Acaso?
Dona D era casada há alguns anos e nunca tinha conseguido engravidar. Como o casal sempre quis ter filhos, resolveu adotar a C, que era um neném fofo. Para dar uma força nas despesas da casa, Dona D resolveu bancar a babá e tomar conta de crianças. A primeira usava uma cadeira de rodas. A segunda também. Praticamente todas as crianças que apareciam, exigiam um cuidado especial e, principalmente, muito amor e dedicação no trato diário. O trabalho era muito cansativo e todos ficavam intrigados com a coincidência. Nessa época, ela ficou grávida do primeiro filho. Foi uma felicidade enorme e uma surpresa sem tamanho porque já tinham perdido as esperanças e não pensavam mais no assunto depois da adoção. Depois teve mais três e a carreira de babá foi encerrada. Quando fez 7 anos, a pequena C ficou muito doente. Começou a perder os movimentos inferiores e os médicos diagnosticaram paralisia infantil. Nem preciso mencionar como a notícia entristeceu a todos. Dona D, sempre guerreira, retomou o rumo da sua família e colocou em prática tudo o que tinha aprendido nos tempos de babá. Com certeza seria muito mais difícil física e psicologicamente se aquelas crianças nunca tivessem aparecido em sua vida. Se elas não a tivessem preparado para lidar com o que aconteceria.
Visitante horripilante
Morro do Moreno


Depeche Mode / Somebody
Uma música ou um desejo?
“Alguém
Eu quero alguém para dividir
Dividir o resto da minha vida
Dividir meus pensamentos mais profundos
Conhecer meus detalhes mais íntimos
Alguém que ficará ao meu lado
E me dará apoio
E em troca
Ele terá o meu apoio
Ele me ouvirá
Quando eu quiser falar
Sobre o mundo em que vivemos
E a vida em geral
Embora meus pontos de vista possam estar errados
Eles podem mesmo estar deturpados
Ele irá prestar atenção em mim
E não irá ser facilmente convertido
Ao meu modo de pensar
Na verdade ele discordará muitas vezes
Mas ao final de tudo
Ele me entenderá
Aaaahhhhh....
Eu quero alguém que se preocupe
Comigo apaixonadamente
Com todo pensamento e
toda respiração
Alguém que me ajudará a ver as coisas
De um modo diferente
Todas as coisas que detesto
Eu quase gostarei
Eu não quero estar amarrada
Às cordas de alguém
Eu estou calmamente tentando me manter afastada
Dessas coisas
Mas quando eu estiver adormecida
Eu quero alguém
Que me envolverá com seus braços
E me beijará ternamente
Embora coisas assim
Me deixem doente
Em um caso como esse
Eu irei me safar disso
Aaaahhhhh....”
Frescuras de Carnaval
O cara tinha acabado de chegar no Carnavio e devia estar muito mal acostumado com a mordomia.
Carioca: Vocês estão tomando o que?
Gabi: Whisky.
Carioca: E esse gelo? Arrumaram aonde?
Gabi: Ali, ó (apontando para um vendedor sentado em cima do isopor)
Carioca (desconfiado): Ahhh... e vocês têm idéia de onde veio esse gelo?
Eu (rindo): Tá louco? Você já viu aonde está?
Gabi: Whisky mata tudo!
Frescura Paulista
Final do Camaleão. Eu, faminta como uma leoa, comprando um churrasquinho de lingüiça num chapeiro.
Paulista (assustado): Anna, você tem certeza que vai comer isso?
Eu (faltando pouco para ter uma crise de hipoglicemia): Lógico. Quer um também?
Paulista: Mas Anna... você não sabe a procedência dessa carne!
Eu (surpresa): E nem quero saber. Eu tô com fome!
Faça-me o favor, depois de quase 7 horas pulando, eu não sabia direito nem da onde EU vinha, ia lá me importar com a origem da lingüiça!
Terça: Bloco Camaleão


Segunda: Bloco Coruja


Domingo: Bloco Camaleão

{Para quem não gosta, é até estranho ler isso, afinal as letras não são nenhuma Brastemp, a voz não é potente e eu nunca vou a shows de axé, mas quando está em cima do Trio, o Chiclete com Banana emite uma energia tão grande, que é impossível não se deixar contagiar. As imensas caixas do T. Rex berram muito mais do que música aos ouvidos. Elas empurram felicidade ao coração, energia às pernas, balanço aos quadris, gingado aos ombros, sacudidas aos braços. Não tem passos pré-definidos. Você dança do jeito que quiser, algumas vezes, basta apenas arrastar os pés. É só seguir com as mãos pra cima, às vezes sem nem entender direito o que está cantando, mas essas horas passadas na companhia de pessoas com roupas iguais as suas, são eletrizantes, felizes e viciantes.}
Mas como ia dizendo antes de abrir os parênteses, lá fui eu, atrás do Chicletão, toda feliz e saltitante reparando melhor nos colegas Camaleões. As pessoas que compram este bloco não são pirralhas, graças a Deus. Vi, inclusive, vários grisalhos gatérrimos se divertindo horrores. Uma beleza. A parte chata é o contraste com a pipoca, que é a mais violenta do carnaval. São homens grandes, fortes e a maioria pula no mesmo ritmo, sacudindo os braços como se lutasse boxe, de cabo a rabo na corda. É impressionante. Perto deles, qualquer outra pipoca pode ser chamada de algodão doce.
Fizemos o percurso quase sem problemas. Na metade houve uma confusão das criaturas sem-noção que não entendem que precisam parar quando o Trio pára. Pela primeira vez na vida eu caí de traseiro no chão. Meda! A galera vindo pra cima, eu de mãos dadas com Gabi e Bruninho, com os cotovelos abertos pra me proteger, as pernas firmes, bem plantadas no asfalto, tentando me equilibrar. E todo mundo caindo, caindo, caindo... "putzzzz, vou cair" e pimba, no chão, em câmera lenta. Eu pra um lado, Gabi pro outro, Bruninho, que de inho só tem o apelido, pro outro, de joelho. Graças a Deus ele estava conosco nessa tsunami humana. Porque ele levantou na mesma hora e nos puxou. Foi um sufoco. Valeu Bruninho!!! Passado o susto, continuei o percurso com a mesma disposição do começo, só abalada quando constatei que a festa estava acabando ao ver o Camarote do Othon. Como assim, tinha pouco mais de 3 horas e já ia acabar? Ahhh, não! Fiquei danada da vida. Não conseguia acreditar. Mas tudo bem. Ainda tinha a 3ª feira, que retornaria ao bloco num trajeto muito maior do que o Barra-Ondina. Este foi o primeiro ano que o Camaleão coloriu a beira-mar. Tivemos a primeira vez juntinhos. A emoção me deixou de pernas bambas. Foi um tesão.



Sexta: Camarote Oceania






Tentando definir o que é o carnaval de Salvador













Espero ter conseguido fazer um apanhado do carnaval. Depois dou mais detalhes e coloco + fotos dos camarotes, dos trios e de tudo o que consegui perceber. Vou falar mais como participante.