi vizinha do cantor, em Cachoeiro. Legal!
Pouco depois, o Rei deu o ar da graça. Agradeceu à Garoto, disse que era ótimo voltar pra casa e cantou “Quando eu estou aqui”. Depois, veio a minha música preferida: “Como é grande o meu amor por você”. Ele estava perfeito, brincou dizendo que a terapia estava dando certo e voltou a cantar “Negro Gato” e outras que tinha cortado do repertório. Um determinado momento, ele tocou piano e dedicou uma música a Maria Rita. Eu torci o nariz e comentei com mamãe que achava isso meio chato... até ele começar a cantar... a letra era linda e calou a minha boca. 2 horas depois, ele se despedia cantando a oração “Jesus Cristo” com muitas vozes já saudosas.
***
A Rosa

Banda Re.verb

Repertório:
YOU (Radiohead) * PAIN LIES RIVERSIDE (Live) * ALL ALONG WATCH… (U2) * LIKE A STONE (Audioslave) * CREEP (Radiohead) * STAY (U2) * FAKE PLASTIC TREES (Radiohead) * BETTER MAN (Pearl Jam) * PLUSH (Stone Temple Pilots) * ENTER SANDMAN (Metalica) * EXIT (U2) * MACHINEHEAD (Bush) * MEGALOMANIAC (Incubus)
Ps. Estou tentando convencê-los a incluir Cherish, da Madonna. Não estou obtendo sucesso. Nem alegando que o Renato Russo já gravou também. Agora deixo esse pedido público.
Niver de Elane - Frase da festa

Piadinha pra começar a semana

- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?
Respondeu o diretor:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher , um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Entendi - disse o visitante. - uma pessoa normal usaria o balde , que é maior que o copo e a colher.
- Não - respondeu o diretor - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria ?"
Isso não é do meu tempo


Troco um gato por uma vaca

Este feriado deixou de ser Vital

Algum capixaba reparou como o dia está lindo? Céu aberto, azul, ventinho gostoso, sem cara que vai chover? É CLARO que está assim. Afinal, este ano não vamos ter o Vital na cidade. Para quem não sabe, Vital é nosso carnaval fora de época que atrai turistas de todo o país. E quase todo ano chove. Parece até finados. Em 2006, a essa hora, eu tava na agência fungando horrores por conta de um resfriado feio e também muito agitada, cantarolando as músicas do Chiclete com Banana. Minha tia sempre vinha pra cortar meus abadás. Eu, Elane e Gabriela, minha companheira inseparável de micareta, estávamos arrumando garrafinhas pra levar o Jonninho. E tinha mais: reza. Muitas orações para que parasse de chover. Chovia horrores. Pensei até que Noé fosse oferecer a barca pro Bel se apresentar. Pior que o novo lugar da festa era uma porcaria. Além de menor, era fechado, acumulava água em diversos pontos, tinha lama na entrada e tinha ainda minha gripe. Quando chegamos, eu não parava de espirrar e tossir. A garganta pulsava mais do que as saídas de som do trio elétrico. O vento era cortante, fazia um frio do cão e meu corpo só começou a parar de tremer depois de umas 3 músicas e muito Jonninho deslizando garganta abaixo. Mas mesmo com tantas chateações, nos divertimos muito. Muito mesmo. E pasme: no sábado, quando consegui levantar da cama, a gripe tinha ido embora! Sim, sim. Eu tava curada. Acho que o vírus passou tanto perrengue comigo, que resolveu partir de mala, cuia e cavaquinho. À noite foi a mesma coisa. No domingo o tempo melhorou um pouco e eu e Gabi confessamos: “é... ano que vem, a gente volta”. Mas não voltamos porque o Vital acabou. Na verdade, o Vital a que estávamos acostumadas e que pulava há uns 10 anos, já vinha definhado. O Vital perto do mar, com muita pista pela frente. O Vital sem confusões, com segurança para quem estava dentro e fora dos blocos. O Vital com infra-estrutura, coisa que os organizadores deixaram de lado há muito tempo. E assim, o Vital foi minguando... minguando... e foi riscado do calendário de festas do ES. E São Pedro este ano resolveu não lavar a casa. O dia tá lindo de viver. E eu podia estar cortando meus abadás, cantarolando “Diga que valeu” e me preparando para outro Vital Gloss. Saco.
Muitas emoções no salão
Estou lendo O Caçador de Pipas, um livro maravilhoso que muito tem me emocionado. Hoje, enquanto fazia as unhas, entrei num capítulo dramático e aí já viu, né? Lágrimas rolaram. Minutos depois, a manicure tirou um bifão do meu dedão. Eu reclamei e quando ela me olhou, eu estava aos prantos. Ela ficou assustadíssima.
Quem DANÇA seus males espanta
Hoje quero ouvir de tudo. Tudo o que faça meu corpo mexer, vibrar, falar, mesmo que involuntariamente. E ele quer discorrer numa linguagem universal, intergaláctica.
Varejo 1 x 0 Anna
Temos um cliente de varejo que, uma época, não queria mais fazer varejão. Foi a glória, né? Fizemos umas coisinhas bem legaizinhas que deram retorno. Mas aí, a concorrência faz splash, letras berrantes, cores vibrantes e locução mais histérica do que narrador de rodeios e ele resolveu que quer voltar às origens. Eu ainda fiz 2 roteiros, um legal e o outro “ruim”, mas como ele demorou muito a passar os 875487 produtos que ele quer anunciar, nem vai dar tempo de fazer as ilustrações pro VT legal. Eu fiz uma carinha triste e Serginho falou: “Vencida pelo varejo”. E saiu rindo. :o(
Barraco no salão
Há 5 anos corto o cabelo com o Luís. É muito tempo. Mas toda mulher sabe que é mais fácil encontrar uma tesoura num palheiro do que confiar plenamente num cabeleireiro. E eu confio no Luís. Infelizmente, não posso dizer a mesma coisa sobre confiar no horário que vou ser atendida. Porque o infeliz sempre atrasa. Nesses 5 anos, eu nunca consegui ser atendida com menos de meia-hora de atraso. Certa vez, esperei durante 1:30. Eu e outras coleguinhas. Estávamos histéricas, mas não arredamos pé. Eu ia viajar e meu cabelo tinha mais pontas do que uma vassoura. Resultado: virei refém da boa vontade dele. Toda vez que ia lá, eu já chegava tensa. Fiquei 2 vezes sem almoçar, por conta dos grandes atrasos. Até que sexta-feira, ela se indignou. Ela... a TPM. Porque eu não era eu. A TPM se apoderou de mim. Eu tava num dia arretado, faminta, quando cheguei ao salão, 12:20. Tinha marcado com 2 semanas de antecedência pras 12:30.
Atendente (felizinha): Olá... você quer que eu guarde a sua bolsa?
Eu (séria): Não, obrigada. Você pode ver pra mim que horas o Luís vai me atender? Eu tô marcada pras 12:30 e (apertei os olhinhos, ameaçadoramente) tô com pressa.
Ela saiu e voltou (sem-graça): Olha... o Luís vai atrasar um pouquinho...
Eu (irritada): Pouquinho quanto?
Ela (sem-graça): Meia hora.
Eu (irritada): Meia-hora a partir de agora ou do meu horário?
Ela (murchando): Uma hora...
Eu (atacada): Eu quero falar com ele – e já fui entrando onde ele atende. Tinham 4 clientes lá. Ele me olhou surpreso.
Eu (falsa): Oooooi, Luis. Tudo bem?
Ele (mostrando todos os dentes): Oi linda.
Eu (calma): Por que você só vai me atender Uma da tarde?
Ele (tranqüilo): Ah... eu me atrasei um pouquinho hoje...
Eu (irritada): Hoje só não, né, Luís.
A mulherada parou de fofocar e todas me encararam pelo espelho.
Eu (irritada): Você sempre me deixa esperando. Eu já deixei de almoçar 2 vezes por conta dos seus atrasos.
Ele (tenso): Ahhh... que isso... desculpa... vou tentar adiantar aqui. Por que você não desce, almoça e volta uma hora?
Eu (indignada): Porque se eu quisesse cortar meu cabelo uma hora, teria marcado pra uma hora e não pras 12:30.
Ele (nervoso): Calma...
Eu (puta): Calma não, porque eu tenho certeza que você tem noção de quanto tempo demora cada procedimento. É muita falta de consideração com suas clientes.
Ele (mais nervoso): Tá bem... mas isso nunca mais se repetir.
Eu (lavando a alma): Nunca mais mesmo, sabe por que? Porque eu nunca mais volto aqui. Você acabou de perder uma cliente.
Virei as costas e fui embora, jogando meus cabelos piaçava pra trás.
Nem preciso dizer que fui bufando, né? Indignada com tamanho descaso. Aí, quando cheguei no carro, tive um pensamento apavorante: “Ai meu Deus!!! Aonde vou cortar meu cabelo agora???”.
***
No sábado fui a um salão novo, beeeeeeeeem longe da minha casa. Fiz uns trecos lá pra dar brilho e cortei. Se ficou bom? Não sei, porque só posso lavar os cabelos amanhã. E a gente só sabe se ficou legal depois de lavar em casa. Muito medo!
Atendente (felizinha): Olá... você quer que eu guarde a sua bolsa?
Eu (séria): Não, obrigada. Você pode ver pra mim que horas o Luís vai me atender? Eu tô marcada pras 12:30 e (apertei os olhinhos, ameaçadoramente) tô com pressa.
Ela saiu e voltou (sem-graça): Olha... o Luís vai atrasar um pouquinho...
Eu (irritada): Pouquinho quanto?
Ela (sem-graça): Meia hora.
Eu (irritada): Meia-hora a partir de agora ou do meu horário?
Ela (murchando): Uma hora...
Eu (atacada): Eu quero falar com ele – e já fui entrando onde ele atende. Tinham 4 clientes lá. Ele me olhou surpreso.
Eu (falsa): Oooooi, Luis. Tudo bem?
Ele (mostrando todos os dentes): Oi linda.
Eu (calma): Por que você só vai me atender Uma da tarde?
Ele (tranqüilo): Ah... eu me atrasei um pouquinho hoje...
Eu (irritada): Hoje só não, né, Luís.
A mulherada parou de fofocar e todas me encararam pelo espelho.
Eu (irritada): Você sempre me deixa esperando. Eu já deixei de almoçar 2 vezes por conta dos seus atrasos.
Ele (tenso): Ahhh... que isso... desculpa... vou tentar adiantar aqui. Por que você não desce, almoça e volta uma hora?
Eu (indignada): Porque se eu quisesse cortar meu cabelo uma hora, teria marcado pra uma hora e não pras 12:30.
Ele (nervoso): Calma...
Eu (puta): Calma não, porque eu tenho certeza que você tem noção de quanto tempo demora cada procedimento. É muita falta de consideração com suas clientes.
Ele (mais nervoso): Tá bem... mas isso nunca mais se repetir.
Eu (lavando a alma): Nunca mais mesmo, sabe por que? Porque eu nunca mais volto aqui. Você acabou de perder uma cliente.
Virei as costas e fui embora, jogando meus cabelos piaçava pra trás.
Nem preciso dizer que fui bufando, né? Indignada com tamanho descaso. Aí, quando cheguei no carro, tive um pensamento apavorante: “Ai meu Deus!!! Aonde vou cortar meu cabelo agora???”.
***
No sábado fui a um salão novo, beeeeeeeeem longe da minha casa. Fiz uns trecos lá pra dar brilho e cortei. Se ficou bom? Não sei, porque só posso lavar os cabelos amanhã. E a gente só sabe se ficou legal depois de lavar em casa. Muito medo!
O espirro e o orgasmo são parecidos?
Certa vez li uma entrevista de uma moça que comparava o gozo ao espirro e viajei. Você sabe que ele vem, sente o corpo se retrair, ele a caminho, vindo, aquela puxada de ar seguida da parada da respiração... e uiiiiiiiiiiii! É a hora em que ele irrompe e expulsa até o oxigênio que você nem sabia que tinha guardado no peito, impelido pelo corpo. É uma sensação que, uma vez iniciada, assume vontade própria... não dá pra segurar... você volta a puxar o ar, gemidinhos são aguardados. E depois vem um alívio, uma moleza. Quem me dera se o atchim fosse tão próximo assim do “oh yeah, baby”. É que tô com uma gripe danada. Ao invés do “saúde” poderia ouvir o “foi bom pra você?”.
Surfe em ondas gingantes. Não tô falando de marolas metidas a bestas, tô falando é daquelas ondas que você nem teria coragem de molhar o mindinho, com a perna esticada. Pra mim, é o esporte que divide os homens dos machos. É a força da natureza em estado bruto, porém domável, mas não pra qualquer um. Porque não basta ser talentoso pra encarar os picos do Havaí, né? Nem ser valente. Nem louco. Nem audacioso. Nenhuma palavrinha bonitinha assim. O cara tem que ser é MACHO pra chuchu.
Vingança
Tudo bem que a vingança é um prato que se come frio. Mas se ela vier pelando, eu nem me importo de queimar a ponta da língua.
Pessoas descartáveis
Algumas pessoas vêm e vão, chegam sem avisar e saem da vida do outro sem a menor dignidade. No mundinho dessas criaturas, corações são feitos de plásticos e fazer papelão é ter consideração sincera. Se desfazem de relacionamentos e companhias como se fossem cascas, depois de devorar o que lhes interessa, mas sem realmente saborear nada. Não possuem um paladar apurado porque o importante é o consumo imediato. E assim vão deixando entulhos por onde passam, desconstruindo momentos que pareciam promissores com seu egoísmo, voracidade e desatenção. Muitas vezes o indivíduo se dá conta de que você não um pratinho de prástico enfeitadinho. Você é uma daquelas louças finas que devem receber atenção redobrada porque são raras. Aí ele volta atrás e tenta colar os cacos com super bonder. É a hora de mostrar que o momento descartável teve alguma valia. Você conseguiu reciclar os sentimentos, seu modo de encarar o outro e reconheceu seu valor. Como é ótimo estar com a auto-estima nas alturas.
Atendimento sofre
Eu detesto quando tenho que atender cliente. Detesto. Detesto ter que explicar porque o layout, o título, a foto, as cores foram feitos assim, e não assado. Às vezes é tão óbvio que nem sei como explicar. Minha vontade é de apontar, arregalar os olhos e boquiaberta perguntar: como assim, você quer alteração? Quando as observações fazem sentido, tudo bem, é o negócio do cara, mas, infelizmente, esse valioso tipo de cliente é tão raro quanto whisky original em boate. Eu já passei alguns apertos. Certa vez, fiz um anúncio pra uma Clínica Veterinária e a especialidade da mulher era Oftalmologia. Nunca tinha ouvido falar disso e olha que tenho um gato que já teve problema no olho, coitado. Depois de um briefing minguado, porque muito cliente acha que informar sobre o negócio tá fazendo o trabalho pra gente, e o prazo mais curto que a verba, conseguimos fazer um anúncio até legalzinho. Era algo assim:
“Seu bichinho te reconhece até pelo faro. Mas já viu como ele gosta de olhar pra você?”. Tinha um pequeno texto falando sobre a importância de procurar um especialista pro melhor amigo e como a clínica era bem preparada. Pra completar, conseguimos uma foto GRÁTIS de um cão muito fofo olhando com atenção pra câmera.
Parecia que tudo ia bem até a Fernanda aparecer na criação. A cliente estava na sala dela querendo mudar tudo. Fui tentar salvar a peça. Cheguei dando um beijo na bochecha da moça, contando do meu gato, o Kiko, da vez que ele quase ficou cego, em como cogitei a trocar o nome pra Ray Charles e só não tinha aparecido na Clínica, porque eu nem sabia que tinha oftalmologista pra gato. Depois de bater um papinho, fomos discutir o anúncio. Resumindo. A mulher queria tirar o textinho que valorizava o serviço e colocar: Amor – Carinho – Dedicação. Eu expliquei o motivo de tudo ali. E a mulher insistindo.
Eu (calma): Olha, Dra. Fulana, eu tenho certeza que essa é a melhor comunicação pra sua Clínica. Mas se você quer tirar tudo e colocar essas 3 palavrinhas, por mim, tudo bem. A Clínica é sua.
Dra. Fulana (insegura): É... você tem certeza, né?
Eu: Sim. Eu tenho.
Fernanda estava muda e vermelha.
Dra. Fulana: Então, tá. Vamos deixar assim. Mas... e o título?
Até então, ela tinha AMADO o título.
Eu (surpresa): O que tem o título?
Dra. Fulana (persistente): Não sei... eu acho que podemos trocar a palavra viu por percebeu.
Eu (surpresa): Mas por que? Fica mais coloquial e faz referência a ver, visão, olho, sua especialidade. – e pensei: se trocar a palavra vai ter que mexer no layout!!!
Dra. Fulana: humm...
Eu: Mas por que você quer mudar?
Dra. Fulana (desorientada): Ahhh... hoje em dia, né? Esse negócio de policamente correto tá na moda...
Eu com cara de interrogação.
Dra. Fulana: ... então, esse negócio de viu, ver... e quem for cego?
Eu, totalmente incrédula soltei: bem... se a pessoa for cega, não vai ler jornal. (dannn)
Ela engasgou, Fernanda quase caiu da cadeira e eu lá, passada com a preocupação da mulher. No fim das contas saiu do jeito que estava. Ela teve um monte de ligação, ganhou uma entrevista sobre a tal especialidade no jornal e ficou feliz da vida. E eu, mais contente ainda por só encarar uma criatura assim, muito de vez em quando.
“Seu bichinho te reconhece até pelo faro. Mas já viu como ele gosta de olhar pra você?”. Tinha um pequeno texto falando sobre a importância de procurar um especialista pro melhor amigo e como a clínica era bem preparada. Pra completar, conseguimos uma foto GRÁTIS de um cão muito fofo olhando com atenção pra câmera.
Parecia que tudo ia bem até a Fernanda aparecer na criação. A cliente estava na sala dela querendo mudar tudo. Fui tentar salvar a peça. Cheguei dando um beijo na bochecha da moça, contando do meu gato, o Kiko, da vez que ele quase ficou cego, em como cogitei a trocar o nome pra Ray Charles e só não tinha aparecido na Clínica, porque eu nem sabia que tinha oftalmologista pra gato. Depois de bater um papinho, fomos discutir o anúncio. Resumindo. A mulher queria tirar o textinho que valorizava o serviço e colocar: Amor – Carinho – Dedicação. Eu expliquei o motivo de tudo ali. E a mulher insistindo.
Eu (calma): Olha, Dra. Fulana, eu tenho certeza que essa é a melhor comunicação pra sua Clínica. Mas se você quer tirar tudo e colocar essas 3 palavrinhas, por mim, tudo bem. A Clínica é sua.
Dra. Fulana (insegura): É... você tem certeza, né?
Eu: Sim. Eu tenho.
Fernanda estava muda e vermelha.
Dra. Fulana: Então, tá. Vamos deixar assim. Mas... e o título?
Até então, ela tinha AMADO o título.
Eu (surpresa): O que tem o título?
Dra. Fulana (persistente): Não sei... eu acho que podemos trocar a palavra viu por percebeu.
Eu (surpresa): Mas por que? Fica mais coloquial e faz referência a ver, visão, olho, sua especialidade. – e pensei: se trocar a palavra vai ter que mexer no layout!!!
Dra. Fulana: humm...
Eu: Mas por que você quer mudar?
Dra. Fulana (desorientada): Ahhh... hoje em dia, né? Esse negócio de policamente correto tá na moda...
Eu com cara de interrogação.
Dra. Fulana: ... então, esse negócio de viu, ver... e quem for cego?
Eu, totalmente incrédula soltei: bem... se a pessoa for cega, não vai ler jornal. (dannn)
Ela engasgou, Fernanda quase caiu da cadeira e eu lá, passada com a preocupação da mulher. No fim das contas saiu do jeito que estava. Ela teve um monte de ligação, ganhou uma entrevista sobre a tal especialidade no jornal e ficou feliz da vida. E eu, mais contente ainda por só encarar uma criatura assim, muito de vez em quando.
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