“Eu vi a cara da morte, E ela estava viva”

Lembro como se fosse hoje. Anos 80. Doença misteriosa que atacava principalmente os gays, prostitutas, hemofílicos e usuários de heroína. Muitos ídolos, meus ídolos, atores, cantores, intelectuais e tantos outros definhavam a olhos vistos. Alguns negavam. Outros fizeram questão de aparecer e dizer que tinham contraído o maldito HIV. Queriam alertar sobre o surgimento do mal que nascia num dos momentos de maior prazer do ser humano: o sexo. Foi um corre-corre. Nessa mesma época, eu soube que camisinha não era apenas uma blusa pequena, mas um escudo contra a ameaça que não tem cura. Infelizmente a geração mais jovem prefere ignorá-la. Talvez por não terem acompanhado o surgimento da doença e sua verdadeira face, a grande maioria prefere contar com a sorte. Os coquetéis mudaram a cara da AIDS. Mas ela ainda existe. E não é bonita.

3 comentários:

Karlinha disse...

Realmente nem se compara...Agora os infectados até mantêm a aparência...

Plinio Uhl disse...

hj a cara da morte são de jovens saudáveis.

ótima capa e ótima lembrança.
bjuz.

C. Almei. DA disse...

Não dá pra dizer que uma pessoa magra demais tem HIV hoje em dia. As coisas mudaram para melhor no critério ciencia, e mudaram para pior no critério comportamento.