Jogo do Brasil e Suzana Werner

Não estava muito animada pra ver esse jogo de 4ª feira, depois daquele fracasso de domingo. Mas como seria logo depois da novela, continuei exatamente no mesmo lugar: esticada na poltrona comendo pipoca. Aos poucos, tudo foi mudando. O Maraca lotado, a torcida era um verdadeiro álbum de família, o verde e amarelo dando vida à esperança de que seria um jogo diferente. Comecei a me agitar, comecei a querer estar lá também, com o rosto pintado e mais inquieta do que as milhares de bandeirinhas que saudavam a seleção depois dos 7 anos de ausência. Aí veio o golpe final que me prenderia de vez à partida: a visão do Júlio César chorando. Pronto. Naquela hora fiquei também emocionada, lágrimas brotaram e acabei tendo uma lembrança nada patriótica ou esportiva: Suzana Werner. Sim, ela mesma. Pensei em como ela se deu bem por ter casado com aquele Bonitão e não com o Fenômeno. Lembrei da Copa da França, onde muita gente disse que a culpa pelo piripaque do Ronaldinho tinha sido dela. Em como se manteve digna a não recorrer ao golpe da barriga para garantir uma renda fixa pro resto da vida durante os anos em que ficaram juntos. Dos chifres que ela tomou. Das chacotas que sofreu quando começou a namorar outro jogador. Em como a vida afetiva do Gordo vive na boca do povo e a dela, não. Foi tudo muito rápido e no meio desse turbilhão, minha vó falou:
- A melhor coisa que a Suzana fez foi ter casado com esse pão. Aquele Ronaldinho é muito feio.
- Mãe! Eu tava pensando a mesma coisa! Feio e galinha. Eita homem bonito, esse goleiro – disse minha mãe.
- E ele parece ser um menino bom – valorizou, vovó.
Eu dei uma gargalhada e sentei. As duas não paravam de falar e o tricô foi muito além disso, depois que eu entrei na conversa. Só paramos depois de uns minutos de jogo, quando começamos a torcer histéricamente e mudamos o foco dos xingamentos.
Mas só ontem, lendo o Garota Carioca, que me dei conta de que esse foi um pensamento compartilhado pela mulherada. Eu me reconheci no texto da Daniela logo nas primeiras linhas. Depois disso, fiz uma enquete com várias amigas e todas lembraram da Loira. À noite, quando o JN passava imagens da festa que teve depois da vitória, vovó perguntou.
- Pôxa, cadê a Suzana? Bem fez ela que não casou com o aquele outro lá.

4 comentários:

Thaís disse...

Ah ela era muito linda pra ele!!
Que maridão pão! (Essa foi minha mãe)
Unânime!!!

Obrigada pelas palavras
to melhor!
vlw mesmo!
bjo

Rodolfo disse...

ahahahaha

eu torço pro flamengo, não tenho nenhuma admiração pelo júlio cesar fora das traves, rs, e me lembrei de uma vez (acho que no ano de 2000), lá no maracanã e eu estava presente. vascaínos gritavam atrás do gol: "ô júlio césar, como é que é, o ronaldinho já pegou tua mulher... até no c*"

e ele manteve-se digno. rs.
tenso.

Dedinhos Nervosos disse...

É, eu lembro disso. Essa torcida vascaína... tsc tsc tsc hehehe

Helena disse...

hahahahahahahhaha
que horror essa torcida.

Mas ela fez bem mesmo. Que Ronaldinho que nada.