Filme sobre a Bruna Surfistinha? Por quê?

Bruna Surfistinha ajuda em alguma grande causa social? Virou médica, ou uma bem-sucedida profissional que não tenha ligação com sexo? Escreveu roteiros interessantes como a Brooke Busey (Diablo Cody,de Juno)? Não. Se tivesse seriam 2 extremos e poderia ser uma trajetória de vida interessante. Mas ela nem passa perto disso. Então por que alguém faria um filme sobre a vida dela? A tal Surfistinha só é a ex-prostitura que mantinha um diário virtual, muito do mal escrito, sobre os programas que fazia. Só. Ponto. Ah, não, esqueci. A Surfistinha também é a pessoa que teve a sorte de ganhar pais de coração quando não teve a mãe de sangue. Ela foi adotada, uma das maiores demonstrações de amor pelo próximo, por uma família que também oferecia do bom e do melhor, como ótimos colégios. Mas ainda assim, ficou revoltadinha, abusou das drogas, roubou quem a acolheu, caiu na vida e virou puta. Afinal de contas, os pais eram rígidos e botavam limites e regras, o que falta às crianças e adolescentes de hoje. Essa é Raquel Pacheco, a tal Bruna. E ela não faz mais nada do que continuar ganhando dinheiro as custas dos programas que fazia. A diferença é que os novos financiadores da boa vida dessa mulher agora são os leitores dos livros que ela lançou. Sei que a maioria comprou (e compra) para pegar dicas sobre sexo, mas francamente, dicas sobre sexo você encontra na internet, revistas e conversando com amigas. Agora, para completar, tem um filme sobre a vida dela estrelado pela Débora Secco, que falou de boca cheia no Fantástico do último domingo que é um pouco da Raquel Pacheco também. Ou seja, é um pouco da garota de programa que só fez lambança nos últimos anos. Isso é bonito? Eu não li nenhum dos livros, só entrei no blog UMA vez há séculos para saber quem era a fulana, mas são os atos que definem as pessoas. Entendo o drama de mulheres que passam fome e acabam se prostituindo para sustentar os filhos, por exemplo. Mas uma garota que teve uma vida regada a oportunidades, roubar os pais e fazer programas para ter um bom padrão de vida? Nem tem a desculpa que era para pagar a faculdade. Para mim é caráter zero. Que belo exemplo para as meninas mais novas “Se deu certo com ela, por que não dará certo comigo?”. Vou reformular a pergunta que fiz logo no começo. Ao invés de “Por que alguém faria um filme sobre a vida dela?”, questiono: “Por que alguém veria um filme sobre a vida dela?”. O único filme que poderiam produzir sobre a Surfistinha seria um pornô, que ela também já fez. Moça de família, né? O problema é que família até cachorro tem. Do meu suado dinheiro ela não verá um tostão. Não vou ajudar a engordar a conta dela. Ela que arrume um emprego, ou volte a fazer programas.

Final de semana de 3 dias

Este post está atrasado 1 semana porque ainda dependo da caridade alheia para escrever fora da agência. Meu PC continua quebrado e meus amigos (Rafa e Tony) do trabalho se compadecem da minha pessoa e me emprestam os notes. Hoje estou com um fofo, tão pequeno que poderia ter sido usado pelo Frodo.

Queria ter postado logo na 3ª feira, pós-feriado para falar exatamente sobre feriados. Toda vez que tenho uma folga na 6ª ou 2ª feira, ou seja, toda vez que tenho um final de semana de 3 dias, eu fico ainda mais convicta de que nosso calendário deveria ser mudado. Bem que poderíamos ter uma semana de 8 dias, com 5 dias levando chibatadas e 3 lindos, deliciosos e perfeitos dias de pernas para o ar. Já pensou? Mais dias para acordar tardão, para sair de um cinema e entrar em outro, mais tempo para ler um livro esparramada no sofá comendo brigadeiro de colher. Com 72 horas livres, daria para viajar mais, escrever mais, namorar mais, encontrar mais amigos, pegar mais frelas. Os pais poderiam ficar mais com os filhos e os cursos de final de semana seriam mais proveitosos.

Se por acaso precisar trabalhar no sábado, tudo bem, ainda restariam 2 dias coçando. Os feriados poderiam até ser abolidos, com exceção do carnaval, Natal e reveillòn, claro. E o melhor, com os meses regulando em 35, 36 dias, o ano passaria a ter uns 413 dias (é isso mesmo?) e demoraríamos mais a fazer aniversário novamente. Seria o paraíso.

“Por que você fez essa tatuagem?”

Um belo dia, minha querida amiga F. foi acompanhar uma amiga dela no tatuador. Chegando lá, resolveu também fazer uma tatuagem para chamar de sua. Depois de folhear os álbuns até gastar os dedos, pediu ao Fulano para fazer um F em chinês. Naquela época, as “letras” orientais estavam entrando na moda. Ainda não eram uma febre, só uma virose. O problema é que não existem letras chinesas. Alguém me corrija se estiver errada, mas alguns símbolos tem significados de palavras inteiras. Só que nem a minha amiga, nem o tatuador incompetente sabiam disso. E lá se foi F, inocente, pensando levar a iniciar do seu nome marcado na pele.

Anos depois, mais precisamente neste carnaval em Olinda, conhecemos a SIM, uma chinesa muito pra-frente no albergue. Papo vai, papo vem, F. resolveu mostrar a tatuagem pra ela, querendo confirmar um comentário de um amigo que estava aprendendo a língua. Quando SIM viu a tatto, botou as pontas do dedo na boca, riu e falou: “Husband! Husband!” Quem viu a cena disse que a F. mudou de cor 3 vezes, enquanto o povo rolava de rir. Claro que eu também dei muitas gargalhadas quando ouvi a história. E F. desesperada, falando que ia pedir para o Francis desenhar alguma coisa pra cobrir. Eu dei uma sugestão, mas ela não gostou muito.

- F. já que está escrito marido (ou companheiro, algo do gênero), por que você não aproveita e tatua PROCURA-SE em cima?

Esse assunto surgiu de novo no aniversário de amigo Carlos, sábado, no Ceará da Mata da Praia. Pela 8938493º ela pediu para o Francis fazer a nova tatto. Ele pegou uma caneta e desenhou na hora. O resultado de algumas, de várias, batidinhas pode ser visto na criatividade.

Acho que dá próxima vez que a minha amiga quiser fazer alguma graça com o F., ela vai pendurar um pingente de letra no colar.





Ps. Essa coisinha na parte de cima é apenas um cometa. Não pense maldade.

Rapidinhas

Distraída

Ontem, no IBEUV, me senti na 4a. série. Cheguei mais cedo na biblioteca para fazer o dever de casa (que eu não tinha feito) e depois que acabei, fiquei distraída por lá, escolhendo 1 DVD para o final de semana e conversando com minha classmate. De repente, olhei para o lado e dei de cara com a teacher:


- Gente, vamos embora. Só estamos esperando vocês!


Olhei surpresa para o relógio e vi que já estava atrasada 10 minutos. Me distraí tanto que nem ouvi a “sineta” tocar. E olha que ela é mais escandalosa do que um bando de adolescentes juntos. A teacher acabou indo nos buscar no laço.



Inimigos

Por falar em teacher, vou fazer um desejo:


Que todos os meus desafetos reencarnem como professores de inglês. Ou melhor, de madarim, que deve ser o cão de difícil.



4a. feira é dia de ir ao Convento. Ou melhor, era dia… :o(

Os horários da agência mudaram e o almoço foi reduzido para 1 hora. Apesar do morro do Convento ficar, praticamente, ao lado do Moreno, eu precisaria de um teleférico para almoçar, sair, rezar e voltar em tão pouco tempo. Nessas horas bem que eu gostaria de aguentar ficar sem comer por muito tempo sem ter um treco por causa da hipoglicemia.


O curioso é que depois que eu parei de ir ao Convento, algumas coisas andaram acontecendo por aqui. Primeiro o notebook do Sergio pifou. Depois foi o PC da Mila. Depois foi a vez do PC pessoal do Tony, seguidos pelo meu de casa e o meu PC da agência. Aí, como eu virei uma sem-computador, me colocaram para trabalhar no Mac. Alguns dias depois, o bicho teve um piripaque e parou de funcionar também. Um Mac, heim! Depois foi a vez do PC caseiro do Luan se juntar à greve. Eu já avisei que a Santa ficou magoada, mas ninguém me leva a sério. Depois não reclamem.



Lingua Maldita

Ontem estava conversando com amigo Carlos sobre as nossas férias antes e depois do carnaval:


- Eu preciso comprar um chapéu porque o meu está medonho.

- Comprei um chapéu lindo na Diferolla pra uma amiga.

- É? Quantos dinheiros?

- Uns 37. Bem bonito, abas enormes.

- Ahhh... agora eu posso usar chapéu com abas gigantescas.

- Por que só agora?

- Porque antes dos peitos e mais magra, quando botava um chapéu de abonas, eu ficava parecendo um orelhão.

- Ai, que horror, Hanna! – disse ele, dando uma gargalhada.

- Tá vendo, se eu esculhambo comigo mesma, bem posso esculachar com os outros também.

- É verdade.


E assim eu posso dormir em paz.

A Onda



O filme – alemão e inspirado na história real do professor Ron Jones, criador da 3ª Onda nos EUA – começa como uma marolinha e, no final, se torna uma tsunami.

Hermanoteu na Terra de Godah



Os Melhores do Mundo entraram na minha vida através do Joseph Climber. E como a vida é uma caixinha de surpresa, ver os caras ao vivo foi muito, muito, muito melhor do que eu imaginava. E o grupo ainda disso que o nome “Os Melhores do Mundo” foi apenas uma brincadeira, uma ironia. Hermanoteu, querido meu, filho de Holonéia, irmão de Micalatéia, ainda bem que a caminho de Godah, você passou por Vitória.

“Eu vou atrás do caminhão..”, ou melhor, meu Alter Ego vai.



Meus finais de semana tem sido bem tranqüilos. Na verdade eu ando muito caseira, só indo ao cinema, teatro (hoje vou ver Os Melhores do Mundo) e barzinhos. Tudo bem light. Por isso que amanhã, no Espírito Elétrico, quem vai atrás do Trio é a Hanna, como diz amigo Carlos. Ou a Christina, como falam os meus amigos da agência. A Anna está isenta de qualquer responsabilidade.

Jibóia come passarinho na agência (sem duplo sentido, por favor).



A primeira vez que eu botei meus pezinhos 34 na agência e vi um monte de verde cercando a casa, falei: este lugar deve estar cheio de cobras! E toda hora que eu passava pelo jardim, era um tormento. Ficava imaginando alguma nessas nojentas rastejantes entocadas me esperando. No 3º mês, assim que subi o 1º lance de escadas, a Érika berrou lá de cima: Anna, corre que tem cobra no jardim! Fiquei tão apavorada que nem Usain Bolt conseguiria me acompanhar. Nesse dia, apareceu uma cobra espevitada marrom na churrasqueira e os meninos espantaram a bicha, que ficou saracotiando pela área, ao invés de tomar o caminho da rua.

Depois disso, soube da existência de uma grande jibóia nas redondezas. Todo mundo da agência já tinha visto, menos eu. Até que um belo dia, eu vinha da manicure cantarolando e olhando distraidamente a paisagem quando a vi esticada a uns 3 metros do carro. Por pouco não passei por cima. Parei o carro, toda assustada. Ela parou também, virou a cabeça e mostrou a língua pra mim. Lembrei do que vivia dizendo: “Se eu encontrar essa jibóia pela frente, eu atropelo”. Fiquei tentada a passar por cima, mas pensei bem e desisti. Pô, ela é moradora antiga, não é venenosa e nem é de atacar as pessoas. Achei a maior sacanagem matar. Desliguei o carro e esperei a folgada acabar a travessia. Ela é bem lerda e muito, muito grande. Deve ter uns 1.75, no mínimo. Quando ela, finalmente, passou para o outro lado, eu segui em frente morrendo de raiva por ter esquecido de trazer a máquina para tirar uma foto dela.

De outra vez, eu vi um desses seres espatifado aqui perto do portão. Já morreu tarde. No outro dia me contaram que o Tony, o espírito de porco do lugar e irmão do coração, pensou em pegar o cadáver e colocar no retrovisor do meu carro. Nem gosto de imaginar a situação. Seriam 2 mortos porque eu faria picadinho dele no outro dia.

Aí fiquei um tempão sem notícias de bichos rastejantes por aqui, até que sexta-feira, um dos funcionários veio todo afobado falando que tinha uma jibóia engolindo um passarinho perto da cerca. Claro que todo mundo da agência desceu para ver. No começo, não consegui enxergar a cobra. Tive que chegar mais perto e só aí percebi que ela era ela, e não um tronco. É muito igual. Apesar de pequena, ela agarrou o pássaro, que devia ser maior do que uma rolinha. Só vi as pernas dele esticadinhas, tadinho. Foi me dando uma agonia e acabei me afastando, mas acompanhando de longe o desenrolar, ou enrolar, da história. Em poucos minutos o pobrezinho estava na pança dela. E dava para ver que ele estava lá. Eca! Comentamos que ela ia ficar sossegada por uns 2 dias, fazendo a digestão. 1 hora depois, ela estava mais próxima da piscina. Sugeri que alguém a empurrasse da árvore pra ela dormir o mais longe possível daqui. Ninguém se prontificou. Mais uma hora se passou quando eu fui mostrá-la ao Luan, nosso estagiário, que tinha acabado de chegar. Olhamos, olhamos e nada dela. Quando avistei novamente, ela estava no lugar de antes, enroscada em outro passarinho. 2 pássaros em 3 horas! Uma cobrinha de uns 50 cm! Uma jibóia bebê. Acho que ela é igual a mim, hiperglicêmica e precisa comer de 3 em 3 horas. Depois ficamos pensando “que passarinhos burros”. Não a viram se aproximar? Acho que ela fica paradinha, bem sonsa e os bestas pousam nela achando que faz parte do galho. Nessa hora ela pimba, dá o aperto.

Eu tô meio preocupada com isso. Pelo jeito ela achou um ótimo lugar para se alimentar e não deve sair dali tão cedo. Os meninos falaram: “mas ela é pequena!”. E eu respondi: “mas ela vai crescer! Ainda mais comendo nesse ritmo. Daqui a pouco tempo é capaz de termos uma anaconda pelo jardim.” Meda!

Ps. Sei que é meio tosco mostrar a deglutição, mas não me contive. rs






Escada rolante X Escada divertida



“Diante de uma escada rolante e a outra convencional, qual você optaria para chegar ao seu destino?

Obviamente quanto menos esforço melhor e, por isso, a grande maioria das pessoas optaria pela escada rolante. Mas se sabemos que subir escadas pode ser um ótimo exercício capaz de melhorar nossa saúde, como mudar o comportamento das pessoas para que optem pela escada convencional?

Simples: Faça com que isso se torne divertido para elas.
Veja o que rolou em Estocolmo, numa iniciativa batizada de “Teoria do Divertimento”.”

Ps. Quando eu crescer, quero ser uma criativa assim (e ter um cliente assim também, claro).

Voluntários salvam mulher em enxurrada

Ontem fiquei aflita, com os olhos cheios d’água, vendo essa cena no Jornal Nacional. É fantástico como existem pessoas que arriscam a própria vida para salvar um desconhecido. Eu sei o que move gente assim: o amor. O amor pela vida, independente de quem seja, independente do que possa oferecer em troca. É reconfortante que no meio de tanta violência, com gente resolvendo brigas de trânsito no tiro e trocando murros desde pequenos nas salas de aula, ainda há seres humanos capazes de uma atitude tão nobre, tão corajosa, tão humana.

A um passo da traição

Um almoço. Um jantar. Uma conversa no MSN. Um scrap. Um torpedo. Um e-mail. Um telefonema. Um abraço mais apertado. Um papo que se estende. Um olhar mais demorado. Um convite. Uma troca de cartões. Um presentinho. Um drink. Uma carona. Um café no corredor. Uma confidência. Uma atenção. Um comentário. Uma dança. Uma gentileza. Um toque. Um passeio. Uma bobagem.

As pessoas sabem muito bem quando o próximo passo vai abrir caminho para a traição acontecer. Sabem exatamente quando vão ultrapassar a fronteira. Numa relação oficial eu sou fiel e corro das tentações. E descobri há muito tempo que meus sentimentos não sobrevivem a uma infidelidade.

E como uma boa leonina que sou, vou fazer um antigo brinde a esse assunto.
“Brindemos a nós dois, ao amor e ao riso, à confiança e à lealdade. Serei fiel enquanto você for. Nem um segundo depois."

Depilação de virilha – estética, ciência ou tortura?

Toda mulher sabe como dói depilar a virilha. E quando a depiladora não tem A pegada, a tortura fica mil vezes pior porque, além da dor, ainda tem aquela ansiedade se o negócio vai ficar direito. Porque não basta espalhar a cera e “xulapt”, como os homens devem pensar. Se fosse só isso, ótimo. Mas não. Depilar a virilha é, praticamente, uma ciência. A cera tem que estar na temperatura ideal. Se estiver mais fria, ela não espalha direito e você sente cada cabelinho sendo (imagine) grudado, arrastado e puxado na marra. Se estiver mais quente, além retirar os malditos pêlos, você corre o risco de ser escalpelada. Depois vem o lado que a cera será espalhada. O certo é no sentido do crescimento para o outro e, na hora de tirar, tem que puxar ao contrário. Se a depiladora trocar as bolas, os pêlos partem ao meio e ficam tão no cotoco que a perereca vai parecer um ouriço. E não há pinça que dê jeito. Mas pode ser pior. Caso os malditos saiam rente à pele, mas sem a raiz, acenda uma vela à Nossa Senhora dos Pêlos Encravados e reze para que suas partes baixas não fiquem a cara de um adolescente cheio de espinhas. Depois desses 2 passos, o terceiro é o mais temido. É a hora da verdade. A hora de puxar a cera. A hora que separa a boa profissional, da profissional que vai te ferrar. Algumas torturadoras colam um papel especial e xulapt. Rápida e rasteira. A dor vem de uma só vez. Outras, as mais carniceiras, dão a famigerada puxadinha na ponta da cera endurecida para ter aonde pegar e dar o xulapt. Imagina você, numa posição quase ginecológica, e uma infeliz descolando a cera embolada nos pêlos com a ponta do dedo, usando pequeninos cutucões. Você vai sentir todos os cabelinhos saindo, um por um, antes de todo o resto ir junto. Não é bonito, não. Infelizmente, nem sempre a cera e, consequentemente, as penugens saem da pele sem lutar. Às vezes eles se embolam tanto uns nos outros, agarrados, atracados, que são necessárias várias outras aplicações da cera no mesmo lugar. Corre o risco do negócio ir amontoando, amontoando e virar uma colméia. Depois da faxina, é a hora de definir o layout. O bom mesmo seria pegar uma régua, marcar 2 pra lá, 2 pra cá, tudo direitinho, mas não. A maioria teima em fazer de olho, o que significa alguns milímetros mais pra lá, ou mais pra cá. Milímetros para as sortudas, claro. Graças a Deus, depois de passar por tudo de errado que descrevi acima, eu consegui achar uma depiladora porreta. A mulher é uma desbravadora. Nunca senti tantos xulapts na vida. E quanto menos pêlos ficam, mais dolorido é. Não sei por que, mas sempre consigo entender melhor a Claudia Ohana nesses momentos.

Freddy Krueger – A Hora do Pesadelo (nova versão)



Eu não gosto de filmes de terror. Mas terror no sentindo de ter espíritos, o Coisa Ruim, essas coisas sobrenaturais. De resto nunca perdi o sono por causa do Jason e cia. A única excessão foi o Freddy Krueger. Eu quase morria de pavor depois de ver os (primeiros) filmes dele. Acho que Wes Craven, o cineasta, teve uma grande sacada ao criar o assassino de crianças que é morto e volta a atacar enquanto as pessoas dormem. Afinal, quem nunca acordou ofegante, aliviado por despertar depois de passar um baita sufoco durante um pesadelo daqueles bem reais? A idéia é ótima. Todo mundo precisa dormir e isso deixava os mocinhos (e eu) desesperados porque não tinham como evitar o encontro por muito tempo. E os sonhos viravam terra de ninguém. Adorava quando eles lutavam contra o sono. Para mim, Freddy é um dos maiores e mais temidos vilões do cinema. Estou feliz em vê-lo de volta. Espero que o novo filme faça jus ao precursor e seja realmente apavorante. Detesto a idéia do Krueger virar uma comédia depois de tanto tempo.

Lembra da musiquinha geralmente cantada pelos fantasmas das crianças assassinadas? Que meda!

“One, two, Freddy's coming you.
Three, four, better lock your door.
Five, six, grab your crucifix.
Seven, eight, gonna stay up late.
Nine, ten, never sleep again.”

Stand By Me



Linda, maravilhosa, fantástica versão de um grande sucesso do Lennon. O mais desconcertante neste vídeo é imaginar que aquele velhinho, morador do 2º banco da praça, pode ter um talento assim... e ninguém nunca vai saber. Bom final de semana.

Curso de Inglês: qual deles fala a sua língua?

Gente, que coisa mais difícil escolher um curso de inglês. Antes de decidir pelo IBEUV, roei pelo Wisdom e Wizard, liguei para o Yazigi e assisti aulas no Fisk, IBEUV e CCAA.

Não gostei nem um pouco do método do Wisdom, onde os alunos tem que estudar em casa e ir sabendo a lição para a aula. Desculpa, mas se eu já sei a matéria, qual o trabalho da professora? Correção de exercícios? Fiz essas perguntas para a secretária e acho que ela não gostou muito. Moça sensível.

Depois fui ao Fisk e achei legal. No dia marcado, cheguei toda contentinha para minha primeira aula. Só aí fui saber que nada do que me falaram estava valendo. Os dias tinham sido alterados, assim como os valores, os horários e a metodologia. Fiquei tão decepcionada que saí de lá direto para o CCAA.

No CCAA, conversei com a secretária e pedi para fazer a 1ª. aula grátis para conhecer melhor o curso. Foi bom. Só estranhei uma coisa: a aula é praticamente dada pelo DVD. Todas as lições são vistas na TV e a professora trabalha em cima disso. Acho que hoje em dia é muito mais fácil ensinar inglês do que antes. Mas tudo bem, poderia até ter feito a matrícula, caso eu não fosse a única aluna. É que para um curso vingar, são necessárias umas 5 pessoas. Quanta sorte.

A próxima parada foi no IBEUV, o curso que fiz no começo da adolescência, coisa de uns 9 anos atrás (cof cof). Passei novamente um óleo de peroba na cara e pedi para assistir a aula, “sem compromisso”. Me identifiquei muito. A teacher é ótima, gostei do jeito de ensinar e do pacote geral (mensalidade, dias e horários). Adorei ter o quadro ligado direto ao computador onde dá para arrastar palavras de um lado pro outro com um mouse disfarçado de caneta.

Apesar do IBEUV estar liderando a lista de preferências, voltei ao Fisk para saber mais sobre a tal turma especial. Foi especialmente decepcionante. As aulas acontecem 1 vez por semana, com 5 alunos aprendendo separadamente, mas na mesma sala, e a professora vai de cadeira em cadeira. Fiquei pensando sobre isso durante a aula. Imagina você tentando entender uma lição mais complicada com uma criatura falando outra língua, literalmente, ao seu lado?

O importante é que estou muito satisfeita com a escolha do IBEUV e raramente fico empreguiçada de ir às aulas. Isso é um ótimo, grandioso sinal de que esse negócio realmente está dando certo. Se bobear vou começar a escrever os posts em inglês. Daqui uns... 20 anos, talvez.

Comercial das Havaianas é retirado do ar



Ontem fiquei besta ao ver que tiraram da televisão a nova campanha das Havaianas, aquela que tinha uma avó conversando com a neta. Algumas pessoas reclamaram, certamente, da sacada bem humorada e ousada da moderna senhora sobre o Cauã.

Francamente, um país como o Brasil, onde cenas de sexo são freqüentes em novelas, onde os programas de auditórios adoram exibir mulheres frutas simulando o ato sexual em velocidade 500, onde o carnaval é um desfile de peitos e bundas, onde existe um programa chamado Amor & Sexo, onde os biquínis são mínimos e propagandas de camisinha são vistas aos 4 cantos (graças a Deus), onde a maioria perde a virgindade antes dos 15 anos, enfim, um país que é sensual e sexual por natureza, ainda assim tem gente que achou a propaganda demais. Como se estivesse influenciando alguma prática totalmente fora da realidade atual e do conhecimento comum. Até minha avó, que tem 81 anos e acha que as mulheres deveriam casar virgens, adorou o comercial. Ela é tradicional, mas não é alienada.

A resposta da Alpargatas e da Almap foi rápida e sensacional, com o estilo criativo que sempre marcou os VT’s das Havaianas.

Havaianas - Uma senhora resposta

Eu queria MUITO ter estado lá



“A banda americana Black Eyed Peas preparou uma surpresa à apresentadora Oprah Winfrey. O rapper Will.i.am criou uma coreografia para a música "I Got a Feeling” e o flash mob foi organizado pela produção do programa. 20 dançarinos profissionais ensaiaram 800 pessoas um dia antes da apresentação. No dia do show, esses 800 ensinaram as outras 20 mil pessoas a dançar.

Os “dançarinos” mostraram a coreografia em Chicago, que deixou Oprah em êxtase, já que ela não sabia de nada. A apresentação fez parte da festa que inaugurou a 24ª temporada de seu programa, no último dia 8 de setembro.

Mesmo que tenha enjoado de flash mobs, veja. Esse vale porque arrepia. E pela cara de passada da Oprah.Empolgada, Oprah fez declarações de amor à cidade. "Isso é muito cool, é a coisa mais cool de todos os tempos! Chicago, eu te amo!", disse a apresentadora.”

Patrick, do outro lado da vida.

Confesso que a morte do Patrick Swayze me fez chorar um pouquinho. Adorava o ator, que tinha um talento meio limitado, mas me levou ao cinema muitas vezes para ver Dirty Dancing. Na verdade, vi esse filminho água com açucar 14 vezes na sala escura. Juro. 14 vezes. Eu ia e via a sessão 2 vezes. Ghost eu também adorei, mas consegui me conter mais. Acho que por isso fiquei tão tristinha. Paixão antiga.

Paraty & Eu


Essa viagem a Paraty foi como encontrar uma pessoa que eu queria muito, mas sem o tempo suficiente para conhecê-la bem. Ficamos ali, só naquela conversinha superficial, sentadas num café aconchegante, falando amenidades, contando dos lugares onde já fomos e onde queremos ir, discutindo sobre filmes, livros e teatro. Assuntos corriqueiros que me fizeram perder a noção das horas porque a companhia era estimulante. Paraty tem o maior potencial de virar minha amiga de infância. Gostei da personalidade forte em manter as raízes, ou pedras foras do lugar, sem ligar a mínima para os incomodados. Eles é que se mudem. Paraty tem charme, energia, carisma, beleza tradicional, cor. Não é patricinha. Não é hiponga. Não é a moça da cadeira ao lado. Paraty foi uma anfitriã perfeita, me acolheu com carinho, mas sem mudar os próprios hábitos. Além de mim, meus amigos e centenas de convidados, ela também continuou a receber o mar que avança pelas ruas do Centro Histórico em determinadas épocas do ano. As mesmas ruas que ostentam grandes abajous ao invés de postes e bicicletas e charretes ao invés de carros.

Posso dizer que nos demos muito bem, eu e Paraty. Pena que durou tão pouco. Mas, mesmo sem data marcada, combinamos nos ver de novo. Ainda temos muito a conhecer uma da outra.


Festival da Pinga

Paraty tem “irc” vocação cultural e festeira “irc”. Lá acontece “irc” a famosa FLIP “irc” e o encontro dos redatores publicitários “irc”, 2 eventos que eu “irc”, todo ano, digo “irc” que vou. E eu ainda “irc” vou mesmo. Mas “irc” a desculpa que me levou a Paraty “irc” semana passada “irc” foi o Festival da Pinga “irc”. Ou será que foi “irc” Paraty “irc” a desculpa para ir a um “irc” Festival da Pinga “irc”? Brincadeirinha “irc” “irc”.


A parte séria é que foi muito divertido, mas você tem que ir com pessoas muito, como posso dizer, festeiras. E eu tenho exatamente amizades assim: amigo Carlos, Flavinha e Clarissa. Mais uma vez, viajar com vocês foi incrível. Qual o nosso próximo destino?


Fotos = Satisfação

Para saber se gostei muito ou pouco de uma viagem é só ver a quantidade de fotos que eu tirei. Se gosto muito, tiro muitas. Se gosto pouco, tiro poucas. Se amo igual a Paraty, tiro zilhões. Foi difícil escolher algumas para colocar aqui. Aí resolvi fazer essa montagenzinha. Assim, mostro algumas e não canso você. A propósito, por falar em montagens, atenção para algumas coisas... estranhas que aparecem em algumas fotos. É que a montagem foi feita pelo meu amigo/irmão Tony. E ele é diretor de arte e engraçadinho. Mas gostei. :o)


Vanusa arrasa no hino nacional. Ou melhor, arrasa O hino nacional.



Eu procurei, procurei e não achei ninguém rindo da situação. Se eu estivesse lá, juro que estaria rolando no chão, dando aquelas minhas gargalhadas incontroláveis. IMPERDÍVEL.

Paraty, um belo destino para mim.

Amanhã vou conhecer um lugar que sempre quis: Paraty. Pena que não poderei ficar uns 5, ou 6 dias. É que estou cheia de coisas pra fazer aqui na agência. Depois conto mais.

Ps. Ando meio sumida porque meu PC de casa deu perda total e estou cheia de trabalho. Bom sinal.

7 de agosto, meu niver.

Quem conhece a minha família sabe da onde herdei o gosto por mandar bilhetinhos.


Festa (quase) surpresa de aniversário.

Sexta-feira, dia 7, foi o meu aniversário e eu estraguei a minha 1ª festa surpresa. Tudo isso por conta da minha indecisão de como iria comemorar. A opção mais certa seria chamar os amigos, levar um bolo para uma boate e dançar até a sandália cansar. O problema é que passei tão mal de 3ª a 5ª feira à noite que pensei não ter forças nem para soprar as velinhas, quanto mais me acabar numa pista de dança. Cancelei o programa.

Na 6ª feira, na hora do almoço, quando as ligações pipocavam na mesma rapidez que os scraps e torpedos, foi me dando uma sensação estranha. Pô, eu estava completando mais um ano de vida. Não podia passar em branco. Até porque ele, o ano, não tinha passado em branco. Ele me trouxe um bocado de coisas boas, momentos inesquecíveis, conquistas importantes, amizades antigas renovadas, amizades novas que parecem existir há séculos, minha família junta, unida, única. Minha família, que é o meu Porto Seguro, e está acima de qualquer coisa. Mudei de idéia.

Chamei minha amiga Gabi e falei que ia fazer uma comemoraçãozinha, sim. Uma besteirinha em casa, para umas 7, ou 8 pessoas, um jantarzinho simples, nada demais. Aí ela falou que Fulano, Sicrano e Beltrano não poderiam. E que Sicrana, Beltrana e Fulana também já tinham compromisso porque tinham se preparado para sair na 5ª feira, quando eu estava lutando por minha vida. Aí liga a Flávia, falando que ia sair mais cedo do espanhol e parar lá em casa, pra me dar um abraço. Pronto: festa pra 2 pessoas, mais 2 amigas que tinha certeza da presença, tava ótimo. Foi quando ela, Gabi, começou a dizer coisas sem sentido, e só depois de me perturbar um pouco e xingar a Flávia, me contou da festa surpresa que não ia mais acontecer. Fiquei arrasada! Mas muito, muito contente em saber que alguns amigos tinham se preocupado em me deixar feliz.

Renata apareceu primeiro. Levou um presentinho e foi embora no mesmo pé que chegou. Depois foi a vez da Simone. Juntos chegaram a Gabi, Wladja, Carlos e Francis, trazendo bolo e mais comes e bebes. Marcela veio depois. Flávia e Amanda tocaram a campainha 2 minutos após os parabéns e tive que soprar as velinhas novamente. Resultado: a noite foi ótima, demos muitas risadas e fiquei felicíssima pelo carinho e consideração que eles tiveram. Muito, muito obrigada, gente.

Ps. Amigos, não coloquei nossas fotos porque saíram totalmente desfocadas.

Presente de grego? Não, de Carlos.

Ganhei vários presentes muito legais. Mas este mereceu um destaque por ser tão... tão... inusitado. Acho que vou arrasar na próxima festa do cafona.


A tal conversa

Se você não tiver nada para fazer, pode acompanhar a tal conversa que estragou tudo. Ou melhor, a surpresa por saber que teria uma festa surpresa continuou.

11:27 eu: eu to pensando em fazer um strogonoff... o que vc acha?

11:28 chamar vce outros amigos. todos desacompanhados. Pq lá em casa nem tem como receber, né? Aquela confusão nos pisos.

11:32 Gabriela: ahhhhh tem q ver......mas sua familia tb vai?

11:33 eu: sei n. rs

Gabriela: é pq amiga, eu posso mas o resto do povo acho q não.....tá mto em cima né???? por exemplo: Carlos desmarcou cliente de ontem p/ hj, Flavia hj teme spanhol disse q não poderia sair......Marcela hj tem q ficar na lanchonete. todo mundo se programou p/ ontem.........a unica desocupada sou eu. kkkkkk

11:36 pois é.....a gente, inclusive eu, fiquei sem referencia do q seria feito. mas pq vc num marca com MArcela, sua amiga, vem aqui p/ casa me buscar e a gente vai p/ algum lugar???? ou eu vou até sua casa e de lá saimos?

11:41 helloooooooooooo

12:11 eu: oi. voltei. fui la embaixo

Gabriela: ahhhhhhhhhhh. achei q tinha ido almoçar

eu: Flavia m ligou e falou q vai la em casa

Gabriela: ?????????

12:16 eu: então ta combinado. lá em casa, às 21h. Ou antes. pra gente ver a briga, né? ahhaha vai ter strogonoff

12:17 Gabriela: amiga. assim, não queria estragar sua felicidade. mas serei obrigada. olha eu nem deveria mas vc consegue estragar o prazer dos outros............bem, vai sair perdendo.

12:20 eu: o q foi?

Gabriela: bem

eu: gente, o que eu fizzz???

Gabriela: sua sorte é q vc é mto querida. e hj é seu niver, por isso será perdoada, mas perderá de qq jeito.

eu: fala!

Gabriela: sua indecisão e doença, levou os seus amigos a organizarem uma festa surpresa p/ vc...........ela vai chegar na sua casa por volta das 20:30

eu: hahahahahah

Gabriela: tudo encomendado....armação feita, desculpas arrumadas e vc vem com strogonof?

eu: hahahaha vcs são demais

Gabriela: vc tem 2 opçoes: finge q não sabia

eu: mas como eu ia saber???

Gabriela: ou embarca conosco

eu: o povo la de casa sabe?

Gabriela: mas p/ inventar comemorar as coisas no dia. armar no dia???? pq? p/ dificultar

eu: hahahahaha

Gabriela: e eu perguntando desde quarta o q vc faria na sexta........e vc nem repsonde

eu: mas vcs falaram com o povo la de csa?

12:23 Gabriela: agora vc vaio receber em sua casa, ou na minha como preferir. ninguém na sua casa sabe, medo delas contarem. kkkkkkkkkkk

eu: hahaha claro q não iammmmm

Gabriela: e eu tentando marcar de ir p/ vc ficar meio arrumadinha, pq Carlos queria te pegar de meia na cabeça

eu: bem, então liga pra la e conta. e se quiser, cancela o strogonoff!

Gabriela: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

eu: faz de conta q eu n sei de nada. pessimo! meia, nao. mas a toalha pro cabelo secar fazendo topete... ahahha

Gabriela: cancela vc

12:24 eu: ué. mas se eu n sei de nada!

Gabriela: mas eu já sei q vc sabe. E CArlos tb

eu: ou se preferir, deixa o strogonoff pra dar uma sustança. eu n contei pra ele.

Gabriela: tb pode. até pq são poucas pessoas. eu já. ele tá no msn comigo. participando da minha luta p/ colher infos d evc. ele até te ligou

eu: ai meu Deus. ele me ligou e eu tava em reunião

Gabriela: kkkkkkkkk viu? eu sei de td

eu: sim. olha, deixa eu acabar uma coisa aqui. depois nos falamos. mas vc podia ter me dado uma volta. a culpa foi toda da Flavia. q falou q ia la em casa ahahahah Carlos no fone

Gabriela: eu sei

eu: hahahaha

12:26 haahahaa

Gabriela: tamo querendo matar flavia

12:28 ele ta esculachando com flavia hahaaaaaha

Gabriela: com razão. eu ia fazer vc desistir da festa

12:29 enfim, agora foi né?

eu: ahahaaha

12:30 ai, to arrasada! a 1ª festa surpresa q eu ia ter. haha bem, deixa eu fazer um negocio aqui. a gente já se fala

12:32 Gabriela: rsrsrsrs ok. Bj!

Maldita inclusão digital



Juro que é uma das coisas mais toscas que já vi na vida. É tão ruim que é engraçado.

Musa da DR

No lixo alheio ela encontrou Tolerância, uma música da Ana Carolina transformada em dedicatória, ou desabafo. Logo a Ana Carolina! Ela achou tão irônico a cantora ter servido de inspiração que riu alto. Um filminho não tão antigo passou pela sua cabeça. E ele tinha a trilha da Ana Carolina. Logo a Ana Carolina. Ficou pensativa. Recolocou a tampa no lugar. Achou melhor deixar o lixo assim, fechado. Virou as costas e respirou fundo, aliviada. Sentiu os bons ares que o tempo gentilmente havia lhe trazido de presente.

O retorno

Conheci um cara segunda-feira, depois que saí da agência. Thiago. Moreno, da minha altura, tatuado, braços traçados. Simpático até dizer chega. E olha, já tinha um bom tempo que um homem não me deixava com tanta tremedeira nas pernas. Não sei quantas vezes ele me falou "vai, vai. Nào para! Tá quase. Mais uma vez. Vai". E ficamos nessa mais de 1 hora. Fiquei toda dolorida. É... é complicado voltar a malhar depois de 2 meses e meio. Quer saber? Eu acho que odeio esse tal Thiago, meu novo instrutor.

Hora do almoço


Como foi a sua? A minha foi na piscina da agência... bem mais ou menos, né? A idéia é estar menos branquela até o final de agosto. Tomara que São Pedro coopere.

Ps. Repare no fator de proteção do filtro. No fundo eu acho que sou morena.

The book tá na mesa, peaple!

Mim querer surveto.
Viajar, eu, Paraty.
Tolmarrei onti cerveja com anmigors.

Acho que deve ser, mais ou menos assim, que eu falo inglês. Uma lástima. Fiz apenas 1 ano de IBEUV quando tinha uns 11, 12 anos (quase ontem), mas acabei saindo do curso. Agora eu pergunto: gente nessa idade tem que querer alguma coisa? É para pai e mãe insistir, botar pressão. Se eu tivesse feito o curso bonitinho, certinho, hoje em dia estaria arranhando ainda uns 2 idiomas a mais. Bem, como não adianta chorar sobre o leite derramado, passei esta semana procurando uns cursos e decidi pelo FISK. Fui atendida pela secretária, que perguntou como estava meu inglês. Eu expliquei que sei muito pouco e fico meio nervosa quando tenho que falar. Aí, marcou um teste de nivelamento para ver se eu vou para o Básico I, ou o Básico II. Sabe, pelo resultado, devo ir para o nível Fraldinha. As aulas começam no dia 4 de agosto e estou animadíssima. Joel Santana, sai deste corpo que não te pertence.

Amar é sofrer?

Completando o post abaixo, para ninguém pensar que eu endeuso o amor complicado: É claro que o ideal é encontrar e ficar com o seu amor sem precisar enfrentar tanto perrengue, né? Mas acredito no destino. Se tiverem que juntar as escovas de dentes, isso vai acontecer. Acredito também que, mesmo que acabe uma relação, a gente tem que seguir em frente com o coração aberto e a cabeça erguida. E bem erguida para ver se tem alguém interessante passando na área. Depois vocês conversam, se tiverem que conversar.

Encontros, desencontros, reencontros.

Estava louca para contar isso aqui. Na minha tradicional ida ao Convento às 4ª feiras, conheci uma senhora muito simpática na semana passada, enquanto tomava uma água de coco estalando de gelada na lanchonete/lojinha. Eu estava quietinha e, quando olhei para o lado, ela sorriu para mim e eu a cumprimentei também. Um segundo depois, ela já estava na minha mesa, contando que o “velho” dela tinha subido para o Santuário, mas que por causa da artrite, achou melhor ficar por ali mesmo. Uma fofa.

Ela: Ah, mas você é muito simpática. Hoje em dia as moças (ai, como eu adoro isso!) não gostam de falar com gente velha, não.
Eu: Ahh, que isso. A senhora me lembrou a minha avó.
Ela: Você mora aonde?
Eu: Aqui em Vila Velha.
Ela: É católica? Vem sempre ao Convento?
Eu: Sim, todas as quartas.
Ela: Ah, que beleza!
Eu sorri e olhei no relógio. 13:30. Já estava quase na minha hora.
Ela: Você é casada?
Eu: Não.
Ela: Tem namorado?
Eu: Também não.
Ela: Ahhh, mas esses homens não são de nada mesmo. Você tão simpática, tão bonita, sem namorado?
Eu: É, o negócio tá feio... – e dei uma gargalhada.
Ela: Pede pra Santo Antônio.
Eu: Ihhhhhh, Santo Antônio já me passou uma rasteira!
Ela: Olha, não fala assim do Santo não, que é pior.
Eu sorri.
Ela: Mas homem é difícil mesmo. O meu velho, por exemplo, foi difícil da gente ficar junto.

E me contou toda a história. Eles se conheceram na adolescência e logo se apaixonaram. Ele era amigo de um primo dela e acabaram namorando. Depois de um bom tempo em que estavam juntos, o pai dele, militar, foi transferido para o “meio do mato” e eles se afastaram. Afinal, naquela época, até telefone era difícil de encontrar para falar, ela comentou. Passado um tempo, ela casou com outro e teve um filho. E ele, ainda solteiro e sempre lembrando dela, perdeu o pai. Ele voltou com a mãe para Vitória e entrou em contato com ela. Ela falou que quando recebeu a carta dele, quase morreu do coração e só não largou tudo para ver “no que ia dar” porque tinha um filho pequeno e o casamento “até que” era bom. Aí, respondeu negativamente com poucas palavras escolhidas cuidadosamente para não revelar o que sentia. Algum tempo depois, o marido – que era bom, coitado – bateu as botas (ela falou nesses termos). Após um breve período de luto, ela procurou notícias dele e a grande decepção: ele também tinha se casado. Ela ficou arrasada, mas ficou na dela. Até que um belo dia, ela estava fazendo compras e encontrou o casal no supermercado. Quando ele a viu, foi todo-todo falar com ela e ainda apresentou a esposa. Neste momento, ele, com os olhos arregalados, soube que ela tinha enviuvado. Ela saiu baqueada do encontro e ficou ainda mais quando recebeu um telefonema dele (depois fiquei pensando: já tinha telefone aqui naquela época?). Ele queria se encontrar com ela de qualquer jeito. Ela foi firme, falou que não, que uma relação feliz não poderia ser construída na infelicidade de outra pessoa e que atitudes assim voltam para que faz. Ela contou que foi uma das decisões mais difíceis da vida. Aí, pronto. Ele sumiu. Passou anos sem revê-lo. Eis que um belo dia, passeando no calçadão da Praia da Costa quem ela encontra? O velho dela! Sozinho. Viúvo também! E depois daquele dia, eles nunca mais se separaram. Isso já tem 30 anos. Ela deve ter uns 70 hoje.

É claro que, a essa hora, eu já estava com os olhos marejados, né? Adoro histórias de amor! Só fiquei chateada porque estava meio atrasada e acabei não conhecendo o “velho” dela. Na volta para a agência eu lembrei de um monte de amigas que estão casadas com caras que pensavam ter deixado no passado. São provas de que quando o casal tem que ficar junto, ele fica. Não precisa se descabelar porque se a pessoa estiver no seu caminho, não tem desvio que tire. É só não ficar parada feito um 2 de paus esperando. Vou contar resumidamente alguns causos

***

N. conheceu M. logo depois do divórcio. Ela não ficou muito tempo casada e a paixão por M. foi fulminante. Ficaram juntos por 10 anos, mas as brigas foram aparecendo nos últimos anos da relação. Eram ciumentos demais, desconfiados demais, geniosos demais. Terminaram. N. namorou outros e casou mais uma vez. M. também se mexeu. Casou e teve mais um filho. Novamente, os dois se divorciaram dos respectivos pares. 20 anos se passaram desde que terminaram, até o dia em que empurravam o carrinho do supermercado (acho que é um bom lugar para retomar um amor, heim!). N. falou que nem lembrava mais dele e foi uma grande surpresa sentir o coração descompassar com o encontro. Voltaram a sair. Voltaram a namorar. Voltaram a amar. Voltaram a ficar juntos, felizes.

***

Entre namoro, noivado e casamento, F. e B. estavam juntos há quase 9 anos. B. era meio possessivo, não se dava bem com os amigos dela e não aprovava as constantes idas à casa dos pais. Dizia que ela não conseguia se desligar da família e sempre puxava F. para o lado dos amigos dele, do pessoal dele. F. sempre teve problemas em dizer não e ficou acumulando essas mágoas durante anos, até que durante uma briga boba, explodiu. Juntou os paninhos de bunda e se mandou do apartamento deles. B. não entendeu nada. Meses depois, assinaram os papéis da separação e F. partiu para Brasília com um bom emprego, um cantinho legal, amigos animados. 1 ano e pouco depois, ela começou a sentir saudades dele e ficou confusa, afinal, ela tinha colocado o ponto final. Quando soube notícias, B. estava namorando sério outra mulher. F. chorou a noite toda. Durante uma missa, ela (que esperava alguma luz), ouviu do Padre que ali tinha uma mulher separada do marido e não sabia se queria voltar ou não. Mas que era para esperar um pouco porque a hora certa ia aparecer e ela ia voltar para ele. F. ficou espantada. 2 meses depois, B. mandou 1 e-mail dizendo que eles precisavam assinar o divórcio. F. ligou para saber mais detalhes e ficaram numa conversa mole, onde ninguém falava nada, mas os 2 sentiam. No outro dia, B. ligou de madrugada pedindo para ir a Brasília. F. deixou. B. foi. Eles conversaram muito e foram voltando aos poucos. Só depois de 1 mês eles assumiram o compromisso para todo mundo. Isso foi em junho/2007, mas F. só voltou ao ES em outubro do mesmo ano. Agora ela está grávida e terá os gêmeos no início de outubro. Graças a Deus e ao divórcio, F. e B. estão juntos novamente.

***

S. e L. começaram a relação na maior enrolação. Ela estava separada há poucos meses quando conheceu L. num Festival, em 2000. Ficaram. Se reencontraram num show da Ivete em agosto de 2004 e resolveram fazer um test drive, que acabou em abril de 2005 porque ele não queria assumir um compromisso de jeito algum. Vendo que o modelo em questão deixava a desejar no quesito confiabilidade, S. tratou de entregar as chaves e partiu para dar suas voltinhas por aí. L. também rodou durante um bom tempo. Só voltaram a se ver em setembro do ano seguinte, no Shopping. Conversaram um pouco, S. ficou balançada, mas achou melhor não aumentar a quilometragem dele. L. mandou uns torpedos e S. se manteve firme. Não queria nada passageiro com ele. No mês seguinte, o acaso, ou destino (como acredito), fez com que se esbarrassem em outra grande Festa numa cidade do interior. Ficaram. L. ainda veio com um papinho de aproveitar sem compromisso. S., sempre muito sutil, tomou a seguinte atitude: “ou vai, ou racha.”. Foi. Namoraram, noivaram e casaram em julho de 2008. Hoje eles tem um neném lindo e fazem 1 ano de casados daqui a 2 semanas.

***

R. nunca tinha namorado firme. No currículo, apenas sirigaitas. G. era uma moçoila de família, apesar de nada santa. Aos poucos, foram se envolvendo e namoraram durante 5 anos. Ela tinha apartamento próprio, ele tinha um emprego estável. Os dois tinham amor. Tudo se encaixava numa boa e ficaram noivos. Aí começou o problema. R. pirou. De quase babar verde. Com a cabeça cheia de dúvidas, tornou a relação insuportável e eles terminaram. G., mesmo arrasada, tratou de tratar da sua vida e, pouco tempo depois, botou a fila para andar. Namorou firme um ex-professor durante algum tempo. R. voltou ao antigo currículo. O namoro de G. só serviu para mostrar que era de R. que ela gostava. Terminou com o cara. Ligou para R., se encontraram e começaram a se pegar, mas sem compromisso. R. agia superficialmente e G. descobriu que ele estava de caso com uma baranguete, mas tinha certeza de que voltaria a amá-la como antes. Tudo mudou depois de uma noite maravilhosa que tiveram. G. imaginou que a relação ia se ajeitar, mas R. simplesmente desapareceu. G. passou um final de semana miserável, mas serviu para colocar a cabeça no lugar. Prometeu a ela mesma nunca mais passar por isso novamente. Quando R. apareceu, agindo como se nada tivesse acontecido, G. fez a mesma coisa. No final da conversa, ela falou que era melhor terminarem de vez porque gostava muito dele e queria guardar o sentimento bom. Afinal, as atitudes dele poderiam apagar os momentos lindos que passaram juntos. Desengasgada, G. ficou melhor porque sabia que tinha feito tudo o que podia, se ele R. não queria, era problema dele. Tudo aconteceu perto do Natal. Enquanto preparava a ceia, R. ligou. G. foi seca com ele. Dias depois, passando num antro de barzinhos, G. e a amiga recém separada do amigo de R., viram os respectivos numa mesa. Eles também as viram. G. deu meia volta e foi para casa. Desligou o celular e o telefone fixo para não ficar apreensiva esperando uma ligação que poderia não vir. Dias depois R. chama G. para viajar no reveillon. Ela avisa que vai sair da cidade no outro dia. R. pede para G. ligar quando voltar. G. responde que ela não tem mais assunto com ele. Se ele quiser falar algo, que ele ligue. R. ligou, eles se reencontraram, voltaram a namorar. Meses depois G. foi passar 3 meses em Londres, que foi estendido para 6. R. avisou que se ela não voltasse, ele iria buscar. G. voltou. Depois de um tempo sem dúvidas, nem dramas, eles se uniam cada vez mais e G. engravidou. Eles marcaram o casamento, ela perdeu o neném. Eles casaram. Anos depois, nasceu o Pedro, que já está louco para ganhar um irmãozinho. E lá se vão 6 anos e meio.

***

S. e E. se conheciam desde sempre. Todo mundo notava a quedinha, ou melhor, o tombo que ele tinha por ela. Um belo dia, depois de S. tomar um pé na bunda de um namorado que gostava muito, E. deu um chega pra cá meu bem nela. Os amigos adoraram a novidade. Mas aconteceu uma coisa estranha: E. mudou totalmente depois disso. O fato é que S. era rica, mas extremamente desencanada com dinheiro. Dava nervoso de vê-la tão simples. Sempre muito simpática, falava até com os cachorros da rua. Era prestativa, não se metia na vida dos outros. E. não era pobre, nem rico. Era remediado. Trabalhava direitinho, não tinha medo do batente. O problema é que estava cada vez mais arrogante. O rico parecia ele. Passou a virar a cara para todo mundo, adorava expor pessoas ao ridículo com piadinhas sem graça e tinha prazer em usar a palavra corno. Atenda as mudanças do namorado e morta de vergonha, S. vivia chamando a atenção de E. Todo mundo perguntava o que ela ainda fazia com ele, que nem bonito era. S. argumentava que o amava e se sentia segura com ele. Um belo dia, a bomba explodiu. E. descobriu que S. vinha pulando a cerca nos últimos meses dos 5 anos de namoro. Quem conhecia o casal ficou deliciado em ver E. usando um chapéu de touro para abaixar o topete. Ele terminou com ela. A família inteira se meteu na relação. S. ficou arrasada. Nunca vi alguém tão arrependida. E rico quando deprime, viaja. S. passou um tempo nos EUA, mas não sem tentar voltar para E. antes. Depois de alguns meses, S. voltou para casa. Resolveu procurar o ex namorado. Insistiu tanto que E. concordou em conversar com ela. A saudade bateu e ficaram juntos. S. não procurou explicar o que tinha acontecido. Reconheceu a besteira, pediu perdão. Mas E. queria saber a raiz do problema. Foi aí que S. falou o quanto ele tinha mudado em relação às outras pessoas, e como ninguém vive numa ilha, isso acabou decepcionando muito ela. E. ficou aturdido. No decorrer de alguns meses, o casal se encontrou várias vezes e brigou em quase todos os momentos. Era uma relação de amor e ódio. Contudo, o amor falou mais alto do que o orgulho e eles voltaram. E. demorou a confiar em S. novamente. E S. demorou a ter certeza sobre a personalidade de E. Alguns meses depois, as dúvidas foram resolvidas e eles se casaram. Estão juntos, felizes, há 6 anos, tem um filho e já querem outro. Eu vivo falando para S. que o melhor presente que E. já ganhou, foi aquele par de chifres. Impressionante como as pessoas mudam quando passam pelo inferno.

Difícil

eu: hahahah
bem, to partindo. acho q n vou parar aí. to com dor de cabeça
18:00 gg: ahhhhhh
vem
tem doce
eu: vou chegar em casa e ligar logo la pra Kit em Paraty. aí depois te ligo.
gg: kkkkkkkkkkkk
eu: é? doce?
de q?
gg: sim
creme doce
gelado
eu: entao, eu vou
hahahah
gg: lkkkkkkkkkkkkkkkk
nada como saber comprar as pessoas
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
eu: to chegando. bj
18:01
hahaha
gg: bjo

Doce Deleite

Domingo vou ao teatro ver o Gianne (que, para mim, é um dos homens mais lindos do mundo) ao vivo e a cores. Se, por acaso, eu sumir do blog por uns tempos é porque fui presa por invadir o camarim dele depois do espetáculo.

Mas eu me mordo de ciúmes

5ª feira passada eu vi um dos melhores episódios da Grande Família: O Rei e Eu, com o Roberto Carlos. A história girou em torno do concurso que a Nenê ganhou para ir ao show e ainda entrar no camarim do Roberto. Mas nem tudo foi lindo. O prêmio só dava direito a um convite, o que deixou Lineu morto de ciúmes. Quando Mendonça quis saber o motivo de tanta dor de cotovelo, Lineu desabafou. Revelou que Nenê sempre disse que o único homem que ela trocaria o Lineuzinho era o Roberto Carlos. Com o tato que lhe é peculiar, Mendonça fala algo como: “eu te entendo, Lineuzinho. Eu também já fui corno”.

Vendo de fora, a situação de sentir ciúmes de um artista parece totalmente mentirosa, mas não é. Eu vi o programa com a minha avó e nós rolamos de tanto rir porque meu avô morria de ciúmes do Roberto Carlos e do Sílvio Santos. Juro! Quando o Roberto estava em cena, ele saía da sala e rosnava: “Vai ficar aí, vendo a velha?”. Vovó fingia que nem era com ela. Se isso acontecia de noite, quando ela entrava no quarto, ele estava deitado de costas para ela. Genioso.

Imagina então o tormento de toda semana ter um domingo? O dia em que o Silvio reina na TV? Lembro que era o dia em que ficava bem emburrado. Só melhorava mais o ânimo quando o Fluminense ganhava algum jogo. E ficava ainda mais contente quando era contra o meu Flamengo. E vovó lá, cantando: “Silvio Santos vem aí, lará, lará, lará! O Silvio Santos fala, ou não fala?”. Clássico.

Depois de um tempo que vovô faleceu, Roberto Carlos perdeu a esposa e ficou um longo período sem se apresentar. Quando voltou, fez o 1º show aqui no ES e no dia do aniversário da minha avó, 10 de janeiro. Naquela época eu estava vendendo o anel (ops, pegou mal) para comprar a pulseira, mas nunca deixaria Dona Linda de fora do babado. Resultado: rapei a poupança e comprei 2 ingressos de cadeira (porque eu sou pobre, mas sou metida) para mamãe levá-la. Elas foram e nada paga a felicidade que vi estampada nas carinhas delas quando saíram. Sim, porque eu fui levar e fui buscar. Se sorrissem mais a cara partia ao meio. Depois desse show, elas foram a outro há uns 2 anos. Nesse, até eu fui e ainda peguei uma rosa vermelha.

Tô lembrando quando o Silvio foi mantido refém em 2001. Desconfio que as coisas para o lado dele só não federam graças a vovó, que rezou até pra santo que nunca nem tinha ouvido falar. Agora só falta arrumar uma caravana para vovó conhecer de perto o apresentador. Mas pensando bem, seria uma caravana da coragem, né? Melhor, não.

Ps. O episódio está abaixo. Vale muito a pena assistir.

O Rei e Eu - 1

O Rei e Eu - 2

O Rei e Eu - 3

O Rei e Eu - 4

Dogville



Longo, lento, louco, lindo. Assim é Dogville, um filme para poucos. Quando eu falo que é para poucos não estou tirando onda de inteligente, ou cult. Mas um filme que tem mais de 3 horas de duração, desprovido de cenários, desenrolar vagaroso e sustentado “apenas” pela beleza, inteligência e complexidade dos diálogos não consegue conquistar qualquer pessoa. Vi Dogville por acaso. 23h, sábado, meio sonolenta. Entre um canal e outro, dei de cara com a produção que mais parecia uma peça de teatro filmada e só não troquei o canal porque já tinha ouvido falar do filme e resolvi conferir se era tudo isso mesmo. Não era. Era muito, muito mais. É um dos filmes da minha vida e possui 2 dos diálogos mais inesquecíveis que já tive o prazer de ouvir. Nicole Kidman brilha neste longa dirigido por Lars Von Trier, também o responsável pela continuação, Manderlay, que ainda não assisti.

Para mim, Dogville mostra que o poder corrompe o ser humano de caráter fraco e índole duvidosa. É o exemplo perfeito do quanto uma pessoa pode ser, ou se tornar, má quando sabe que tem a outra nas mãos, quando sente que está em pleno poder da situação. E pode acontecer aos pouquinhos, sem ninguém se dar conta. Esse comportamento vale para qualquer ocasião: amor, trabalho, amizade (?), sexo, e por aí vai. Dogville, um filme que fala muito, mas só para poucos.

Um poço de perigo

Minha mãe era o cão quando pequena. Minha avó conta uma história muito engraçada de quando ela tinha uns 4 anos. Nessa época, quase todos os vizinhos tinham 1 poço em casa. E na maioria das vezes, esses poços eram tampados por uns pedaços de madeira. Um absurdo total. Esse era o desespero da minha família porque a casa ao lado da minha tinha uma ameaça dessa. Bastava mamãe se aproximar do muro para alguém sair correndo em direção a ela falando:

- Não vai pra lá, minha filha. Aquilo ali é um perigo! É um perigo!

Isso sempre se repetia. Alguém da família mostrava o poço e falava que era um perigo! (com exclamação mesmo). E olha que a Samara ainda nem era conhecida. Até que um dia, mamãe sumiu. Procuraram por todos os lados. Olharam embaixo das camas, dentro dos guarda-roupas, atrás das cortinas e nada dela. Depois de um tempão, começaram a gritar o nome dela pelo quintal até que ela respondeu.

- Tô aqui!
- Aqui aonde, menina?!
- Tô aqui, no perigo!

Ela estava sentada em cima dos pedaços velhos de madeira, exatamente sobre a boca do poço.

Do paraíso ao inferno

Há uma semana que a pressão de vovó está um carrossel. Mas como não subia muito e a consulta era logo nesta 2ª feira, procuramos controlar com os remédios dela e foi dando certo até sábado. De manhã, estava mais ou menos, na hora do almoço melhorou. Ficamos mais tranqüilas.

À noite, fui toda contentinha ao teatro ver “Monólogos da Vagina”, sem maiores preocupações. Consegui relaxar um pouco e me diverti bastante com a peça. Nem estava muito animada, mas como passei perto do Marista (foi no teatro do colégio) e o preço era honesto, parei e comprei pra sessão das 21h, no sábado mesmo, 2ª fileira. Praticamente em cima do palco. Olha, se você ainda não viu a peça, não pode perder. É muito, muito engraçada; divertida até a última lágrima arrancada à base de gargalhadas. Logo que acabou, resolvi melhor ir embora para casa. Quando cheguei, ainda com câimbras nas bochechas, encontro minha mãe toda séria, sobrancelhas franzidas e ar preocupado. Era minha avó, que tinha passado mal.

Com o coração aos saltos, fui ouvindo a história. Logo que saí pro teatro, vovó reclamou que estava sentindo uma baita pressão na nuca e a boca estava ressecada, sintomas básicos de que a pressão está botando pressão na pessoa. Mamãe arrumou os documentos dela e partiram para o hospital. Lá, um médico deu uma injeção na veia, mas não colocou o remédio embaixo da língua, procedimento que sempre fazem. Só sei que a pressão, que estava em 20-9, foi pra 22-9. Fizeram eletrocardiograma (que estava tudo bem, graças a Deus), deram um novo remédio e a pressão cedeu. Quando cheguei em casa, ela estava dormindo. Às 4:40 da madrugada, novo drama. Acordei assustada com ela tentando sentar na cama, sem muito sucesso, e suando bicas. Acendi a luz e a única cor que ela tinha era o roxo da boca. Nem preciso dizer que quase tive um ataque. Acho que por ter tomado 2x o remédio no hospital, ela teve uma queda gigante de pressão. Eu não conseguia medir a pressão porque não ouvia nada, nem conseguia sentir o pulso. E ela ficava meio caindo de lado, não respondia direito, fraca toda vida. Deus que me perdoe, mas pensei até que ela estava tendo um AVC. Só foi melhorar depois de tomar um café bem forte e meio amargo, feito por mamãe horas antes. A melhora foi rápida. Em poucos minutos a cor tinha melhorado. Como ela reclamou de fraqueza, amassei uma banana e coloquei Farinha Láctea e Sustagem. Só depois disso que ela conseguiu dormir.

Ontem, domingo, ela acordou com a pressão normal, mas ainda de ressaca pela oscilação da pressão. Quase não saí de perto dela. Pô, Dona Linda tem 81 anos e é, junto com a minha mãe, a pessoa mais importante na minha vida. Logo que o dia amanheceu, eu, que não preguei o olho o resto da madrugada, agradeci a Deus por mais esta manhã com minha avozinha. Agradeci também por estarmos em casa nesse momento tão complicado. Eu e mamãe temos um acordo: sempre que uma vai sair, a outra fica em casa, para que vovó nunca fique sozinha, tendo a companhia apenas da minha tia (que também é de idade). O dia ontem se arrastou para mim, foi pesado e triste.

Hoje quando ela voltou ao médico, tava a pressão lá, teimosa, em 17-8. Novos remédios foram passados e agora é ficar de olho para ver o efeito.

Quando eu me despedi para vir à agência, ela me deu um apertão tão forte que foi difícil me separar dela. Aí riu e falou que lembrava da brincadeira que eu tinha feito antes dela cair no sono, depois do piripaque.

Ela: Sei lá... parece que eu tô indo...
Eu: Indo pra onde a essa hora? Tá doida? Vai a lugar algum. Vai ficar aqui comigo. Pára com isso.

Ela deu um sorrisinho e logo dormiu. Eu permaneci acordada.

Os cuecas (também) não devem perder

Senhora do Destino

Temos uma nova empregada aqui na agência. O nome dela é Nazaré. Por motivo de segurança tomei 2 providências:

1) Escondi a tesoura;
2) Nunca ousei subir ou descer as escadas quando ela está por perto. E temos muitas escadas por aqui.


Eu, heim, vai que é coisa do nome? Seguro morreu de velho, e não rolando pelos degraus.

Dia dos Namorados

Quero me roçar no teu corpo
Sentir teu desejo
Deslizar pelo teu suor
Sugar teus lábios
Beber tua saliva
Arfar obscenidades
Me achar em ti
E deixar-te perder em mim

Ps. Uma homenagem aos apaixonados, e não só namorados. Não publiquei antes porque meu PC de casa resolveu que não vai mais funcionar.

Feriadão Dona de Casa

A 1ª alternativa era Morro de São Paulo, mas me faltou companhia. A 2ª alternativa era Rio das Ostras – para o Festival Internacional de Jazz – mas me faltou dinheiro. E agora estou aqui, no meu quarto (brigando com meu PC) e o bolso mais vazio. Explico: depois de uns 10 anos sem ver a cor de uma tinta nas paredes, resolvemos pintar a casa. Isso quase aconteceu no ano passado, quando vovó e mamãe, que pensam ser milionárias, chamaram um pintor que deve estar acostumado a trabalhar com gente rica e marcaram de iniciar a empreitada no outro dia! Como que uma criatura que vai mexer com obra não faz uma pesquisa antes? Quando soube do preço, fiz um escândalo e não deu outra: embarguei a obra. Depois de conversar com algumas pessoas, achei um pintor que me apresentou um preço honesto e hoje ele está aqui, deixando a minha casa mais bonita. O problema é que além da pintura, já apareceu mais coisa para fazer.

E além do TUM TUM TUM o dia inteiro, ainda passei algumas horas da tarde dentro de uma loja apinhada de gente, me estapeando com clientes enlouquecidas pelas promoções de roupas de cama, de banho e travesseiros. Depois de muitas negociações com vovó, compramos muita coisa bacaninha. E não é gostei desse meu lado dona de casa?

Amanhã tenho que acordar CEDO para comprar o que faltou. Nossa... consegui até ouvir o sonzinho acalentador do mar agora. (suspiro)

Ps. Agora vou pegar meu cineminha semanal, hábito que acabei deixando de lado por algum tempo. Imperdoável.

Albergue – uma boa alternativa para viajar, sem gastar muito.


Mais um feriado está chegando e quantas vezes você deixou de viajar porque não tinha companhia, ou ficava pesado pagar uma hospedagem sozinha? Ou que a Pousada era muito cara e a grana tava mais curta do que a perna do Frodo? Eu já. E mais de uma vez. Mas depois do carnaval, minha vida mudou. Fui apresentada ao fabuloso mundo dos albergues.

Logo que amigo Carlos avisou que íamos ficar em albegues em Olinda, Porto de Galinhas e Recife, eu confesso que tremi na base. É que sou meio fresca para hospedagens. Não quando fico na casa dos outros. Aí, eu durmo até debaixo do sofá, pode me convidar sem medo (não custa tentar, né? rs). Mas aventuras em lugares distantes da minha casinha, da minha caminha onde durmo com meus 2 travesseirinhos... aí já é outra coisa.

E por me conhecer bem, eu fiquei meio assustada quando soube que teria meu batismo num albergue. Albergue? Ai meu Deus! Nem quando eu era estudante me aventurei num albergue. Sempre pensei neles como território sem lei. E ao contrário da maioria dos adolescentes, eu nunca achei muita graça em lugares bagunçados, passando perrengue sem poder dormir em paz, acordando com pasta de dentes na cara e correndo o risco de ter alguma coisa roubada. É, eu sou chata pra isso. Furdunço só da porta do quarto pra rua, por favor.

Vendo a minha apreensão, amigo Carlos me perguntou se eu estava com medo. Medo, medo, não. Somente alguma preocupação, respondi. E comecei a fazer uma série de perguntas.

Eu: É muito bagunçado?
Ele: Não. É igual a pousada.
Eu: Mas tem café da manhã?
Ele: Tem.
Eu: Tem frigobar?
Ele: No de Olinda, não. Só em Porto de Galinhas.
Eu: Se eu deixar algo na geladeira, vão roubar?
Ele: Olha, eu acho que ninguém rouba nada, não.
Eu: Dá pra fazer comida mesmo?
Ele: Sim, mas tem que ter disposição, né? Mas pode levar seu miojinho. E pára com isso, amiga Hanna, você vai gostar.
Eu: Tá bem... – e acendi uma vela.

E não é que ele tinha razão! Gostei muito de ficar num lugar mais democrático, onde as pessoas costumam conversar na hora do café, saem juntas e ainda reúne gente do mundo todo. Sei lá, tem o clima de descontração de uma casa de praia da mãe do amigo, por exemplo. Mas como se ela estivesse atenta aos excessos. Acho que é mais ou menos isso. E acabei fazendo uma amizade muito bacana com a Clarissa, do Rio. Não me espalhei muito porque, na época, eu estava compromissada.

Cada albergue tem suas peculiaridades. Segue algumas fotos que tirei dos que conheci e as observações e curiosidades. Acho que vale a pena experimentar.

Olinda

O mais legal dos 3. Tem quartos disponíveis para 4 pessoas, que podem ser homens e mulheres misturados (dá pra jogar + 1 colchão no chão), para casal e, se estiver sem companhia, pode ir só e ficar num quarto coletivo de 8 pessoas. Neste caso, é separado em meninos e meninas e tem um armário com chave para cada um. Cada porta leva o nome de um bloco do carnaval. O nosso era “Segura a Coisa”. Ui!

Os quartos não tem nenhum luxo, mas são arejados, limpos, relativamente grandes e banheiro com duchinha!

A cozinha comunitária é bem pobrinha, equipada com pia sem armário, fogão perrengue, talheres e pratos (sujou, limpou) e geladeira mais pra lá do que pra cá. Mas foi lá que matei minha fome uns 2 dias.

Tem 2 áreas de refeições. Uma dentro da “casa”, onde fica a mesa de café e algumas mesas e cadeiras, e do lado de fora, com 2 grandes mesas de madeira, redes disputadas e uma visão da entrada da Pousada e da área da piscina.

Durante o carnaval, os “tios” faziam churrasco todos os dias e serviam com arroz e feijão de corda. O prato custava 7 dinheiros. E olha, eu comia feito um estivador quando chegava da rua, lá pelas 7, 8 da noite.

Em 6 dias de hospedagem, cada um pagou por volta de 500 dinheiros. Ficamos em 5 pessoas, mas antes de acertamos no Albergue, ainda tentamos achar algo em torno de 2.500 realidades. Nada além de uns banquinhos na praça.

Ponto negativo: a internet não estava funcionando e tive que encarar uma mega-fila na lan house para me comunicar com o ex.

Curiosidades: Tinha uma boa espécie masculina desfilando por lá, entre eles 4 franceses e 1 australiano. Este último, por sinal, estava na piscina quando Flávia e Clarissa comentavam sobre a belezura do gato. Depois de tecerem altos elogios, ele falou algo em português fluente. Elas não sabiam onde enfiar a cara.


Porto de Galinhas

Assim como Olinda, o albergue de Porto oferece quartos de casal, para 4 pessoas (misto) e para 8 pessoas (meninos e meninas). Esse último também com armários com chave. Fizemos pouca amizade nesse. Só conversamos um pouco com uma turma de casais cariocas no café da manhã. E no último dia.

O quarto era um luxo! Tinha ar, ventilador, frigobar e um banheiro razoável. Mas como acabei acostumando com a estrutura horizontal e aberta de Olinda, estranhei os apartamentos e a área mínima para tomar o café da manhã, que não era lá essas coisas.

Achei a localização meio escondida também. Quando eu, Flávia e Karine voltamos desacompanhadas da festa que fomos na sexta, confesso que deu medo. Ficamos um tempão sentadinhas na calçada esperando alguém que fosse para o mesmo lado. Não é que um dos casais cariocas que estavam no albergue resolveu voltar naquela mesma hora. Graças a Deus!

Ponto negativérrimo: o gosto e o cheiro da água. Gente, o que era aquilo? Logo que chegamos, eu tinha que escovar os dentes com água mineral, ou era capaz de vomitar. No outro dia, isso melhorou muito e eu comentei a respeito com uma dona de padaria. Ela falou que o albergue deve usar água de poço. Se eu soubesse, teria deixado as torneiras abertas desde a chegada para o poço secar. Era um nojo. Não oferece acesso à internet também. Nos dias de hoje, isso é imperdoável. E eu sem comunicação com Vix.

A diária custou 40 dinheiros para cada um. Ficamos os 5 no mesmo quarto, que era menor do que o albergue anterior.


Recife

Infelizmente tivemos que voltar antes para Recife por conta do dilúvio que caiu em Porto de Galinhas. O albergue de lá é mais ou menos. Eles oferecem quartos de casal, para 4 pessoas (meninos e meninas) e quartos para 8 pessoas, também dividido. Resultado: eu e as 2 amigas tivemos que nos enfiar nesse quarto coletivo e acabei não usando o armário com chave. Explico: a anta aqui esqueceu que teria dias de cigana e levou uma mala gigantesca, com dezenas de roupas que não usou. Ainda bem que por uma noite e o quarto só abrigava, além de nós, mais 2 pessoas.

Por falar em quarto, eu detestei o nosso. Não sei o que faz mais barulho: o colchão ou o estrado. Fora que morri de medo da Flávia, que dormia no andar de cima do beliche, despencar sobre mim de tanto que a estrutura era frágil. Os banheiros são até limpinhos e também tem duchas. Mas por pouco eu não acordei em outro lugar carregada pelos mosquitos. Ainda bem que no meio das muitas inutilidades que levei na malinha rosa, eu coloquei um repelente.

A cozinha até que é boazinha, com fogão, geladeira, tudo certinho. A área da piscina é grande e você pode escolher entre tomar café num “coreto”, ou numa mesona de madeira. Ao lado disso tudo, fica uns sofás e a TV.

A dona do albergue é superantipática e o carinha que trabalha na portaria, cheio de má vontade. Difícil, viu? A parte boa é que oferece acesso a internet, desde que você pague.

Mas para ficar poucos dias, não dói, não. Até porque durante uma viagem, a gente passa menos tempo num hotel do que na rua. A diária também custou 40 dinheiros.

Quem tiver boas dicas e quiser contribuir com o post, fique à vontade. É sempre bom conhecer um pouco o lugar sob o ponto de vista de quem já esteve lá.

Ps. O número de fotos que eu tiro é proporcional a se estou gostando, ou não, da viagem. Quanto mais me agrada, mais meus dedinhos ficam nervosos na máquina. Compare os “rézistros” dos albergues.

Garota TPM

A TPM me derruba mais do que um corte de cabelo mal feito. Ai, queria tanto um bom colo hoje.

Exterminador do Futuro 4



Diversão de 1ª categoria. Que delícia fechar meu final de semana com um filme que cumpriu o que me prometeu. Mas apesar de ter perdido meu fôlego junto com os personagens em vários momentos, foi a “presença” do astro da saga que mais me emocionou. Ai Shw, que saudades de você e o seu “Hasta la vista, baby”. Tinha nada que virar governador?

Reverb – Show de amigos

Eu sempre adorei rock. E passei a gostar ainda mais depois que comecei a trabalhar aqui na agência. O motivo é a Reverb, a banda dos meus chefitos. Não perco um show. Fico lá na frente, tietando, dançando, tirando fotos, gritando Nãoooooooooooooooooo, quando Turra começa a cantar “Please die Ana”, e cantando no meu inglês errado.

Eles começaram há um tempo atrás, pararam, e agora voltaram com força total. Sábado fizeram um showzaço e 5ª feira farão outro no Rock da Tarde, no Festival de Alegre. Neste eu não poderei ir, infelizmente. Abaixo, um pouco do trabalho deles.


Radiohead – Incubus – Pearl Jam – STP – U2 – Silverchair – Radiohead – Jet – Foo Fighters – Blur – Green Day – Bush – Sex Pistols – Metallica – The Strokes

PLUSH



Ps. Esses shows que estão postados aconteceram em lugares diferentes. O de sábado ainda não está disponível.

MACHINEHEAD

SOS Pé na Bunda


Pode reparar na sua caixa de e-mail. É só o cotovelo começar a doer para ela ficar entupida de mensagens auto-ajuda. Todo amigo que lê algo ligado a relacionamentos lembra de você. Relacionamentos fracassados, claro. E geralmente eles, os textos, formam 3 grupos diferentes.

1) Mulher Maravilha
“Incrível, linda, absoluta, inteligente, divertida.” Os textos falam o quanto você é maravilhosa, que ele não te merece, que nem a bocuda da Jolie chega ao seu joanete. Esses e-mails exaltam (e inventam) tão incrivelmente as suas qualidades, que até a sua mãe desconfia. O problema é que o pé na bunda ainda é recente e fica difícil de acreditar nesse monte de confetes com os olhos inchados de chorar e escondidos em olheiras profundas. Pior, ainda vem o pensamento: “se eu fosse tão perfeita assim, ele ainda estaria comiiiiigo”. E mais um lencinho, por favor. Se quiser mandar um e-mail assim para sua amiga descartada, deixe passar um tempinho até ela sentir-se pronta a encontrar um ou outro predicado confiável da lista. Aí, sim, pode fazer efeito e servir de incentivo para que ela voltar a ser o que é de verdade: incrível, linda, absoluta, inteligente, divertida e alegre, acima de tudo.

2) Cachorro, safado, sem-vergonha
“Galinha, coração de pedra, moleque, todos iguais.” Mesmo com uma ponta de graça, os textos são tão carregados de rancor que devem ter sido escritos por alguma noiva deixada no altar. Essas mensagens também primam pelo exagero e se você encontrar mais de 5 exemplos que caracterizem o ex, a culpa não é dele. É sua, que desperdiçou tempo ao lado de tamanha aberração. Ou então, ele coou café na sua calcinha, arregala esse olho. E outra dica: guarde esses e-mails para mais tarde. Eles serão mais divertidos e terão maior utilidade quando sua amiga já estiver a meio caminho de voltar à ativa. É aquele período onde ela está mais propensa a procurar os defeitos, mesmo que não existam, para se sentir melhor. Caso contrário, ela pode pensar: “ele não era assim. Ele era especial. Ele só estava confuuuuuso”. Pronto. Um copo de água, rápido. Ela pode desidratar de tanto chorar novamente.

3) O X da questão
“Não esteja sempre disponível; Não force a solução do problema, criando assim, novos problemas; Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente está mesmo; Estar numa relação é igual a andar de bicicleta. Se parar de pedalar, ela despenca.” Esses conselhos disfarçados de mensagens são mais velhos do que o vento sul. Acredito que Eva tenha sido a precursora. E Eva, vamos combinar, mandava no pedaço. Tudo bem que Adão era meio tanga frouxa, mas Eva devia saber das coisas. Mesmo tendo cara de psicologia barata, essas mensagens servem como puxão de orelha, já que muitas vezes as recomendações dos amigos entram por um ouvido e saem pelo outro. Quantas vezes foram ditas “você está viciada em relações complicadas”. Esse tipo de texto pode ser enviado logo após o pé na bunda, como um tratamento de choque. E antes de mandar, você ainda pode grifar itens como “Não seja a única a fazer tudo, compromisso é uma via de mão dupla. Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer. Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.” E completar em letras garrafais: EU TE AVISEI, EU TE AVISEI!

4ª Feira é dia de rezar no Convento

É bom ter mais a agradecer do que a pedir. Até a próxima quarta, e a próxima, e a próxima, e a próxima...

Ps. Paula, lembrei de você lá nas minhas orações. Fica com Deus.

Voo 447

Pior do que ficar sem notícias logo após os rumores do acidente, é chegar a certeza de que não restam mais esperanças.

Às Favas com os Escrúpulos

Eu amo teatro e não poderia perder uma peça do Juca de Oliveira, direção de Jô Soares e estrelada por Bibi Ferreira e Paulo Gracindo Jr. Às Favas é uma deliciosa crítica à política no Brasil e mostra que os homens eleitos pelo povo podem ser capazes de tudo para manter as aparências. Lá pela metade da peça, a história ganha um tom mais policial, mas sem deixar de lado o humor de fina ironia. Muito bom.

No final, a produção fez uma homenagem a Bibi, que estava fazendo aniversário naquele mesmo dia. Só não foi melhor porque não ganhei um pedaço de bolo, que estava com uma cara ótima.

O Menino do Pijama Listrado




Este filme estava passando em SP quando estive lá em dezembro e fiquei louca para assistir. Acabei não vendo e só agora veio para a província. Antes tarde, né? Pior foi não ter tido companhia para ver esta obra prima. O único amigo que se interessou acabou indo antes de mim. Bem, sábado pude conferir uma nova visão sobre um antigo e monstruoso assunto, que é o nazismo. O filme é maravilhoso, sensível. Imperdível.

Daft Punk - Technologic



A música do dia na agência. As perninhas sacudindo por baixo da mesa e os ombros muito acima da cadeira, atraindo bons fluidos para o final de semana.

Convento da Penha

Sou católica, daquela que reza todas as noites antes de dormir, agradece as bênçãos quando acorda, acende velas e, quando o negócio tá feio, apela para uma boa novena. Tá rindo? As 4 que fiz deram certo. Quem quiser, é só mandar o e-mail que eu repasso com o maior prazer. E essa não precisa distribuir para ninguém, nem imprimir santinhos, como a maioria. Mas não vá desperdiçar o tempo da Santa com bobagens, heim!




Também me interesso por outras doutrinas, como o espiritismo e, quando sinto necessidade, vou num Centro de linha branca para tirar algumas dúvidas que pairam sobre a minha cabeça. Lá só tem entidades do bem. Isso é importante: averiguar se não tem nenhum espírito de porco antes de ir num lugar assim.

Apesar desse catolicismo todo e morar perto da Igreja do meu bairro, não sou muito chegada a missas. Raramente elas me arrebatam. A última que eu fui, o padre recomendou que não víssemos Anjos e Demônios, pode? Uma outra, ele pediu que ficássemos para orar contra a aprovação do Congresso a respeito das pesquisas de células-tronco. Me faltou pouco para levantar o dedinho e perguntar se ele não tinha nenhuma causa honesta para rezar.


A parte chata é que adoro fazer orações dentro da Igreja, mas quando não tem missa, ela fecha mais cedo. Aí, viro uma sem teto. Uma órfã. Agora isso não acontece mais. Desde o começo de abril, quando subi o Convento da Penha a pé com minhas colegas de trabalho, rezando o terço, eu senti uma paz tão grande, que passei a repetir esse ato uma vez por semana. Tudo bem que agora faço o percurso de carro, mas só porque aproveito a hora do almoço das 4ªs feiras para subir. E é sempre maravilhoso.



Desde que atravesso o portão de entrada – que possui uma simplicidade desconcertante – e percorro o caminho sinuoso, estreito e coberto com sombras projetadas pela intensa vegetação da Mata Atlântica, eu me sinto mais em contato com Ele e com Nossa Senhora. Aproveito para bater um longo papo, que só termina quando chego ao altar principal do lindo Santuário. Ali eu fico sentadinha, fazendo as minhas orações, dando graças e pedindo por todas as pessoas que gosto. E como gosto de muita gente, sempre me demoro muito nessa etapa.

Na volta eu sempre confiro se a vela que eu acendi antes de subir continua queimando, firme e forte. E desço feliz, por ter estado num lugar em que me sinto mais próxima de Deus e do meu lado bom.

Tirei essas fotos ontem, o dia estava maravilhoso e fui acompanhada por 3 amigos da agência. Mais abaixo, vou contar uma história do Convento da Penha. Eu acho muito bacana. Espero que você goste.




Convento da Penha – Lenda?

No ano de 1558 chegou aqui o Missionário Espanhol Frei Pedro Palácios que trouxe na sua bagagem um belíssimo painel de Nossa Senhora da Penha, o mesmo que ainda se encontra no Convento da Penha. Procurou abrigo numa caverna ao pé da montanha para onde levou seus pertences e também o painel de Nossa Senhora. Quando acordou no outro dia, percebeu que o Painel de Nossa Senhora havia desaparecido. Só o encontraram a 154 metros, bem no cume da montanha entre duas frondosas e verdes palmeiras. Levaram-no de volta para a caverna e, no dia seguinte, segundo a lenda, lá estava Ela outra vez de volta ao cume da montanha, entre as mesmas duas verdes e frondosas palmeiras. Este fato aconteceu por 3 vezes, até que Frei Pedro Palácios percebeu que Nossa Senhora gostaria que o Santuário fosse erguido no lugar mais alto da montanha.



Tim-Tim


Apesar de ter lembrado que 2ª feira estaria fazendo 4 meses de namorico, passei o dia saltitante. Bom sinal. E o ânimo melhorou ainda mais à noite, quando fui com a G. para a casa da S. Era a comemoração do apartamento novo e o reencontro para colocar as fofocas em dia. E tinha mais fofoca do que poderíamos imaginar.

As duas garrafas de pró-seco estalavam na geladeira quando S. botou o filhote no berço e começamos o tour pela casa. O apê está uma graça e quando ficar tudo pronto, será um belo lugar para viver feliz com a família.

Neném dormindo e marido dando aula, nos jogamos na poltronona com 3 lindas taças com Kir Royal na mão, belisquetes na bandeja e assuntos proibidos para menores e homens na ponta da língua. É sempre uma delícia jogar conversa fora com amigas queridas, falar o que der na telha sem a preocupação de medir palavras. A semana começou perfeita para mim. Está se refletindo até agora, graças a Deus.

Mas a parte engraçada aconteceu quando eu e a G. já tínhamos partido, meio altinhas, para casa. S., que tinha preparado a mamadeira enquanto ainda tomávamos sorvete, resolveu não acordar o moleque do sono profundo para a alimentação noturna. Na verdade, ela estava desesperada para se jogar na própria cama. Claro que isso não poderia dar certo. Às 2:55 da madrugada, ela acordou sobressaltada com o choro da criança. Levantou rápido, pegou a mamadeira, que já estava pronta, mas quando parou ao lado do berço, as bolinhas do pró-seco subiram e tudo rodou. O pai, que dormia o sono dos sóbrios, teve que ser chamado. S., aliviada, foi fazer um xixizinho antes de se entregar novamente a Morpheu, mas a tontura não passava. Resultado, no caminho para a cama tinha algo, algo existia no caminho para a cama – mas nunca saberemos do que se tratava porque S. não lembra – ela só lembra de abrir os olhinhos e ver o apoio da TV. Sim, minha amiga estava deitada no chão, debaixo do móvel. Como ela rolou até lá, é outro mistério. Aí, o pai vem correndo com o filho num braço, a mamadeira no outro e os olhos esbugalhados. Além de cuidar do bambino, ainda teve que tomar conta dela. Mas depois que o neném dormiu novamente, o pai passou a cuidar só da mãe, que por abstinência alcoólica ficou chapada com 2 garrafinhas de pró-secco.

Detalhe: ela já queria deixar outro encontro marcado para a próxima 2ª feira. Achamos mais sensato prolongar o prazo, ou corremos o risco do marido achar que somos péssimas companhias.

Melhor prevenir do que torpedear


Depois de muitos dias ainda triste pelo final da relação, você passou a semana dormindo bem, acordando bem, trabalhando bem, tudo bem. A tarde está azul e você tem vontade de fazer um bom programa no final de semana. Daqueles de varar a noite, mas sem enfiar o pé na jaca. Só para sair mesmo, se arrumar, ver gente, despretensiosamente. Não tem mais aquela vontade de dormir muito para que o sábado e domingo passem mais rápido. Até que vem a infeliz idéia de apagar alguns e-mails antigos e se depara com as primeiras mensagens que ele te mandou. E aí você, que nem anda entrando no MSN para se desintoxicar, tem um momento de estupidez, abre os e-mails e lê, enfiando o dedo na ferida, que não sangra, mas ainda machuca a beça. A saudade fala alto e você morre de vontade de mandar um torpedo só pra dizer que está sentido uma puta falta. Não espera receber resposta. Só deseja que ele saiba. Mas você não tem mais o contato dele no celular. E por e-mail isso não vale. As últimas letrinhas enviadas pela net não foram nada boas. Mas os últimos torpedos... bem, esses você também apagou. É bom ser uma pessoa precavida, daquelas que se defendem delas próprias. E sente novamente a casquinha da ferida se formando.

Barraco no Morro

A agência onde eu trabalho fica num dos lugares mais lindos do ES, o Morro do Moreno, que tem vista privilegiada da baía de Vitória e casas maravilhosas. Sem meias palavras, só tem rico por aqui. Gente cheia da grana, bufunfa. Mas dinheiro nunca foi sinônimo de educação. Infelizmente não temos só os simpáticos macacos como vizinhos. Ao nosso lado mora uma cobra. E das venenosas mesmo. A mulher é insuportável e desde que viemos para cá, ela sempre tem alguma reclamação a fazer.

Já reclamou de uma vez que nosso portão abriu sozinho durante a noite. Ele estava com mau contato e, às vezes, abria e fechava por conta própria. Era todo cheio de vontades. Ao invés da infeliz nos alertar, ela veio chorar as mágoas, falando que a casa dela tinha ficado desprotegida com o NOSSO portão aberto. Já cuidamos do gatinho dela que apareceu por aqui. O coitado miava feito um condenado e era impossível que ninguém ouvisse de lá. Trouxemos comida, demos água e dengo. O bichano até dormia no sofá! Depois de umas 2 semanas, ela perguntou à Paula (esposa do Turra) se tinha aparecido um gato aqui. Paula falou que tinha um gato aqui, sim. E ela insinuou que estávamos mantendo o gato dela em cativeiro. Paula logo falou que ninguém tinha roubado o gato, não. E que não sabia como ela ainda não tinha ouvido os miados dele.

Outra vez foi quando ela berrou aqui na nossa janela que o som estava muito alto e o filho pequeno estava dormindo. O referido barulho vinha do incrível alto-falante de um minúsculo PDA. Ao invés de aprendermos a lição e só trabalharmos com a bendita janela fechada, não. A gente gosta de sofrer. Mais uma vez, a vizinha barraqueira teve a nossa atenção com seus gritos insuportáveis. Turra estava passando pelo corredor e veio saber do que se tratava.

Cobra: O “Seu” Sergio tá aí?
Turra: Não. Posso ajudar?
Cobra: É que tá vindo muito barulho daí.
Turra: Daqui? Onde?
Cobra: É a banda de vocês. Tá vindo muito barulho e aqui tem criança.
Turra: Mas a gente não ta ensaiando ainda. É a banda do vizinho da frente.
Silêncio. Grilos.
Cobra: Ah... erh...
Todo mundo rolando de rir aqui.
Cobra: Nossa... é de lá? Mas parece que vem daí...
Turra: Então, como eu estava falando, o ensaio é do vizinho. O nosso estúdio ainda nem está pronto.

A revolta foi geral. Lembramos de quando mudamos para cá. Ouvíamos Psy, Trance e vários sons que não tinham letras o dia inteirinho! O filho mais velho fazia altas festas porque os pais não estavam em casa. E com a piscina vivia cheia, não era apenas o barulho que incomodava. A inveja também. Os malditos se acabando durante os lindos dias de verão, e a gente no lerê, lerê.

Mas aí, os pais voltaram para casa e as festas acabaram. Bons tempos, aqueles. Éramos felizes e não sabíamos.

Eis que, semana passada, na hora do almoço, durante uma partida de sinuca muito bem disputada entre os meninos, a louca começou a babar verde. Infelizmente eu perdi o barraco, mas ouvi vários relatos. Segurem aí.

- Seu Sergio! Seu Paulo! Seu Sergio! Seu Paulo!

Do jeito que ela gritava, os meninos contaram que parecia que tinha ladrão em casa e ela pedia socorro. Rafael, com o taco de sinuca na mão, foi acudir. Só faltava o giz atrás da orelha.

Rafa: Pois não?
Cobra: O que é isso?! Tem muito barulho aí! É um absurdo, aqui tem criança dormindo e vocês ficam aí, gritando e xingando. Esse lugar parece um, um... um boteco!
Rafa: Minha senhora, se a senhora pedisse com educação, com certeza a gente tinha controlado mais. Até porque estamos aqui dentro de casa, não tem janela e nem dá pra saber que o som vai até aí.
Turra (chegando): O que está aconteceu?
Cobra: Vocês tão sempre fazendo barulho! Eu não agüento mais tanta confusão vinda daí! É só gritaria! Baixaria! Vocês xingam muito! Aqui Parece um, um, um boteco! Não tem educação, bla, bla, bla.
Turra: Pera lá. Aqui ninguém xinga, não. Somos todos evangélicos.

O povo ria horrores. Berger pedia para fazer um bundalelê pra ela.

Cobra: Vocês incomodam muito. É porra pra lá, é porra pra cá! Buteco, bla, bla, bla.

Turra: E a senhora é muito mal educada, porque quando fica aí, gritando que com seu marido, xingando, chamando ele de frouxo, e safado, discutindo em voz alta, eu tenho que ouvir daqui, né? Eu não tenho que ouvir a sua vida conjugal aqui! E isso me incomoda muito! Não dá, não!
Cobra (desconcertada): Mas eu não brigo todo o dia, não! A gente só discute uma vez por mês!

Berger, a esta altura, estava sendo segurado pelos outros meninos porque queria abaixar as calças para ela e fazer um giroscópio com o biláu.

Turra: E tem mais. Quando você não está em casa, seu filho faz festa aí! E bota som lá nas alturas e agora eu tenho que ouvir também Britney Spears e Kelly Key e ainda tenho que ficar vendo ele se pegando com outros homens.

1 segundo de silêncio de uma Mãe que é a última a saber da opção sexual do filho.

Cobra: Se, se, se ele tá se agarrando, incomoda vocês aí?
Turra: Incomoda, sim. E tem mais. Aqui ninguém vai diminuir o barulho, não. Chama o disque-silêncio e manda medir o barulho, que o boteco vai continuar. – e entrou.

Quando acabei de saber da história, estava com os olhos esbugalhados.

Eu: Turra!!!
Turra: Eu não falei pra ofender o cara, não. Cada um faz o que bem entender da vida. Mas eu tinha que me vingar da mulher. Eu falei pra deixar a mulher puta.
Eu: Será que ela sabia?
Turra: O que?
Eu: Sei lá, que o filho dela é gay?
Turra: Sei lá. Só sei que ela deve ter ido dar uma batida no quarto dele. E na verdade, eu nunca vi ele se pegando com ninguém, não. Mas já vi pegação de homem, sim!

Esses são os caras que eu convivo todos os dias. Politicamente incorretos. Incorretíssimos. Graças a Deus.


O Rio de Janeiro continua lindo







Esta foi uma viagem muito importante para mim. Fui uma, e voltei outra. Ela teve um efeito cicatrizante. Eu quase não conhecia o Rio e ter descoberto as maravilhas desta cidade ao lado dos meus grandes amigos foi uma delícia. Eu, Gabriela, amigo Carlos e Flávia, fomos para a casa do Fernando, que mora no Humaitá, e fizemos desde programas mais simples – como andar de pedalinho van (para caber todo mundo) na Lagoa – até ferver num inferninho em Botafogo. Passeamos no Jardim Botânico, fomos de bondinho a Santa Tereza, nos deliciamos na próspera Confeitaria Colombo e passeamos no Pão de Açúcar. A propósito, ali eu me senti assaltada: R$ 44 reais para subir! Ahhhh!!!! Mas fora esses amigos, encontramos com outros, como a Clarissa, que conheci no carnaval em Olinda, Francis – também publicitário – e amigos de amigos. E uma noite saímos todos juntos. A caravana do ES invadiu o Rio.

Meu grande arrependimento foi não ter ido ao Maracanã ver meu Flamengo ser campeão com o amigo Carlos. Ele bem que avisou, me chamou e eu fiquei lerdando. Quando resolvi que ia, não tinha mais ingresso. E foi pouco para deixar de ser sonsa. Na hora que vi os pênaltis e a emoção dos torcedores pela TV, quis cortar os pulsos. Eu tinha que estar lá!

Mas o mais interessante foi o povo em si. Os cariocas são demais. Ou melhor, são demaixxx. Eita gente despojada, simpática e cheia de atitude. E os Meninos do Rio... eles tem um calor... que provoca arrepio... sei lá, entende? Tem até carioca com cara de gringo. O passeio que fizemos depois do almoço em Ipanema, quando uma pista é fechada, me deixou vesga. É muita saúde num lugar só.

Resultado: gostei tanto que nem trouxe minha roupa de cama da casa do meu amigo e anfitrião, Fernando (que foi perfeito em todos os detalhes, obrigada!). Já está lá me esperando para uma próxima visita. Que será bem próxima mesmo, se Deus quiser. Mais, eu não conto.